Metodista, pastor e formador de pastores… mas Teresa de Ávila e Taizé o levaram ao Carmelo.

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Javier Arturo Gonzalez Valdez, de México

Metodista, pastor e formador de pastores… mas Teresa de Ávila e Taizé o levaram ao Carmelo

Cresceu no México no seio de uma família católica, mas foi pentecostal por 8 anos em um grupo sectário, e depois foi líder metodista. A mística carmelita o devolveu à Igreja católica.

ReL – 21 abril 2013 – religionenlibertad.com

Javier Arturo Gonzalez Valdez, do México, nasceu em uma família católica e desde pequeno sentiu um chamado ao sacerdócio, mas na adolescência se incorporou a um grupo de estilo pentecostal com dinâmicas sectárias.

Oito anos depois, prejudicado por este grupo, conheceu os metodistas, protestantes muito mais sérios e equilibrados. Na Igreja Metodista chegou a ser pastor e formador de pastores.

Porém ao estudar história foi levado a conhecer Santa Teresa de Ávila, da qual se enamorou, e a fraternidade ecumênica de Taizé o aproximou do monástico, do contemplativo. Uma visita à Ávila o confirmou na vontade de Deus para ele.

Ele conta tudo com suas próprias palavras.

Católico por tradição mas não convencido
«Meu nome é Javier Arturo González Valdez, sou originário e vivo na Cidade do México, atualmente tenho 41 anos. Nasci no seio de uma família católica por tradição e não por convicção. De classe média abastada. Meu pai é Engenheiro eletrônico e minha mãe dona de casa. Sou o mais velho de dois irmãos.

Uma inclinação religiosa natural
»Desde menino comecei a dar mostras de uma profunda devoção religiosa. Eu gostava muito de ir à Igreja, rezar e construía ermidas no jardim de minha casa para brincar que eu era sacerdote e arrastrava meu irmão e a meus primos nestas brincadeiras tão curiosas. Ninguém em minha casa era inclinado à religião, ninguém me ensinou ir à missa ou ter devoções, tudo isso surgia dentro de mim como coisa natural.

Queria ser padre desde os 5 anos
»Desde os cinco anos tive o desejo de chegar a ser sacerdote, era meu máximo desejo, poder servir a Deus a quem tanto tinha aprendido a amar. Mas existia um grande problema na vida. Tinha uma séria dislexia, que é um trastorno de aprendizagem, pelo qual eu ia bastante mal na escola. Meu pai tinha obtido durante toda sua vida acadêmica excelentes qualificações, e eu era uma vergonha para ele. Por isso tanto meu pai como minha mãe me batiam muito, especialmente minha mãe.

Surras e espancamentos…
»Fui um menino que sofreu fortes pancadas durante toda sua infância. Deus e minha vocação era a única coisa que me sustentava. Meu pai tinha planos de me enviar à Roma para estudar se eu continuasse mantendo o desejo de ser sacerdote, mas duvidava que pudesse sê-lo por causa de meus problemas de aprendizagem.

A Primeira Comunhão, um dia muito belo
»Aos nove anos, tive o desejo de fazer minha Primeira Comunhão. A experiência do Catecismo foi fabulosa. Tive uma catequista extraordinária que nos ensinou a amar muito Jesus. Eu me preparei e chegou o desejado dia. Para mim foi um dos dias mais belos de minha vida.

»Daquela experiência meus pais compreenderam que deviam fazer algo para ajudar-me, então me enviaram para uma Pedagoga para que tratasse do meu problema. Ela me ensinou a estudar, foi então que nasceu em mim um interesse na leitura e no conhecimento. Eu devorava os volumes das enciclopédias. Como que se abrisse diante de meus olhos um mundo novo. Desenvolvi uma excelente memória. Minhas qualificações na escola melhoraram muitíssimo. Em tudo isso vi claramente a mão de Deus. Desejava terminar o preparatório para poder ingressar então no seminário.

