Hipnotismo, controle mental, adivinhação… Praticava o ocultismo em sua juventude: hoje o combate como sacerdote católico.

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Hipnotismo, controle mental, adivinhação… Praticava o ocultismo em sua juventude: hoje o combate como sacerdote católico

P. J. Ginés/ReL- 28 junho 2013-religionenibertad.com

O padre Pavol Hucik tem 37 anos e é um dos maiores especialistas no ocultismo da Eslováquia, com a particularidade de ter conhecido esse mundo obscuro por dentro e em profundidade.

Hoje compatibiliza seu serviço como pároco na pequena cidade de Bystrany com um serviço de “libertação” para ajudar as pessoas escravizadas e oprimidas pelo esotérico ou mágico, e dá palestras e seminários, para jovens e adultos, advertindo de seus perigos. Ele esteve “ali dentro” e não nega seu poder… nem sua maldade.

Com a democracia, um “boom” esotérico
Pavol nasceu em uma família de valores católicos em 1975. Em 1989, quando caiu o Muro de Berlin e a tirania comunista, a Eslováquia se encheu de literatura ocidental até então proibida ou inacessível… e isso incluía livros de ocultismo e esoterismo. Com apenas 15 anos, Pavol devorava estes livros, dedicando todo seu tempo e dinheiro: misticismos estranhos, meditação transcendental, hipnose, ocultismo…

Uma vez aprendida toda a teoria, decidiu colocá-la em prática uma noite que estava aborrecido com um grupo de amigos, vendo televisão na casa deles.

“Sentei-me em um canto perto da porta. Fechei os olhos, e comecei a meditar. Não meditava sobre Deus ou as Escrituras. Pensava em usar as forças do sub-consciente para hipnotizar uma amiga que se sentava ao meu lado, perto da porta. Não disse nada a ninguém, tudo acontecia em meu interior. Depois de um tempo relativamente longo, abri os olhos, e vi que minha amiga estava dormindo. Podia ser algo normal,então a toquei e sacudi para ver se despertava. Mas não aconteceu, não reagia, estava numa espécie de estado inconsciente. Assustei-me e voltei ao meu lugar, não queria que ninguém percebesse. Retomei a concentração, dando a ordem contrária, queria despertá-la. Por sorte consegui, e ela despertou”.

O jovem Pavol ficou entusiasmado diante do que parecia um grande poder. Convenceu a garota para ficar com assiduidade e praticar com ela a hipnose. E funcionava.

A atração pela hipnose

“Depois de algumas sessões, podia hipnotizá-la só em contar até dez. Funcionava inclusive ao ar livre, com frio. Funcionava inclusive quando ela não queria. Uma vez ela não queria reunir-se comigo. Simplesmente ordenei que viesse.. No dia seguinte, se apresentou como tínhamos combinado, comentando que não pôde controlar suas próprias pernas, que, disse, começaram a se mover por si sozinhas”.

Pavol experimentou várias modalidades de hipnose: por exemplo, dizia a sua amiga que tal dia em tal hora entraria em transe, e assim sucedia. Também a fazia dormir com um fita cassete em que ressoavam suas palavras… e a garota só despertava quando sua irmã a esbofeteava.

Passando para coisas piores

“Quanto mais come, mais fome tem”, explica Hucik. “Comecei a fazer coisas piores que a hipnose”. A lista é longa. Primeiro, magia “branca” (algo que conforme a Igreja e os exorcistas, não existe: a magia é, ou um engano, ou uma superstição que afasta de Deus, ou, se acontecem coisas inexplicáveis e poderosas, é ação demoníaca: não há magia boa).

Depois, “magnetismo”, adivinhação com um pêndulo, método silva (se apresenta como uma terapia mas os exorcistas e especialistas católicos dizem que é uma forma de invocação de espíritos, ou seja, de demônios), rabdomancia (também chamada radiestesia: detetar água, ou estruturas subterrâneas, com um pêndulo ou uma vara).

Influenciando os outros

Pavol não era um garoto devoto, mas se se considerava católico. De alguma maneira pensava que se tratava de “poderes” que Deus podia dar a alguns… como ele. E um poder, não é para se usar? “Fiz coisas más como influenciar as outras pessoas” [com a hipnose e o ocultismo]: que o professor não lhe perguntasse na aula, que o revisor não lhe pedisse a caderneta (“lhe fazia crer que já o tinha revisado, quando na verdade é que estava sem a caderneta”).

