Lucetta Scaraffia, «herética» e feminista… até que se cruzaram Santa Teresa e um hino.

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Seu pai era maçom

Lucetta Scaraffia, «herética» y feminista... hasta que se cruzaron Santa Teresa y un himno

Lucetta Scaraffia, «herética» e feminista… até que se cruzaram Santa Teresa e um hino.
Hoje é consultora do Pontifício Conselho para a Promoção da Noa Evangelização. Ela mesma explica como foi sua conversão.

ReL – 14 dezembro 2011 – religionenlibertad.com

Quando pequena, Lucetta Scaraffia rezava, sim: mas pedia a Jesus para não terminar sendo freira. Cresceu com uma mãe católica e um pai maçom. Se por parte dele não recebeu formação religiosa, por parte dela a que recebeu foi muito rigorosa: “Minha mãe não me deixava ir ao cinema, porque considerava um lugar de perdição, nem calças jeans. Fiz em 68 uma jaqueta jeans!”, recorda com humor.

Porque a historiadora da Universidade de ‘La Sapienza de Roma’, turinense de 1948, que hoje escreve no ‘L´Osservatore Romano’, forma parte do Pontifício Conselho da Nova Evangelização, defende a Igreja e se opõe ao aborto e à eutanásia, deixou de ir à missa naqueles anos sessenta, perdeu a fé e se converteu em uma “herética”, como ela mesma diz, e militante feminista radical.

Em 1971 contraiu matrimônio canônico, mas reconhece que só para contentar sua mãe, pelo que foi considerado nulo anos depois, quando já tinha se divorciado desse primeiro marido, teve um filho fora do casamento, e vivia com um novo par.

A porcaria das comunas
Que mudança aconteceu em sua vida? Ela mesma contou há dois anos em uma entrevista concedida a Panorama, onde conta que as primeiras dúvidas sobre seu feminismo surgiram por duas razões.

Primeiro, quando em “reuniões de autoconsciência” escutou os relatos íntimos de suas militantes. Segundo, quando em uma viagem a Londres para entrar em relação com as feministas inglesas lhe desagradaram “a porcaria e a desordem que reinava em suss comunas”.

Naquela época estava na moda estudar a vida de algumas santas da Igreja para reinterpretá-las fazendo “história social, nada mais”. Ela se consagrou então para ler a Santa Rita de Cássia e Santa Teresa de Jesus. “E seus textos começaram a me falar além de minha intenção inicial. Compreendi que havia algo mais. Tinha-me seduzido o objeto de meu estudo”.

Estas dúvidas e estas leituras, no entanto, estavam só preparando o terreno para sua verdadeira conversão, que não chegou até vinte anos depois.

Na presença de Andreotti
No final dos anos oitenta passava da tarde em diante na Basílica de Santa Maria em Trastévere, em Roma, quando viu ali reunida bastante gente. Perguntou, e eram porque estava lá o primeiro ministro Giulio Andreotti na recepção de um ícone da Virgem do século VI.

“Não sei como”, explica, ” encontrei-me no primeiro banco do templo. O ícone fez sua entrada, precedido por uma longa procissão. O coro entoou o Akathistos bizantino, o mais antigo hino litúrgico dedicado à Mãe de Deus. E então me senti mal. Invadiu-me um fortíssimo sentimento de luz, de calor, de presença. Compreendi que ela estava ali. Existia e me falava. Revelava-se a mim. As palavras não conseguem explicar a gratuidade da graça divina. Desde então fiquei completamente mudada”.

Pôs-se em contato com as missionárias do Sagrado Coração de Jesus de Santa Francesca Cabrini (1850-1917), freira italiana que viveu e morreu nos Estados Unidos e foi canonizada por Pio XII, que a proclamou padroeira dos imigrantes. Encheu-se de sua espiritualidade.

O bom combate
E desde então não duvidou em se meter em batalhas árduas. Tem se oposto publicamente ao aborto e tem feito sem medo afirmações muito politicamente incorretas.