Um professor evangélico
»Quando entrei no secundário, conheci um de meus professores que era evangélico pentecostal me convidou para suas reuniões. Ele tinha escutado sobre mim porque meus companheiros me diziam “o padrezinho” por causa de meu desejo de ser sacerdote e meu jeito de ser tão diferente deles. À força de tanta insistência de sua parte finalmente fui assistir. O que vi naquela tarde me impressionou. Eu tinha só 13 anos, qualquer coisa me impressionava.

»Vi o amor e a unidade daquelas pessoas, sua amabilidade e sinceridade. A forma de louvar batendo palmas e levantando as mãos não me eram alheias porque eu tinha chegado a assistir as “missas carismáticas”, mas o fervor e o compromisso dessa gente era maior do que tinha visto até esse momento na Igreja Católica.

»Comecei a participar de um estudo bíblico no meio da semana, mas aos domingos seguia participando da Igreja Católica. Fiz muitos bons amigos entre os pentecostais com que começava a sair para tomar café e participar de acampamentos e retiros. Então chegou o tempo em que eles confrontaram minha fé católica.

Atacar a Igreja católica
»Começaram atacar o fato de que eu tivesse imagens religiosas, que venerava a Virgem Maria e os santos, que tudo aquilo era uma abominável idolatria e superstição, coisas que aborreciam Deus, que a missa era falsa e supersticiosa, que a Igreja Católica era a grande rameira do livro do Apocalipse, que o Papa era o anticristo, que as devoções católicas eram babilônicas, que onde na Bíblia aparecia a palavra rosário, escapulário, vigília, missa ou Papa, etc. etc.

Destruir as imagens de santos, o Rosário…
»Bombardeavam-me com versículos bíblicos a torto e a direito. Eu não tinha nesse momento as armas nem conhecimento necessário para me defender. Seus argumentos me pareciam muito convincentes naquele momento. Além disso, na verdade estimava meus novos amigos.

»Então com toda dor de meu coração abandonei a Igreja Católica. Obrigaram-me a destruir minhas imagens, o rosário de minha primeira comunhão, minha vela, meu livro de orações, uma pequena cruz que tinha ganhado de um frade missionário franciscano (porque esse grupo era muito fundamentalista e inclusive rejeitavam a cruz de Cristo). De tudo isso agora me arrependo, especialmente pelas lembranças de minha Primeira Comunhão que tinha sido uma bela experiência.

Sua mãe e seu irmão também se tornam evangélicos
»Nunca aceitei rebatizar-me (prática comum neste grupo) porque eu concluí que meu batismo católico era válido mesmo os líderes do grupo dizendo o contrário, mas respeitaram minha decisão. Na realidade eu não tinha tido uma má experiência no catolicismo, mas o contrário, porém me tinham convencido de que só eles tinham a verdade.

»Este grupo era verdadeiramente recalcitrante. Tudo era mau, todo era pecado. Nem sequer podia ter templos, então nos reuníamos em casas ou em salões de festa. Não celebravam Natal nem Semana Santa porque essas eram tradições de homens. O culto era ruidoso, saltavam e aplaudiam ao ritmo da música enquanto gritavam “améns” e “aleluias”.

»Convenceram também minha mãe mas meu pai se manteve à margem. Meu irmão era pequeno e também participava conosco deste grupo.

Do querer ser sacerdote a pastor, porém…
»Meus desejos de ser sacerdote ficaram ofuscados, agora devia ser pastor, se é que Deus me chamava. No entanto este grupo não acreditava nos seminários, que também eram coisas de homens, portanto saberiam quando o Senhor me chamaria para o ministério, só que devia estar casado. Casado! Isso nunca esteve nos meus planos. Eu jamais me imaginei com mulher nem filhos porque eu queria ser sacerdote.

»Desde menino sabia que Deus me tinha chamado a ser celibatário, que era um dom que Deus me tinha dado, que não tinha nenhum desvio sexual, mas que simplesmente meu chamado era para a castidade. Então pus secretamente esse assunto nas mãos de Deus. Dou graças a Deus porque até o dia de hoje me mantive neste estado, não por minhas forças, mas pelo dom que há em mim.

