Agnóstico e deprimido, numa Sexta-feira Santa os dogmas católicos (confissão e Encarnação) o resgataram.

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Agnóstico y deprimido, un Viernes Santo dos dogmas católicos (confesión y Encarnación) le rescataron

Michael foi guiado por Newman, Chesterton e o Aquinatense

Agnóstico e deprimido, numa Sexta-feira Santa os dogmas católicos (confissão e Encarnação) o resgataram.
A confissão: a via para recuperar a graça de Deus, e uma experiência também humanamente libertadora.

C.L. / ReL – 15 dezembr0 2013 – religionenlibertad.com

Michael J. Lichens confessa que todo convertido se vê forçado com frequência a responder a uma pergunta: “Por que se fez católico?”. E para ele cada ano que passa fica com mais preguiça de responder, porque “as razões que alguém pode ter para a conversão são numerosas e podem ir desde algo tão simples como estar casado com um católico a algo tão radical como uma mudança total do coração após um acontecimento determinado”, ou, como gostaria de responder quando se cansa de responder: “Bem, e por que não posso eu ser um deles?”.

Lichens tem também uma história para contar, é claro, e a resume em um artigo recente publicado na ‘Catholic Exchange’, o jornal que dirige além de editar o blog St Austin Review, onde escreve habitualmente, entre outros, Joseph Pearce.

Chesterton, Newman e duas razões
Como a maior parte dos convertidos anglo-saxões, sua mudança intelectual teve muito a ver com a leitura de dois potentes autores: o Beato John Henry Newman e o grande Gilbert Keith Chesterton, onde poderiam se encontrar, disse, os argumentos que o levaram para a Igreja melhor que se os escrevesse ele mesmo.

Mas resume em duas las razões pelas quais se fez católico. Uma, como Chesterton: “Para libertar-me de meus pecados”. A outra, “uma verdade muito mais complicada: a Encarnação”.

Agnosticismo e depressão

Lichens explica que foi educado como evangélico no seio de uma família muito comprometida em uma “mega-igreja”, mas que, chegado um momento de sua vida, se via a si mesmo como agnóstico. Não tinha más recordações do templo que ia em sua infância e adolescência: “A pregação era boa, cheia de citações bíblicas que hoje não se usam mais. Diria que, em linhas gerais, foi uma experiência positiva”.

Com um ´mais´, que serve a Michael para introduzir uma característica sua: “Eu padecia, e padeço ainda, de um trastorno depressivo profundo, isto é, uma depressão clínica, que me produzia um humor terrível e um contínuo fechamento. E – direi sem rodeios- a maior parte das comunidades religiosas nos Estados Unidos não sabem como lidar com isso.

Não era culpa sua e o faziam com a melhor de suas intenções, mas a maior parte dos pastores e líderes espirituais me diziam que rezasse contra isso ou, simplesmente, que me propusesse ser feliz. Durante a maior parte de minha vida, considerei um fracasso pessoal que me impedia de ser feliz e que me conduziu ao ressentimento e a afastar-me da fé”.

Uma Sexta-feira Santa, adorando a Cruz

A semente dessa fé, no entanto, a conservava apesar de seu agnosticismo, alimentada pela leitura do citado Chesterton e de São Tomás de Aquino. Assim que houve um momento em que decidiu tentar de novo. E teve a ideia (feliz ideia, pelo que sucederia depois) de ir a missa na paróquia de São Tomás de Aquino em Boulder (Colorado, Estados Unidos) -“a primeira que ia desde o funeral de minha avó”- e depois os ofícios de uma Sexta-feira Santa.

“Sentia-me deslocado, e incomodado porque todo o mundo salvo eu sabia quando se sentar, estar de pé ou se ajoelhar. Mas algo me era familiar, como voltar ao lar da infância. E foi também a primeira vez que conheci os sentimentos de culpa e de vergonha, mas não na forma caricaturista com que se retrata hoje em dia”, explica: “E foi naquele momento em que a Cruz foi adorada quando descobri o que eu era, quando descobri que Deus sabia o que eu era, quando descobri que eu sabia que Ele sabia. Senti-me como alguém que ofendeu um bom amigo e quer compensá-lo”.

