«O Poeta da Zurda», um lendário jogador de futebol que leva agora o Evangelho de casa em casa.

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A esquerda de César Cueto não desmerecia de Maradona

«O Poeta da Zurda», um lendário jogador de futebol que leva agora o Evangelho de casa em casa.

«El Poeta de la Zurda», un legendario futbolista que lleva ahora el Evangelio de casa en casa

César Cueto nasceu em 1952 em Lima e jogava no centro do campo.

José Antonio Varela Vidal / Zenit – 8 setembro 2013- religionenlibertad.com

Quase todo jogador de futebol veterano estica sua fama o mais possível. Suas opções são se sentar em um set de televisão ou rádio como comentarista esportivo, ou se converter em treinador de algum time com certo protagonismo na tabela. Mas o que resulta estranho é vê-lo caminhar pelas ruas de uma cidadezinha com sua Bíblia na mão, evangelizando as famílias em suas casas…

Assim Zenit encontrou dias atrás, o ex-jogador de futebol peruano César Cueto na cidade de Huancavelica, uma província da capital andina do Peru situada a 440 quilômetros de Lima e a 3.600 metros de altitude que quase permite tocar as nuvens.

Os economistas o consideram o departamento com maior pobreza econômica do país. Porém nem assim na fé nem devoção; e César, junto ao Caminho Neo-catecumenal o sabem bem.

Quem é este jogador que chamou nossa atenção? Não é outro que um ex-jogador da seleção “alvi-rubra” da década dos anos setenta e oitenta, que foi medido nos campos com Valderrama e com Maradona.

Esperança da vaidade nacional em dois mundiais, César Cueto foi campeão três anos com o Aliança Lima, e na Colômbia uma vez com o Atlético Nacional e outra com o América de Cali. E não só isso, também foi catalogado em seu tempo por entendidos e aficionados como o “Poeta da Zurda”, por sua capacidade quase superdotada de colocar a bola nos pés dos primeiros, rompendo inclusive algumas leis da física…

Um Papa para os jogadores de futebol

Como se recordará, no mês de agosto se jogou uma partida de futebol em honra do Papa Francisco em Roma. Disputaram as seleções da Argentina e Itália, com o triunfo dos ´gaúchos´ diante da resignação da azurra. Mas o Santo Padre, fiel ao seu estilo, os chamou a todos e antes que começasse qualquer rivalidade lhes disse umas palavras…

Falou do exemplo que deve dar o jogador, do modo que deve manejar sua fama, a importância da camaradagem e de Deus. Já aos jogadores do time de seus amores, o San Lorenzo de Almagro, lhes tinha escrito uma carta em março passado onde lhes pedia que pensassem em Jesus, que confiem n’Ele além dos campos esportivos, e que vivam uma “sã competitividade e respeito mútuo”.

“Todos os jogadores de futebol estão felizes com Francisco”, nos disse César. “Assim como estiveram os poetas com João Paulo II ou os músicos com Bento XVI, agora os olhos dos esportistas se fixaram no Papa, sejam crentes ou não”. E então vemos em seu olhar um duplo ânimo: “Tenho Cristo e tenho um Papa”.

É que a César Cueto, Deus lhe deu tudo. Teve fama, dinheiro, família e a ovação de estádios cheios. Visitou três continentes com sua seleção de futebol e alçou várias copas como artífice de cada triunfo. Não tinha reportagem ou álbum de figurinhas onde não aparecesse (mesmo não havendo “memes” nem Twitter que o elevaram mais). Mas como ele mesmo nos contou…, faltava algo em sua vida: faltava sua Igreja.

Deixar tudo por Cristo

César nos adverte que quando alguém é jovem e famoso, pensa que tudo vai bem, que inclusive o mereces, e que isso deve se viver ao máximo. Pensa no futuro sim, mas para dar coisas materiais aos teus filhos e deixá-los bem assegurados: “Vives segundo tuas próprias ideias e não conforme as de Deus”.

Em meio a tantos aplausos, destaques e metas, a família de nosso jogador estava se destruindo sem perceber, e portanto ele mesmo. Foi assim como através de uma faísca, semelhante a um dos passes magistrais que ele mesmo dava até o pé do goleiro para que observasse, alguém do bairro o convidou a uma catequese do Caminho Neo-catecumenal em sua paróquia. Assim começou a horas extras…

“Ali me anunciaram o amor de Deus, descobri sua misericórdia, curei feridas e comecei a caminhar por muitos anos até hoje”, nos relata com mais emoção que quando recebia os prêmios como melhor jogador do ano.

Hoje tem outra vaidade, a de sua comunidade que o admira, o sustenta e o escuta. Sua família está salva e estável, o que lhe permite ir em busca de novos triunfos, de novos crentes que estejam dispostos a escutar a palavra de Deus e se integrar em uma comunidade para iniciar o caminho para Cristo. Sente-se missionário e sai cada vez que o enviam, viaja por semanas e regressa ainda com mais ânimo.

César não é rico porque renunciou a alongar a fama que lhe dava o futebol. “Muitos me perguntam porque não me fiz treinador”, e  ri… Sorriso cúmplice pela resposta que dá a todos: “Melhor é anunciar Cristo”.

O apito final

Esperávamos estar diante de um jogador de futebol como ele, para perguntar porque Francisco pediu aos jogadores que rezem para que o Papa “jogue limpo” a partida que lhe toca…

“Porque nocam por toda competência deve ser leal, deve ganhar o melhor, com respeito ao rival, escutando ao outro e sem brigar”, nos explicou ao melhor estilo de um diretor técnico (ou espiritual). Também, “sem nada de pancadas”, brincou.

E tu, que troféu ainda espera ganhar?, lhe dissemos antes que retome suas visitas pelas casas. “A estas alturas da partida…, peço a Deus que me conceda fazer sua vontade, confiar cada dia mais n’Ele e rezar. Quero trabalhar e arriscar pelo Senhor, deixar tudo, e caminhar com minha comunidade, que é o melhor que me aconteceu na vida”.

Vale a pena um tempo suplementar para todos, não?

Recordando o jogo de César Cueto e sua prodigiosa esquerda

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cesar cueto

por euvimparaquetodostenhamvida