O padre Ramon, missionário na Costa do Marfim, vê Deus no cotidiano e na guerra!

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«Estivemos 4 meses isolados e 9 sem sair da paróquia»

O padre Ramon, missionário na Costa do Marfim, vê Deus no cotidiano e na guerra!

El padre Ramón, misionero en Costa de Marfil, ve a Dios en lo cotidiano ¡y en la guerra!

O padre Ramon, missionário da Consolata, com um dos policiais ou guardas tradicionais nas zonas auríferas da Costa do Marfim

P. J. Gines/ReL- 18 outubro 2013-religionenlibertad.com

O padre Ramon Lázaro Esnaola é un cidadão de Saragoça de 46 anos, missionário da Consolata na Costa do Marfim, país que chegou em 2001, um ano antes de começar a chamada “Primeira Guerra Civil da Costa do Marfim”, que causou uns 3.000 mortos e mais de 700.000 desalojados.

Neste país lhe deram o nome que usa cotidianamente, Korona, que na língua senufo significa “Fica”.

Menos de mil cristãos na região
“Vivo em um raio de uns 60 km entre Marandallah e Dianra Village, na diocese de Odienne, a uns 525 km da capital econômica da Costa do Marfim, no noroeste da Costa do Marfim. Em 70% de nossa região são muçulmanos, 25% segue a religião tradicional e uns 5% são cristãos. E dentro deste grupo o número de batistas é ligeiramente superior ao número de católicos”.

“Por isso, nossas paróquias e comunidades cristãs são pequenas. O número de batizados de Marandallah não creio que chegue a 100. E os catecúmenos serão outros 100. Depois vem os simpatizantes, os que provam, que serão quem sabe também uns 100. Em Dianra Village, os números são um pouco mais altos porque a região é mais povoada mas não creio que cheguem a 1000 todos os grupos somados”, explica para ReL.

Saúde, diálogo, evangelização

O trabalho dos missionários da Consolata nesta região do norte do país tem 7 ideais:

– o diálogo com as pessonas de outras religiões;
– a saúde, através de centros sanitários, que administra Ramon, distante 2 horas de Land Cruiser
– a alfabetização e o apoio escolar;
– a promoção da mulher através dos micro-créditos;
– as visitas às aldeias onde ninguém ainda compartilhou a fé cristã,
– a pastoral paroquial ordinária
– e a promoção da juventude através da formação de apicultores.

Muito trabalho para os missionários, mas muito gratificante, dizem eles.

3 pilares: Deus, a comunidade, os pobres
“Ser missionário para toda a vida é muito bonito se se sente que é seu lugar no mundo; mas se se quer só fazer algo pelos outros é melhor que entre em uma ONG ou em algum organismo de cooperação”, pontualiza o padre Ramon.

“Eu me apoio em três pilares: Deus, a comunidade e os pobres. Se falha um, o tripé cai. O missionário vive certa solidão, mesmo que se trate com muita gente, porque existe muitos sentimentos que se vive que são difíceis de comunicar quando partimos de horizontes culturais distintos. Sim, eu já levo mais de doze anos por cá, falo a língua local… mas existe distâncias que não se podem salvar. Por outro lado, a missão não são façanhas de super-homens, mas uma vida cotidiana como a de qualquer espanhol”.

O cotidiano às vezes se vê alterado, por exemplo pela guerra.

Ramon chegou à Costa do Marfim em 2001. “O golpe de calor ao sair do avião foi brutal. Parecia que me faltava o ar para respirar. Estive três meses em uma missão dos Missionários da África para aprender o senufo e cheguei depois a Dianra, onde fiquei até julho de 2008. Ali tive a imensa sorte de começar uma nova missão junto de Flávio, um missionário italiano, e Michael, queniano. Dois verdadeiros irmãos, amigos e homens de Deus”.

O ruído das balas reais

“Em setembro de 2002 começou a rebelião e lá aguentamos o temporal, com medo no corpo e muita confiança em Deus. Escutava o ruído das balas reais. Aprendi a dormir escutando esses tiros. E descobri que ser missionário valia a pena: descobri que só minha simples presença já dava consolo às pessoas”.

Foram meses muito difíceis: “Durante quatro meses Michael e eu vivemos completamente isolados. Nem nossas famílias, nem os missionários da Consolata, nem a embaixada sabiam nada de nós durante esse tempo. E estivemos nove meses sem poder sair da paróquia. Foi um tempo de graça em que toquei de perto meus limites, minhas debilidades, meus medos. Porém, ao mesmo tempo, o Bom Deus me fez aprofundar minha fé, minha esperança e meu amor por este povo”.