No confessionário

E aqui entrou em jogo a confissão. Enquanto deu seus primeiros passos como catecúmeno -pois após esse momento da Sexta-feira Santa decidiu iniciar sua formação na paróquia para se converter em membro da Igreja-, soube que tinha que se confessar. Era mais um dos “obstáculos” que tinha que superar, “desde a ideia da Eucaristia em minha relação sentimental com uma ateia, passando por meu excesso de vaidade”.

Foi aí onde interveio um padre dominicano, Frei Reginald Martin, um homem alegre e jovial diante de quem devia confessar seus pecados. Lichens reconhece sua “ansiedade” diante dessa primeira presença diante do sacramento da Penitência e da reconciliação, quem lhe pediu que anotasse todos os que tivesse cometido desde que foi batizado, aos 11 anos, com o objetivo de facilitar o exame de consciência.

A Michael custou ter que confeccionar a lista, mas hoje reconhece que foi um acerto: “Quando o padre disse as palavras da absolvição e traçou diante de mim o sinal da cruz, dei a mão, mostrei minha gratidão e voltei ao meu carro. O sentimento de alívio era impressionante, me sentia quase eufórico. Mesmo não sendo católico, imagina o que é desculpar-se com uma pessoa e saber não só que te perdoa, mas que te dá a segurança de que tudo está arrumado… e assim poderá compreender esse sentimento de alívio”.

…E habitou entre nós
Porém além desse feliz contato com o sacramento da confissão, Lichens recorda o impacto que lhe produziu a ideia da Encarnação (“do latim incarno”, recorda, “feito carne”): “Esta ideia era nova para mim, nunca tinha ouvido falar dela. A ideia de que Deus tinha nascido de uma virgem, se fizera homem, e seguia sendo plenamente Deus no tempo plenamente humano não era precisamente atrativa para mim, era inclusive escandalosa quando parava para pensar nela”.

Mas – quem se não?- Chesterton veio em sua ajuda com um comentário seu a este paradoxo sobre o Menino Deus: “Toda nossa fé, e a literatura em torno de nossa fé, se baseia no paradoxo, quase diríamos como piada, de que as mãos de quem tinha criado o sol e as estrelas fossem tão pequenas que não alcançavam para acariciar os animais que davam calor ao seu presépio”.

De repente, esta ideia “escandalosa” para Michael se converteu em seu porto seguro: “Sejam quais forem os períodos escuros de minha mente, seja qual for o combate que enfrente, isto sempre me devolve aos fundamentos. Isto foi o que me fez querer ser católico e o que me mantém na Igreja: saber que Deus se fez homem e habitou entre nós, que seu amor é tão poderoso que assumiu nossa natureza para nos redimir”.

“Minha depressão está longe de ser curada”, admite Lichens, mas agora possui algo de que antes de sua conversão precisava: “A Igreja me oferece a possibilidade de ser santo apesar de minha propensão à auto-destruição e à dúvida”.

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por euvimparaquetodostenhamvida

Um convertido japonês, um cardiologista, um engenheiro solidário… 31 novos sacerdotes do Opus Dei.

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Un converso japonés, un cardiólogo, un ingeniero solidario... 31 nuevos sacerdotes del Opus Dei

Ordenações da Opus Dei em Roma

Um convertido japonês, um cardiologista, um engenheiro solidário… 31 novos sacerdotes do Opus Dei

ReL – 7 maio 2013 – religionenlibertad.com

São de treze países diferentes os 31 novos sacerdotes que receberam este sábado 4 de maio, a ordenação das mãos do monsenhor Javier Echevarria, prelado do Opus Dei, na Basílica de Santo Eugênio em Roma.

Veterano engenheiro solidário

Segundo informou o Opus Dei, em sua página da web, entre os mais velhos desta promoção de novos sacerdotes se encontra Mário Pagani, de 54 anos, nascido em Ramos Mejia (Argentina).

Como engenheiro, trabalhou 18 anos na Bolívia, dirigindo duas ONG especializadas na ajuda aos camponeses e agricultores das terras altas. Agora, em sua missão sacerdotal, espera fazer chegar a muitas pessoas a felicidade que Deus transmite, “repartir entre os homens os regalos que o Senhor distribui através de seus sacerdotes”.

