De cultivador de maconha a pregador católico: a assombrosa cura de Peter Liptak.

ReligionenLibertad.com

Adicto e suicida fracassado, sentiu a presença de Deus. De cultivador de maconha a pregador católico: a assombrosa cura de Peter Liptak

De cultivador de marihuana a predicador católico: la asombrosa sanación de Peter Lipták

Peter Liptak prega o evangelho, conta sua experiência e anima todos para convidar Cristo para entrar em sua vida

Pablo J. Gines/ReL- 28 setembro 2013 -religionenlibertad.com

Peter Liptak nasceu em uma boa família católica e tradicional na Eslováquia, porém em sua juventude ele só via a religião como uma série de normas morais, e se rebelou contra “essas normas de meus pais”.

“Eu era fã de grupos pop satânicos. Também ficava com amigos com os quais bebíamos muito, e misturávamos álcool com pastilhas. Interessava-me pela filosofia do anarquismo. E comecei a fumar maconha, e depois a cultivá-la”.

Provando mais drogas: adição

Aos 19 anos começou com a heroína, mesmo que só fumasse, não se atrevia a injetá-la. Depois provou Pervitin e LSD. Quando algum tempo depois recebeu cuidados médicos lhe diagnosticaram um nível F19, que significa “adição a narcóticos e psicotrópicos”. “O que eu queria era sair da realidade má e cinza”, explica.

Em 1997, com 23 anos, teve seu minuto de glória nos noticiários da TV, quando a polícia o deteve com 2 quilos de maconha e entrou em sua cabana de campo onde estavam suas plantas e produzia outros 8 quilos.

Foi um momento especialmente baixo para ele. Enquanto pôde, tomou uma dose enorme de álcool, Pervitin e tratou de suicidar-se, buscando eletrocutar-se em uma caixa de alta-voltagem. Porém sobreviveu.

“Hoje penso que sobrevivi porque Deus me protegia, mas na época pensei que nem sequer a morte me queria”, recorda.

Em vez do cárcere, o mandaram fazer 3 meses de terapia antinarcóticos e duas estadias psiquiátricas. Fez o propósito de mudar de vida… e não durou nada: após cinco dias que voltou ao seu lugar voltou à droga. Não podia viver sem ela.

Um encontro de oração carismático

Alguns meses depois, já em 1998, o convidaram para um encontro de evangelização chamado “Fogo”, da comunidade católica carismática Maranatha (www.maranathapo.sk), em Presov.

“Quando entrei no lugar, imediatamente senti a presença de Deus. E durante o louvor, era inclusive mais forte. Senti que aquilo era o paraíso, não o que tinha nas drogas”, recorda.

Em certo momento, deixou que outras pessoas rezassem por ele, acompanhando o gesto de impor as manos, uma forma de apresentar a Deus à pessoa pela qual se intercede.

“Nesse momento, entendi que Jesus estava ali, diante de mim. Não era uma alucinação. Tampouco algo que se podia perceber com os sentidos físicos. Entendi sua presença mediante meu espírito, em meu coração, chamem como queiram, mas minha percepção de Deus era mais realista para mim que qualquer coisa que tivesse chamado real até esse momento”.

“Comecei a chorar sob o poder de Seu Amor”, recorda. “Eu me mantinha de pé, na verdade por pura indignidade, e ao mesmo tempo sentia Seu enorme amor. Senti que todo o mal de minha vida se fundia, se desfazia. Disse em meu coração: Jesus, te quero. Quero ser teu. Por favor, muda-me”.

Uma mudança milagrosa e constatável
Deus o mudou, de uma forma drástica e comprovável: desapareceu de repente toda sua adição ao álcool, às drogas e também ao cigarro. Peter define como “curado sobrenaturalmente”.

“Quando saí do encontro, joguei fora meu maço de cigarros. Não tive que fazer nenhuma promessa, nem me esforçar. De repente, tinha a sensação de não ter fumado nunca, de não me ter drogado nunca. Era uma nova pessoa”.

Inclusive afirma que nesse momento ficou “liberto” também da fornicação e de adições sexuais e que “graças a Deus nunca voltou para estes pecados”.

