Philippe Arino «Ninguém imagina o quanto sou feliz desde que não pratico a homossexualidade»

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Contra o «matrimônio» gay

Philippe Arino «Ninguém imagina o quanto sou feliz desde que não pratico a homossexualidade»

«Não estou convencido de que o casal homossexual seja o melhor que pode ocorrer a alguém que se sente homossexual de forma duradoura», afirma.

José Maria Ballester / La Gaceta- 15 janeiro 2013-religionenlibertad.com

Philippe Arino, um homossexual que apoia a Igreja contra o matrimônio gay
Irrompeu com força em pleno debate sobre o “matrimônio” gay na França.
Como seu sobrenome indica, é de ascendência espanhola e também é professor de espanhol no Curso Secundário, mesmo estando agora de saída. O motivo é muit simples: ficou um ano dando palestras ao longo de toda França -para não falar de suas numerosas intervenções nos meios de comunicação- para dissertar sobre sua dupla condição de homossexual e católico.
E muito especialmente para explicar porque encontrou a alegria de viver após renunciar à prática homossexual para respeitar os ensinamentos da Igreja. Mais em um dia tão marcado como este domingo em que centenas de milhares de franceses baixaram às ruas contra o projeto de “matrimônio” gay do presidente François Hollande.
-Está otimista ou pessimista a respeito da manifestação?
-Não estou otimista mas sim cheio de esperança.
-Por que?
-Porque a esperança é mais lúcida que o otimismo: nada está decidido até que se vote a lei. Além disso, as ruas dispõem de um verdadeiro poder de expressão, porque não há de chamar-se a um engano: a decisão final pertence ao legislador. Portanto, a manifestação do domingo só é uma primeira etapa, com grande força simbólica, mas insuficiente.
-Homem, uma coisa é uma coisa.
-Será o detonador de longas semanas de debate durante as quais os franceses não disporão de muito espaço para expressar-se. Daí que espero pouco da manifestação, entendida como acontecimento pontual, e prefiro concentrar-me no dia seguinte da manifestação. Confio em nossos dirigentes.
-Inclusive em Hollande?
-Se quer demonstrar que ées um grande presidente, capaz inclusive de contradizer-se, que escuta seu povo e não os meios de comunicação, se quer que os franceses o considerem por fim como seu presidente -n omomento não é o caso: aí está sua baixa popularidade-, não deve perder a oportunidade única que se brinda de retirar o projeto de “matrimônio para todos”. Inclusive seus promotores não o apoiam.
-O que é certo é que você não celebrará nenhum “matrimônio para todos”: em janeiro de 2012 decidiu viver em uma entrega total a Deus. Qual o motivo de sua decisão?
Todo é muito claro: não estou convencido de que ocasal homossexual seja o melhor que pode ocorrer a alguém que se sente homossexual de forma duradoura. Até o dia de hoje, não encontrei uniões homossexuais que de verdade sejam sólidas, resplandecentes e satisfatórias a longo prazo. Por isso eu escolhi viver a continência, ou seja, entregar minha homossexualidade a Jesus e à sua Igreja.
-Em concreto, o que significa?
-Significa que abandonei definitivamente a paquera, a masturbação e a pornografia, porque percebi que estava prisioneiro e qme obrigava a mim mesmo a sonhar e a experimentar o amor homossexual.
-Que lições tirou?
-Eu entendi que, no amor, é difícil servir a dois amos: o Deus Jesus encarnado na Igreja e na diferença entre os sexos e, por outra parte, o amor que dissolveu a diferença entre os sexos, ou seja, o amor homosexual.
-Portanto…
