Papa Bento XVI: A Igreja está viva e não tem medo de evangelizar.

VATICANO, 16 Fevereiro 2012 / 10:56 am (ACI/EWTN Notícias).-

Em seu discurso esta manhã a um grupo de bispos da Europa e África no Vaticano, o Papa Bento XVI disse que a Igreja está viva e não tem medo de cumprir sua missão de evangelização diante dos muitos e graves desafios do mundo de hoje.

Assim indicou o Santo Padre ao receber os participantes no segundo simpósio dos bispos europeus e africanos, inaugurado em 13 de fevereiro e dedicado ao tema “A evangelização hoje: comunhão e cooperação pastoral entre África e Europa”.

O Santo Padre explicou que a tarefa da evangelização requer a oração e o compromisso de todos já que “é parte integrante da vocação de todos os batizados, que é a vocação à santidade. Os cristãos que têm uma fé viva e estão abertos à ação do Espírito Santo se convertem em testemunhos com a palavra e a vida do Evangelho de Cristo”.

O Papa ressaltou a necessidade das relações da Igreja na África, com suas dificuldades, e a que está na Europa, como as que enfrentam desafios comuns sustentando-se no laço comum da caridade.

Nesse quadro, os bispos devem “ter em conta o vínculo essencial entre a fé e a caridade, porque ambas se iluminam mutuamente em sua verdade. Acaridade favorece a abertura e o encontro com o homem de hoje, em sua realidade concreta, para levá-lo até Cristo e ao seu amor por cada pessoa e cada família, especialmente pelos que são pobres e estão sós”.

Bento XVI se referiu depois às dificuldades que enfrentam os bispos, como a indiferença religiosa “que leva muitas pessoas a viver como se Deus não existisse ou a conformar-se com uma religião vaga, incapaz de enfrentar a questão da verdade e o dever da coerência; o peso do ambiente secularizado e a sempre hostil à fé cristã” e “o hedonismo, que tem contribuído para que a crise de valores penetre na vida cotidiana”.

“Sintomas de um grave mal estar social são também a difusão da pornografia e a prostituição. Vocês são bem conscientes destes desafios, que movem vossas consciências pastorais e vosso sentido de responsabilidade”, acrescentou o Papa.

No entanto, esses desafios, não devem desanimar os bispos, mas “brindar a ocasião de redobrar o compromisso e a esperança que nasce da certeza de que Cristo ressuscitado está sempre conosco”.

O Pontífice em seguida sublinhou o papel central da família na pastoral pois é “a garantia mais sólida para a renovação da sociedade”.

“Na família que custodia costumes, tradições e rituais imbuídos de fé, se encontra o melhor terreno para o florescimento das vocações”, disse, convidando os participantes do simpósio a prestar uma atenção particular “à promoção de vocações sacerdotais e de consagração especial”.

Recordando que a família “é também o centro de formação da juventude”, o Papa disse que tanto a Europa como a África necessita de “jovens generosos que, com responsabilidade, tomem as rédeas de seu futuro”.

Também exortou as instituições a recordar que o futuro está nas mãos destes jovens e por isso é importante “fazer todo o possível para garantir que seu caminho não esteja marcado pela indecisão e escuridão”.

“Na formação das novas gerações a dimensão cultural assume um papel importante (…) A Igreja respeita cada descoberta da verdade, porque toda verdade procede de eus, mas sabe que o olhar da fé posto em Jesus abre a mente e o coração do ser humano à primeira Verdade que é Deus”.

“Desse modo, a cultura alimentada pela fé conduz à verdadeira humanização, enquanto que as falsas culturas desembocam na desumanização: na Europa e na África temos tido tristes exemplos”, observou o Papa.

“Vosso simpósio vos brindou com a oportunidade de refletir sobre os problemas da Igreja em ambos continentes.

Efetivamente, não escasseiam e são às vezes relevantes, mas, por outro lado, também são a prova de que a Igreja está viva, de que cresce, e não tem miedo de levar a cabo sua missão de evangelizar”.

Finalmente o Papa fez um chamado especial aos bispos para viver a santidade pessoal, que “deve resplandecer em benefício de quem é confiado à vossa cura pastoral e a quem devem servir. Vossa vida de oração irrigará do interior vosso apostolado”.