Peter não quer presumir nada seu, e ao dar seu testemunho se remete às palavras de São Paulo (Gal 6,14) que só se gloriava da Cruz de Cristo. Mas insiste que “os psiquiatras dizem aos drogadictos que só se curarão completamente quando forem sepultados. Admito-o, é claro, mas é que em mim se confirmou a Palavra de Deus que disse ‘com Ele fomos sepultados para que assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos, também nós tenhamos vida nova(Rom 6,4).”

De adicto a pregador, em uma semana

Peter começou a atender nos encontros de Maranatha. Apenas uma semana depois de sua cura e conversão, lhe pediram que desse seu testemunho diante de umas 100 pessoas. E depois lhe chamaram nos colégios, paróquias, grupos de confirmação, de Radio Lumen… (na foto, um exemplo do retiro de jovens com Maranatha).

Em seguida, a Irmã Helena, religiosa das Irmãs Professoras de São Francisco de Assis, e responsável pela comunidade Maranatha, viu que Peter tinha não só um belo testemunho mas dons de pregação.

“Assim uns 3 anos depois de minha cura me matriculei para estudar teologia católica e me graduei em 2006”, explica Peter.

O legado de uma seringa

Porém passou por um momento muito difícil nessa época. Depois de 4 anos de vida cristã os médicos descobriram em seu sangue o virus da Hepatite C. Era uma herança de seu passado e de uma seringa contaminada. Peter se enraiveceu com Deus: “por que me apresenta essa fatura depois de 4 anos, por que não me curaste disto?”

O tratamento era difícil: as pílulas causavam depressão e sua temperatura corporal ia a 38 graus de forma contínua. Chegou um momento em que se deixou cair na cama, muito deprimido, e sentiu algo que nunca tinha sentido, nem em sua época de drogadito, “e não podia haver nada pior”.

Uma experiência escura

“Era como se em um segundo todos meus seres queridos tivessem morrido, e não tivesse nada pelo qual viver. Tive a sensação de que havia perdido Deus, como se não existisse. Porém se estava claro que viver não tinha sentido, também imaginava que não fosse viver, também.

E assim estive uma hora, ou o que pareceu muito tempo. Mas nesse vazio, veio a minha mente um argumento filosófico de São Tomás de Aquino: há uma razão para cada movimento, que é causado por outro ente que se move, e no final devemos admitir que há um primeiro motor, perfeito, que sempre existiu: que é Deus”.

Em sua mente veio um segundo pensamento: o versículo de Romanos 1,20: “desde a criação do mundo, a existência invisível de Deus e seu poder eterno foram vistos com claridade na mente e entendimento das coisas criadas”.

E um terceiro pensamento, o mais claro e forte: “Eu seu que meu Defensor está vivo” (Job 19,25).

“E de novo voltei a estar envolto na bela presença de Deus, como o sol sai das nuvens escuras”, explica Peter, que se viu reforçado na fé por esta experiência. Ao cabo de um ano, também, o tratamento fez efeito e ficou curado.

Casado, com hobby e evangelizador

Em 2012 se casou com Verônica, uma garota que conheceu em um encontro de evangelização e o ajuda em sua tarefa como pregador e evangelizador na comunidade Maranatha.

Por seu testemunho especialmente impactante para os jovens, tentados pela solidão, a droga e a rebeldia, Peter detalha aos garotos que “Jesus não nos tira os hobbys que são bons”. Em seu caso, por exemplo, gosta de andar de moto, “meu único hobby normal dos velhos tempos”. Em sua moto tem inscrita uma frase bíblica: “quem crer em mim, ainda que morra, viverá” (João 11,25).

Disse que muita gente que encontra, ao ver a frase pergunta sobre ela: é uma oportunidade para contar sua experiência de Deus.

E anima “quem não o tenha feito ainda” que prove com uma breve oração e diga: “Senhor Jesus, obrigado por morrer por mim na Cruz, e por ressuscitar para dar-me vida eterna; ponho minha vida em tuas mãos; conduza-me na vida, e depois, até ti no céu. Amém”.

“Creio que quem escreveu há 3.000 anos ‘tenho sede de Deus, del Deus vivo’, não era um fanático, mas simplesmente recolhia o clamor de cada alma humana”, conclui Peter.

Gostou desse artigo? Comente-o com teus amigos e conhecidos:

http://religionenlibertad.com/articulo.asp?idarticulo=31365

por euvimparaquetodostenhamvida