Por exemplo, defende que a Igreja não tem fobia por sexo. “Até a Revolução Industrial, a Igreja e a sociedade promoviam um mesmo objetivo: ter filhos. Uma necessidade imposta pela necessidade de braços e pela alta mortalidade infantil. A partir do século XIX, seus caminhos se separam. A sociedade acusa os sacerdotes de prescrever obrigações que não são naturais. Mas não é que o mundo de hoje seja permissivo e a Igreja repressiva: simplesmente tem duas visões distintas do corpo”.

Também se opõe a que os homossexuais possam se casar entre si, ensinar filhos ou adotá-los: “A Igreja se põe de parte dos mais fracos, neste caso as crianças, que têm todo o direito de ter um pai e uma mãe e crescer com eles”.

E teme que a eutanásia acabe sendo aprovada: “A pessoas vivem mais, e manter os enfermos é custoso. Haverá uma competição para expulsar os mais indefesos”.

Uma das razões do sucesso de Scaraffia foi precisamente sua contundência. Como sabe agir entre aqueles se afastaram de Deus e os tem redescoberto, carecem de respeitos humanos. É o que faz falta para a Nova Evangelização, e por isso em maio Lucetta foi nomeada pelo Papa como consultora do Conselho Pontifício que preside o arcebispo Rino Fisichella.

Um novo caminho com gente disposta a dar a cara. Justo o que faz falta.

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Jerry Sherbourne é capelão do exército dos Estados Unidos. O pai tem 6 filhos: era anglicano e se converteu no Afeganistão para a Virgem «cheia de graça»

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Jerry Sherbourne é capelão do exército dos Estados Unidos. O pai tem 6 filhos: era anglicano e se converteu no Afeganistão para a Virgem «cheia de graça»

El páter tiene 6 hijos: era anglicano y se convirtió en Afganistán por la Virgen «llena de gracia»

O pai Jerry, sua esposa Heather e 5 de seus 6 filhos… falta uma filha que não pôde vir para sua ordenação como sacerdote católico em Washington, no dia da foto

P. J. Ginés / ReL – 18 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Jerry Sherbourne é sacerdote da Igreja Católica, capelão do exército dos Estados Unidos… e esposo amantíssimo, pai de 6 filhos.

Seu caso é similar ao de outros homens casados ordenados como sacerdotes católicos: quando se casaram e formaram sua família ainda não eram católicos. A Igreja o ordenou depois de sua conversão ao catolicismo, por uma dispensa especial que se examina caso a caso.

De protestante “mainstream” a anglicano
Jerry nasceu e se criou em Massachussets em uma família protestante que ia à Primeira Igreja Congregacional de Holden, sua cidade. Ali foi forjada sua fé cristã e seu amor pela Palavra de Deus.

Depois do instituto, ao entrar na vida adulta, Jerry ingressou na Igreja Episcopal, o ramo americano da Comunhão Anglicana.

E se focou tanto na vida de fé que no ano 2000 tinha já sua própria pequena paróquia anglicana no Texas. Serviu ali durante 6 anos.

Em 2005 entrou no exército como capelão militar, com 35 anos. Não é normal entrar na vida militar com essa idade, mas é uma idade habitual para os capelães do exército.


Jerry, como capelão anglicano (com estola, à esquerda), no batismo de um soldado no Afeganistão

Capelães católicos, “fora de série”

Em uma sociedade e um exército tão diverso como o americano, há capelães de distintas religiões e denominações cristãs, e se entendem para coincidir em destinos e missões. Isso permitiu a Jerry conhecer vários capelães católicos, sacerdotes que lhe pareceram “fora de série”. Com eles, disse, se sentia “espiritualmente em casa”.

Mas havia distâncias doutrinais. E a principal delas se resolveu estando na cantina de uma base no Afeganistão em 2011, onde passou um ano.

Grego na cantina de Afeganistão
Ele e outro capelão anglicano perguntaram ao capelão católico (o “pater” como os chamavam os militares espanhóis), enquanto comiam, de onde tiraram a peculiar crença “não bíblica” dos católicos de que a Virgem Maria não tinha pecado algum desde sua concepção.

– Oh, mas ela é uma crença bíblica. Está ali, no Evangelho, disse o Anjo ao saudá-la: “Salve, Maria, cheia de graça” –respondeu o capelão católico.