“Um bispo deve ser um enamorado de Cristo. A autoridade moral e a credibilidade que sustentam o exercício de vosso poder jurídico, poderão providenciar então só da santidade de vossas vidas”, concluiu.

Compartilhar

“A bondade de Deus pode alcançar-nos até no último instante de vida, e que a oração sincera, inclusive depois de una vida equivocada, encontra os braços abertos do bom Pai que espera o regresso do filho”.

Rezar pelos que nos fazem mal e perdoar sempre, exorta o Papa

VATICANO, 15 Fevereiro. 12 / 10:35 am (ACI/EWTN Noticias).- Na habitual Audiência Geral celebrada esta quarta-feira, o Papa Bento XVI refletiu sobre a oração de Jesus na Cruz e disse que como Ele, os fiéis devem rezar por aqueles que lhes fazem mal ou prejudicam, perdoando-os sempre como Deus perdoa.

Diante de uns 6 mil peregrinos reunidos na Sala Pablo VI no Vaticano, o Santo Padre disse em seu resumo da catequese que na oração de Jesus na cruz, Ele “nos chama a imitar-lhe e realizar o difícil gesto de orar também por aqueles que nos fazem o mal, sabendo perdoar sempre, vivendo a misericórdia e o amor”.

O Papa se referiu às frases do Senhor na Cruz. A primeira, “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, em relação aos soldados, é uma oração de intercessão “que dirige ao Pai: pede perdão para seus carrascos”.

Ao mesmo tempo “brinda uma leitura do que está acontecendo. Segundo suas palavras, os homens que o crucificam ‘não sabem o que fazem’.

Jesus afirma a ignorância deles, o ‘não saber’, como motivo de sua súplica ao Padre, porque essa ignorância deixa aberto o caminho da conversão”.

A segunda frase: “Em verdade te digo; hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”, dirigida ao”bom ladrão”, crucificado ao lado de Cristo, é “uma palavra de esperança”.

Através dela, Jesus reafirma que “a bondade de Deus pode alcançar-nos até no último instante de vida, e que a oração sincera, inclusive depois de una vida equivocada, encontra os braços abertos do bom Pai que espera o regresso do filho”.

“Pai, em tuas mãs encomendo meu espírito”, as últimas palavras de Cristo, constituem “uma oração de confiança, cheia de certeza do amor de Deus. A prece de Jesus diante da morte é dramática, como o é para todo ser humano, mas, ao mesmo tempo, possui uma calma profunda que nasce da confiança no Pai e da vontade de entregar-se totalmente a Ele”.

“Agora que a vida está a ponto de deixá-lo sela com a oração sua última decisão: Jesus se deixa ‘entregar’ nas mãos dos homens, mas é nas mãos do Pai onde deposita seu espírito. Deste modo –como afirma São João Evangelista– tudo se cumpriu, o ato supremo de amor chega até o fim”.

O Papa disse que as palavras de Jesus na cruz “em seus últimos instantes de vida terrena são fortes indicações de como devemos rezar, e nos dão também uma confiança serena e uma esperança firme. Jesus que pede ao Pai que perdoe os que o crucificam nos convida ao difícil gesto de rezar também pelos que nos fazem mal, que nos prejudicam, para que a luz de Deus ilumine seu coração”.

“Nos convida, assim, a adotar em nossa oração, a mesma atitud de misericórdia e de amor que Deus adota conosco”, observou o Papa.

Finalmente o Papa disse que “Jesus, que no momento extremo da muerte se abandona totalmente nas mãos de Deus Pai, nos comunica a certeza de que por muito duras que sejam as provações (…) ou angustiantes os sofrimentos, não cairemos nunca das mãos de Deus: as mãos que nos criaram, que nos sustentam e nos acompanham no caminho da existência”.

O Santo Padre ressaltou que “Jesus que no momento da morte se confiou totalmente nas mãos de Deus Pai, nos comunique a certeza de que, apesar das duras provas, os problemas, o sofrimento, estamos acompanhados de seu grande amor”.

Compartilhar