Descanso, trabalho e liberdade. “João Paulo II em sua Carta dedicada ao Domingo: «A alegria cristã deve caracterizar toda a vida, e não só um dia da semana».

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Descanso, trabalho e liberdade

 

Ocorreu faz quase vinte anos. Em um almoço do Papa João Paulo II com um grupo de bispos, um deles lhe perguntou sobre seu horário de um dia normal no Vaticano; suas mãos brincavam com os talheres, enquanto contava suas atividades desde o amanhecer até esse momento. Avassalador.

E começou a se referir a uma reunião que ia ter pouco depois de almoçar com seus colaboradores mais próximos, quando um dos presentes inquiriu: «Mas, Santo Padre, terá também algum tempo livre!» Nesse momento, o Papa deixou cair a faca que tinha na mão e respondeu de imediato: «Não, não; se tudo isto for livre».

Se uma imagem vale mais que mil palavras, este testemunho nos poupa sem dúvida mil explicações. «Diga-me como é teu ócio, e te direi quem é»: assim poderíamos enunciar hoje, sem temor de equivocar-nos, o famoso ditado de ‘Diga-me com quem andas… E foi que, para conhecer realmente alguém, veja como trabalha, interessa comprovar como emprega seu tempo livre, se bem que tal qualificativo requer ter em conta o altamente edificante comentário de João Paulo II.

O que significa livre, aplicado ao descanso? Que no tempo de trabalho somos escravos? Por desgraça, é esta uma experiência geral, e cabe então perguntar se se pode ser livre algumas horas ou alguns dias, quando não há liberdade o resto das horas e dos dias. Se é livre em todo momento, ou não se é livre em absoluto, por muito que se pretenda sê-lo.

É bastante habitual em nossa sociedade pós-moderna, a da cultura do nada, que a ilusão pela chegada das férias, paradigma do espelhismo (Atitude que faz com que uma pessoa ou instituição observe e atue a partir dos conceitos que tem de si mesmo) da liberdade hoje em uso, seja diretamente proporcional à desilusão do regresso das mesmas, e inclusive de muito antes!

Por tua palavra, viverei na claridade. Óleo de Isabel Guerra

 

Se fala do ‘carpe diem’ (Carpe diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento) como distintivo da cultura atual, a do desfrute do momento, que praticamente se acaba apenas alcançado, e não há, portanto, capacidade de olhar o futuro com a mínima esperança, porque no presente nada verdadeiro se constrói, tudo escapa dentre as mãos, se nos desligamos da Verdade de onde viemos e que nos descobre quem somos. Neste contexto, o ócio, o descanso, as férias não podem ser mais que uma caricatura de liberdade.

Esta só é tal, no ócio como na atividade, enraizada na verdade do homem, do mundo e, em definitivo, de Deus. «O engano maior, a maior fonte de infelicidade – dizia João Pablo II aos jovens, em Toronto- é o espelhismo de encontrar a vida prescindindo de Deus».

Se não queremos viver no engano de um descanso que, em lugar de confortar, esgota ainda mais a vida, haveremos de recuperar essa vinculação radical com a verdade que nos faz livres, no descanso como no trabalho. «A felicidade -são palavras também do Papa, neste caso para as famílias, no Rio de Janeiro- não se consegue pelo caminho da liberdade sem a verdade, porque se trata do caminho do egoísmo irresponsável, que divide e corrói a família e a sociedade».

O esgotamento da felicidade no ócio do homem contemporâneo delata sua falsidade, e evidencia assim a inconsistência de sua atividade. Por isso no modo de usar o chamado tempo livre é como se conhece, sem lugar a dúvidas, quem é cada qual: basta um só dia das férias vazias de alguém, para ver cair por terra a aparente eficácia e até a luminosidade de seu trabalho.

E basta fixar-se em um só dia de ócio de uma pessoa que o vive com um gozo verdadeiro, para compreender que seu trabalho, e sua vida inteira, estão cheias de sentido e de valor. É porque a alegria que brota da verdade, a autêntica liberdade que não está em dar vazão ao egoísmo que esgota e asfixia, mas em viver a gozosa responsabilidade de ser nada menos que filhos de Deus, irmãos uns dos outros e com um destino eterno, traspassa a vida inteira, todas as horas e todos os dias, no trabalho e no descanso, durante o curso como nas férias.

Disse-o João Paulo II em sua Carta dedicada ao Domingo: «A alegria cristã deve caracterizar toda a vida, e não só um dia da semana».

 

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por euvimparaquetodostenhamvida

«O desejo das colinas eternas»: belo filme-testemunho de 3 pessoas que deixaram a vida gay.

