Haverá um grito de liberdade quando se derrotar o aborto.

O bispo de Alcalá de Henares, Mons. Juan Antonio Reig Pla: Haverá um grito de liberdade quando se derrotar o aborto

MADRI, 10 Abr. 13 / 07:48 pm (ACI/Europa Press).- O bispo de Alcalá de Henares (Espanha) e presidente da Sub-comissão Episcopal de Família e Vida, Mons. Juan Antônio Reig Pla, assegurou que no dia que se derrotar as leis que no país permitem o aborto será um dia do “grito pela liberdade” como quando se aboliu a escravidão.

“Que um dia, oxalá seja logo, possamos dizer que todas as leis que na Espanha permitam a morte de seres inocentes no seio de suas mães ou todas aquelas que possam por ação ou omissão promover a morte de anciãos ou enfermos, no final, vão ser abolidas na Espanha. Esse dia seria um dia do grito de liberdade como o dia que se aprovou a abolição das leis da escravidão”, falou durante a apresentação do Encontro Internacional pela Vida que se celebrará este fim de semana na Universidade CEU São Paulo.

Além disso, afirmou que a batalha contra o aborto e contra todas as leis que permitem a morte do nascituro, pode ser tão longa como a da abolição da escravidão, mas confia que, no final, vencerá a “cultura pela vida”.

“Esta é uma longa batalla, tão longa possivelmente como a que pretendia abolir a escravidão porque estamos vivendo um momento de crise de civilização em que se ha obscureceu o caráter inviolável da vida humana”, acrescentou.

Não obstante, disse que o paradigma cultural atual “não favorece precisamente o respeito à dignidade da vida humana desde o momento da fecundação até a morte natural” e, neste sentido, citou três leis que “ameaçam a vida humana na Espanha” como: a Lei de Reprodução Assistida e de Investigação com Embriões; a lei de Investigação Biomédica; e a Lei orgânica da Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez que, no seu julgamento, “cavam, minam” o Estado de Direito.

Concretamente, desta última lei, denunciou que fala de “direito” ao aborto e se utiliza de uma “linguagem de armadilha” pois “fala da interrupção da gravidez mas não se interrompe nada mas aborta a possibilidade” e “de direito de decidir quando o que se decide é a morte de um inocente”.

Frente à estas leis, citou duas “boas notícias” como a sentença do Tribunal de Justiça Europeu a favor da exclusão dos embriões como fonte de células mãe para a investigação de outubro de 2011 e a resolução do Conselho da Europa contra a eutanásia em janeiro de 2012.

“Não ao maltrato de mulheres e crianças”

Mons. Reig Pla disse que, em uma sociedade em que, no seu julgar, a voz que defende a vida “não é uma voz ouvida”, na qual partidos políticos e sindicatos, às vezes junto aos meios de comunicação “não querem favorecer” a cultura da vida, “qualquer mudança” na legislação espanhola será “um passo” e “se se der, bem vindo seja”. “Porque um dia queremos gritar juntos ‘liberdade, por fim a vida vai ser respeitada'”, afirmou.

“Uma sociedade não se organiza para matar mas para defender e proteger a vida e portanto se mantivermos a hipocrisia de leis que atentam contra a vida nascente ou terminal ou permitimos estados de pobreza e de miséria que destroem a vida humana, a vida das famílias, não estamos em boa direção”.

“Queremos gerar uma cultura de vida para que os matrimônios possam custodiar desde o amor aos seus filhos, os enfermos sejam custodiados, as crianças não sejam maltratadas, as mulheres não sejam maltratadas e desapareça o flagelo do terrorismo se é que resta algo”, remarcou.

Sobre o sofrimento das mulheres que abortam, Mons. Reig Pla afirmou que muitas desenvolveram a síndrome do pós-aborto e que inclusive acodem pessoas com 70 anos “que não podiam tirar nunca esse sofrimento” ou “garotas que abortaram sete, oito e até dez vezes e que estão destroçadas”. Por isso, considera que “o grande movimento pela vida na Espanha tem que nascer das mulheres”.

http://www.aciprensa.com/noticias/mons-reig-pla-habra-grito-de-libertad-cuando-se-derogue-aborto-18927/#.UWb73qLvvJY

por euvimparaquetodostenhamvida