Jerry Sherbourne é capelão do exército dos Estados Unidos. O pai tem 6 filhos: era anglicano e se converteu no Afeganistão para a Virgem «cheia de graça»

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Jerry Sherbourne é capelão do exército dos Estados Unidos. O pai tem 6 filhos: era anglicano e se converteu no Afeganistão para a Virgem «cheia de graça»

El páter tiene 6 hijos: era anglicano y se convirtió en Afganistán por la Virgen «llena de gracia»

O pai Jerry, sua esposa Heather e 5 de seus 6 filhos… falta uma filha que não pôde vir para sua ordenação como sacerdote católico em Washington, no dia da foto

P. J. Ginés / ReL – 18 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Jerry Sherbourne é sacerdote da Igreja Católica, capelão do exército dos Estados Unidos… e esposo amantíssimo, pai de 6 filhos.

Seu caso é similar ao de outros homens casados ordenados como sacerdotes católicos: quando se casaram e formaram sua família ainda não eram católicos. A Igreja o ordenou depois de sua conversão ao catolicismo, por uma dispensa especial que se examina caso a caso.

De protestante “mainstream” a anglicano
Jerry nasceu e se criou em Massachussets em uma família protestante que ia à Primeira Igreja Congregacional de Holden, sua cidade. Ali foi forjada sua fé cristã e seu amor pela Palavra de Deus.

Depois do instituto, ao entrar na vida adulta, Jerry ingressou na Igreja Episcopal, o ramo americano da Comunhão Anglicana.

E se focou tanto na vida de fé que no ano 2000 tinha já sua própria pequena paróquia anglicana no Texas. Serviu ali durante 6 anos.

Em 2005 entrou no exército como capelão militar, com 35 anos. Não é normal entrar na vida militar com essa idade, mas é uma idade habitual para os capelães do exército.


Jerry, como capelão anglicano (com estola, à esquerda), no batismo de um soldado no Afeganistão

Capelães católicos, “fora de série”

Em uma sociedade e um exército tão diverso como o americano, há capelães de distintas religiões e denominações cristãs, e se entendem para coincidir em destinos e missões. Isso permitiu a Jerry conhecer vários capelães católicos, sacerdotes que lhe pareceram “fora de série”. Com eles, disse, se sentia “espiritualmente em casa”.

Mas havia distâncias doutrinais. E a principal delas se resolveu estando na cantina de uma base no Afeganistão em 2011, onde passou um ano.

Grego na cantina de Afeganistão
Ele e outro capelão anglicano perguntaram ao capelão católico (o “pater” como os chamavam os militares espanhóis), enquanto comiam, de onde tiraram a peculiar crença “não bíblica” dos católicos de que a Virgem Maria não tinha pecado algum desde sua concepção.

– Oh, mas ela é uma crença bíblica. Está ali, no Evangelho, disse o Anjo ao saudá-la: “Salve, Maria, cheia de graça” –respondeu o capelão católico.

Os católicos w ortodoxos tomaram sempre a sério essa saudação, que em grego utiliza a palavra “ kecharitomene ”…
A tradução correta é “completamente transbordante, cheia de tudo, de Graça [Jaris]”. Tão cheia da Graça de Deus, da ação e do poder gratuito de Deus, que nada há nela que não seja Graça… não há, portanto, nada nela de pecado. E assim o ensinaram as Igrejas apostólicas, católicas ou orientais.

Estudar as doutrinas católicas

Foi uma conversa breve, mas para Jerry serviu para suspeitar que as “crenças católicas” tinham uma base bíblica e que valia a pena investigá-las. E dedicou uns meses para estudá-la.

Como entendiam os católicos a comunhão dos santos, e seu papel como intercessores? E, sobretudo, qual era o papel do Papa? De verdade era o Papa herdeiro de Pedro, das Chaves –símbolo do poder e autoridade no Reino de Davi- que Jesus tinha entregado a Pedro? Não tinha recebido Pedro um mandato especial que Jesus não dei aos outros? Três vezes lhe pediu “alimenta meus cordeiros, alimenta minhas ovejas”.

E, no fundo… por que existem tantas denominações cristãs que creem coisas diferentes e contraditórias sobre a salvação, o batismo, a autoridade da Igreja, o que é e não é pecado, a sexualidade ou a forma de ler as Escrituras? Acaso Jesus não fundou uma só Igreja, com um mesmo ensinamento para todos, pediu “que sejam um”, e encomendou para Pedro apascentá-la?

 

Um capelão militar também há de se manter em forma

Em dezembro de 2011, estando ainda na base do Afganistão, consultou sus esposa esperando que ela não estivesse muito interessada no assunto:

– Heather, o que pensa da possibilidade de nos converter-nos ao catolicismo?

Em vez de desdenhá-lo ou rir, sua esposa foi contundente:

– Bem, Jerry, quando você estiver pronyo, eu estou.

“Foi quando soube que tinha que dar o passo e entrar na Igreja Católica”, recorda Jerry. Precisamente essa conversa teve lugar em 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, o mesmo ensinamento que tinha posto em marcha a investigação espiritual do capelão.

Os passos para ser padre

Jerry queria ser católico. Mas, se fosse possível, também queria seguir sendo um pastor de almas e ser sacerdote. Assim que solicitou a dispensa especial para poder ser ordenado depois de sua entrada na Igreja Católica: escreveu sua biografia espiritual, sua esposa Heather escreveu também dando sua permissão e fazendo sua própria avaliação, e souberam que se pediria educarem seus filhos –dois deles a ponto de sair de casa- como católicos.

Apesar de seus numerosos anos como pastor anglicano, Jerry e Heather se matricularam no típico curso norte-americano católico de “iniciação cristã para adultos”. E finalmente foram confirmados como católicos.

A dispensa chegou bem rápido: lhe avisaram em outubro de 2012 de que a receberia e em 8 de dezembro de 2013 seria ordenado sacerdote no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington pelo arcebispo militar dos Estados Unidos, Timothy Broglio.

 

Momento da ordenação como sacerdote católico em Washington

Foi um ano intenso, porque ao mesmo tempo o Exército o promovia ao grau de major e tirou seu doutorado teológico com um estudo sobre a conexão entre poesia e espiritualidade.

Hoje é capelão em Fort Bragg, uma base militar na Carolina do Norte e também está incardinado no Ordinariato da Cátedra de Pedro, de ex-clérigos anglicanos que mantém elementos de sua liturgia e tradições. Segue aprendendo a equilibrar –depois de tantos anos- a vida familiar com o apostolado. Agora, como sacerdote católico.

Se quiser ler outra história de clérigos casados convertidos, lhe recomendamos: De católicos a pentecostais, depois anglo-carismáticos e depois católicos de novo…com toda sua paróquia!

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por euvimparaquetodostenhamvida