“A bondade de Deus pode alcançar-nos até no último instante de vida, e que a oração sincera, inclusive depois de una vida equivocada, encontra os braços abertos do bom Pai que espera o regresso do filho”.

Rezar pelos que nos fazem mal e perdoar sempre, exorta o Papa

VATICANO, 15 Fevereiro. 12 / 10:35 am (ACI/EWTN Noticias).- Na habitual Audiência Geral celebrada esta quarta-feira, o Papa Bento XVI refletiu sobre a oração de Jesus na Cruz e disse que como Ele, os fiéis devem rezar por aqueles que lhes fazem mal ou prejudicam, perdoando-os sempre como Deus perdoa.

Diante de uns 6 mil peregrinos reunidos na Sala Pablo VI no Vaticano, o Santo Padre disse em seu resumo da catequese que na oração de Jesus na cruz, Ele “nos chama a imitar-lhe e realizar o difícil gesto de orar também por aqueles que nos fazem o mal, sabendo perdoar sempre, vivendo a misericórdia e o amor”.

O Papa se referiu às frases do Senhor na Cruz. A primeira, “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”, em relação aos soldados, é uma oração de intercessão “que dirige ao Pai: pede perdão para seus carrascos”.

Ao mesmo tempo “brinda uma leitura do que está acontecendo. Segundo suas palavras, os homens que o crucificam ‘não sabem o que fazem’.

Jesus afirma a ignorância deles, o ‘não saber’, como motivo de sua súplica ao Padre, porque essa ignorância deixa aberto o caminho da conversão”.

A segunda frase: “Em verdade te digo; hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”, dirigida ao”bom ladrão”, crucificado ao lado de Cristo, é “uma palavra de esperança”.

Através dela, Jesus reafirma que “a bondade de Deus pode alcançar-nos até no último instante de vida, e que a oração sincera, inclusive depois de una vida equivocada, encontra os braços abertos do bom Pai que espera o regresso do filho”.

“Pai, em tuas mãs encomendo meu espírito”, as últimas palavras de Cristo, constituem “uma oração de confiança, cheia de certeza do amor de Deus. A prece de Jesus diante da morte é dramática, como o é para todo ser humano, mas, ao mesmo tempo, possui uma calma profunda que nasce da confiança no Pai e da vontade de entregar-se totalmente a Ele”.

“Agora que a vida está a ponto de deixá-lo sela com a oração sua última decisão: Jesus se deixa ‘entregar’ nas mãos dos homens, mas é nas mãos do Pai onde deposita seu espírito. Deste modo –como afirma São João Evangelista– tudo se cumpriu, o ato supremo de amor chega até o fim”.

O Papa disse que as palavras de Jesus na cruz “em seus últimos instantes de vida terrena são fortes indicações de como devemos rezar, e nos dão também uma confiança serena e uma esperança firme. Jesus que pede ao Pai que perdoe os que o crucificam nos convida ao difícil gesto de rezar também pelos que nos fazem mal, que nos prejudicam, para que a luz de Deus ilumine seu coração”.

“Nos convida, assim, a adotar em nossa oração, a mesma atitud de misericórdia e de amor que Deus adota conosco”, observou o Papa.

Finalmente o Papa disse que “Jesus, que no momento extremo da muerte se abandona totalmente nas mãos de Deus Pai, nos comunica a certeza de que por muito duras que sejam as provações (…) ou angustiantes os sofrimentos, não cairemos nunca das mãos de Deus: as mãos que nos criaram, que nos sustentam e nos acompanham no caminho da existência”.

O Santo Padre ressaltou que “Jesus que no momento da morte se confiou totalmente nas mãos de Deus Pai, nos comunique a certeza de que, apesar das duras provas, os problemas, o sofrimento, estamos acompanhados de seu grande amor”.

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