Luca di Tolve foi Mister Gay e contraiu HIV, depois se converteu e mudou de vida rezando o rosário.

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Inspirou a canção «Luca era gay» de Giuseppe Povia

Luca di Tolve foi Mister Gay e contraiu HIV, depois se converteu e mudou de vida rezando o rosário

Há anos dirige o Grupo Lot, uma organização que ajuda as pessoas a superar a atração pelo mesmo sexo.

Carmelo Lopez-Arias/ReL-28 janeiro 2013-religionenlibertad.com

Um dos vídeos mais vistos em ‘Religión en Libertad’ a o longo de 2012 foi um dos últimos incorporados à nossa galeria no ano passado: a canção ‘Luca era gay’, que apresentou Giuseppe Povia no Festival de San Remo 2009 e que é hoje quase um hino para as pessoas que trocam sua atração pelo mesmo sexo.

O protagonista do cativante e impactante tema não é um personagem de ficção, mas foi inspirado em uma pessoa de carne e osso: Luca di Tolve.

“Se tivesse que resumir a experiência da homossexualidade, diria que é uma armadilha”, afirma Luca em sua página da web. E se houvesse que resumir seu caminho de volta, o faria assim: “Medjugorje me mudou com profundidade e finalmente me sinto realizado e plenamente feliz”.

O golpe: soropositivo
Como foi esse processo? Luca foi abandonado por seu pai ainda criança, e sua mãe tinha uma atitude possessiva com ele. É o mesmo ponto de partida da canção de Povia, um coquetel que levou o adolescente a confundir sua identidade e começar a levar uma vida homossexual. Tanto, que nos anos noventa foi eleito Mister Gay em um dos múltiplos concursos similares do ambiente. Começou a sentir que triunfava em um mundo que, no entanto, lhe fazia sofrer.

Jovem, bonito, requisitado em todos os eventos, festas e espetáculos, em breve começou a viver todas as experiências de transgressão que se podem encontrar ali, desde a luxúria a namoros com o satanismo, sugere em sua autobiografia.

Com uma contrapartida: a aids, que ia levando sem piedade seus melhores amigos. “Até que chegou a sentença fatal e tão temida: também Luca tinha contraído o HIV. E então algo se rompeu no equilíbrio artificial construído em todos esses anos, e Luca voltou sobre si mesmo”, um processo de conversão psicológica e religiosa (nisso se distancia de Luca da canção, que descobre a raiz de sua angústia exclusivamente analisando seu próprio passado) que o ajuda “a descobrir e curar as feridas de tantos anos antes, até recuperar sua identidade sexual”.

A Virgem foi, de maneira imprevista, quem guiou os primeiros passos de Luca até a conversão e a mudança afetiva. Luca foi à Medjugorje e esse encontro com a Virgem o impulsionou definitivamente pelo caminho da conversão, até um completo renascimento interior. Inclusive encontrou o amor “longamente buscado” e iniciou com Terry uma nova vida, “com uma alegria e uma paz que não tinha experimentado antes”, como conta em ‘Eu fui gay e em Medjugorje encontrei a mim mesmo’, editado em março de 2011 por Piemme, uma editora do grupo Mondadori.

Luca ofereceu seu testemunho na apresentação de dito livro (ver vídeo abaixo) e em algumas entrevistas, como a que incluímos também abaixo, concedida à ‘Corrispondeza Romana’.
“A essência é ser pessoa, não ser homossexual”

Nelas explica sua própria evolução e sua rejeição à ideia corrente de que quem não está com gosto pela atração pelo mesmo sexo deve conviver com ela (lançando-se ao mundo gay ou na continência), mas sem tentar mudá-la.

Tudo o contrário, assegura: “Em minha opinião, homossexual se faz. Não existem provas científicas que demonstrem que se nasce homossexual”. Em função do ambiente e normalmente em resposta a carências afetivas procedentes da relação (ou falta de relação) com os pais, “se pode aprender a ser homossexual. Quem não está em sintonia com seu próprio ser pode fazê-lo”. A cultura dominante “te faz crer que esta é tua essência, e no entanto a essência é ser pessoa, não ser homossexual”.

Como começou sua mudança? Quando lhe diagnosticaram como soropositivo, teve um “colapso psicológico”. Mas “nas associações gay só me diziam que usasse preservativos”. Entrou numa “depressão tremenda” e buscou respostas nas filosofias orientais, no budismo, na New Age… “mas o único que me ajudou foi o santo rosário”. Rezando-o compreendi “que a enfermidade não era um castigo divino”: “Era a vida que eu havia vivido, e a enfermidade foi uma graça que ao ter-me na cama me permitiu refletir e separar-me dela”.