-…eu escolhi a Igreja que nunca me decepciona.
-O que lhe permite a continência?
-É uma opção livre, inteira, emancipadora e concreta, que reconhece minha homossexualidade mas sem ter que carregar a culpa. Ninguém imagina o quanto feliz eu sou desde que deixei de praticar a homossexualidade!
-Teve algum problema na consciência na hora de escolher a continência?
-Um diretor espiritual me dizia que a consciência era o outro nome do Espírito Santo. E como estou convencido que o Espírito Santo, muito especialmente mediante o dom do batismo, está presente no coração de cada ser humano, penso que também se expressa através do sentido comum, de nossa liberdade e de nossa consciência. Sim: minha observação do real, à luz da Igreja, me ajudou a optar pela castidade.
-Você sempre sentiu gosto no seio da Igeeja?
-Francamente, nunca experimentei um afastamento real da Igreja, nem na fase de rebeldia ou de rejeição nem tampouco crise de fé: a Igreja forma parte de mim e sempre foi vital; o que não me impede de ver as carências das pessoas da Igreja, que somos todos.
-Ou seja, que sua aceitação é total.
-Quando se quer a uma pessoa ou a uma família, se a quer em sua totalidade: não a divide nem se aceita dela só o que gosta. Também tem que aceitar o que não gosta.
-Se pode evangelizar a homossexuais com o Magistério da Igreja?
-É claro! A mensagem da Igreja é realista porque situa a pessoa e a sua liberdade no centro de tudo. Para os homossexuais que preferem se limitar aos seus atos ou aos seus impulsos para não serem livres, é difícil receber essa mensagem como uma Boa Nova.
-O que é que não entendem?
-Que o caminho católico ées libertador: para a Igreja católica, uma pessoa homossexual, mesmo que sinta uma atração física séria e real para outra pessoa do mesmo sexo, sempre será livre de não se deixar reduzir à homossexualidade e de não plasmá-la em forma de casal. Segundo o Magistério católico, a diferença entre sexos e a identidade de filho de Deus, são os dois pilares fundamentais que definem o ser humano.
-E a orientação sexual?
-Ainda que pssoa ser profunda, não é fundamental: o homem é algo mais que seus fantasmas genitais ou seus sentimentos do momento. Está chamado a algo maior, mais duradouro, mais objetivo e mais livre.
-Bem. Porém segundo muitos gays, a mensagem católica é desrespeitosa para com eles.
-Em que? A Igreja é a que de verdade defende e constrói a liberdade das pessoas.
-Está consciente da agressividade exibida pelo lobby gay para com os que não pensam como eles?
-Naturalmente, mesmo porque o termo lobby gay me perturba já que os lobbies estão influenciados pelos bissexuais gay friendly, indiferentes à homossexualidade e ao matrimônio. Mas o certo é que os militantes homossexuais -os gays e os gay friendly-, que se apresentam como defensores do ´amor´, da ´tolerância´ e da ´liberdade´ sabem ser cem vezes mais violentos que seus adversários.
-Você diz após comparar as pancadarias das distintas manifestações?
-Sim: a diferença é abismal. E a violência não é só verbal.
-Por exemplo?
-No passado 17 de novembro em Lyon, durante uma das primeiras manifestações contra o projeto de Hollande, a polícia prendeu 40 contra-manifestantes pró ´matrimônio´ gay que carregavam armas brancas.
Assim as coisas, a última gota…
…que há muitíssimas pessoas homossexuais que desfilam contra esta lei ainda que não se atrevem a tornar-rse visíveis. O que me faz pensar que é muito provável que a manifestação pró ´matrimonio´ gay do próximo 27 de janeiro seja de uma violência inaudita.