De fato, antes de começar as hostilidades, Ramon havia vivido naquela que seria sua experiência “de mais medo” em sua vida missionária.

Os assaltantes nos puseram deitados na terra”
“Foi em 2001, antes do início da guerra. Estava uns dez meses em Dianra e em uma viagem, uns salteadores nos puseram deitados na terra durante mais de três horas. Eu não sabia se tudo ia acabar ali ou ia passar. Parece mentira mas esta experiência me ajudou muito a viver o tempo da guerra e a saber falar e comportar-me com os rebeldes. Houveram muitos momentos de tensão porque decidimos não dar dinheiro nos controles que punham os rebeldes e isso implicava discussões sem fim, enquanto Michael e eu percorríamos as aldeias de bicicleta porque não tínhamos dinheiro para a gasolina da moto”.

As coisas se normalizaram (“um pouco mais”) a partir de 2007. “Que eu saiba, fomos a única missão do norte da Costa do Marfim onde os rebeldes não entraram e, segundo o que eu sei, o mérito tem que atribuir à população local que veio para dizer que “tocar nos missionários é como tocar a nós”. Vivemos uma comunhão com o povo que ainda hoje lembram e valorizam”.

Crianças que morrem

Quando a um missionário em um país pobre se pede que fale de um momento triste de sua vida missionária, a maioria recorda a morte de crianças. “Recordo especialmente as duas crianças que perdeu Jacqueline em um espaço de menos de quatro meses em Dianra em 2003, em plena guerra. Foi muito difícil ser consolo em meio dessa situação. Também o falecimento de Maitane, uma jovem que acompanhei em Madri e que faleceu em pouco tempo que eu cheguei na Costa do Marfim me marcou. Fez-me crescer em resistência e esperança”.

Joseph Kolo, baleado por se converter

Não é tão frequente encontrar um missionário que tenha vivido o assassinato de um fiel por sua fé, por ter-se convertido para Cristo. Mas na Costa de Marfil acontece.

“O assassinato de Joseph Kolo foi um dos momentos mais tristes de meus primeiros anos. Foi em 2003. Joseph foi um dos primeiros cristãos de Dianra junto com sua mulher e toda sua família. Nesse tempo era o presidente da comunidade e tínhamos muita relação. Joseph não queria que seus filhos fizessem o “poro”, o rito de iniciação dos senufo, que dura 7 anos, porque já eram cristãos.Porém sua própria família não perdoou essa atitude e contratou um atirador para assassiná-lo. E assim morreu deixando sua mulher viúva e com a carga de 7 filhos”.

“Essa noite não dormi nada. Estava só na missão porque meu companheiro Michael estava no Quênia de férias com sua família. Passei toda a noite ao lado de Odete, tentando consolá-la. No dia seguinte, a igreja estava cheia de gente de todas as religiões e confissões porque queriam dar o último adeus a um mártir da fé”.
Deus está em toda parte

Na África, dizem os missionários, Deus está onipresente. Ramon o “vê” em toda parte: “no sorriso de uma mulher que está carregada de lenha na cabeça e com uma criança nas costas. Esse sorriso vem de Deus, vem de uma esperança e de uma resistência incríveis. Vejo Deus na força de uma família para sobrepor-se ao falecimento de um filho ou uma filha. É impressionante a força da fé, o agradecimento de quem vem para dar os pêsames ficando toda a noite dançando em torno do corpo que jaz e preside ao mesmo tempo”.

Mas há momentos em que Deus parece dar um toque especial.

Os missionários que ninguém esperava
“Certamente, durante a guerra houve momentos muito singulares. Um deles foi quando Michael me disse que nos restava dinheiro para um mês e meio e que depois teríamos que ser obrigados a fugir pelo Mali porque não teríamos para chegar até Abidjan. Na semana seguinte, eu fui de bicicleta a uma aldeia situada a 50 km de Dianra por uma estrada de terra. Na volta, quase exausto, vi que três missionários da Consolata do sul vieram para ver como “estávamos”. Foi providencial porque sua visita nos permitiu ficar ao lado de nosso povo”

A mochila perdida cheia de dinheiro

“Outra história aconteceu na Páscoa de 2003, quando eu voltava de bicicleta de uma aldeia situada a uns 27 km depois de ter passado toda uma semana lá, quase exausto das celebrações, batismos, danças, vigílias, etc. Nesse tempo, todos os cristãos aproveitam para dar seu aporte anual à igreja. Assim que voltava com os carnês de batismo de todo o mundo e com bastante dinheiro tendo em conta que estávamos em plena guerra e que tudo era muito complicado”