A trezentos metros da salvação
Tudo começou quando, estando encerrado em casa nesse processo depressivo, um dia liguei o rádio: “Encontrei a Rádio Maria. Comecei a rezar o rosário e gostava da ideia de fazê-lo em comunhão com todas as pessoas que a ouviam. Senti em meu interior o amor da Virgem que me animava a seguir adiante. Não era uma emoção o que sentia, eu sentia uma pessoa, sentia Cristo”.

Começou a ler a vida dos santos e sentir que a Virgem lhe animava a sair de casa e ir à missa (estava recolhido por sua depressão e crise de pânico): “Eu sabia que se percorresse os trezentos metros que me separavam de minha paróquia, poderia levantar-me de novo. E assim foi”.

Confessou-se e ao ajoelhar-se no confessionário e contar ao frade capuchinho todas suas dores, todos seus pecados, toda a escravidão que sentia diante de uma homossexualidade que não queria, seus fracassos ao encontrar alguém que lhe amasse de verdade… sentiu que o Padre Pio lhe dizia, com lágrimas nos olhos: “Tens que viver como um cristão”.

Quando Luca viveu todas estas sensações, e “após vinte anos atraído pelos homens, inclusive de forma algo neurótica, porque te cria dependência”, seus impulsos homossexuais “vieram abaixo”.

Luca com sua mulher, Terry. “Durante esses vinte anos senti muito prazer, mas jamais senti paz. A carência afetiva se traduzia em sexo. Jamais teria conseguido libertar-me desta impulsão só com minhas forças”: mas com a ajuda da Virgem e do Padre Pio, e a viajem à Medjugorje onde intensificou seu amor à Maria, ele conseguiu.

Não somente se casou com Terry, mas que fundou o ‘Grupo Lot’ precisamente para ajudar homossexuais que estão na mesma situação: “Ajudamos os jovens e depois os vemos mudar. São homossexuais há muito tempo, e depois se enamoram de uma mulher, se casam, são felizes, estão tranquilos”.

Luca denuncia que muitos psicólogos, no que considera “um abuso de poder”, impedem terapias alternativas que são eficazes para transformar os sentimentos homossexuais. Trata-se, conclui, de “uma batalha cultural, porque não se sabe nada destas coisas”.

Testemunho de Luca di Tolve em Medjugorje, na apresentação de sua autobiografia (en italiano)

Entrevista concedida à ‘Corrispondenza Romana’ (em italiano)

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Aberto o processo de beatificação de Odetinha, a menina santa carioca de nove anos que falava com Jesus desde os quatro anos.

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Aberto o processo de beatificação de Odetinha, a menina santa carioca de nove anos que falava com Jesus desde os quatro anos. A diocese de Rio de Janeiro já está estudando um milagre por intercessão da pequena, falecida em 1939.

Gaudium Press / ReL – 19 janeiro 2013 – religionenlibertad.com

A partir do próximo domingo, dia 20, os restos mortais da Serva de Deus Odette Vidal de Oliveira, conhecida como “Odetinha”, estarão depositados em uma urna para visitação pública.

No passado dia 10 de janeiro, o arcebispo metropolitano de Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, divulgou um comunicado informando de que os restos mortais já foram exumados e estariam disponíveis para visitação pública na Basílica da Imaculada Conceição, em Botafogo, bairro da capital carioca. A paróquia Imaculada Conceição foi o lugar de formação e catequese e onde Odetinha recebeu a primeira eucaristia.

A abertura oficial do processo de beatificação e canonização de Odetinha teve lugar neste sexta-feira 18, fazendo parte da Trezena de São Sebastião, iniciada no dia 7 de janeiro.

Odetinha
Odette Vidal de Oliveira nasceu no bairro carioca de Madureira em 15 de setembro de 1930. Seus pais a chamavam carinhosamente Odetinha. Apesar de muito jovem, era reconhecida por todos como um lírio de pureza e caridade. Possuía um amor extraordinário a Jesus Sacramentado e ia à missa com frequência com sua mãe. Desde os quatro anos tinha colóquios íntimos com Jesus no Santíssimo Sacramento.

Sua família se mudou para o bairro de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, e ali ela teve oportunidade de se preparar e fazer sua Primeira Comunhão. A cerimônia se deu no colégio São Marcelo, da paróquia Imaculada Conceição, ao lado de sua casa, em 15 de agosto de 1937. Ela tinha sete anos de idade. Desde então, ao receber sacramentalmente a comunhão, ela dizia: “Oh meu Jesus, vinde agora ao meu coração!”. Seu confessor testificou sua fé viva, confiança inabalável, intenso amor a Deus e ao próximo.