Os católicos w ortodoxos tomaram sempre a sério essa saudação, que em grego utiliza a palavra “ kecharitomene ”…
A tradução correta é “completamente transbordante, cheia de tudo, de Graça [Jaris]”. Tão cheia da Graça de Deus, da ação e do poder gratuito de Deus, que nada há nela que não seja Graça… não há, portanto, nada nela de pecado. E assim o ensinaram as Igrejas apostólicas, católicas ou orientais.

Estudar as doutrinas católicas

Foi uma conversa breve, mas para Jerry serviu para suspeitar que as “crenças católicas” tinham uma base bíblica e que valia a pena investigá-las. E dedicou uns meses para estudá-la.

Como entendiam os católicos a comunhão dos santos, e seu papel como intercessores? E, sobretudo, qual era o papel do Papa? De verdade era o Papa herdeiro de Pedro, das Chaves –símbolo do poder e autoridade no Reino de Davi- que Jesus tinha entregado a Pedro? Não tinha recebido Pedro um mandato especial que Jesus não dei aos outros? Três vezes lhe pediu “alimenta meus cordeiros, alimenta minhas ovejas”.

E, no fundo… por que existem tantas denominações cristãs que creem coisas diferentes e contraditórias sobre a salvação, o batismo, a autoridade da Igreja, o que é e não é pecado, a sexualidade ou a forma de ler as Escrituras? Acaso Jesus não fundou uma só Igreja, com um mesmo ensinamento para todos, pediu “que sejam um”, e encomendou para Pedro apascentá-la?

 

Um capelão militar também há de se manter em forma

Em dezembro de 2011, estando ainda na base do Afganistão, consultou sus esposa esperando que ela não estivesse muito interessada no assunto:

– Heather, o que pensa da possibilidade de nos converter-nos ao catolicismo?

Em vez de desdenhá-lo ou rir, sua esposa foi contundente:

– Bem, Jerry, quando você estiver pronyo, eu estou.

“Foi quando soube que tinha que dar o passo e entrar na Igreja Católica”, recorda Jerry. Precisamente essa conversa teve lugar em 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição, o mesmo ensinamento que tinha posto em marcha a investigação espiritual do capelão.

Os passos para ser padre

Jerry queria ser católico. Mas, se fosse possível, também queria seguir sendo um pastor de almas e ser sacerdote. Assim que solicitou a dispensa especial para poder ser ordenado depois de sua entrada na Igreja Católica: escreveu sua biografia espiritual, sua esposa Heather escreveu também dando sua permissão e fazendo sua própria avaliação, e souberam que se pediria educarem seus filhos –dois deles a ponto de sair de casa- como católicos.

Apesar de seus numerosos anos como pastor anglicano, Jerry e Heather se matricularam no típico curso norte-americano católico de “iniciação cristã para adultos”. E finalmente foram confirmados como católicos.

A dispensa chegou bem rápido: lhe avisaram em outubro de 2012 de que a receberia e em 8 de dezembro de 2013 seria ordenado sacerdote no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington pelo arcebispo militar dos Estados Unidos, Timothy Broglio.

 

Momento da ordenação como sacerdote católico em Washington

Foi um ano intenso, porque ao mesmo tempo o Exército o promovia ao grau de major e tirou seu doutorado teológico com um estudo sobre a conexão entre poesia e espiritualidade.

Hoje é capelão em Fort Bragg, uma base militar na Carolina do Norte e também está incardinado no Ordinariato da Cátedra de Pedro, de ex-clérigos anglicanos que mantém elementos de sua liturgia e tradições. Segue aprendendo a equilibrar –depois de tantos anos- a vida familiar com o apostolado. Agora, como sacerdote católico.

Se quiser ler outra história de clérigos casados convertidos, lhe recomendamos: De católicos a pentecostais, depois anglo-carismáticos e depois católicos de novo…com toda sua paróquia!

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Pode-se crescer espiritualmente sendo imaturo emocionalmente? Estes são 10 sintomas que o explicam.

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O ensinamento de Peter Scazzero

Pode-se crescer espiritualmente sendo imaturo emocionalmente? Estes são 10 sintomas que o explicam.

