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O último capítulo do Evangelho segundo Francisco: Cristo “pede perdão” por sua “escapada”

07/01/2016por THE REMNANT

 

papa francis

Durante quase três anos, Francisco tem proporcionando à congregação e ao mundo suas idiossincráticas leituras dos acontecimentos do Evangelho, em seus sermões diários na Casa Santa Marta. Estes são espontâneos, porque Francisco tende a ver os textos preparados com menosprezo. Evidentemente, Francisco crê que é mais “pastoral” dizer simplesmente o que pensa sem que lhe importem as implicações doutrinais ou o potencial escândalo, tal e qual como temos visto uma ou outra vez. Os resultados têm sido sempre, dizendo suavemente, incríveis.

Os leitores recordarão exemplos memoráveis da exegese de andar falando na casa como a afirmação de que a imaculada e sem pecado Maria “talvez” tenha se sentido enganada por Deus quando viu seu Filho na Cruz (“Mentira! Eu fui enganada!”), ou a de que Cristo simplesmente fingiu estar chateado com seus discípulos (“Jesus não se chateia, muito menos finge”), ou a de que Mateus se agarrou ao seu dinheiro quando Cristo o chamou (“Não, não eu! Não, este dinheiro é meu!”), em lugar ouvir o chamado de Nosso Senhor imediatamente tal e qual como diz o Evangelho (Mateus 9, 9-13).

Em um sermão sobre a vida de Jesus, realizou também esta assombrosa oração: “Concedei-nos Senhor a identidade cristã, que tu tiveste.” Dizer que Jesus tinha uma “identidade cristã”, em lugar de dizer que Jesus é “o Cristo, o Filho do Deus vivo “, tal como reconheceu o primeiro Papa (cf. Mateus 16,16), foi o mesmo que sugerir que não era divino, mas simplesmente um homem superlativo cujo supremo exemplo cristão devemos imitar.

De fato, neste mesmo sermão improvisado Francisco opinou que: “A autoridade de Jesus- e a autoridade do cristão – provém desta capacidade de entender as coisas do Espírito, ao falar a linguagem do Espírito. É a partir desta unção do Espírito Santo…” Isto implica que qualquer cristão pode ser ungido na forma única em que Jesus foi ungido (ver Atos 10,38), ou que Jesus não teria autoridade em virtude de sua própia divindade, mas somente a teria como a de qualquer cristão “ungido”.

Independentemente do inadvertido que estas improvisações possam parecer, o que surge delas é uma redução implícita do Deus-Homem a um Messias que não é mais que uma grande criatura; cujos ensinamentos e sublimes exemplos morais conduziriam os homens a Deus Pai. Esta é a visão iluminada de Cristo que sustentaram os unitários e John Locke, que evitaram cuidadosamente qualquer afirmação sobre a existência do Deus Trino ou de que Cristo seja a segunda pessoa divina da Santíssima Trindade.

Num último improviso de Francisco neste sentido só aumentaram as complicações. No sermão sobre a perda (de Jesus) no templo, Francisco disse o seguinte:

Em lugar de regressar para casa com sua família, Ele ficou no templo de Jerusalém, causando muita dor a Maria e a José, que não puderam encontrá-lo. Por esta pequena “escapada”, Jesús teve que provavelmente pedir perdão a seus pais. O Evangelho não nos diz isto; porém creio que podemos supor.

Qualquer menino bem catequizado sabe que Jesus, longe de mendigar perdão, repreendeu seus pais de uma maneira que constitui uma revelação precoce de sua divindade: “Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me dos assuntos de meu Pai? “(Lucas 2, 49) Francisco, no entanto, reduz sem cuidado algum, este evento fundamental a uma aventura infantil pela qual Jesus teve que pedir perdão. Segundo este mesmo ponto de vista, o enunciado “Por que me buscáveis? No sabíeis que eu devo ocupar-me dos assuntos de meu Pai?“ seria a pior espécie de insolência e falta de respeito à autoridade dos pais numa criança comum.

Bem: alguém não pode pedir perdão ao outro, a menos que tenha ofendido injustamente o outro. Jesus, sendo divino, seria incapaz de cometer uma injustiça contra ninguém, e muito menos contra seus próprios pais. Ao dizer que Jesus teve que pedir perdão por seu comportamento é pior ainda, ao sugerir que teria pecado contra Maria e contra José e que sendo assim seria obrigado a pedir perdão.

Surgem as perguntas: Está Francisco confundido com a divindade de Cristo? Vê Cristo como o Deus-Homem, cujo sacrifício de si mesmo ao Pai, sendo de valor infinito, serviu para expiar todos os pecados cometidos e por cometer, ou mantém um conceito de um Messias inferior, sem se dar conta talvez do que faz? Deixo em mãos dos comentaristas que possam sugerir uma explicação razoável deste sermão que seja consistente com a divindade de Cristo e com uma leitura ortodoxa do Evangelho.

   Christopher A. Ferrara Christopher A. Ferrara

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por euvimparaquetodostenhamvida