Teresa de Jesus, uma mulher influente
»Se não existia a possibilidade de entrar no Seminário tinha que pensar em alguma carreira. Desde menino tinha também gostado de História, e me inscrevi no curso de História na UNAM.

»No terceiro semestre do curso tive a matéria de “História da Espanha” foi ali onde encontre e conheci a mulher que mais influenciou minha vida: Teresa de Jesus. O professor da matéria era espanhol e quando falou daquela Santa, nos disse como ela tinha influenciado no pensamento espiritual não só de seu país, mas de todo o mundo. Nos falou de seus escritos, de sua vida, de seus êxtases e experiências místicas. Só falou dela uma aula, mas isso bastou para que aquela enigmática mulher me amarrasse em suas redes amorosas.

Remover as fibras espirituais
»Para meus companheiros de classe (a maioria ateus e marxistas) aquilo não lhes dizia nada, lhes parecia a história de uma mulher neurótica e fanática. Mas a mim tinha movido minhas mais profundas fibras espirituais.

»Corri à biblioteca da universidade para ler alguns de seus poemas, me impressionou “Vivo sem viver em mim e tão alta vida espero que morro porque não morro”. Embevecido contemplava a paixão desta mulher por Deus, uma paixão transbordante, plena, livre, uma paixão que nunca tinha eu conhecido nem infligido.

Teresa de Jesus: “Minha noiva”
»Desde aquele momento começou uma relação muito especial em tal grau que só podia chamá-la “minha noiva”. Nunca tinha escutado sobre ela quando estava na Igreja Católica. Quando fui católico tinha vários santos de minha devoção como São Judas Tadeu, São Martin de Porres e Santa Rita de Cássia, mas nunca tinha ouvido sobre Santa Teresa de Jesus.

Com o conhecimento se questionou em tudo…
»Meu encontro com Santa Teresa e o curso me fizeram mais crítico com o grupo religioso que pertencia. Percebi como ignorantes eram meus líderes, que aquilo tinha mais forma de seita e não de igreja. E comecei a questionar muitas coisas.

Após 8 anos… fora da comunidade pentecostal
»O assunto chegou tão longe que me disseram que escolhesse entre o curso e a igreja, e abandonei aquele grupo. Tacharam-me de aborto, de rebelde e herege. O amor que manifestavam a princípio se desvaneceu. Tinha estado neste grupo pentecostal por oito anos.

»Minha saída do grupo se deu em um tempo difícil porque coincidiu que meus pais estavam se divorciando. Meu pai nos tirou toda ajuda econômica e minha mãe entrou em juízo contra meu pai que no final de dois anos ganhou.

A Igreja Metodista
»Tive que deixar o curso por falta de dinheiro, mas um amigo me recomendou entrar em um Instituto Teológico muito reconhecido aqui na Cidade do México de conotação metodista. Eu conhecia a Igreja Metodista como uma igreja protestante muito prestigiada e séria, e sabia que eu devia preparar-me para o ministério então comecei a participar das aulas no Instituto.

»No Instituto um de meus companheiros me convidou para participar dos serviços em sua igreja. Ele pertencia à Assembleia  de Deus, uma igreja de porte pentecostal mas muito mais séria e organizada que o grupo onde tinha estado. Participei por dois anos porém tampouco gostei e comecei a assistir os serviços da Igreja Metodista.

»Graduei-me no Instituto Bíblico em 1995 como bacharel em teologia. Dado minha média de qualificações, obtive uma bolsa para estudar nos Estados Unidos em um Seminário para obter a Licenciatura em Teologia e Ministério. Estive no Estado do Texas por dois anos. Nesse tempo participei da Igreja Metodista dos Estados Unidos.

