Shane Kapler, desde os 13 anos na busca rodeou o ateísmo, foi pentecostal… e voltou à Igreja católica em uma Eucaristia especial.

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Shane Kapler, desde os 13 anos na busca rodeou o ateísmo, foi pentecostal… e voltou à Igreja católica em uma Eucaristia especial

«Por que crês em Jesus? Por que cremos que é Deus? Como podem estar tão seguros?», perguntava aos seus pais. E suas respostas não bastavam.

Sara Martín / ReL- 8 junho 2013-religionenlibertad.com

“Os judeus creem em Jesus?”. Uma “absurda pergunta” como esta foi a faísca necessária para despertar em Shane aos 13 anos uma profunda crise de fé.

Tinha ido visitar uma sinagoga como parte de seu programa de estudos no colégio. A pergunta foi formulada por um companheiro de classe ao rabino, e do professor de Religião saíram os olhos das órbitas. No entanto, este fato e a resposta do rabino desencadearam uma série de pensamentos que mudaram por completo a vida e a perspectiva de Shane.

“Crescer em uma família cristã e participar de uma escola católica não me deu nunca muitas oportunidades de por-me em contato com outros sistemas de crenças”, começa, “percebi que eu nunca havia conhecido alguém que não cresse em Jesus ou ao menos baseasse sua vida em um sistema de crenças que o incluísse de uma ou outra maneira”. «»

Então, admite, “a pergunta de meu companheiro realmente não era tão estúpida depois de tudo”.

“Quanto mais lia, mais perguntas”
Os padres, da educação e vida católica, receberam essa noite um aluvião de perguntas de Shane: Por que crês em Jesus? Como sabem que era o Messias? Se Ele era o Messias, por que cremos que é Deus também? Como podem estar tão seguros?

“É uma questão de fé, Shane”, responderam. “Não é algo que se possa provar absolutamente, é algo que sabe em teu coração”.

Formoso e sincero, reconhece Shane … mas de nenhuma ajuda para ele.

Então, nas semanas seguintes, Shane devorou a World Book Encyclopedia que estava em sua casa, lendo tudo o possível sobre cristianismo e judaísmo.

Também ampliou sua curiosidade ao hinduísmo, o budismo e o islã.

Passava horas na seção de Filosofia da biblioteca local buscando autores “com autoridade”. Mas logo percebeu as lacunas que existiam entre eles: enquanto uns defendiam a reencarnação, outros reafirmavam a ressurreição; enquanto uns falavam da graça, outros advogavam pelo karma; e assim um longo etcetera.

“Quanto mais lia, mais perguntas tinha para meus pais”, recorda.

Buscando a verdade
“Quanto mais buscava respostas, mais percebia que o importante era encontrá-las, ou Deus nos deu regras para viver, ou não as fez, ou as decisões que tomamos têm consequências eternas, ou não as têm, ou o cristianismo estava certo, ou milhões de pessoas estavam perdendo o domingo pela manhã. Se Deus era o Criador e Juiz de todos, queria saber o que desejava de mim”, explica.

Em pouco tempo, Shane passou de questionar-se qual era a religião verdadeira a perguntar-se como podia estar seguro sequer de que havia um Deus.

A opção lhe parecia possível. Mas a única coisa que podia ver é que uma vida fora d’Ele significava solidão e vazio: “Necessitava saber se existia um Deus que me amava. Só queria saber se podia contar em ser amado. Se tivesse isso, estaria disposto a fazer o que Ele me pedisse sem me importar que a pessoas pensassem que era um fanático religioso”

Dois passos para diante, um para trás
Um dia, Shane passou pela cozinha e decidiu, uma vez mais, por seu pai contra a parede: “Papai, diga-me uma vez mais por que crês em Jesus”, disse. “Shane, Jesus te ama tanto que chora por ti. Ele te quer, mas você não quer voltar para Ele”, disse com o rosto entristecido.

E nesse momento Shane pôde ver no rosto de seu pai o mesmíssimo Jesus, chorando por Ele. “E me pus a chorar. Sucedeu em um instante, foi como um flash em minha mente”, explica.

“Não era o tipo de evidência que estava buscando -objetiva, verificável, livre de emoções- e no entanto era pessoalmente inegável. Passaram mais de vinte anos desde esse dia e sigo sentindo as repercussões”, admite.

Desde esse momento, Shane ficou convencido de que Jesus de Nazaré estava vivo, corporal e espiritualmente vivo, e que o amava.

Com evangélicos e pentecostais
Sua fome de conhecer se fez ainda maior e começou a ler livros de Billy Graham, fundador de uma escola evangélica, e de Hal Lindsey. “Lindsey me convenceu de que a Igreja católica tinha seriamente interpretado mal o modo com que Jesus nos salva”, explica.

Em poucos meses Shane estava indo a reuniões com os Pentecostais, fascinado por sua energia e seu carisma, pela música e ambiente.

“A falta de inibição que as pessoas sentiam ao se regozijarem diante de Deus era tão diferente de minha experiência da missa católica até esse momento! Via os católicos apegados no externo: confissão, a Virgem Maria, o Papa… Pareciam obstáculos diretos para a relação com Deus. Na igreja pentecostal que ia não havia normas nem obrigações, nem sequer não ir à Missa era um pecado, para eles a Bíblia devia ser interpretada literalmente”.

No entanto, Shane também encontrou uma grande inconsistência nesta igreja: “A única doutrina católica que nunca duvidei foi a presença de Jesus na Eucaristia. Surpreendeu-me que esta igreja pentecostal não confessional, tão literal em sua interpretação de outras passagens da Bíblia, se se mostrasse inconsistente nisto: Isto é meu corpo, isto é meu sangue”.

A primeira Eucaristia real
Numa sexta-feira Shane foi, como tantas outras, a uma Eucaristia católica. No entanto, nesse dia aconteceu algo especial na comunhão. Sentiu verdadeiramente, e não só intelectualmente, que Jesus vinha a ele.

“Esta vinda de Jesus é parte da realidade da Eucaristia, nunca tinha experimentado assim”. A partir deste momento Shane se confirmou, foi aceitando uma atrás da outra as verdades que proclama a Igreja católica, se casou e hoje é pai de dois filhos.

“O que minha própria experiência me ensinou foi que na realidade não existe um conflito entre a fé do credo ou dogma e uma relação viva com Deus. Onde está a Igreja ali está o Espírito de Deus, e onde está o Espírito de Deus, a Igreja e toda a graça”.

Shane Kapler conta sua experiência no blog justacatholic.blogspot.com e também é autor de ‘The God Who is Love’: Explaining Christianity From Its Center (O Deus que é Amor: Explicar o cristianismo do seu centro).

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por euvimparaquetodostenhamvida