¿Se puede crecer espiritualmente siendo inmaduro emocional? Estos son 10 síntomas que lo explican

Felicidade

Alex Navajas / ReL- 8 fevereiro 2014-religionenlibertad.com

Como é possível que cristãos de boa fé, comprometidos com a Igreja, inclusive com responsabilidade dentro de algum movimento ou paróquia, sintam que sua vida se desmancha de repente como um castelo de areia? Isso foi o que aconteceu a Peter Scazzero.

Dirigia uma congregação em Queens, Nueva York; era felizmente casado com Gery e tinham quatro preciosas filhas. Tudo parecia ir sobre rodas. “No entanto, sob a aparência de “ser um bom cristão”, jaziam enterradas numerosas fases de minha vida emocional que não tinham sido tocadas pelo poder transformador de Deus”, explica Scazzero em seu livro “Emotionally healthy spirituality” (“Espiritualidade emocionalmente sadia”, editora Thomas Nelson).

Tudo se desmancha
“Estava há tantos anos dedicado de corpo e alma a construir o Reino de Deus que não tinha dedicado um tempo para escavar em meu subconsciente”, acrescenta. De repente, seu casamento pareceu que se estava em ruinas; uma de suas filhas esteve a ponto de morrer afogada, e ele sentiu que o trabalho em sua igreja, no qual tinha empenhado tanto tempo e esforço, se convertia em uma carga insuportável.

Uma família emocionalmente imatura
“Muito, muito pouca gente sai de sua família de origem emocionalmente perfeitos ou amadurecidos”, argumenta. No caso do próprio Scazzero, seus pais foram filhos da imigração italiana. Sua mãe conviveu sempre com uma profunda depressão, e não encontrou em seu marido, um homem emocionalmente ausente, o sustento que necessitava. “Seu casamento, como sua infância, esteve marcada pela tristeza e pela solidão”, fala. Isto, claro, não era o que se via de fora: “Parecíamos uma família normal”, afirma.

Entregue a Deus, porém…
O jovem Peter, após abandonar a fé com 13 anos, a reencontrou na universidade, e decidiu consagrar sua vida a Deus como pastor evangélico. “Durante os seguintes 17 anos fui um devoto seguidor de Cristo, mas no terreno emocional e muitas áreas de minha humanidade seguiam sem tocar-se”, agrega. Não é de estranhar: “É um tema do qual não se pode falar na Igreja”, observa.

Consciente de ser emocionalmente imaturo
E chegou o momento em que todo isto veio abaixo. “Houve três coisas que me arrastaram, na base de pancadas e gritos, para que percebesse que eu era emocionalmente imaturo. Primeiro, que não estava experimentando a alegria que Cristo promete aos que levam seu jugo. Em segundo lugar, me sentia enraivecido, azedo e deprimido. E por último, minha esposa Geri se sentia só, cansada de funcionar como uma mãe solteira com quatro filhas”, reconhece Scazzero. Foi o ponto de reflexão que, na base de um caminho doloroso de penúrias, fez ver ao pastor que “é impossível ser espiritualmente maduro quando se é emocionalmente imaturo”.

Imaturidade espiritual
Como pode se saber se alguém está passando por esta fase de imaturidade espiritual? Para Scazzero, estes são os dez sintomas que revelam uma espiritualidade emocionalmente doente:

1. Usar Deus para fugir de Deus

2. Ignorar os sentimentos que alguém sente raiva, tristeza ou medo, por considerá-los “pouco cristãos”.

3. Abster-se de coisas que não tem que se abster.

4. Negar o impacto que os fatos que nos ocorreram no passado têm em nossa vida presente.

5. Dividir nossas vidas em “minha vida normal” e “minha vida com Deus”.

6. Fazer coisas por Deus, em vez de estar com Deus.

7. Cultivar uma espiritualidade que foge de todo conflito.

8. Mostrar-nos sempre como cristãos inteiros, sem uma só dúvida, sem uma só fenda.

9. Crer que se cuidar de si mesmo “é pecado”, sem se preocupar o mínimo por nós.

10. Julgar e comparar o itinerário espiritual de outras pessoas.

Desde o momento de sua crise pessoal, Peter Scazzero se dedicou de corpo e alma para ajudar outras pessoas “espirituais, mas emocionalmente imaturas”, conseguindo excelentes resultados.

Tem uma página da web onde recolhe parte de seu trabalho, http://www.emotionallyhealthy.org

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