»A teologia metodista me convencia bastante. John Wesley, o fundador do metodismo, tinha sido sacerdote anglicano pelo qual mantinha muitos elementos católicos como a liturgia, o uso de símbolos, a Eucaristia, as vestimentas, o batismo de crianças, o Calendário Litúrgico, o Lecionário, as ordens ministeriais de Bispos, Presbíteros e Diáconos etc.

Alguns monges de Taizé
»Senti-me muito mais identificado nesta Igreja. Nos Estados Unidos fui ordenado Diácono e servi em uma congregação hispana. Por aquele tempo nos visitaram os irmãos de Taizé. Eles são monges que vivem em uma comunidade em Taizé França, mas são de origem protestante, mesmo tendo agora monges da Igreja Católica e das igrejas orientais.

[Taizé popularizou em todo o mundo o belo hino de Santa Teresa “Nada te perturbe, nada te amedronte”].
»Eles nos ensinaram a oração de recolhimento, a oração contemplativa, o valor do silêncio, a oração e meditação frente aos ícones, etc. Tudo isto despertou em mim aqueles desejos espirituais que tinha reprimidos, compreendi que Deus me chamava a viver uma vida espiritual em completa liberdade.

»Graduei-me em 1997 e regressei ao México onde tive que seguir estudando para minha ordenação como presbítero da Igreja. Enviaram-me a estudar no Seminário Metodista da Cidade do México. O Seminário Metodista é parte da Comunidade Teológica de México que está integrada pelo Seminário Metodista, o Seminário Anglicano, o Seminário Luterano, o Seminário Presbiteriano e o Seminário Batista. Este ambiente multi-confessional me ajudou muito a ampliar minha visão e a conhecer os esforços ecumênicos no México.

Pastor metodista no ano 2000
»Fui ordenado em 2000 como presbítero da Igreja Metodista. Dava aulas no Seminário de História do Cristianismo, Liturgia, Teologia Sistemática e Teologia Espiritual.

»Durante todos estes anos fui me aproximando cada vez mais do magistério espiritual da madre Santa Teresa de Jesus. Eu li todos seus livros várias vezes além dos clássicos teresianos como os “Estudos Teresianos” de Tomás Alvarez, “Tempo e Vida de Santa Teresa”, a “Herança Teresiana” etc., no grau de ter uma boa seção de teresianismo em minha biblioteca pessoal.

»Meu interesse por Santa Teresa, me levou a aproximar-me e compreender a mística do Carmelo. Eu conheci e li São João da Cruz, Santa Teresinha de Liseaux, Edith Stein, (nunca esquecerei como me comovi ao conhecer a vida desta mulher e de seu encontro com a verdade quando leu a autobiografia de Santa Teresa de Jesus), Sóror Elisabeth da Trindade, Ana de São Bartolomeu, etc. Eu li outros místicos (Ignácio de Loyola, São Bernardo, Catarina de Sena, Francisco e Clara de Assis), mas a mística do Carmelo foi a que mais me cativou.

Uma viajem à Ávila para viver a santa
»Quando completei trinta anos comecei a orar para que Deus me permitisse ir a Ávila quando tivesse 33 anos e que pudesse participar das festas da Santa. A partir dali começaram a acontecer coisas extraordinárias em minha vida de oração pessoal. Gozo sobrenatural, oração de quietude, lágrimas e coisas semelhantes.

»Comecei a ter um sonho onde vinha Santa Teresa com uma vela na mão, me tomava pelo braço, me levava por um longo corredor que saía para um jardim, então o sonho terminava. O fenômeno teresiano em minha vida me levou a realizar estudos sérios sobre a Igreja Católica Romana, suas doutrinas, sua história, sua organização e espiritualidade. Muitos de meus preconceitos contra o catolicismo foram diluindo. Li também alguns testemunhos de protestantes que se converteram ao catolicismo como o cardeal John Newman, Scott Hahn, entre outros.

A Igreja católica por santa Teresa de Jesus
»Minha forte aproximação com a Igreja Católica, minha devoção por Santa Teresa, meu gosto pela liturgia, minha opção pelo celibato, etc. me fizeram alvo de críticas por parte de meus companheiros ministros e de muitos leigos da Igreja Metodista, acusando-me por ser “demasiado católico”.