ReligionenLibertad.com

Dois homens, um deles célebre modelo, e uma mulher

«O desejo das colinas eternas»: belo filme-testemunho de 3 pessoas que deixaram a vida gay

«El deseo de los collados eternos»: bella película-testimonio de 3 personas que dejaron la vida gay

Da esquerda para a direita: Dan, Rilene e Paul.

C.L. / ReL – 29 julho 2014 – religionenlibertad.com

Entre 17 e 20 de julho teve lugar na Filadélfia (Estados Unidos) o encontro anual de Courage [Coragem], apostolado católico para pessoas com atração pelo mesmo sexo, sob a presidência do arcebispo Dom Charles J. Chaput.

Durante o evento foi apresentado o documentário ‘Desire of the Everlasting Hills’ [O desejo das colinas eternas], em alusão à expressão que simboliza habitualmente o amor de Deus na devoção ao Sagrado Coração de Jesus, tomada das bênçãos de Jacó nas Sagradas Escrituras (Gn 49, 26).

O filme apresenta com grande beleza formal o testemunho de três pessoas, dois homens (Dan e Paul) e uma mulher (Rilene), que compartilham com o espectador o drama de sua vida homossexual, o sentido de sua luta pela castidade e a paz alcançada pela entrega a Deus no seio da Igreja.

“É impossível ver este importante documentário sem lágrimas, mas não são lágrimas tristes, mas lágrimas felizes, lágrimas que vêm de um movimento alegre do espírito. São pessoas profundamente feridas pelas decisões que tomaram e que combateram para alcançar uma paz profunda”, comenta Austin Ruse, presidente do Instituto Católico pela Família e os Direitos Humanos, na Crise Magazine.

Dan: duas formas de passar diante da catedral
Dan sentia-se atraído pelos homens, mas inicialmente lhe repelia a relação sexual com eles. Após sua primeira experiencia desagradável, lhe invadiram a depressão e a vergonha: O que fiz?”, se perguntava. Nunca pensou em se suicidar, mas teria as boas vindas à morte.

Orou fervorosamente para que sua atração pelo mesmo sexo desaparecesse, e como isso não aconteceu, deu as costas a Deus. Acreditava n’Ele mas O odiava, O queria morto porque prometia coisas que não cumpria. Cada vez que passava diante da catedral de sua cidade, lhe dirigia um gesto obsceno. Focou-se na vida gay.

Só teve um “namorado” real, e durante um tempo foi feliz. Mas ele queria formar uma família e ter filhos. Quando estava a ponto de contar para sua família que vivia com um homem, se enamorou de uma companheira de trabalho.

Em seu testemunho, Dan explica que durante o ano que esteve com ela voltou a sentir que Deus o amava. E por isso, quando romperam e sentiu a tentação de buscar de novo relações homossexuais, a venceu, convencido de que esse não era o caminho para sua paz interior. E cita C.S. Lewis para afirmar que, diante do sofrimento, a criança busca a segurança, mas o homem busca o significado. A “segurança” era dar as costas a Deus… e também a pornografia e os encontros pela internet. Mas desta vez Dan escolheu o significado.

Agora contempla toda sua vida como uma busca para compreender a si mesmo e encontrar a consolação nos mandamentos da Lei de Deus. Já não levanta o dedo ao passar junto da catedral, que vê como um sinal de beleza e um porto onde refugiar-se. “Fomos criados para algo melhor que para ceder. Toda minha vida estive cedendo. Já não quero ceder mais, mesmo que isso signifique uma vida como solteiro”, explica Dan.

Paul: até que Madre Angélica se converteu em seu segredo
Se o caso de Dan é o de um drama interior vivido em uma cidade pequena, o de Paul é o de um modelo internacional na agitada Nova York dos anos 70, após se iniciar na vida gay aos 15 anos nas praias de Miami.

Naqueles dias “Manhattan era como um reino de fantasia: se fosse bonito, estava no céu”. Boa parte de seu tempo passava se relacionando com homens. Seu apetite sexual era insaciável, “frenético”: teve “dezenas, e depois centenas e inclusive milhares de pares, ficando insensível para o que significa ser corpo e alma com alguém”. Um de seus amantes esteve entre as primeiras novecentas pessoas a quem se diagnosticou a AIDS: “90% de meus amigos pegaram a doença e morreram”.

Ele não se preocupava com a AIDS, porque assumia que, após tantas milhares de relações, estava infectado. Nem sequer fez o exame. De fato, se mudou para São Francisco para não morrer em Nova York. Mas quando descobriu o AZT, primeiro fármaco eficaz contra o HIV, quis fazer o exame.