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Stephen Baldwin confessa que ser cristão lhe destroçou sua carreira em Hollywood.

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Se converteu após os atentados de 11 de Setembro. Stephen Baldwin confessa que ser cristão lhe destroçou sua carreira em Hollywood

O ator americano assegura que os cristãos são incômodos em Hollywood, o que provoca seu afastamento na hora de escolhê-los para os filmes.

Javier Lozano /ReL- 21 dezembro 2012-religionenlibertad.com

Jim Caviezel disse que interpretar Jesus na Paixão destroçou sua carreira cinematográfica.
Ser cristão em Hollywood mais que abrir portas, elas se fecham porque é viver de uma maneira muito diferente ao pensamento dominante que se vive neste ambiente.

Que o digam atores como Jim Caviezel (representou Jesus na Paixão de Cristo) ou Eduardo Verastegui. Isto também ocorreu a Stephen Baldwin, que contou num conhecido programa de televisão que confessar ser um cristão devoto lhe destroçou sua carreira cinematográfica.

Este americano, membro de uma família de atores da qual quatro irmãos são atores e ou diretores, assegurou em “Good Morning America” da NBC que sua fé não se encaixa com a maioria dos executivos em Hollywood e que suas fortes convicções, disse, geram “controvérsia” porque os diretores preferem passar por alto este ator e escolher outro.

Então Baldwin conta como um diretor de casting lhe dizia que sugeria seu nome para alguns filmes mas que o resto “só o olhavam como se estivesse louco”. Por isso, perguntado se podia ter sucesso em Hollywood e ser cristão disse com franqueza: “Não parece agora, verdade?”.

Diante desta situação, Stephen Baldwin, que se converteu após os atentados de 11 de Setembro em Nova York, optou por dirigir seus próprios filmes em que a fé tem um protagonismo fundamental.

Sua turbulenta juventude
Baldwin viveu uma juventude cheia de excessos e foram os brutais atentados os que o fizeram refletir realmente sobre a vida. Também, pouco antes destes acontecimentos sua esposa também tinha abraçado a fé, o que supôs um acúmulo de circunstâncias que levaram Stephen a seguir Jesus.

A babá que mudou a família
Um fato culminante se produziu após seu matrimônio com Kenia, uma mulher brasileira. Logo ficou grávida e no Brasil é costume contratar uma babá quando o bebê está a caminho. Assim o fizeram. Na primeira semana de trabalho com a família Baldwin, esta garota cantava em português canções de Jesus. Alguns dias depois sua esposa lhe disse: “Ouves o que está cantando? Está cantando sobre Jesus”. Pouco a pouco Kenia foi se aproximando da babá, que lhe disse que não estava ali só para limpar sua casa mas para anunciar à família a palavra de Deus.

Enquanto sua mulher ia se convertendo, Stephen seguia imerso em sua vida em Hollywood, em um estilo de vida muito diferente. Mas dois momentos mudaram sua vida.

O 11 de Setembro, um ponto chave
O primeiro chegou quando Kenia lhe disse: “carinho, sente-se. Tenho que falar contigo. Eu aceitei esta noite Cristo como meu Senhor e Salvador”. Assegura Baldwin que então viu uma “bela metamorfose radical, algo incrível”. Desde esse momento, sua esposa entrou em um grupo de oração evangélico e lia a Bíblia durante longo tempo. Também, rezava muito. Nisto começou a interrogar seu marido.

Estas perguntas que lhe surgiram se uniram no segundo momento chave: os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos. “Eu me assustei muito”, confessa e depois do exemplo de sua mulher pensou que “talvez fosse hora de pensar na fé”. Assim começou seu caminho até Jesus. Um mês depois dos atentados começou seu caminho. Anos depois disto tem uma fé firme apesar das consequências que isto trouxe ao seu trabalho. “Creio que estamos em um momento particular da história em que é hora das pessoas voltarem para Jesus”.

Sua vida em um reality
Milhões de pessoas puderam observar a mudança deste ator. De fato participou de um reality show, um Big Brother para famosos, em que surpreendeu a todos após falar todo o tempo sobre Deus para o resto dos companheiros.

De sua participação naquele programa destaca como ficou entrando na noite com o ex-jogador de futebol e ator, Vinnie Jones, ao qual explicou a Bíblia e juntos rezaram de joelhos no final da noite, o que gerou grande controvérsia entre o resto dos participantes.