Odetinha demonstrou possuir um profundo amor para com os pobres e exercitava a busca da santidade de forma impressionante e extraordinária para uma menina tão joven. E disso, em sua curta vida, deu inúmeras mostras que por muitas pessoas foram comprovadas.

Tinha uma vida de piedade grande. A modéstia e o pudor foram um grande sinal de sua alma pura e boa. Rezava o rosário diariamente, tinha total confiança em Nossa Senhora. Queixava-se, também, pelo fato de que São José fosse tão pouco honrado.

No leito de morte, oferecia pelas missões e para as crianças pobres.
Santa morte e um possível milagre
Seus últimos dias foram vividos dentro de uma dolorosa enfermidade, a meningite. Ela demonstrou toda paciência cristã. Em meio de tantas dores, dizia: “Eu vos ofereço, oh meu Jesus, todos meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres”. Morreu em 25 de novembro de 1939. Recebeu a Santa Comunhão às 7:30 horas e dizia em sua Ação de Graças: “Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo”. Serenamente, às 8:20 horas, entregou sua alma à Deus. Sua tumba se situa na quadra 6, nº 850, no Cemitério São João Batista (Botafogo).

Sua biografia oficial, lançada no ano seguinte de sua morte pelo padre Afonso Maria Germe, causou grande comoção na sociedade carioca.

Segundo explicou João Cláudio Loureiro do Nascimento, historiador membro da comissão arquidiocesana de beatificações, o milagre que poderia servir para a de Odetinha é a reversão espontânea de uma grave hemorragia que padeceu uma mulher depois de dar a luz.

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Autoridades da Igreja dão início ao processo de beatificação de Odetinha | Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

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O famoso promotor do ateísmo Antony Flew começou a crer aos 81 anos… e escreveu «Deus existe»

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O famoso promotor do ateísmo Antony Flew começou a crer aos 81 anos… e escreveu «Deus existe»

Foi ateu desde os 15 anos até os 81 anos, prestigiado filósofo na Inglaterra, Escócia e Canadá, e cortês porém firme promotor do ateísmo. Os novos achados da ciência mudaram seu ponto de vista.

Pablo Gines/Rel – 8 janeiro 2013 – religionenlibertad.com

A editoria Trotta (Espanha) publicou recentemente “Deus existe”, o livro de argumentos a favor do deísmo que o famoso filósofo ex-ateu Antony Flew publicou em 2007 em inglês, levantando grande polvorosa.

O personagem e seu pensamento é o mais relevante, mas o contexto em que chega o é mais ainda.

Os ateus são relatados; os teístas, não
Como explica o filósofo da ciência Francisco José Soler Gil em seu interessantíssimo prólogo, em espanhol se traduzem rapidamente em grandes casas editoriais todas as obras de leitura ágil dos divulgadores internacionais do novo ateísmo grosseiro, enquanto que as trabalhadas respostas dos filósofos ou pensadores teístas ou cristãos não traduzem nunca ou só em pequenas editorias de muito pouca difusão.

“Qualquer nova publicação das figuras mais destacadas do grupo ateu -Richard Dawkins, Daniel Dennett, etc.- é traduzida em poucos meses para nossa língua. E divulgada como best seller pelas principais distribuidoras de livros”, denuncia Soler Gil. “Em troca, a maior parte das obras e autores do grupo teísta permanecem sem traduzir; ou, as que finalmente são traduzidas (com frequência com muito atraso), vêem à luz em editoras destinadas a um público minoritário”.

Nomes que precisam conhecer
“Resulta, por exemplo, muito difícil de explicar que um livro de tal repercussão nesta controvérsia como é ‘The coherence of theism’, de Richard Swinburne (publicado em 1979) não se encontre ainda acessível ao público castelhano. Mais ainda, das obras principais deste autor, somente uma, “A existência de Deus, foi traduzida recentemente (2011) pela editora São Estevão (Salamanca)”, continua o autor do prólogo.

“Só um pouco melhor tem sido o destino em nosso país de autores como John Polkinghorne, graças aos esforços da editora Sal Terrae (Santander). E muito pior o de autores como William Lane Craig, Robin Collins, Michael Heller, ou até o mesmíssimo Alvin Plantinga, por citar tão só alguns nomes de uma corrente de pensamento séria, pujante e quase completamente desconhecida em nosso âmbito cultural”.