E então, quando se dirigia ao laboratório com esse objetivo, sua vida começou a mudar: “Recordo claramente que estava conduzindo pela Dolores Avenue sentido-me sentenciado, quando um raio de sol atravessou a capota do carro e me senti em paz e harmonia. Então escutei uma voz do centro de meu ser que me dizia: tu não tens aids porque tens muito que fazer para compensar como tens vivido”. Quando o médico confirmou que não estava doente, “foi a sensação mais maravilhosa do mundo”.

Foi quando conheceu Madre Angélica. Uma manhã bem cedo, zapeando na televisão depois de uma noite de sexo descontrolado, se encontrou “com uma imagem muito extranha”. Chamou seu par e mostrou a tela: ambos riram da religiosa, que naquela época usando um tapa-olho e sinais evidentes de um acidente vascular cerebral. Caçoaram dela chamando-a de “a freira pirata”.

No entanto, seu “namorado”, ao sair do quarto, disse algo que a Paul pareceu “inteligente, real e honesto”: “Deus criou a ti e a mim para sermos felizes nesta vida e na próxima. Ele cuida de ti. Ele vê cada um de teus movimentos. Não conhecesninguém que possa fazer isso”.

A partir daquele dia, a Madre Angélica se converteu no segredo escondido de Paul. Mudava de canal quando seu amigo entrava no quarto, mas quando saía voltava a sintonizar a EWTN. Começou a ir à igreja procurando que ninguém o visse para não perder amigos nem clientes. E acabou indo se confessar: “Confessei meus pecados contra os Dez Mandamentos”.

E agora recorda quando, rodeado de pessoas bonitas e famosas, contemplava a espetacular linha do horizonte [skyline] de Nova York e se sentia feliz e eufórico: “Essa felicidade e essa euforia, que me teria durado toda a vida, empalidece diante da que sinto ao tomar o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor na missa”.

Rilene: 35 anos depois, umas belas palavras
Rilene manteve, após um início imprevisto, uma relação lésbica durante 25 anos: “Encontrei-a durante uma festa. Tinha uma garota, e por uma série de circunstâncias prestou atenção em mim. Reconheceu algo em mim que eu não reconhecia em mim mesma”.

Começaram uma relação que para isso começou sendo satisfatória: “Ela me queria e eu precisava que me quisessem”. Começaram a conviver, e para Rilene chegou também o sucesso nos negócios. Vivia afastada de Deus, e pensar na Igreja lhe produzia “um riso histérico”: “Tudo isso de Igreja era para gente débil, gente incapaz de relacionar-se, gente pobre e enferma que não sabe manejar suas vidas”.

No entanto, com o passar dos anos começou a sentir que a relação com sua parceira não preenchia seu vazio interior. Faltava algo, um algo que podia fazê-la totalmente feliz. A sensação de controlar sua vida e dirigi-la à vontade triunfando em tudo começava a revelar-se falsa. Começou a compreender que existem coisas que escapam de nosso controle, mas para uma pessoa em sua posição reconhecer isso exigia humildade e coragem. Rilene teve ambas as coisas, até compreender que a liberdade implica responsabilidade, isto é, assumir as consequências de nossos atos. Fez-se perguntas do estilo “Como sei que estou dirigindo bem a minha vida? Qual critério me permite chegar a uma conclusão a respeito? Tem a minha vida um propósito? O que significa estar satisfeito e em paz?”.

E descobriu que onde encontrava resposta a essas interrogações era nessa Igreja que antes caçoava, e entre esses cristãos objeto de sua zombaria. Mergulhou em um processo de depressão, começou a sair dele quando voltou aos templos que não vinha frequentado há anos, também por conselho de seu terapeuta. Ia à missa: “Nada havia mudado, eu conhecia as respostas e as orações”. Ao chegar o momento da comunhão, seu desejo mais profundo era comungar: “Eu sabia que não estava em estado de graça e não o fiz. Mas foi o desejo mais forte de algo que tinha tido em minha vida”.

Na semana seguinte foi se confessar. Era 4 de julho (Dia da Independência), então não havia ninguém: “Graças a Deus! Fui me ajoelhar e disse essas palavras realmente tão belas: ´Abençoa-me, padre, porque pequei´. Tinham passado 35 anos desde minha última confissão”. Estive 45 minutos no confessionário, experimentando “um envolvente sentimento de gratidão”: “Nunca esquecerei. Agora estou salvo. E estou em casa”.

Clique aqui para ver o filme completo (em inglês). Abaixo te oferecemos o trailer.

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