“Pois bem, quando já estava a uns 5 km de Dianra, percebi que o saco que levava tudo isso tinha se desamarrado e tinha caído pelo caminho. Então me vi obrigado a dar marcha-ré e regressar à aldeia de onde vinha para ver se via o saco. A busca foi em vão. Não vi nada. Cheguei à aldeia e eu não podia nem com minha alma e todos estavam desanimados diante do sucedido porque eu tinha perdido também o missal que tinha traduzido para senufo. Pus-me a dormir exausto e, no dia seguinte, me pus de novo a caminho para Dianra. Quando cheguei à missão contei tudo a Michael. Quando terminei, entregou meu saco com tudo o que levava dentro. Disse-me que um muçulmano o tinha encontrado pelo chão! Como viu minha alva, supôs que era meu, então deu para uma cristã da aldeia que o fez ver antes que eu chegasse.”

Um pecado nacional: a inveja

Por outro lado, é curioso que em um país pobre como Costa do Marfim, Ramon chegue à conclusão de que “talvez o pecado capital nesta região seja a inveja. Parece que alguém se sente mal que o outro progride na vida e vai bem. Isto está muito enraizado por aqui e, na verdade, a mim me incomoda muito. Meu pai sempre me ensinou que sua maior alegria era que eu pudesse chegar um pouco mais longe que ele. Inclusive etimologicamente a palavra senufo para “inveja” significa “me irrita que te vá bem”. É muito forte!”

Retórica do perdão

Se em muitos países africanos a vingança é algo bem visto e muitas culturas a exigem e alentam, na Costa do Marfim passa algo bastante distinto: há muita retórica de perdão, às vezes vazia.

“O perdão é uma palavra demasiado utilizada na Costa do Marfim”, afirma o missionário, exigente. “Para ser sincero, eu gustaria de proclamar um ano de não utilização desta palavra para que encontrássemos outras formas de ir à raíz do perdão e reconciliação. No II Sínodo dos Bispos da África nos pediram que aprofundássemos as formas tradicionais de perdão e reconciliação. Entre os senufo isto se faz sobretudo através da palavra, a exteriorização do vivido na presença da comunidade, o respeito e a escuta dos mais velhos da comunidade e da aceitação pública dos males causados. Pode haver situações em que se exige que uma refeição seja organizada entre as partes em litígio para alcançar a reconciliação.

Estas ações recordam as refeições de Jesus com “pecadores e publicanos” que tanto escandalizaram os “membros da pureza judia”. Poderiam se atualizar plenamente em uma visão e ação eucarística onde a comunhão da comunidade-família de Deus, tem uma praça singular”.

Exercícios espirituais com jesuítas

Ramon começa a ficar longe daquele jovem de 16 anos que era quando sentiu o primeiro chamado de Deus à vida missionária. “Um jesuíta que conhecia foi ao Equador e me pôs em contato con outros jovens de lá, e a partir daí, o bichinho da missão começou a ´mexer comigo´. Quando fiz COU (não sei como se chama agora) estive em meus primeiros Exercícios Espirituais em Sant Cugat del Valles, durante a Páscoa de 1985, também com um jesuíta.. Esta experiência me marcou e vi de uma forma “clara e distinta” que queria orientar minha vida a partir da missão. O texto da chamada dos quatro primeiros discípulos e o texto das Bem aventuranças me sugeriram que tudo isso era para mim”.

Saindo com uma garota

Pouco depois começou a sair com uma garota que se chamava Mª Mar e que também tinha interesse pelo “Sul” e a luta contra a pobreza em outros países. Com ela, por exemplo, fui seu primeiro contato na África: uma visita a Marrocos em 1986, a Meknés, para levar um eletro-cardiograma de Mãos Unidas a um missionário franciscano.

“Colaborar com a Ação Solidária Aragonesa, uma ONG que nasceu em Saragoça em 1984, me ajudou a ver a cooperação com outros olhos. E, logo, o estilo dos missionários da Consolata em Saragoça muito me chamou a atenção: muito próximos a nós, com algumas visões eclesiais muito parecidas com as que eu sentia em meu coração e, sobretudo, muito perto dos pobres, em pleno bairro da Magdalena. Formei parte da primeira comunidade de leigos da Consolata de Saragoça. Foram dois anos preciosos em que a vida comunitária me pareceu a forma que o Bom Deus me chamava. Eu gostava de orar na cripta de Sta. Ingrácia de Saragoça, ao lado da turma dos mártires. A oração me interpelava”.