»No entanto Deus concede “resoluta determinação” para cumprir sua vontade que é agradável e perfeita. Sabia também que só “a obediência dá forças”.

Voltar ao seio da Igreja
»A Santa me foi metendo pois em “fartos trabalhos” nos quais me senti muito só e incompreendido. Estava decidido a voltar ao seio da Santa Madre Igreja Católica, a única fundada por Cristo e seus apóstolos, mas não sabia como. Muito roguei a Deus por alguém que me ajudasse e compreendesse o que estava sucedendo em minha vida.

Um padre carmelita como farol
»Finalmente pude chegar à Ávila tendo completado os 33 anos e precisamente na data das festas da Santa. Ali vim conhecer o Padre Frei Enrique Castro o.c.d., nesse momento professor do CITES. Foi a resposta a muitas lágrimas e orações. Ele me ajudou a dar o passo de minha reconciliação com a Igreja. Foi difícil explicar as minhas autoridades na Igreja Metodista os motivos de minha reconciliação com a Igreja Católica e a consequente renúncia ao ministério metodista.

»Não podiam entender como era possível que renunciasse a um ministério “bem sucedido” na Igreja (nesse momento era eu pastor de uma congregação localizada em uma das melhores zonas do norte da cidade, com casa pastoral, automóvel, bom salário e realizações), além disso tinha várias responsabilidades administrativas dentro da denominação, também em ser professor no seminário.

Perda financeira… mas feliz
»Certamente que minha situação econômica desde minha reconciliação tem sido difícil, mas por nada troco a alegria que agora tenho em meu coração e o poder viver em plenitude minha fé.

»Pouco depois daquela viajem à Espanha, o Pe. Enrique regressou ao México, porque nossa amizade frutificou. Foi nomeado pároco do Santuário de Nossa Senhora do Carmo “A Sabatina” que é a onde atualmente participo.

»De maneira natural retomei meus desejos de ser sacerdote, mas agora dentro da bendita ordem do Carmelo. Os perfumes do Carmelo me tem subjugado, desejo intensamente pertencer ao Carmelo (minha família) que é onde o Senhor me mostrou que encontrarei o espaço para viver minha vocação contemplativa e sacerdotal.

»Rogo a Deus e me acolho na intercessão de ossa Senhora do Monte Carmelo e de Santa Teresa de Jesus para que me alcancem de Deus meu maior sonho e desejo: SER CARMELITA DESCALÇO! Deus os abençoe abundantemente».

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Haverá um grito de liberdade quando se derrotar o aborto.

O bispo de Alcalá de Henares, Mons. Juan Antonio Reig Pla: Haverá um grito de liberdade quando se derrotar o aborto

MADRI, 10 Abr. 13 / 07:48 pm (ACI/Europa Press).- O bispo de Alcalá de Henares (Espanha) e presidente da Sub-comissão Episcopal de Família e Vida, Mons. Juan Antônio Reig Pla, assegurou que no dia que se derrotar as leis que no país permitem o aborto será um dia do “grito pela liberdade” como quando se aboliu a escravidão.

“Que um dia, oxalá seja logo, possamos dizer que todas as leis que na Espanha permitam a morte de seres inocentes no seio de suas mães ou todas aquelas que possam por ação ou omissão promover a morte de anciãos ou enfermos, no final, vão ser abolidas na Espanha. Esse dia seria um dia do grito de liberdade como o dia que se aprovou a abolição das leis da escravidão”, falou durante a apresentação do Encontro Internacional pela Vida que se celebrará este fim de semana na Universidade CEU São Paulo.

Além disso, afirmou que a batalha contra o aborto e contra todas as leis que permitem a morte do nascituro, pode ser tão longa como a da abolição da escravidão, mas confia que, no final, vencerá a “cultura pela vida”.

