Martin Pistorius se curou: Esteve 12 anos em estado vegetativo mas se inteirava de tudo: comentários cruéis, TV repetida…

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Estuvo 12 años en estado vegetativo pero se enteraba de todo: comentarios crueles, TV repetida...
Martin Pistorius se curou; seu caso tem um livro

Esteve 12 anos em estado vegetativo mas se inteirava de tudo: comentários cruéis, TV repetida…

Martin Pistorius ficou assim, paralizado, dormindo no princípio, depois despertou mas ninguém percebeu que se inteirava de tudo

Thaddeus Baklinski/LifeSite- 18 janeiro 2015-religionenlibertad.com

Martin Pistorius odeia a série de TV Barney. E a razão não é surpreendente. Durante doze anos, enquanto ele estava em um coma que os médicos haviam descrito como “estado vegetativo”, as enfermeiras, pensando que ele não podia ver ou ouvir nada, punham continuamente a série do Barney enquanto ele permanecia sentado, atado a sua cadeira de rodas.

Mas Martin não era o “vegetal” que os médicos diziam que era. De fato, ele podia ver e ouvir tudo.

“Não posso nem sequer expressar quanto odeio o Barney,” disse recentemente para a NPR (National Public Radio).

Uma enfermidade desconcertante

Nos anos 80, Martin era o típico jovem ativo, em idade de crescimento, na África do Sul. Então, aos doze anos, caiu enfermo por causa de uma enfermidade que desconcertou os médicos e cujo resultado foi que ele perdeu a mobilidade de seus membros, depois o contato visual e, por último, a faculdade de falar.

Para seus pais, Rodney e Joan Pistorius, disseram que ele era um “vegetal” e que o melhor que podiam fazer por ele era levá-lo para casa e mantê-lo cômodo até que morresse.

Porém o jovem seguiu vivendo apesar do diagnóstico.

“Martin só seguiu adiante” disse sua mãe. Agora, em um novo livro de memórias “Ghost Boy: My Escape From A Life Locked Inside My Own Body,” (Menino fantasma: minha fuga de uma vida encerrada dentro de meu própio corpo, ndt.) Martin revelou que, no princípio ele estava inconsciente tal como pensavam os médicos, mais ou menos dois anos depois começou despertar, até que chegou a ficar plenamente consciente de tudo o que acontecia ao seu redor.

Cuidados contínuos
O pai de Martin, Rodney, cuidou de seu filho durante toda esta terrível experiência e recorda a rotina diária de se levantar às cinco da manhã para preparar Martin e levá-lo ao centro de cuidados especiais, onde passava todo o dia.

“Oito horas mais tarde o pegava, o banhava, o alimentava, o colocava na cama e programava meu alarme cada duas horas para me levantar e dar volta para que não saíssem úlceras nas costas,” Rodney disse em uma reportagem da NPR.

“Espero que morra”
Martin recorda, no entanto, que sua mãe em um determinado momento perdeu a esperança e olhando seu filho, pensando que ele não podia ouvir, disse: “Espero que tu morra”.

Porám ele a ouviu. “Sim, estava ali, não desde o primeiro momento, mas dois anos depois de meu estado vegetativo, comecei a me despertar”, disse Martin.

“Percebia tudo, como uma pessoa normal. Todo o mundo estava tão acostumado que eu não estivesse ali que não perceberam que comecei a estar de novo presente. A cruel realidade de que eu ia ficar o resto de minha vida assim, totalmente só, foi um golpe para mim”.

Com seu cérebro ativo mas com um corpo inerte, Martin no princípio pensou que estava preso e que seguiria sempre assim.

“Ninguém nunca mostrará ternura para mim. Ninguém me amará nunca”, ele pensou. “Estou condenado”.

“Meus membros presos, minha voz muda”
“Não pensa realmente em nada”, recorda Martin. “Simplemente existe. É um lugar escuro onde encontrar-se porque, em um certo sentido, está ajudando a si mesmo a desaparecer. Minha mente estava presa dentro de um corpo inútil, minhas pernas e braços não eram meus para que eu pudesse controlá-los e minha voz estava muda. Não podia fazer um sinal ou som para que alguém soubesse que estava consciente de novo. Era invisível – o menino fantasma”.

Mas, de novo, Martin não se rendeu e disse que com o tempo assumiu as palavras de sua mãe.

“O resto do mundo me parecia tão distante quando ela disse essas palavras”, recorda, mas então percebeu que “com o tempo, tinha aprendido gradualmente a entender o desespero de minha mãe. Cada vez que ela me olhava, ela só podia ver uma cruel paródia do menino são que tinha sido uma vez e que ela amava muito”.

Pouco a pouco, a melhora
Com o passar do tempo, o corpo de Martin se pôs em onda com sua mente e inexplicavelmente começou a sarar. Aprendeu a se comunicar usando um computador e começou a ampliar seu mundo além dos confins que o tinham oprimido.

Em 2008 encontrou o amor de sua vida, Joanna, e imigrou ao Reino Unido. Em 2010 fundou sua própria empresa.

Agora tem 39 anos, está casado com Joanna e vive uma vida totalmente funcional e normal em Harlow, Inglaterra.

Martin Pistorius se recuperou, casou com Joanna (na foto) e vivem felizes na Inglaterra

Casos que abundam
A história de Martin não é tão incomum como alguém possa pensar. Nos últimos anos tem acontecido numerosas histórias sobre pessoas que tinham sido diagnosticadas com “morte cerebral” ou de ficar em “estado vegetativo” que posteriormente se recuperaram, revelando que estavam plenamente conscientes do que sucedia ao seu redor.

Em um caso especialmente assustador, um homem jovem chamado Zach Dunlap revelou que estava plenamente consciente quando os médicos e membros de sua família discutiam sobre como doar seus órgãos.

Alguns momentos antes que fosse programado para ser levado para o centro cirúrgico para a extirpação de seus órgãos, um membro de sua família cravou sua unha debaixo de um dos dedos de seus pés, causando uma repentina reação.

A operação de extirpação foi anulada e Zach se recuperou.

Casos como estes estão avivando o crescente debate sobre a exatidão dos diagnósticos de “estado vegetativo” e “morte cerebral».

Trailer [em inglês] do livro “Ghost Boy” (O menino fantasma), a incrível história verdadeira de Martin Pistorius

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por euvimparaquetodostenhamvida