Philippe Arino «Ninguém imagina o quanto sou feliz desde que não pratico a homossexualidade»

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Contra o «matrimônio» gay

Philippe Arino «Ninguém imagina o quanto sou feliz desde que não pratico a homossexualidade»

«Não estou convencido de que o casal homossexual seja o melhor que pode ocorrer a alguém que se sente homossexual de forma duradoura», afirma.

José Maria Ballester / La Gaceta- 15 janeiro 2013-religionenlibertad.com

Philippe Arino, um homossexual que apoia a Igreja contra o matrimônio gay
Irrompeu com força em pleno debate sobre o “matrimônio” gay na França.
Como seu sobrenome indica, é de ascendência espanhola e também é professor de espanhol no Curso Secundário, mesmo estando agora de saída. O motivo é muit simples: ficou um ano dando palestras ao longo de toda França -para não falar de suas numerosas intervenções nos meios de comunicação- para dissertar sobre sua dupla condição de homossexual e católico.
E muito especialmente para explicar porque encontrou a alegria de viver após renunciar à prática homossexual para respeitar os ensinamentos da Igreja. Mais em um dia tão marcado como este domingo em que centenas de milhares de franceses baixaram às ruas contra o projeto de “matrimônio” gay do presidente François Hollande.
-Está otimista ou pessimista a respeito da manifestação?
-Não estou otimista mas sim cheio de esperança.
-Por que?
-Porque a esperança é mais lúcida que o otimismo: nada está decidido até que se vote a lei. Além disso, as ruas dispõem de um verdadeiro poder de expressão, porque não há de chamar-se a um engano: a decisão final pertence ao legislador. Portanto, a manifestação do domingo só é uma primeira etapa, com grande força simbólica, mas insuficiente.
-Homem, uma coisa é uma coisa.
-Será o detonador de longas semanas de debate durante as quais os franceses não disporão de muito espaço para expressar-se. Daí que espero pouco da manifestação, entendida como acontecimento pontual, e prefiro concentrar-me no dia seguinte da manifestação. Confio em nossos dirigentes.
-Inclusive em Hollande?
-Se quer demonstrar que ées um grande presidente, capaz inclusive de contradizer-se, que escuta seu povo e não os meios de comunicação, se quer que os franceses o considerem por fim como seu presidente -n omomento não é o caso: aí está sua baixa popularidade-, não deve perder a oportunidade única que se brinda de retirar o projeto de “matrimônio para todos”. Inclusive seus promotores não o apoiam.
-O que é certo é que você não celebrará nenhum “matrimônio para todos”: em janeiro de 2012 decidiu viver em uma entrega total a Deus. Qual o motivo de sua decisão?
Todo é muito claro: não estou convencido de que ocasal homossexual seja o melhor que pode ocorrer a alguém que se sente homossexual de forma duradoura. Até o dia de hoje, não encontrei uniões homossexuais que de verdade sejam sólidas, resplandecentes e satisfatórias a longo prazo. Por isso eu escolhi viver a continência, ou seja, entregar minha homossexualidade a Jesus e à sua Igreja.
-Em concreto, o que significa?
-Significa que abandonei definitivamente a paquera, a masturbação e a pornografia, porque percebi que estava prisioneiro e qme obrigava a mim mesmo a sonhar e a experimentar o amor homossexual.
-Que lições tirou?
-Eu entendi que, no amor, é difícil servir a dois amos: o Deus Jesus encarnado na Igreja e na diferença entre os sexos e, por outra parte, o amor que dissolveu a diferença entre os sexos, ou seja, o amor homosexual.
-Portanto…
-…eu escolhi a Igreja que nunca me decepciona.
-O que lhe permite a continência?
-É uma opção livre, inteira, emancipadora e concreta, que reconhece minha homossexualidade mas sem ter que carregar a culpa. Ninguém imagina o quanto feliz eu sou desde que deixei de praticar a homossexualidade!
-Teve algum problema na consciência na hora de escolher a continência?
-Um diretor espiritual me dizia que a consciência era o outro nome do Espírito Santo. E como estou convencido que o Espírito Santo, muito especialmente mediante o dom do batismo, está presente no coração de cada ser humano, penso que também se expressa através do sentido comum, de nossa liberdade e de nossa consciência. Sim: minha observação do real, à luz da Igreja, me ajudou a optar pela castidade.
-Você sempre sentiu gosto no seio da Igeeja?
-Francamente, nunca experimentei um afastamento real da Igreja, nem na fase de rebeldia ou de rejeição nem tampouco crise de fé: a Igreja forma parte de mim e sempre foi vital; o que não me impede de ver as carências das pessoas da Igreja, que somos todos.
-Ou seja, que sua aceitação é total.
-Quando se quer a uma pessoa ou a uma família, se a quer em sua totalidade: não a divide nem se aceita dela só o que gosta. Também tem que aceitar o que não gosta.
-Se pode evangelizar a homossexuais com o Magistério da Igreja?
-É claro! A mensagem da Igreja é realista porque situa a pessoa e a sua liberdade no centro de tudo. Para os homossexuais que preferem se limitar aos seus atos ou aos seus impulsos para não serem livres, é difícil receber essa mensagem como uma Boa Nova.
-O que é que não entendem?
-Que o caminho católico ées libertador: para a Igreja católica, uma pessoa homossexual, mesmo que sinta uma atração física séria e real para outra pessoa do mesmo sexo, sempre será livre de não se deixar reduzir à homossexualidade e de não plasmá-la em forma de casal. Segundo o Magistério católico, a diferença entre sexos e a identidade de filho de Deus, são os dois pilares fundamentais que definem o ser humano.
-E a orientação sexual?
-Ainda que pssoa ser profunda, não é fundamental: o homem é algo mais que seus fantasmas genitais ou seus sentimentos do momento. Está chamado a algo maior, mais duradouro, mais objetivo e mais livre.
-Bem. Porém segundo muitos gays, a mensagem católica é desrespeitosa para com eles.
-Em que? A Igreja é a que de verdade defende e constrói a liberdade das pessoas.
-Está consciente da agressividade exibida pelo lobby gay para com os que não pensam como eles?
-Naturalmente, mesmo porque o termo lobby gay me perturba já que os lobbies estão influenciados pelos bissexuais gay friendly, indiferentes à homossexualidade e ao matrimônio. Mas o certo é que os militantes homossexuais -os gays e os gay friendly-, que se apresentam como defensores do ´amor´, da ´tolerância´ e da ´liberdade´ sabem ser cem vezes mais violentos que seus adversários.
-Você diz após comparar as pancadarias das distintas manifestações?
-Sim: a diferença é abismal. E a violência não é só verbal.
-Por exemplo?
-No passado 17 de novembro em Lyon, durante uma das primeiras manifestações contra o projeto de Hollande, a polícia prendeu 40 contra-manifestantes pró ´matrimônio´ gay que carregavam armas brancas.
Assim as coisas, a última gota…
…que há muitíssimas pessoas homossexuais que desfilam contra esta lei ainda que não se atrevem a tornar-rse visíveis. O que me faz pensar que é muito provável que a manifestação pró ´matrimonio´ gay do próximo 27 de janeiro seja de uma violência inaudita.

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por euvimparaquetodostenhamvida