“Sentia que o Bom Deus me abria um caminho que para ser sincero eu não tinha muita vontade de percorrer. Com Maria Mar estive junto uns dois anos mas vimos que tínhamos estilos diferentes e decidimos deixá-lo, não sem dor. E chegou o dia em que decidi dar o salto no vazio. Eu gosto de dizer que minha vocação foi um pulsar entre Deus e eu e… ganhou Deus! Tinha 22 anos”.

Para conhecer mais sobre a vida de Ramon na Costa do Marfim:

http://www.koronacotedivoire.blogspot.com
No Twitter: @koronacote

Para apoiar os missionários: http://www.domund.org

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por euvimparaquetodostenhamvida

Líderes afro-americanos e especialistas em direito denunciam novo anticonceptivo de Melinda Gates que pode incrementar o risco de infecção por HIV, além do mal que faz à saúde.

 

Líderes afro-americanos e especialistas em direito denunciam novo anticonceptivo de Melinda Gates que pode incrementar o risco de infecção por HIV.

Segunda-feira, 21 Outubro 2013 Por Lisa Correnti e Rebecca Oas, Ph.D.

WASHINGTON, D.C., 18 de outubro (C-FAM) A campanha de Melinda Gates dirigida às mulheres africanas com uma nova apresentação do anticonceptivo Depo Provera motivou uma aliança entre líderes religiosos afro-americanos e defensores dos direitos humanos.
Eles solicitaram ao Congresso dos Estados Unidos que cesse o financiamento da distribuição do anticonceptivo injetável no estrangeiro.

Os dirigentes, que apoiam o aborto e a anticoncepção, dizem que as mulheres negras e de escassos recursos padecem sérios problemas de saúde por causa do Depo Provera. Uma nova versão auto-administrável põe as mulheres em maior risco porque entregarão sem que elas estejam completamente informadas dos efeitos secundários potenciais da droga. O anticonceptivo tem o potencial de que se contraia ou transmita o HIV com uma porcentagem oito vezes superior.

A esposa do multimillonário Bill Gates recentemente disse ao New York Times que defendia o planejamento familiar depois de se reunir com mulheres pobres de países em desenvolvimento. Elas queriam um anticonceptivo injetável, disse Gates, porque não podem negociar o uso do preservativo sem insinuar que elas ou seus maridos tem aids.

Kwame Fosu afirmou que a afirmação de Melinda Gates de que as mulheres querem o Depo Provera é «falsa».

«Nenhuma africana aceitaria ser injetada se tivesse pleno conhecimento dos perigosos efeitos secundários do anticonceptivo», disse Fosu a Friday Fax. Fosu é o diretor de políticas do Projeto Rebecca para os Direitos Humanos.

«De fato», prosseguiu, «em países onde se ensina às mulheres sobre suas prejudiciais complicações, o uso do Depo Provera é insignificante».

Os comentários de Melinda Gates ilustram o atual conflito entre os esforços dos funcionários da saúde pública para fazer frente à epidemia de Aids e os defensores do planejamento familiar que estão a favor de anticonceptivos hormonais de ação prolongada para evitar a gravidez. À diferença dos preservativos, estes métodos não fazem nada para prevenir a transmissão do HIV.

No caso do Depo Provera, os riscos de transmissão do vírus de fato aumentam, segundo informação publicada no The Lancet. A Organização Mundial da Saúde recomenda com insistência que as mulheres que utilizam anticonceptivos com só progesterona também usem preservativos. Planned Parenthood (um dos maiores distribuidores internacionais do Depo Provera) não recomenda o uso de preservativos nem revela os efeitos secundários potenciais.

Melinda Gates, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, sigla em inglês), Pfizer Pharmaceuticals, o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID), o Fundo de População da ONU e PATH destinaram milhões de dólares para o desenvolvimento de uma nova versão do Depo Provera denominada Sayana Press. É uma injeção subcutânea que pode auto-se administrar e esconder do cônjuge. Está em curso um programa piloto para chegar às mulheres das áreas rurais na África sub-saariana e no sul da Ásia.

Em uma sessão informativa patrocinada pelo Caucus Negro do Congresso Americano no mês passado se apresentaram defensores dos direitos humanos que solicitaram ao Congresso que deixasse de subvencionar o Depo Provera e que exigisse advertências obrigatórias da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, sigla em inglês) para que se assessorasse às pacientes. Fosu crê que o novo sistema de apresentação «Uniject» do Sayana Press permitirá a USAID «franquear e violar» estas normas da FDA.