Sua faceta de pai
A fé que alimentou durante anos a Stephen Baldwin também se manifestou na educação de seus dois filhos. Assegura que é importante falar às crianças no dia a dia e não evitar temas incômodos como o sexo ou as drogas. “Uma ou duas vezes por semana, minha esposa e eu nos sentamos com as crianças para ter uma reunião familiar. Falamos da vida e das coisas que aconteceram durante a semana”, conta.

Depois de seus excessos na juventude considera importante estar próximo de seus filhos agora que estão em plena adolescência. “Minhas duas meninas são pessoas muito, muito fortes de fé, o que lhes permitiu ser o que são e tomar melhores decisões”. Mas isto não exclui que “vivemos num mundo com demasiados elementos que podem afetar as crianças, através da internet, os meios de comunicação ou as revistas. Por isso para mim é importante estar ali, e com respeito e cuidado, orientá-las e guiá-las na direção correta”.

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por euvimparaquetodostenhamvida

Cada vez existem mais ateus que encontraram a fé depois de ler autores ateus que não oferecem respostas.

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Alister McGrath, cientista e convertido

Cada vez existem mais ateus que encontraram a fé depois de ler autores ateus que não oferecem respostas

O famoso teólogo e apologista britânico se refere sobretudo à obra de Richard Dawkins e Christopher Hitchens, que com respostas superficiais às grandes perguntas despertam interesse pelo espiritual.

M. V. / ReL- 11 novembro 2012-religionenlibertad.com

Ao que parece, o fenômeno dos novos ateus está se diluindo em um mundo que reclama espiritualidade e respostas. Na terra dos grandes neo-ateus Richard Dawkins e Christopher Hitchens, falecido em dezembro de 2011, existem pessoas que se convertem ao cristianismo depois de ter aprofundado em suas propostas ferozmente anti-religiosas.

É o que conta o irlandês Alister McGrath – convertido ele também– em uma recente entrevista concedida ao diário italiano Avvenire. McGrath, filósofo, cientista, apologista e prestigiado teólogo anglicano, é professor do King’s College de Londres e presidente do Oxford Centre of Christian Apologetics.

A interação entre a teologia cristã e as ciências naturais foram um tema chave em seu trabalho investigativo, como o demonstram os três volumes de sua Teologia Científica. Entre seus numerosos livros destacam ‘Teologia Cristã’, ‘Deus e a evolução’ e ‘O Deus desconhecido’.

Publicou recentemente dois volumes intitulados ‘Apologistas’. Como ajudar quem está em busca e os céticos a encontrar a fé e surpreendidos pelo sentido. A ciência, a fé e como dar significado às coisas.

Negavam a existência de Deus… e se encontraram com Ele
“Não há dúvida de que o desenvolvimento do novo ateísmo trouxe um renovado interesse cultural para Deus. Em minhas conversas e debates com os novos ateus, sempre lhes agradeci que tenham suscitado uma nova curiosidade pela religião, por Deus e pelo sentido da vida. Por outra parte, atualmente o novo ateísmo está perdendo seu caráter de novidade. Repetem simples slogans e cada vez se tornam mais simplistas, não são afirmações cuidadas de síntese intelectual. Aqueles que uma vez acreditaram que o novo ateísmo oferecia boas respostas às grandes perguntas, hoje compreendem que só oferece simples frases feitas que não satisfazem às perguntas mais profundas”, diz.

“Eu falei recentemente com um colega que está estudando o caso de pessoas que se converteram ao cristianismo como resultado de sua leitura dos livros do neo-ateu Richard Dawkins. São pessoas que leram Dawkins com a expectativa de encontrar nele respostas sofisticadas para as grandes questões da vida, e no entanto se encontraram com algo superficial e insuficiente. Mas sua sede de verdade os levou a continuar e finalmente acharam a resposta no cristianismo”, explica o teólogo britânico.

Alister McGrath crê que Dawkins apresenta, simplesmente, um novo fundamentalismo dogmático: o do ateísmo: “De fato –assegura– seu documentário “The God Delusion” foi um gol na própria porta monumental, porque convenceu a muitos não crentes de que o ateísmo é tão intolerante como o pior que a religião pode oferecer”.

