Uma bisneta da ‘Pasionaria’, a legendária dirigente do PCE, se faz católica e do Opus Dei.

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Descendente de Dolores Ibarruri

Uma bisneta da ‘Pasionaria’, a legendária dirigente do PCE (Partido Comunista Espanhol), se faz católica e do Opus Dei

A famosa comunista se deu a conhecer por seu virulento anticlericalismo e sua inquebrantável fé no marxismo-leninismo de corte soviético.

ReL – 27 março 2011 – religionenlibertad.com

Una bisnieta de la Pasionaria, la legendaria dirigente del PCE, se hace católica y del Opus Dei

Dolores Ibarruri, mais conhecida como “La Pasionaria”

Chama-se Ana Biriukov, nasceu em Moscou em 1975 e em 1992, com 16 anos, mudou com seus pais para viver em Madri.

Foi educada no comunismo e no ateísmo mais severo. Militou em organizações dos PCUS. Recebeu uma formação soviética. Não foi batizada e nunca leu uma Bíblia. Tudo o que era religioso lhe era alheio, salvo algumas advertências de sua avó Raissa que lhe dizia: “Ana, Deus te vê” ou “Ana, isso que fizestes não agrada a Virgem”.

Explica no ‘El Mundo’ a veterana jornalista Pilar Urbano em uma ampla reportagem intitulada “A bisneta da ‘Pasioneria’ que acabou no Opus Dei”.

Lutadora na Guerra Civil
Algumas pessoas colocarão as mãos na cabeça ao ver as voltas que dá a vida. Dolores Ubarruri, mais conhecida como a ‘Pasionaria’, foi uma legendária dirigente do Partido Comunista da Espanha, temida por sua ferocidade na Guerra Civil, implacável com seus inimigos, em especial com os sacerdotes e, em troca, protetora das freiras em plena contenda, e boa conta disso deu em seu dia a hoje beata Madre Maravillas de Jesus. O nome da ‘Pasionaria’ provocava calafrios no Madri republicano de 36 pelas tremendas e violentas histórias que se contavam dela.

Uma bisneta sua, Ana Biriukov, casada com um espanhol e com seis filhos, dá a fé de sua conversão ao catolicismo e a descoberta de sua vocação ao Opus Dei.

Ovelha negra
Disse que é “a ovelha negra de uma família…vermelha. Na Rússia nem jurei na Bíblia nem cuspi nela. Não tinha Bíblia”.

“Já em Madri, por amor a Nacho (seu marido), comecei a receber catequese. Vou descobrindo o Antigo Testamento, o Evangelho, as riquezas espirituais da Igreja… Sobretudo vou encontrando com uma pessoa: Jesus. É um processo sereno -disse Anna-. Não quero que seja um trâmite para a boda. E mais, não houve boda até três anos depois. Chegou a fé com racionalidade, com sinceridade, com liberdade. E com muita alegria. Bom, digo que ´chegou à fé´, mas não chegou só. Deus me leva. E me batizo”.

E, depois, o Opus Dei
Ana levou seus filhos a dois colégios de Fomento, Aldovea e Aldeafuente, cuja assistência religiosa era encomendada a sacerdotes da Prelatura do Opus Dei.
“Deus se fez ouvir. Não respondi em seguida. Tardei. Aí se produz um espaço, um jogo de esconde-esconde. Mas Deus respeitou minhas dúvidas, meus temores. Até que um dia descobri o talismã com o qual seria capaz de tudo: a graça. E disse: ´Aqui estou, quero ser do Opus´”.

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por euvimparaquetodostenhamvida