A sessão contou com o auspício conjunto do Projeto Rebecca, que publicou um informativo em que se documenta experimentos humanos antiéticos e objetivos raciais de programas de controle demográfico dos Estados Unidos, as fundações Ford e Rockefeller, o Fundo de População da ONU, Planned Parenthood, o Conselho de População e a Fundação Gates.

O informativo menciona os antecedentes de produção de anticonceptivos nocivos da Pfizer. O Norplant, que foi retirado dos Estados Unidos após múltiplos julgamentos, segue sendo distribuído na África mediante um acordo de licença com a Bayer. Segundo WSJ Market Watch, Pfizer ganhará 36 bilhões de dólares com o Depo Provera.

O Depo Provera está vinculado a numerosos efeitos secundários, entre eles a duplicação do risco de câncer da mama, derrame cerebral, perda irreversível da densidade óssea, diminuição da resistência às infecções, esterilidade involuntária e defeitos de nascimento como enfermidade cardíaca congênita se for injetada de maneira acidental em uma mulher grávida.

http://c-fam.org/en/espanol/volumen-16/7578-lideres-afroamericanos-y-expertos-en-derecho-denuncian-nuevo-anticonceptivo-de-gates-que-puede-incrementar-el-riesgo-de-infeccion-por-vih

 

por euvimparaquetodostenhamvida

O filósofo Fabrice Hadjadj desmantela o pensamento fraco que justifica o aborto e o aproveitamento de embriões humanos.

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A farsa do “projeto paternidade” sem ele não há uma pessoa?

El filósofo Fabrice Hadjadj y sus preguntas incómodas sobre el embrión: «¿No es acaso humano?»

O filósofo Fabrice Hadjadj e suas perguntas incômodas sobre o embrião: « Não é por acaso humano?»

O filósofo Fabrice Hadjadj desmantela o pensamento fraco que justifica o aborto e o aproveitamento de embriões humanos.

Le Figaro – 9 outubro 2013 – religionenlibertad.com

Em julho do mês passado, a Assembleia Nacional da França votou um projeto de lei que autorizava a investigação com embriões humanos (uma prática que dana e destrói os indivíduos humanos nessa etapa de seu desenvolvimento).

O filósofo Fabrice ­Hadjadj, diretor de ‘Philanthropos’, o Instituto Europeu de Estudos Antropológicos (Friburgo, Suíça), analisava, em uma entrevista que reproduzimos na continuação, o estatuto do embrião humano.

Respondia ao professor René Frydman que, no ‘Le Figaro’ de sexta-feira 12 de julho, afirmava: «Para mim, o embrião não é uma pessoa humana», e declarava que proibir a investigação com embriões humanos era «incoerente e retrógrado».

–Muitos afirmam que «o embrião não é uma pessoa». O que você pensa sobre isto?

– É curioso, não se busca jamais um filósofo para praticar uma reprodução assistida, mas não se duvida em perguntar a um médico sobre questões filosóficas.

»Quero recordar que a noção de pessoa é uma noção metafísica, de origem teológica inclusive, e que não a podemos empregar assim e assim sem ser mais arrivista e mais vaidoso que «O burguês gentil-homem»[a comédia de Molière, do séc.XVII].

»Por outra parte, não sei se você percebeu, mas nos esforçamos em dizer «o embrião», sem mais. Porém, de que se trata? De um embrião de vaca, de macaco, de ornitorrinco? Não, se trata de um embrião humano.

»Ao M. Frydman lhe foi fácil argumentar dizendo: «Um olho não preparado não pode ver a diferença entre um embrião de rato e um embrião humano». Ele, o defensor do «in vitro veritas», conhecedor da genética e acostumado a manejar o microscópio eletrônico, repentinamente se nega a ver o código genético deste embrião e promove «o olho não preparado».

»Implantaria ele um embrião de rato nas mulheres que lhe solicitam uma reprodução assistida? Por que não, se não há nenhuma diferença? A evidência é que o embrião sobre o qual estamos falando é humano. Nenhum cientista pode dizer o contrário.

»Agora, eliminar um ser humano é um homicídio. Fazer do ser humano um material excedente é o cúmulo da exploração. E com isto não estou emitindo um juízo de valor. Depois de tudo, pode haver motivos para ser um homicida, e numerosos Estados, em nome do progresso, legalizarão a exploração e a manipulação dos humanos. O que eu reprovo, como filósofo, é que se rechace chamar gato a um gato, e que nos abandonemos a circunlóquios para dissimular.

– Se as coisas estão tão claras, por que este debate?

