As Femen já têm resposta: as Antigones, para contrapor o grupo feminista.

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«Nem exibicionistas nem histéricas»

As Femen já têm resposta: as Antigones, para contrapor o grupo feminista.

Um grupo de jovens francesas com idéias muito claras sobre a dignidade da mulher começou a se mobilizar nas ruas e nos meios de comunicação.

C.L. / ReL – 29 maio 2013 – religionenlibertad.com

A primeira diferença entre as jovens Antigones e as Femen é que as primeiras vão vestidas. Mas é só a diferença mais superficial. A diferença fundamental é que seguem a máxima de Antígona na tragédia de Sófocles: “Eu nasci para compartilhar amor, não ódio”. E há outra, claro: não recebem subvenções.

As Antigones acabam de nascer para dar a resposta nas ruas ao violento grupo feminista de origem ucraniana, muito presente na França durante o debate sobre a lei do matrimônio homossexual. Sua primeira ação, frustrada pela polícia, foi aproximar-se até sua sede em Paris para ler seu manifesto, dirigido na segunda pessoa a elas.

Como foi impedida pela polícia, fizeram num vídeo-clip que já é viral (ver abaixo), porque não tem indigestão em cantar algumas verdades para suas adversárias.

“Afirmais que a condição da mulher se defende mostrando os seios, vos respondemos que se adquire com a dignidade.

Afirmais que a religião é uma alienação, vos respondemos que para muitas de nós é o caminho da liberdade e da auto-realização.

Afirmais que o machismo domina a sociedade e combateis os homens, vos respondemos que só com os homens seremos completamente mulheres.

Reivindicais a igualdade entre os sexos, vos respondemos que é a complementariedade entre homens e mulheres que enriquece a sociedade.

Pagam-vos por reivindicar vossas idéias, vos respondemos que com a causa da mulher não se faz comércio.

Afirmais-vos na indignação e na violência, nossa força é a calma e a determinação”, disse, entre outras coisas, o texto.

Não querem ser, dizem, “nem exibicionistas nem histéricas”.


Iseul Turan. Uma valente

Mas além disso as Femen se encontraram com o primeiro gol que lhes metem suas rivais. Uma das Antigones, Iseul Turan, estudante de Direito de 21 anos, conseguiu infiltrar-se durante dois meses no grupo feminista, segundo revelou ‘Valeur Actuelles’.

Chegou a participar em seis sessões de “treinamento” que só se realizam nos sábados, e nas que, além de exercício físico e táticas de comportamento diante da Polícia e ensaios de suas atuações públicas, como posar de forma que permitam fotos espetaculares para a imprensa ou correr pela rua dando gritos e proclamando seus slogans: “Pope no more [Não mais Papa]”, “In gay we trust [Paródia do ´In God we trust {Em Deus confiamos}´ das notas de dólar]” ou “TopLess Yihad”, entre outras.

“A Polícia não é nossa inimiga mas nossa aliada, uma forma de conseguir fotos e ruído midiático”, lhes transmitia nas palestras Inna, uma das fundadoras. Desnudar-se foi sua forma de tornarem-se famosas, mas nem todas se atrevem, por que o grupo as admite para outro tipo de tarefas de apoio em cada ação, explica Iseul.

Quem são e como se organizam?
As Femen se organizam em três círculos concêntricos. O exterior, das simpatizantes, que se movem sobretudo em redes sociais para efeitos de propaganda. As militantes, por volta de vinte. E, por último, o núcleo duro que formam duas fundadoras, Inna e Oksana, e três francesas. Estas cinco mulheres mantém o contato com a base ucraniana, origem do movimento. Não combatem muito “por ideias”, conta a jovem infiltrada: “É o que mais me surpreendeu. Nada a ver com o feminismo intelectualóide que estamos tão acostumados na França. Elas estão na ação”.

Que tipo de pessoas são? Ela viu um pouco de tudo, desde professoras a antigas prostitutas, mas todas “movidas por um desejo de comprometer-se com algo um pouco novo, um pouco punk, que implique um certo risco, garotas que buscam um pouco de protagonismo, ou que simplesmente se entediam”. Não lhe fizeram demasiadas perguntas para sua incorporação ao grupo: “A única coisa que podes oferecer-lhes é tua pessoa”.

Iseul, que se define como “uma católica normal”, abandonou as Femen quando iam realizar sua primeira ação na rua, no sábado passado: “Eticamente, não queria fazer. Esteve dois meses, queria ver. Com isso bastou”.

Vídeo das Antigones com seu manifesto dirigido às Femen

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por euvimparaquetodostenhamvida