Foram tão maus João Paulo II e Bento XVI?

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Foram tão maus João Paulo II e Bento XVI?

Jorge González GuadalixJorge Gonzalez Guadalix – dezembro de 2013 – infocatolica.com

Não saio de meu assombro. Porque estou descobrindo agora uma série de maldades de Bento XVI em que sinceramente jamais me tivesse ocorrido reparar.

Não. Não. Ninguém disse nada abertamente de Bento XVI, mas que tampouco é tão complicado tirar conclusões do que andamos lendo pelos meios de informação religiosa de um tempo para cá. Porque naturalmente se elevam aspectos do papa Francisco como se antes do papado tivesse sido pouco menos que um ninho de orgulho, prepotência e gestos anti-evangélicos.
“Francisco é a primavera da Igreja”. Valha-me Deus. Verá como vai resultar que o pontificado de João Paulo II e Bento XVI foram um inverno polar. Pois foram muitos anos cheios de santos, de gestos, de vitalidade, de aproximação especial com os jovens. Um e outro. No final resultará que a JMJ de Madri, por exemplo, era inverno do difícil.

“Francisco é um papa simples e humilde”. E aí, Bento não? Seu gesto de viver escondido na clausura é todo um tratado sobre essa humildade que consiste em passar despercebido.. E suponho que a visita De João Paulo II ao seu agressor no cárcere foi uma amostra de altivez.

“Francisco é o papa dos pobres”. João Paulo II não o era visitando uma favela do Rio? Bento XVI e João Paulo II não estavam perto dos enfermos, dos pobres, dos desvalidos?

“Francisco é um papa que dialoga”. Parece que os papas anteriores foram pessoas de ordem e mando. Exemplos temos mil. E quanto ao diálogo de Francisco entendo que se referiram ao que foi dito às religiosas dissidentes norte-americanas.
“Francisco é próximo das pessoas”. Pois como seus antecessores. Não sei porque nos empenhamos em soltar tantas vulgaridades.

Francisco é papa de gestos e é sobretudo papa de palavras muito sérias cada dia. Mas me parece vergonhoso louvá-lo a custa de ir deixando porcaria em seus antecessores, como se João Paulo II, beato João Paulo II, não tivesse sido alguém de Deus que soube dar sua vida pela Igreja.

Como se Bento XVI não tivesse sido, para mim o é, o homem da simplicidade, da paz interior, acima da cor dos sapatos ou a localização de seu dormitório.

O beato João Paulo II e depois Bento XVI foram dois extraordinários pontífices. Estou convencido que Francisco o será, ainda que até o momento temos visto pouca coisa. Mas, por favor, isso de que por fim chegou à Igreja o evangelho, a simplicidade, a humildade, a primavera e o diálogo, isso não. É completamente injusto.

Jorge Gonzalez Guadalix

Sacerdote diocesano de Madri. Apresenta-se e se define como padre. Licenciado em teologia pastoral, está há mais de trinta anos exercendo seu ministério em paróquias da diocese, alguns deles como pároco rural. Arcipreste varias vezes,  pertenceu por duas legislaturas ao conselho presbiteral de Madri  e ao conselho diocesano de pastoral.

Si quieren ponerse en contacto con él: parroquiamogas@telefonica.net

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por euvimparaquetodostenhamvida