– Um texto que Bertrand Monthubert, antigo secretário nacional para a investigação do Partido Socialista francês, publicou em 11 de julho, é bastante significativo.

»Cito sua saborosa argumentação, em sua muito aproximada gramática: «O embrião não é uma pessoa, a ciência é muito clara sobre isto. Se fossem pessoas, isto significaria que os embriões que foram criados e destruídos no contexto das FIV(Fecundação In Vitro) são assassinatos. E este não é o caso». Isto é tudo.

»Falamos do «embrião», sem concretizar que se trata de um embrião humano. Pretendemos que a noção de pessoa é «muito clara» para a ciência. E como único argumento se levanta a impossibilidade de ser um assassinato.

»A negação tem, portanto, duas causas. A primeira é essa palavra, «pessoa» e a confusão metafísico-jurídica a que induz. Faríamos melhor em perguntar-nos se estamos diante de uma vida humana ou não.

»Agora, posto que esta vida é humana, a questão é saber se queremos seguir tendo o artigo 16 do Código Civil [francês], que estabelece que «a lei garante o respeito ao ser humano desde o princípio de sua vida», ou o abandonamos.

»A segunda causa é a dificuldade de reconhecer que, ao seguir uma lógica “tecnicista”, temos criado uma situação sem solução e insustentável, diante da qual nossa consciência está desorientada. Efetivamente, estes 50.000 humanos congelados, que queríamos usar sobretudo como reagentes em laboratórios farmacêuticos, é algo inimaginável. Devemos admitir que estamos más além de «Um mundo feliz», de Aldous Huxley.

– Podemos afirmar ao mesmo tempo que o embrião humano «não é uma pessoa», e que «se converterá em uma pessoa» na medida em que se inscreve em um projeto de paternidade?

– Os cientistas que apoiam isto são, verdadeiramente, adeptos da magia negra. Abracadabra! Eu quero que seja uma pessoa, e é uma pessoa. Isto não entra em meu projeto e puf! A pessoa desaparece! Estamos verdadeiramente no reino dos aprendizes de bruxos.

»Porém esta maneira de ver, que faz pensar na magia, é tipicamente tecnocrática. Seu princípio é que a vontade prima sobre o ser, e que portanto, todo o estado natural, incluindo meu corpo, só é um material que posso manipular segundo convenha aos meus caprichos.

»No entanto, me lembro do que dizia Hannah Arendt ao final sobre o sistema totalitário: a essência do totalitarismo se encontra em seu rechaço ao nascimento como acontecimento absoluto, ou seja, no fato de querer que o indivíduo não tenha valor a menos que se inscreva em um planejamento, que seja a engrenagem de um dispositivo anterior a sua chegada, ou seja que se trate da ideologia do Partido ou do projeto dos pais.

– Podemos aceitar as interrupções voluntárias de gravidez e a destruição de embriões sem projeto de paternidade e rechaçar a investigação com embriões?

– É certo que tudo está unido. Por outro lado é necessário recordar que uma fecundação in vitro, ao final, destrói mais embriões que um aborto.

»De novo, eu não pretendo posicionar-me a nível ético, e sobretudo nesta ética que todo o mundo utiliza como uma etiqueta, para apagar sua boa consciência. Constato simplesmente que temos entrado em uma era de manipulação radical (dizendo, desde a raiz) da vida humana…

»Apesar de tudo, a mudança da lei que se quer agir não é piada. Até agora, do ponto de vista legislativo, o princípio era o respeito para a vida humana, e a destruição ou utilização de embriões humanos (poderíamos inclusive dizer a «comercialização») só se permitia a título derrogatório. Hoje em dia, se trata de fazer da derrogação um princípio, e inscrever como prescrição positiva a redução do humano para pura matéria.

– Não deveríamos tachá-lo de retrógrado?

– De onde vem esta retórica do «grande salto para diante»? Com ela, Mao causou 30 milhões de mortos. É bom dar marcha-ré quando estamos à beira do precipício.

»Além disso, o que é retrógrado é não seguir o caminho aberto pelo Prêmio Nobel de Medicina, o Professor Yamanaka, com suas células reprogramadas, que não levantam nenhum problema ético. Mas nós nos enredamos na investigação a partir de embriões humanos (sem dúvida alguma, como um meio de evitar a nossa consciência o mal estar de tê-las que destruir) e deixamos que o Japão nos adiante em métodos que já deram melhores resultados.

– Pode-se dizer que os que se opõem à lei estão influenciados pela Igreja Católica?