Um ateísmo passado de moda
“Alguns analistas culturais tem argumentado que o ateísmo é a religião da modernidade. Mas a chegada de a pós-modernidade lhe tirou o posto: o ateísmo agora parece um pouco passado de moda, é a herança ideológica de uma geração anterior, muito marcada pelo materialismo de origem marxista. Em seu lugar, a pós-modernidade recuperou o interesse pela espiritualidade. Não tenho nem ideia de até onde nos levará esta tendência, mas certamente parece que nos afasta de um ateísmo que não é a única visão possível do mundo para uma pessoa racional e pensante. A fé em Deus nos dá motivos para examinar mais de perto o universo, e gera uma matriz que anima e facilita um compromisso com o mundo. Naturalmente, sei que esta conclusão será debatida, e a assumo. Sigo sendo muito respeitador com os ateus: creio que tenho muito que aprender deles e das preocupações que expressam. Mas eu não mais compartilho sua fé, ou seja, a falta dela”, disse.

Uma afirmação, a do respeito recíproco entre ateus e crentes, que encontra seu melhor exemplo na interessante entrevista que Richard Dawkins realizou com McGrath –por quem reconhece seu afeto e admiração– em um de seus documentários para a televisão britânica.

Da “arrogância intelectual” para a fé
“Espiritualmente, Deus é o oxigênio de minha existência”, reconhece McGrath, que explica deste modo seu caminho de conversão: “Creio no Deus que se dá a conhecer através de Jesus, ou seja, um Deus pessoal que creio que me conhece como indivíduo, se preocupa comigo, e me inspira a viver minha vida com um firme propósito e uma profunda satisfação no serviço aos demais. Isso me situa dentro dos parâmetros generosos do cristianismo. Mas nem sempre vi as coisas desta maneira. Quando eu era jovem e vivia em Belfast, Irlanda do Norte, durante a década de 1960, cheguei à ideia de que Deus era uma ilusão infantil, adequado para as pessoas mais velha, os intelectualmente fracos e os fraudulentos padres e religiosos. Admito que esta era uma visão bastante arrogante, e que agora acho um tanto embaraçosa. Minha desculpa patética para esta arrogância intelectual é que muita gente sentia o mesmo naquele tempo. Minha geração recebeu a ideia de que a religião estava nas últimas e que nos aguardava um amanhecer glorioso, com o ocaso de Deus ao virar a esquina. Mas, após minha passagem pela universidade e meu doutorado em biologia molecular, logo percebi que minha hipótese do vínculo automático entre as ciências naturais e o ateísmo era bastante ingênua e desinformada. Depois, a oportunidade de falar com os cristãos sobre sua fé me revelou que sabia relativamente pouco sobre sua religião, a qual havia chegado a conhecer principalmente através das não muito precisas descrições de seus principais críticos, incluindo o britânico Bertrand Russell e o filósofo social alemão Karl Marx”, recorda.

Falácias ilustradas
MacGrath afirma que são muitas as falácias atribuídas à religião desde que o Iluminismo irrompeu no panorama intelectual europeu: “Muitos filósofos expressaram severas críticas para o Iluminismo. O filósofo John Gray escreveu muito sobre suas contradições. Por exemplo: o Iluminismo sustentava que quando se dá razão à religião, se põe em funcionamento uma das maiores causas de violência. As guerras de religião na Europa do século XVII –diziam os racionalistas– eram consequência direta dos diversos credos religiosos. Se se afasta a fé, dizia, também as guerras serão algo do passado. Mas ficou demonstrado que a primeira e a segunda guerra mundial –os conflitos mais destrutivos que o mundo conheceu – não tinham nada a ver com a religião, mas com o nacionalismo e a economia, no caso da segunda, e com o totalitarismo, não importa se de direita ou de esquerda”, afirma.