“Esta é uma longa batalla, tão longa possivelmente como a que pretendia abolir a escravidão porque estamos vivendo um momento de crise de civilização em que se ha obscureceu o caráter inviolável da vida humana”, acrescentou.

Não obstante, disse que o paradigma cultural atual “não favorece precisamente o respeito à dignidade da vida humana desde o momento da fecundação até a morte natural” e, neste sentido, citou três leis que “ameaçam a vida humana na Espanha” como: a Lei de Reprodução Assistida e de Investigação com Embriões; a lei de Investigação Biomédica; e a Lei orgânica da Saúde Sexual e Reprodutiva e da Interrupção Voluntária da Gravidez que, no seu julgamento, “cavam, minam” o Estado de Direito.

Concretamente, desta última lei, denunciou que fala de “direito” ao aborto e se utiliza de uma “linguagem de armadilha” pois “fala da interrupção da gravidez mas não se interrompe nada mas aborta a possibilidade” e “de direito de decidir quando o que se decide é a morte de um inocente”.

Frente à estas leis, citou duas “boas notícias” como a sentença do Tribunal de Justiça Europeu a favor da exclusão dos embriões como fonte de células mãe para a investigação de outubro de 2011 e a resolução do Conselho da Europa contra a eutanásia em janeiro de 2012.

“Não ao maltrato de mulheres e crianças”

Mons. Reig Pla disse que, em uma sociedade em que, no seu julgar, a voz que defende a vida “não é uma voz ouvida”, na qual partidos políticos e sindicatos, às vezes junto aos meios de comunicação “não querem favorecer” a cultura da vida, “qualquer mudança” na legislação espanhola será “um passo” e “se se der, bem vindo seja”. “Porque um dia queremos gritar juntos ‘liberdade, por fim a vida vai ser respeitada'”, afirmou.

“Uma sociedade não se organiza para matar mas para defender e proteger a vida e portanto se mantivermos a hipocrisia de leis que atentam contra a vida nascente ou terminal ou permitimos estados de pobreza e de miséria que destroem a vida humana, a vida das famílias, não estamos em boa direção”.

“Queremos gerar uma cultura de vida para que os matrimônios possam custodiar desde o amor aos seus filhos, os enfermos sejam custodiados, as crianças não sejam maltratadas, as mulheres não sejam maltratadas e desapareça o flagelo do terrorismo se é que resta algo”, remarcou.

Sobre o sofrimento das mulheres que abortam, Mons. Reig Pla afirmou que muitas desenvolveram a síndrome do pós-aborto e que inclusive acodem pessoas com 70 anos “que não podiam tirar nunca esse sofrimento” ou “garotas que abortaram sete, oito e até dez vezes e que estão destroçadas”. Por isso, considera que “o grande movimento pela vida na Espanha tem que nascer das mulheres”.

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«Um homossexual tem que ter direito de mudar seus sentimentos», disse Pedro Trevijano.

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” Pode ter esperança o homossexual?”

«Um homossexual tem que ter direito de mudar seus sentimentos», disse Pedro Trevijano

O tema é polêmico e muito atual. Por isso, seu autor, disse que escreveu com a verdade e a fidelidade à doutrina da Igreja católica.

ReL – 8 abril 2013 – religionenlibertad.com

Pedro Trevijano, sacerdote diocesano de Logrono e especialista em moral sexual, acaba de escrever um livro que vai dar o que falar: “Pode ter esperança o homossexual?” (Voz de Papel).

Trevijano, colaborador habitual de Religión en Libertad, aborda em seu último livro tudo que se refere à atração ao mesmo sexo, dando esperança para quem deseja mudar seus sentimentos.

– Por que e para quem escreveu este livro?
– Creio que neste momento existem poucos temas mais enrolados, polêmicos e atuais, que este da homossexualidade. O que pretendi foi, com uma linguagem mais simples e clara possível expor minha visão sobre este tema, de maneira que as pessoas com uma cultura corrente possam entender, estejam ou não de acordo com o que eu disser.

