“O Próximo Sínodo é uma Batalha entre Cristo e o Anticristo: -De que lado estará?”

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“O Próximo Sínodo é uma Batalha entre Cristo e o Anticristo: -De que lado estará?”

RORATE CÆLI 5 março, 2015

Alessandro Gnocchi continua sendo um dos melhores comentaristas da situação atual da Igreja. O seguinte trecho de sua coluna em ‘La Riscossa Cristiana’ é um exemplo de sua determinação em ver as coisas como são. Gnocchi usa palavras fortes que provocam o pensamento:

O mundo católico que comumente se chama “não de esquerda” ou “não progressista”, salvo as raras exceções dos que são capazes de ir realmente contra a corrente, se compõe de intelectuais pouco convincentes e sedentos de legitimação. Pobres personagens em busca de um autor que os suba a um cenário e os faça recitar qualquer livreto que se ponha diante deles. Entretanto, enquanto os títeres saltam e dançam, o pequeno teatro se torna sempre mais à esquerda até completar a mutação.

A linguagem, os temas e inclusive os princípios que até o último pontificado foram considerados como não negociáveis, se adaptam a um público que sempre quer mais e melhor: desde a colaboração política até chegar às concessões doutrinais o caminho é muito curto, especialmente se existe o incentivo de receber os aplausos do mundo.

[Há quem] se escandaliza, porque todo aquele que tente expressar uma objeção frente a situação atual é etiquetado rapidamente como “uma pessoa que semeia divisão”…

A tática de acusar os dissidentes de serem “pessoas que dividem” no geral se emprega pelo poderoso ou pelo covarde e devemos recordar que sempre os que estão no poder são os covardes que eventualmente têm uma alavanca de poder em suas mãos. Sempre que existe alguém que se atreva a debater os temas de oposição os poderosos evitarão o debate silenciando suas próprias convicções e sua posição real, e os covardes o evitarão porque não têm convicções, e no caso de tê-las, não têm a coragem para defendê-las.
Nada é mais fácil que submeter ao escárnio público qualquer um que se atreva a romper a chapa da unidade deslegitimando-o a priori: se ameaça a unidade, não se é permitido falar. A Verdade, com maiúscula, sucumbe à conveniência. Pilatos, que prefere seguir sendo amigo de César, nunca cessa de buscar companheiros de rota.

A Igreja nos últimos anos tem funcionado (ou melhor, mal funcionado) por ancorar-se a si mesma ao desejo de ser a amiga de César. Ela tem sido fraca até o ponto de ficar anêmica no campo da doutrina e da moral. Ela se mostra agressiva e desapiedada em sua repressão e na negação de toda opinião legítima que tenha a intenção de reafirmar as verdades doutrinais e morais. O resultado é silenciar àqueles cuja intenção é defendê-la e por sua vez dar renda solta àqueles cuja intenção é destruí-la. Esta metodologia é muito elogiada e se coloca em prática desde o topo até a igreja paroquial.

catecismo da igreja catolica sínodo

Porém permitam-me agora algumas considerações sobre as melodias que sempre silvam aqueles católicos que dizem que querem se opor à deriva em direção liberalismo, mas na verdade não fazem nada, exceto ir seguindo-a sempre com um passo atrás. Eu me limitarei a falar desse tilintar, que é o seguinte: “sempre é melhor fazer algo mesmo não sendo perfeito que não fazer nada.”

Estes católicos, aos quais talvez devesse chamar “católicos-light” [cattolichetti] perderam de vista, devido a sua cançãozinha, a postura que o católico sempre deve assumir no enfrentamento com o mundo. Desta maneira, ao persistir na connivência e cooperação com o mundo, entorpecem seu sentido espiritual até o ponto de que não mais são capazes de compreender a gravidade dos tempos em que vivemos.

Eles se deleitam nos planos políticos idealistas de ação, enquanto o que realmente está acontecendo é uma guerra entre Cristo e o Anticristo em uma escala nunca antes vista, onde o que está em jogo é a sobrevivência da fé católica.

Repito: estamos em uma batalha para preservar a Fé Católica e esta batalha é travada em várias frentes, inclusive em algumas que são tão importantes como a verdade moral, mas que são só campos de batalha em uma guerra que é muito mais profunda, que implica a metafísica e a religião. O mais importante em jogo é a fé. Mas a fé se conserva inteira e intacta, ou se perde. Não se pode preservar somente partes, de acordo com o gosto ou a conveniência.

As decisões que se tomem a respeito dos elementos cruciais do ensinamento moral, que tocam a natureza humana, são os sinais que mostrarão se a fé resistirá ou se renderá. Porque qualquer acomodamento, inclusive algum concebido para o bem ou talvez usando o carcomido conceito do “mal menor”, representa um acomodamento da Fé: uma traição a Cristo em favor do Anticristo.

O mundo de hoje não necessita uma lei que é um pouco menos má que a outra porque, como os “católicos-light” dizem, “é melhor fazer algo, mesmo não sendo perfeito, do que não fazer nada”. Não estamos lutando uma batalha para dar algo menos mal ao mundo, mas para permanecer fiéis a Cristo e seus ensinamentos, e só Ele pode salvar o mundo.

Isto é o que tem feito o Sínodo sobre a Família que acaba de concluir um evento tão dramático e fará que o próximo o seja ainda mais. O que aconteceu e vai acontecer, não só será um face a face entre duas diferentes escolas de pensamento, mas o face a face entre os que pretendem preservar a Fé católica em seu conjunto e os que querem mudá-la. Em poucas palavras, e como estamos falando de bispos, cardeais e do Papa, minhas palavras podem parecer duras, estamos tratando da batalha entre Cristo e o Anticristo. Só resta para nós escolher de que lado estar.

[Fonte ‘La Riscossa Cristiana’ – Traduzido para o espanhol por Juan Campos. Artigo original]

http://www.adelantelafe.com/roratecaeli-el-proximo-sinodo-es-una-batalla-entre-cristo-y-el-anticristo-de-que-lado-estaras/

por euvimparaquetodostenhamvida