“E acrescenta algo mais: creio que, efetivamente, a fé pode ser algo muito perigoso, tanto para alguém que crê como para quem não crê em Deus. A fé pode inspirar a alguns a fazer coisas terríveis, mas também o faz a crença de que desfazer-se da fé em Deus é necessário para a humanidade. Eu vi ações maravilhosas e deploráveis em ambos lados. Teria que se referir melhor às ações da natureza humana, não à religião”, afirma.

Uma boa oportunidade para os cristãos
Em Apologistas, McGrath sugere aos cristãos “interagir com as ideias da cultura atual mais do que se afastar dela” e está convencido de que existem aspectos de modernidade que representam uma oportunidade para o cristianismo. Sobretudo dois: os relatos e a imagem. Existe uma nova consciência da importância das narrações como caminho para explorar o sentido, mais úteis que os argumentos. A melhor maneira de responder as perguntas é, sempre, contar uma história em lugar de oferecer argumentos puramente intelectuais”.

“O escritor C. S. Lewis foi um mestre nisto. Um dos motivos pelos quais suas Crônicas de Nárnia tiveram tanto êxito foi, precisamente, porque contam histórias profundamente radicadas na compreensão cristã do mundo: esta visão ressoa e a experiência da realidade que tem muitas pessoas”, afirma McGrath, que está preparando para 2013 uma nova biografia do célebre escritor convertido britânico.

Utilizar mais a imagem…
“O outro aspecto importante é o da imagem. Hoje em dia se dá uma renovada importância às imagens, como, por exemplo, na publicidade em televisão. A Bíblia e a tradição cristã são ricas em imagens, que podem ser uma espécie de umbral para alguns temas chave da fé cristã. Por exemplo, em vez de falar com abstração da noção do “cuidado” de Deus pelo homem, podemos explorar a imagem de Deus como pastor, uma imagem que pode recolher em si os diferentes elementos da visão cristã de Deus: o conceito de que Deus nos acompanha em nosso caminho da vida, que sempre está conosco, que não nos abandona, inclusive quando caminhamos pelas sombras do vale da morte”, conclui.

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Barbaridades ditas sobre o Purgatório.

 

Barbaridades ditas sobre o Purgatório

Escrevemos este texto como resposta às experiências que temos recebido de nossos leitores, ou vivências próprias que nos fizeram refletir sobre tão transcendental questão de nossa Igreja

É habitual que pessoas comuns nos escrevam com perguntas como esta: “Meu pároco me disse que o Purgatório não existe, que deixe de rezar por essas coisas, que é contrário à Igreja Católica”. Também é comum que se discuta entre leigos se existe ou não o Purgatório. Deixem-me iniciar este escrito dizendo que a existência do Purgatório é absolutamente pilar de nossa Fé como membros da Igreja Católica, como claramente o estabelecem os artigos 1030, 1031 e 1032 do Catecismo Oficial da Igreja Católica, fundamentado nas Sagradas Escrituras, além de séculos de tradição e dezenas de revelações de místicos e santos da Igreja sobre a devoção às Benditas Almas do Purgatório.

catecismo da igreja catolica

Por que então só encontramos gente que nega esta verdade de nossa fé? Vou lhes contar uma história pessoal que ilustra a gravidade dos erros que se difundem dentro da Igreja, não só entre leigos mas também entre alguns sacerdotes e religiosas, lamentavelmente.

Faz alguns anos que fundamos a Associação para as Benditas Almas do Purgatório, o portal http://www.benditasalmas.org

Isto o fizemos por inspiração e conselho fundamental de um santo sacerdote, amigo e conselheiro, que aumentou nossa já existente devoção pelas almas. No dia em que se colocou o portal online, eu tive uma alegria espiritual inexplicável, um gozo de alma que me fazia sentir feliz por estar colaborando em algo, ainda que fosse muito pequeno, com a Obra de Deus. Nesse mesmo dia tive uma reunião no Palácio da Nunciatura de meu país, com um grupo de trabalho do qual formava parte dentro da estrutura oficial da Igreja.