Uma ” força-contrária” em “nível alfa”
Havia um nível de concentração “ocultista” chamada “nível alfa”, o nível mental em que se “fazem coisas”. A ele lhe servia, por exemplo, para memorizar temas para a escola. Nesse “nível alfa” podia influenciar as outras pessoas. Mas havia algumas que pareciam estar protegidas por uma espécie de “força-contrária”.

Pavol suspeitava que talvez fossem pessoas que também se dedicavam ao oculto, que assim geravam essa barreira… mas depois comprovou que não era assim.

“Uma noite, tudo se esclareceu. Tentei rezar estando em nível alfa. Não pude fazê-lo. Era como bater com a cabeça na parede. Era a mesma sensação que tinha quando não conseguia influenciar uma pessoa mediante práticas ocultistas. Perguntei-me que tipo de poder era esse, que não podia superar. E então, em meu interior, entendi que era o poder de Deus”.

Pavol ficou “negativamente surpreendido”, ou seja, incomodado: ele estava do lado do mal, o lado anti-Deus!

Por um lado, nunca havia pretendido tal coisa, mas, pensou, acaso se havia detido alguma vez para consultar Deus sobre estas atividades, em escutar a Ele?

Primeiro passo: admitir a adicção

Se aproximavam os exames finais do instituto: não tinha tempo para realizar mais sessões ocultistas, ao menos por uma temporada. Mas descobriu que se punha nervoso, que desejava voltar a exercer seu poder sobre outros, algo que era agora claro que era mal. “Percebi que sofria adicção ao ocultismo”.

Nesse momento encontrou o primeiro livro de espiritualidade cristã que o ajudou: “Renovação no Espírito Santo”, do teólogo e sacerdote eslovaco Jozef Vrablec (1914-2003). Não era teoria árida, era um livro prático e apaixonado: incluía uma oração ao Espírito Santo, e Pavol a rezou.

“Em minha alma senti algo novo, belo, e libertador. Era algo cheio de vida, e me trazia uma grande alegria. Era algo completamente distinto do que tinha experimentado nos exercícios de concentração ou em meditações de esvaziamento segundo o yoga ou as religiões orientais”, explica.

Era a ação do Espírito Santo, com seus dons: alegria, paz, sabedoria, direção…

Decisão final, no seminário

Foi “guiado pelo Espírito Santo” aquele jovem de uns 18 anos que entrou no seminário para ser sacerdote e servir a Deus. Ainda no primeiro ano tentou manter alguma relação com o mundo do oculto, mas se inscreveu em um curso de Renovação no Espírito Santo, e nele se insistia aos participantes que renunciassem a estas práticas. Vários participantes de mais idade já tinham feito, e podiam explicar a Pavol porque era necessário e imprescindível para u, cristão. Assim pôs ponto final a qualquer prática oculta.

O padre Pavol em uma de suas palestras prevenindo o ocultismo

Mas não ao seu estudo teórico, desta vez do ponto de vista cristão. De fato, sua tese de teologia tratou desse tema: “A parapsicologia do ponto de vista do cristianismo”. Com ela, pretendia compensar seus erros e quem sabe ajudar ou prevenir outras pessoas.

Ajudar as pessoas com esse mal

Como sacerdote jovem, logo descobriu que o ocultismo, os curandeiros, adivinhos e bruxos estavam fazendo mal a muitas pessoas, ou com simples embustes, ou introduzindo-as no esotérico. Além disso, muitas pessoas que segundo os psiquiatras estavam perfeitamente sadias podiam descrever seus sintomas de opressão, escuridão, presenças estranhas, vozes… Pavol acreditava, acolhia e entendia estas vítimas do ocultismo, e decidiu ajudá-las: dar-lhes conselho, estudar seu caso, orar por sua libertação.

E o primeiro passo sempre é dizer: “faça como eu fiz, renuncie a todo o oculto”. “Quando estas pessoas renunciam às práticas ocultistas e confiam suas vidas a Jesus, seus pesadelos começam a desaparecer, deixam de ouvir vozes e ver espíritos, se libertam de pressões internas e de sentimentos negativos”, afirma.

“Então Deus gradualmente me levou ao meu ministério de libertação. Hoje lhe dou graças por tudo o que experimentei e pelo fato de poder ajudar as pessoas que foram amarradas e danadas pelos serviços misteriosos e frugais da magia e do ocultismo”.

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por euvimparaquetodostenhamvida