Porque para nós verdadeiramente importante é dizer a cada um aquilo que dá sentido à nossa vida, transmitir-lhes a mensagem que a nós nos mudou: Deus existe, Deus te ama, tenha esperança porque Ele deu a vida por ti.

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Franciscanos de Maria em Roma

pe. santiago martin – 22 janeiro 2013 -religionenlibertad.com

Quando alguém chega em um lugar onde tudo está por fazer, talvez possa se sentir desanimado porque não sabe por onde começar ou porque o que tem diante lhe parece tão grande que sente que suas forças não vão ser suficientes para poder levar a cabo a tarefa que lhe foi confiada.

No entanto, não é o único momento em que a sensação de desalento pode embargar uma pessoa. Pode ocorrer o mesmo, e ainda pior, quando se chega a um lugar onde, aparentemente, tudo está feito.

Um destes lugares, do ponto de vista pastoral, é Roma. Aqui está representada toda a Igreja e todas as Igrejas. Por sua história e pelo que significa para a catolicidade, todos querem, todos queremos estar presentes na cidade eterna.

Há muitíssimas igrejas, sobretudo no centro histórico, mas cada uma delas está já assinada, às vezes há séculos, em uma congregação religiosa, em um movimento de espiritualidade ou a uma diocese ou rito católico não latino.

Há muitíssimos sacerdotes, pois a cidade está cheia de Universidades onde se formam os melhores clérigos das diferentes dioceses e congregações do mundo.

Há muitíssimas religiosas, pois todas as congregações têm aqui sua casa geral e portanto têm uma comunidade mais ou menos ampla, além de uma casa de estudos. Em definitivo, em Roma há de tudo e se há um lugar no mundo onde, aparentemente, não há nada por fazer e já está tudo feito, esse lugar é Roma.

Nós, os Franciscanos de Maria, fundamos uma comunidade aqui pelo mesmo motivo que fundaram os demais há quase dois mil anos: para estar perto de São Pedro, perto do Papa.

Mas não se tratava só de estar em Roma, o qual é mais ou menos acessível em função do dinheiro que se tenha para se instalar em uma das cidades mais caras da Europa, ao menos no que se refere a apartamentos.

Trata-se de estar em Roma e levar a cabo aqui o carisma que o Espírito Santo depositou em nossa família espiritual, o carisma do agradecimento e da defesa da Igreja e do Papa. Isso, aparentemente, era uma tarefa que raiava o impossível.

A Divina Providência veio em nossa ajuda e não nos faltou em nenhum momento o auxílio da Virgem, pois, como dizia São João Bosco falando dos salesianos, “entre nós tudo por Maria”. Assim, logo encontramos trabalho no Vaticano, colaborando com nossa experiência televisiva no desenvolvimento dos meios de comunicação do Pontifício Conselho para a Família.

Isto nos assegurou uma missão relacionada com nosso carisma e também uma certa ajuda econômica. Mas nos faltava algo muito importante, a pastoral direta. Aparentemente isto era muito mais difícil, quase impossível, devido a esse superávit do clero que há na cidade eterna.

No entanto, uma vez mais, Deus veio em ajuda de nossa debilidade e contra todo prognóstico e em um tempo muito breve –apenas levamos quatro meses- nos concedeu o uso de uma igreja situada junto a nossa casa, em pleno centro histórico. Trata-se de ‘San Lorenzo in Fonte’, na Via Urbana 50, a igreja construída sobre o cárcere onde foi encerrado São Lourenço, o diácono espanhol mártir, antes de ser queimado na grelha.

Nesta igreja erigida em honra de um mártir espanhol –morreu no ano de 258-, os Franciscanos de Maria começamos nossa pastoral entre os hispanos de Roma. Antes de tudo, com a Santa Missa diária e as confissões antes da Missa.

Daqui, como ponto de referência, partimos para oferecer nossa atenção pastoral não só aos hispanos que residem na capital do mundo católico, mas também a todos os peregrinos de língua espanhola que chegam à Roma e não tem um guia espiritual.

No primeiro sábado de mês organizamos uma visita às catacumbas de São Calixto, com a celebração da Eucaristia dentro das mesmas, em uma daquelas capelas que usaram para esse mesmo fim os cristãos, quando eram perseguidos pelos romanos.

Outro sábado o dedicaremos a acompanhar os peregrinos ao Vaticano e, se se nos avisarem com o tempo suficiente, poderemos celebrar para eles uma Eucaristia na cripta onde estão enterrados os Papas.

Outro sábado estará dedicado a visitar a belíssima basílica de Santa Maria Maior, cujos formosos painéis estão forrados com o ouro que vinha da América e que os reis espanhóis regalavam esta igreja erigida em honra a Maria.

E outro, por fim, se visitará a espetacular basílica de ‘São Paulo fora dos muros’. Sempre que for possível, em função do tempo que nos avisarem, celebraremos a missa em espanhol em cada um destes lugares sagrados que constituem o coração da Igreja em Roma.

Através disto, aqui junto a São Pedro, junto ao Papa, queremos oferecer a todos nossa experiência religiosa, nossa espiritualidade.

E dizer em seguida: tens que amar a Deus que tanto te ama, tens que ser agradecido a Ele e dar a Ele o que te pede e merece.

http://www.magnificat.tv/es/node/2777/2

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por euvimparaquetodostenhamvida