– M. Frydman o assegurou nas colunas de seu jornal. O que é duplamente desleal. Primeira deslealdade: fazer crer que todos os que se opõem as suas opiniões são uns fideístas irracionais. Isto é típico do estilo do processo stalinista.

Segunda deslealdade: ele se deixa apresentar como o «pai do primeiro bebê de proveta». O que aconteceu então com Jacques Testart? Por que não se fala mais dele como o pioneiro da fecundação in vitro? Precisamente porque, sem ser católico, Testart denunciou todos aqueles que «aplaudem religiosamente todas as produções de laboratório». Teria muito que dizer sobre o obscurantismo “cientificista” e seus fanáticos hoje.

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por euvimparaquetodostenhamvida

De cultivador de maconha a pregador católico: a assombrosa cura de Peter Liptak.

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Adicto e suicida fracassado, sentiu a presença de Deus. De cultivador de maconha a pregador católico: a assombrosa cura de Peter Liptak

De cultivador de marihuana a predicador católico: la asombrosa sanación de Peter Lipták

Peter Liptak prega o evangelho, conta sua experiência e anima todos para convidar Cristo para entrar em sua vida

Pablo J. Gines/ReL- 28 setembro 2013 -religionenlibertad.com

Peter Liptak nasceu em uma boa família católica e tradicional na Eslováquia, porém em sua juventude ele só via a religião como uma série de normas morais, e se rebelou contra “essas normas de meus pais”.

“Eu era fã de grupos pop satânicos. Também ficava com amigos com os quais bebíamos muito, e misturávamos álcool com pastilhas. Interessava-me pela filosofia do anarquismo. E comecei a fumar maconha, e depois a cultivá-la”.

Provando mais drogas: adição

Aos 19 anos começou com a heroína, mesmo que só fumasse, não se atrevia a injetá-la. Depois provou Pervitin e LSD. Quando algum tempo depois recebeu cuidados médicos lhe diagnosticaram um nível F19, que significa “adição a narcóticos e psicotrópicos”. “O que eu queria era sair da realidade má e cinza”, explica.

Em 1997, com 23 anos, teve seu minuto de glória nos noticiários da TV, quando a polícia o deteve com 2 quilos de maconha e entrou em sua cabana de campo onde estavam suas plantas e produzia outros 8 quilos.

Foi um momento especialmente baixo para ele. Enquanto pôde, tomou uma dose enorme de álcool, Pervitin e tratou de suicidar-se, buscando eletrocutar-se em uma caixa de alta-voltagem. Porém sobreviveu.

“Hoje penso que sobrevivi porque Deus me protegia, mas na época pensei que nem sequer a morte me queria”, recorda.

Em vez do cárcere, o mandaram fazer 3 meses de terapia antinarcóticos e duas estadias psiquiátricas. Fez o propósito de mudar de vida… e não durou nada: após cinco dias que voltou ao seu lugar voltou à droga. Não podia viver sem ela.

Um encontro de oração carismático

Alguns meses depois, já em 1998, o convidaram para um encontro de evangelização chamado “Fogo”, da comunidade católica carismática Maranatha (www.maranathapo.sk), em Presov.

“Quando entrei no lugar, imediatamente senti a presença de Deus. E durante o louvor, era inclusive mais forte. Senti que aquilo era o paraíso, não o que tinha nas drogas”, recorda.

Em certo momento, deixou que outras pessoas rezassem por ele, acompanhando o gesto de impor as manos, uma forma de apresentar a Deus à pessoa pela qual se intercede.

“Nesse momento, entendi que Jesus estava ali, diante de mim. Não era uma alucinação. Tampouco algo que se podia perceber com os sentidos físicos. Entendi sua presença mediante meu espírito, em meu coração, chamem como queiram, mas minha percepção de Deus era mais realista para mim que qualquer coisa que tivesse chamado real até esse momento”.

“Comecei a chorar sob o poder de Seu Amor”, recorda. “Eu me mantinha de pé, na verdade por pura indignidade, e ao mesmo tempo sentia Seu enorme amor. Senti que todo o mal de minha vida se fundia, se desfazia. Disse em meu coração: Jesus, te quero. Quero ser teu. Por favor, muda-me”.

Uma mudança milagrosa e constatável
Deus o mudou, de uma forma drástica e comprovável: desapareceu de repente toda sua adição ao álcool, às drogas e também ao cigarro. Peter define como “curado sobrenaturalmente”.

“Quando saí do encontro, joguei fora meu maço de cigarros. Não tive que fazer nenhuma promessa, nem me esforçar. De repente, tinha a sensação de não ter fumado nunca, de não me ter drogado nunca. Era uma nova pessoa”.

