Líderes afro-americanos e especialistas em direito denunciam novo anticonceptivo de Melinda Gates que pode incrementar o risco de infecção por HIV, além do mal que faz à saúde.

 

Líderes afro-americanos e especialistas em direito denunciam novo anticonceptivo de Melinda Gates que pode incrementar o risco de infecção por HIV.

Segunda-feira, 21 Outubro 2013 Por Lisa Correnti e Rebecca Oas, Ph.D.

WASHINGTON, D.C., 18 de outubro (C-FAM) A campanha de Melinda Gates dirigida às mulheres africanas com uma nova apresentação do anticonceptivo Depo Provera motivou uma aliança entre líderes religiosos afro-americanos e defensores dos direitos humanos.
Eles solicitaram ao Congresso dos Estados Unidos que cesse o financiamento da distribuição do anticonceptivo injetável no estrangeiro.

Os dirigentes, que apoiam o aborto e a anticoncepção, dizem que as mulheres negras e de escassos recursos padecem sérios problemas de saúde por causa do Depo Provera. Uma nova versão auto-administrável põe as mulheres em maior risco porque entregarão sem que elas estejam completamente informadas dos efeitos secundários potenciais da droga. O anticonceptivo tem o potencial de que se contraia ou transmita o HIV com uma porcentagem oito vezes superior.

A esposa do multimillonário Bill Gates recentemente disse ao New York Times que defendia o planejamento familiar depois de se reunir com mulheres pobres de países em desenvolvimento. Elas queriam um anticonceptivo injetável, disse Gates, porque não podem negociar o uso do preservativo sem insinuar que elas ou seus maridos tem aids.

Kwame Fosu afirmou que a afirmação de Melinda Gates de que as mulheres querem o Depo Provera é «falsa».

«Nenhuma africana aceitaria ser injetada se tivesse pleno conhecimento dos perigosos efeitos secundários do anticonceptivo», disse Fosu a Friday Fax. Fosu é o diretor de políticas do Projeto Rebecca para os Direitos Humanos.

«De fato», prosseguiu, «em países onde se ensina às mulheres sobre suas prejudiciais complicações, o uso do Depo Provera é insignificante».

Os comentários de Melinda Gates ilustram o atual conflito entre os esforços dos funcionários da saúde pública para fazer frente à epidemia de Aids e os defensores do planejamento familiar que estão a favor de anticonceptivos hormonais de ação prolongada para evitar a gravidez. À diferença dos preservativos, estes métodos não fazem nada para prevenir a transmissão do HIV.

No caso do Depo Provera, os riscos de transmissão do vírus de fato aumentam, segundo informação publicada no The Lancet. A Organização Mundial da Saúde recomenda com insistência que as mulheres que utilizam anticonceptivos com só progesterona também usem preservativos. Planned Parenthood (um dos maiores distribuidores internacionais do Depo Provera) não recomenda o uso de preservativos nem revela os efeitos secundários potenciais.

Melinda Gates, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, sigla em inglês), Pfizer Pharmaceuticals, o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID), o Fundo de População da ONU e PATH destinaram milhões de dólares para o desenvolvimento de uma nova versão do Depo Provera denominada Sayana Press. É uma injeção subcutânea que pode auto-se administrar e esconder do cônjuge. Está em curso um programa piloto para chegar às mulheres das áreas rurais na África sub-saariana e no sul da Ásia.

Em uma sessão informativa patrocinada pelo Caucus Negro do Congresso Americano no mês passado se apresentaram defensores dos direitos humanos que solicitaram ao Congresso que deixasse de subvencionar o Depo Provera e que exigisse advertências obrigatórias da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, sigla em inglês) para que se assessorasse às pacientes. Fosu crê que o novo sistema de apresentação «Uniject» do Sayana Press permitirá a USAID «franquear e violar» estas normas da FDA.

A sessão contou com o auspício conjunto do Projeto Rebecca, que publicou um informativo em que se documenta experimentos humanos antiéticos e objetivos raciais de programas de controle demográfico dos Estados Unidos, as fundações Ford e Rockefeller, o Fundo de População da ONU, Planned Parenthood, o Conselho de População e a Fundação Gates.

O informativo menciona os antecedentes de produção de anticonceptivos nocivos da Pfizer. O Norplant, que foi retirado dos Estados Unidos após múltiplos julgamentos, segue sendo distribuído na África mediante um acordo de licença com a Bayer. Segundo WSJ Market Watch, Pfizer ganhará 36 bilhões de dólares com o Depo Provera.

O Depo Provera está vinculado a numerosos efeitos secundários, entre eles a duplicação do risco de câncer da mama, derrame cerebral, perda irreversível da densidade óssea, diminuição da resistência às infecções, esterilidade involuntária e defeitos de nascimento como enfermidade cardíaca congênita se for injetada de maneira acidental em uma mulher grávida.

http://c-fam.org/en/espanol/volumen-16/7578-lideres-afroamericanos-y-expertos-en-derecho-denuncian-nuevo-anticonceptivo-de-gates-que-puede-incrementar-el-riesgo-de-infeccion-por-vih

 

por euvimparaquetodostenhamvida