Descobriu que procedia de uma gravidez por violação e incesto e agradece que não a abortaram.

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Um caso como o da menina chilena, Belén

Descobriu que procedia de uma gravidez por violação e incesto e agradece que não a abortaram

Kristi Hofferber.

C.L. / ReL- 7 julho 2013- religionenlibertad.com

Todas os terminais de propaganda do abortismo se puseram em marcha diante de um novo caso extremo para que promover a legalização do crime em um país onde está proibido: Belén, a menina chilena de onze anos grávida de seu padastro.

Sua proposta é, como sempre, matar a quem está por nascer. Não haverá então ocasião de perguntar  sua opinião, mas afortunadamente se é possível solicitar a de Kristi Hofferber, cuja vida tem a mesma origem que Belén. E o que disse Kristi é: “Por favor, não matem, abortando-os, a crianças como eu”.

Quis saber mais
Ela sempre soube que era adotada. Foi desde que era uma recém nascida, aos três dias depois de vir ao mundo. Seus pais adotivos não podiam ter filhos e só adotaram a ela. Não consideravam vergonhosa a adoção e nunca ocultaram dela. E mesmo ela sentindo desejos de conhecer suas origens, negava por temor de ferir quem a havia acolhido e tinham oferecido todo seu amor.

“Tive uma infância maravilhosa, meus pais me deram tudo o que necessitava”, conta LifeNews. Mas, como muitos outros adotados, chegado um momento quiseram conhecer sua família biológica. “Tentei fazê-lo sem dizer aos meus pais adotivos, mas não consegui muita informação e ao mesmo tempo sabia que não era correto, que tinha que ser honesta com meus pais. Então lhes perguntei diretamente. A resposta não foi fácil de escutar”.

Seis gravidezes, uma só menina
Quando Kristi tinha 13 anos, seus pais adotivos leram no jornal que se estava acontecendo um julgamento nos tribunais em que uma mulher denunciou seu próprio pai por anos continuados de violação. Os pais adotivos de Kristi reconheceram nos sobrenomes e nas circunstâncias de essa mulher era a mãe biológica de Kristi, da qual tinham alguns dados anteriores.

A violação incestuosa da mãe biológica de Kristi havia tido como resultado seis gravidezes. Cinco acabaram em aborto, um “espontâneo” (devido ao maltrato físico) e quatro provocados para encobrir o incesto. O sexto chegou até o fim, e a menina que nasceu, Kristi segundo todas as evidências, foi dada em adoção.

“Não esperava algo assim. Nem me havia passado pela cabeça. Levou várias semanas pensando se devia seguir investigando. Se aquilo era assim, o que ia supor minha mãe se eu aparecesse?”, recorda Kristi, que tem agora 30 anos.

Agradecida pela vida
Mas ela sentia que o plano de Deus era que achasse sua mãe. E não tardou muito. Após dois dias, depois de enviar um e-mail à pessoa que acreditava que fosse sua mãe biológica, teve rápida resposta. Encontrou-a e se viram, e conheceu também uma irmã adotiva e o menino que ela acabava de ter.

Kristi esteve vários dias na casa de sua mãe biológica, onde conheceu o horror de seus vinte anos de violação nas mãos do pai-avô de Kristi, que foi concebida com 16 anos.

“Estou muito agradecida de ter escolhido seguir e encontrá-la”, confessa Kristi: “Sentia-me às vezes triste e favorecida por que me trouxe a este mundo. A única coisa que sei do porque não me mataram é que minha mãe biológica decidiu ocultar a gravidez durante um tempo. Depois, tampouco esteve segura se eu estava viva, porque não me viu depois de dar a luz e mais tarde recebeu o resultado de um exame de uma infecção que eu havia contraído no nascimento. Levaram-me a outro hospital para tratar-me e lhe disseram que provavelmente não tinha sobrevivido”.

A relação entre ambas não foi fácil, mas falam a cada poucas semanas. Kristi crê que em verdade Deus as reuniu, e agradece poder vê-la. E agradece estar viva.

“São tantas vidas as afetadas pela perda de uma só criança abortada!”, reflete: “É difícil só imaginar como diferente teriam sido as coisas. Agradeço muito a minha mãe biológica ter-me protegido e dado em adoção. Cheguei em uma família maravilhosa que me acolheu com os braços abertos e me deu o amor e o cuidado que necessitava. Também por isso estou eternamente agradecida”, exclama Kristi, que está casada com um adotado e tem também um filho adotado.

Só 18 meses de prisão
Quando conheceu sua verdadeira história, seus objetivos na vida mudaram, e decidiu dedicar-se a casos como o seu. Hoje é trabalhadora social e seu objetivo é ajudar mujeres que enfrentam uma situação difícil em consequência da gravidez.

Quanto a seu pai-avô, só passou na prisão 18 meses, porque não conseguiram reunir provas suficientes para incriminá-lo mais. No momento do julgamento a mãe biológica de Kristi desconhecia sua existência -que sem dúvida teria agravado a pena-. O homem morreu faz um ano, mas Kristi nunca teve desejos de conhecer-lhe.

Não castigar a vítima
“Sejam quais sejam as circunstâncias da concepção de uma criança, não se deveria castigar a ela pelo crime de seu pai. E isso é o que passa quando alguém diz que o aborto deveria ser ilegal… salvo em casos de violação e incesto: que se castiga a criança pelos crimes do pai, negando a vida que merece. A todas as crianças deveria se dar a oportunidade de viver a vida que receberam”, conclui Kristi.

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por euvimparaquetodostenhamvida