Eu me sentia abençoado por estar aí justamente nesse dia, mimado por Jesus através do abraço de Sua Igreja, tudo era perfeito. Durante uma pausa do grupo de trabalho e enquanto tomávamos café, comentei com alegria o projeto que se acabava de lançar para benefício das Benditas Almas dos defuntos. Umas senhoras, de imediato, transformaram seus rostos e com marcada agressividade me perguntaram porque me atrevia a difundir semelhantes barbaridades, se é que não sabia eu que o Purgatório não existe. Eu fiquei mudo de surpresa, e triste porque não podia crer em semelhante amostra de ignorância, dita justamente ali. Não pude responder muito, me tomaram totalmente de surpresa!

Depois compartilhei o episódio com gente boa e realmente conhecedora das coisas de nossa Igreja, e me confessaram com tristeza que havia uma corrente de erro que difundia essas ideias, negando verdades fundamentais de nossa Fé. Deus, em Sua casa, quis me mostrar esse dia que a importância de difundir Suas Verdades não se limitava à pessoas afastadas d’Ele, mas de promover a Verdade e atacar a difusão do erro, dentro de Sua própria casa também.

O Purgatório é uma verdade fundamental de nossa Fé, e Deus quer que compreendamos e abracemos a união na Comunhão dos Santos, como rezamos em cada Santa Missa onde pedimos pelas Almas de nossos defuntos. A Igreja está constituída por estes três pilares, dos que ainda peregrinam na terra, dos que purificam suas almas no Purgatório, e das almas santas que já gozam das eternas delícias no Céu. Ninguém, irmãos, nem sacerdote nem monja nem leigo, pode negar isto sem quebrar os princípios de nossa Fé.

No entanto, não é surpresa que o mundo atual tenda a negar a existência do Purgatório. Essa corrente, por outra parte, não só nega o Purgatório, também nega a existência do inferno. Consequentemente, eles só veem um céu fácil de alcançar que se chega pela Infinita Misericórdia de Deus. Eles negam a Justiça Divina, negam a verdadeira Santidade, e manipulam o verdadeiro sentido da Misericórdia do Senhor. Fazem, como os políticos, das mentiras, verdade. Esses mesmos também suavizam a ideia de virtude, a tornam relativa, adaptável aos tempos modernos. Então, inferno, purgatório, virtude, pureza, jejum, penitência, oração, são todas coisas passadas de moda para eles.

Para estas correntes, é melhor falar de auto-estima, amor pela naturaleza, entender e aceitar tudo e a todos, etc. Claro que estas coisas tomadas isoladamente não estão mal, mas estão mal quando as põe no centro de nossa vida e as transforma no eixo de nosso atuar. Como dizia a canção no filme ‘O Rei Leão’, é a doutrina “Jacuna matata” (lembram?), “É uma filosofia de viver sem problemas”). À esta disciplina eu a chamaria “A teoria do crédito espiritual moderno: Goze agora, pague eternamente”.

Deus se entristece enormemente com a facilidade que o demônio encontra em semear o erro e a confusão em nossos tempos, particularmente naqueles que multiplicam o erro porque os escuta referentes às Verdades da Fé. Temos que ser fortes, devemos estar atentos e discernir aquilo que nos disse e nos ensina. Defendamos a Cátedra de Pedro como Jesus nos a legou em seus princípios fundamentais, nas Verdades do Magistério da Igreja que ninguém pode modificar.

O extraordinário Concílio Vaticano II é um belo legado para nossos tempos, porque entre muitas outras coisas nos ensina quais coisas se devem agendar e adaptar aos tempos, e que coisas se devem sustentar e aprofundar, porque são os Pilares sobre os quais está construída a Casa. Isto é assim, porque estamos no mundo, mas não somos do mundo, e assim é que devemos ser mansos como pombas mas astutos como serpentes.

Deus espera muito de nós, mãos à obra!

http://www.benditasalmas.org/interna_contenido.php?id=62

benditas almas

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