– O que é que não gostaria que fosse este livro?
– Consideraria este livro um profundo fracasso, se como digo na Introdução, faltasse à verdade, se o que aqui digo não estivesse de acordo com a doutrina da Igreja, pois procuro ter sempre muito presente que sou sacerdote católico, e se resultasse injustamente ofensivo para alguém.

Em troca me encantaria conseguir com ele um diálogo civilizado e mutuamente respeitoso com pessoas que discordam do que aqui afirmo.

– Quais são as questões mais debatidas sobre a homossexualidade?
– Considero que fundamentalmente são estas: se é inata ou adquirida, se é ou não uma enfermidade, se a um casal homossexual se pode chamar ou não matrimônio e se podem adotar filhos.

– Inata ou adquirida?
– A questão das causas, ou, talvez melhor, fatores da homossexualidade é uma questióãon que segue aberta e com muitos pontos obscuros, se bem que vai ganhando terreno a hipótese que a orientação sexual se estabelece em idade muito precoce, ainda que só se consolide após a adolescência. Muitos pensam que existem uma pluralidade de causas ou fatores os quais intervêm para que uma pessoa seja homossexual.

– É ou não uma enfermidade?
– Para os pioneiros da Psiquiatria, Freud, Jung e Adler, era. Para a Organização Mundial de Saúde, à raiz de uma votação em 1973 dos psiquiatras americanos, não é. O resultado desta votação foi de 5816 -não é- contra 3817 -sim é-. Houve também muitos votos em branco ou não votados, mas não tenho as cifras exatas. Não tornaram ao caso para tentar resolver os votos o que é uma questão científica.

O que me parece indiscutível é o direito de um homossexual, aquele que desejar, possa buscar caminhos para mudar seus sentimentos e, portanto, a submeter-se a terapias reparativas que o ajudem a curar essas feridas emocionais. O contrário me parece uma intromissão intolerável em sua liberdade.

– O casal homossexual é um verdadeiro matrimônio?
– O consentimento matrimonial é a vontade, expressada por um homem e uma mulher, de se entregar mútua e definitivamente, com o fim de viver uma aliança de amor fiel e fecundo. Casar-se é compartilhar a vida com a pessoa amada e fundar uma família. A escolha do cônjuge é fruto de um ato pessoal de liberdade e de amor. O casamento é consequência desta decisão de ambos, decisão que é uma das mais importantes ou a mais importante da existência.

Até tempos muito recentes, nunca foi considerado casamento a união de dois homens ou de duas mulheres, como em Matemática nunca foi considerado triângulo uma figura de quatro lados. É outra coisa.

– Um casal homossexual pode adotar?
– A adoção não se deve fazer para resolver problemas dos pais, mas das crianças. Em circunstâncias normais, as crianças vivem com um pai e uma mãe, e isso é bom para elas, mesmo que a criança ficasse melhor com um casal de homossexual do que na rua.

– Um homossexual está sujeito às leis morais, incluídas as do sexto mandamento?
– Uma pessoa homossexual é uma pessoa livre e responsável por seus atos.

– Pode ter esperança o homossexual?
– Recordemos que em Agosto de 2009 a Associação de Psiquiatras Americanos autorizou seus terapeutas a tratarem a homossexualidade, permitindo-lhes que ajudem os homossexuais a rechaçar ou controlar seus impulsos, com uma nova terapia baseada na fé e na identidade sexual.

A reorientação sexual é possível. Do ponto de vista religioso específico do cristão é a esperança. No ser humano prima a pessoa sobre a sexualidade, e todos somos filhos muito queridos, infinitamente queridos, por Deus. Se isto é assim, cada pessoa vale a pena e em consequência, diante da pergunta se existe para o homossexual lugar para a esperança a resposta é um sim completo.

FICHA TÉCNICA COMPRA ONLINE

Título: Pode ter esperança o homossexual? OcioHispano

Autor: Pedro Trevijano

Editora: Vozdepapel

Páginas: 150 páginas

Preço 12 euros

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