Inclusive afirma que nesse momento ficou “liberto” também da fornicação e de adições sexuais e que “graças a Deus nunca voltou para estes pecados”.

Peter não quer presumir nada seu, e ao dar seu testemunho se remete às palavras de São Paulo (Gal 6,14) que só se gloriava da Cruz de Cristo. Mas insiste que “os psiquiatras dizem aos drogadictos que só se curarão completamente quando forem sepultados. Admito-o, é claro, mas é que em mim se confirmou a Palavra de Deus que disse ‘com Ele fomos sepultados para que assim como Cristo ressuscitou dentre os mortos, também nós tenhamos vida nova(Rom 6,4).”

De adicto a pregador, em uma semana

Peter começou a atender nos encontros de Maranatha. Apenas uma semana depois de sua cura e conversão, lhe pediram que desse seu testemunho diante de umas 100 pessoas. E depois lhe chamaram nos colégios, paróquias, grupos de confirmação, de Radio Lumen… (na foto, um exemplo do retiro de jovens com Maranatha).

Em seguida, a Irmã Helena, religiosa das Irmãs Professoras de São Francisco de Assis, e responsável pela comunidade Maranatha, viu que Peter tinha não só um belo testemunho mas dons de pregação.

“Assim uns 3 anos depois de minha cura me matriculei para estudar teologia católica e me graduei em 2006”, explica Peter.

O legado de uma seringa

Porém passou por um momento muito difícil nessa época. Depois de 4 anos de vida cristã os médicos descobriram em seu sangue o virus da Hepatite C. Era uma herança de seu passado e de uma seringa contaminada. Peter se enraiveceu com Deus: “por que me apresenta essa fatura depois de 4 anos, por que não me curaste disto?”

O tratamento era difícil: as pílulas causavam depressão e sua temperatura corporal ia a 38 graus de forma contínua. Chegou um momento em que se deixou cair na cama, muito deprimido, e sentiu algo que nunca tinha sentido, nem em sua época de drogadito, “e não podia haver nada pior”.

Uma experiência escura

“Era como se em um segundo todos meus seres queridos tivessem morrido, e não tivesse nada pelo qual viver. Tive a sensação de que havia perdido Deus, como se não existisse. Porém se estava claro que viver não tinha sentido, também imaginava que não fosse viver, também.

E assim estive uma hora, ou o que pareceu muito tempo. Mas nesse vazio, veio a minha mente um argumento filosófico de São Tomás de Aquino: há uma razão para cada movimento, que é causado por outro ente que se move, e no final devemos admitir que há um primeiro motor, perfeito, que sempre existiu: que é Deus”.

Em sua mente veio um segundo pensamento: o versículo de Romanos 1,20: “desde a criação do mundo, a existência invisível de Deus e seu poder eterno foram vistos com claridade na mente e entendimento das coisas criadas”.

E um terceiro pensamento, o mais claro e forte: “Eu seu que meu Defensor está vivo” (Job 19,25).

“E de novo voltei a estar envolto na bela presença de Deus, como o sol sai das nuvens escuras”, explica Peter, que se viu reforçado na fé por esta experiência. Ao cabo de um ano, também, o tratamento fez efeito e ficou curado.

Casado, com hobby e evangelizador

Em 2012 se casou com Verônica, uma garota que conheceu em um encontro de evangelização e o ajuda em sua tarefa como pregador e evangelizador na comunidade Maranatha.

Por seu testemunho especialmente impactante para os jovens, tentados pela solidão, a droga e a rebeldia, Peter detalha aos garotos que “Jesus não nos tira os hobbys que são bons”. Em seu caso, por exemplo, gosta de andar de moto, “meu único hobby normal dos velhos tempos”. Em sua moto tem inscrita uma frase bíblica: “quem crer em mim, ainda que morra, viverá” (João 11,25).

Disse que muita gente que encontra, ao ver a frase pergunta sobre ela: é uma oportunidade para contar sua experiência de Deus.

E anima “quem não o tenha feito ainda” que prove com uma breve oração e diga: “Senhor Jesus, obrigado por morrer por mim na Cruz, e por ressuscitar para dar-me vida eterna; ponho minha vida em tuas mãos; conduza-me na vida, e depois, até ti no céu. Amém”.

“Creio que quem escreveu há 3.000 anos ‘tenho sede de Deus, del Deus vivo’, não era um fanático, mas simplesmente recolhia o clamor de cada alma humana”, conclui Peter.

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por euvimparaquetodostenhamvida