Um médico argentino

Também se ordenou Júlio Paz, argentino e médico. Para ele, o fato de que o novo santo padre seja argentino é, sim, um orgulho, mas “sobretudo uma responsabilidade”.

Destaca a marca profunda que deixa estudar em Roma: “Eu venho de um país jovem. Vir para Roma, junto ao papa, para estudar teologia é maravilhoso. Quanta gente caminhou e rezou por estas ruas ao longo dos séculos!”.

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Convertido japonês, batizado pelo Papa!

Keishuke Hazama tem 39 anos e é japonês e que aos 21 anos ainda não conhecia a fé católica: “Em minha cidade no Japão havia uma igreja onde vivia um sacerdote irlandês. Era ancião e vivia só. Eu pensava: ‘Ele veio para ajudar o povo japonês’. Naquela época, era uma vinda que me parecia incompreensível”. Este exemplo esteve no início de sua conversão: “ Bautizou-me João Paulo II em Roma, na Semana Santa de 1994. Olhando para trás, vejo agora como importante foi a fé em minha vida, e penso que, como esse ancião sacerdote, agora esta fé poderá ajudar-me a servir as almas”.

Cardiologista, com Cristo na enfermidade

O médico italiano Giovanni Zaccaria, de 33 anos, é cardiologista. Como chegou um médico a ser sacerdote? Em seu itinerário foi fundamental o exemplo de pessoas que o precederam na entrega como sua mãe, que deixou a carreira de biologia para cuidar de sua família; o sacerdote de sua paróquia, a quem ajudava na missa; os médicos que trataram o câncer de sua mãe.

Neles viu que Deus ia fazendo ver sua vontade, pouco a pouco. A respeito do futuro, comenta: “sigo levando um médico dentro: por isso tenho a esperança de poder ajudar muitas pessoas a encontrar Cristo na enfermidade”.

Um inglês na França medieval

O inglês Peter Damian-Grint foi professor da Universidade de Oxford. Ali se especializou em Literatura medieval francesa. Dedicado no princípio à investigação, num momento de sua vida compreendeu que a vontade de Deus era que se fizesse sacerdote.

Como intelectual, recorda com entusiasmo a visita de Bento XVI à Inglaterra: “Com a clareza e a profundidade que o caracteriza, o papa nos recordou que devíamos estar orgulhosos de nossa fé. Temos a verdade, e por isso temos que oferecê-la com amabilidade aos demais”.

Um especialista em informática filipino

O filipino Anthony Pichay Sepulveda, de 33 anos, chegou ao sacerdócio após um período de experiência profissional. Graduado em informática, foi professor em um colégio.

Uma de suas recordações mais gratas durante os anos de formação em Roma foi a recente eleição do papa Francisco. “Recordo daquela noite: quando soubemos da notícia, atravessei correndo a cidade até a praça de São Pedro. Foi a corrida de minha vida! Pude estar debaixo do balão. Ao ver o novo santo padre, me alegrei, porque conhecia sua proximidade com os mais pobres, os mais humildes. É um exemplo para todos nós”.

O primeiro padre beninês do Opus Dei
Janvier Mahougnon Gbenou, de 31 anos é de Benin. É o primeiro fiel do Opus Dei deste país que recebe o sacerdócio, um ministério que enfrenta sem temores.

Assinala três motivos para isso: “O primeiro é saber que me ajuda a oração de muitos cristãos. O segundo é que, uma vez ordenado, minha tarefa será transmitir a graça e a mensagem de Cristo. Transmitir e não inventar ou improvisar. O que darei não será meu, mas de Cristo. Por último, me sinto seguro porque sei que estou nas mãos da Virgem Maria, a Mãe de todos os sacerdotes”.

Os novos sacerdotes procedem do Reino Unido, Nigéria, Peru, Argentina, Venezuela, Espanha, México, Japão, El Salvador, Filipinas, Alemanha, Quênia e Benin.

Aqui pode se ver um vídeo resumido de 4 minutos das ordenações.

opus dei orenaciones

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