E Soler Gil acrescenta sua própria experiência: “Há já alguns anos, eu mesmo tentei contribuir ao “descobrimento” em nosso país desta nova escola de teísmo filosófico mediante a publicação na editora BAC da obra conjunta ‘Deus e as cosmologias modernas (2005), em que recolhia uma amostra das contribuições de alguns autores deste movimento em torno da questão das relações entre a cosmologia atual e a teologia. No entanto, nem esta tentativa nem outras conseguiram até agora romper o muro de silêncio, ou de indiferença, que floresce em nosso país sobre o pensamento teísta contemporâneo”.

Ateu notório que mudou sua visão
Assim, a editora Trotta vai contra-corrente ao traduzir com o título “Deus existe” o livro de 2007 “There is a God: How the World´s Most Notorious Atheist Changed his Mind” (“Há um Deus: como o ateu mais notório do mundo mudou de opinião”, de Antony Flew, com a ajuda de Roy Abraham Varghese

Pode-se debater quão notório era Flew como ateu, mas suas credenciais filosóficas são elevadas. A ele se vai cada vez que numa discussão na internet alguém comenta a falácia de “nenhum verdadeiro escocês” (“nenhum verdadeiro escocês cometeria esse crime; vá!, o cometeu?, então é que não era um verdadeiro escocês”; desenvolveu Flew em 1975 em seu livro ‘Thinking About Thinking: Do I Sincerely Want to Be Right?’).

Filho de pastor, ateu aos 15 anos
Mesmo sendo filho de um ministro metodista, aos 15 anos Anthony Flew não tinha mais fé. De estudante ia aos debates do Club Sócrates de C.S. Lewis em Oxford, cuja inteligência admirava, mas cujos argumentos éticos a favor de Deus não lhe convenciam. O problema do mal no mundo, entre outros, lhe convenceram então de que não havia Deus, ou mais ainda, de que era um conceito vazio.

Flew foi o pensador inglês que, desde a década de 50 à de 80, ofereceu argumentos mais refinados para a defesa do ateísmo. Aprendendo da metodologia jurídica defendeu que como não há culpado até que se demonstre a culpabilidade (presunção de inocência) é preciso partir da “presunção do ateísmo” e que a colocação de prova deveria recair sobre o teísmo.

Porém Flew mudou de opinião à medida que estudava mais biologia, e muito influenciado por seu colega filósofo Richard Swinburne, um inglês convertido do anglicanismo à ortodoxia grega.

Definamos bem as coisas
Por exemplo, Flew sempre insistiu em que em filosofia é importantíssima para definir as coisas, e a definição de Deus de Swinburne (um deus deísta, filosófico, que previu a revelação) lhe parecia operante.

Pelo contrário, criticava o divulgador do ateísmo militante Richard Dawkins que ” Embora o índice de ‘A Desilusão de Deus’ observe seis referências ao deísmo, não dá nenhuma definição do deísmo palavra.” Isso permite a Dawkins sugerir em suas referências que os deístas são uma miscelânea de crentes em tal ou qual coisa. A verdade, que Dawkins deveria ter aprendido antes de levar o livro à imprensa, é que os deístas creem na existência de um Deus, mas não o de nenhuma revelação”. Deísmo filosófico: essa era a postura de Flew desde 2004.

Mudar aos 81 anos
Flew começou a apresentar-se como deísta em diversas entrevistas e publicações em 2004: tinha 81 anos, e acreditava que a evidência apoiava a existência de uma inteligência criadora, e que o azar e a necessidade ou o simples materialismo não eram suficientes para explicar a complexidade do mundo.

10 novidades que é preciso examinar
Em 2005, em sua nova edição de “God and philosophy” (Deus e filosofia), se estabeleceu uma série de novos temas ligados à ciência e o pensamento que todo pensador que aborde o tema de Deus deveria ter em conta:

– a definição de Deus que dá Richard Swinburne, teólogo britânico convertido à ortodoxia grega
– os argumentos de Swinburne sobre o Deus cristão em seu livro “Is there a God?” (Há um Deus?)
– a nova forma de ver o castigo eterno no inferno na doutrina anglicana
– colocar se houve só um big bang e se com ele começou o tempo
– examinar o tema dos universos múltiplos
– examinar o argumento de que o universo está “bem ajustado” (“fine-tuning”)
– examinar se há uma explicação materialista que mostre que a matéria vivente surge da não vivente
– examinar se há uma explicação materialista que mostre que da matéria vivente não reprodutora pode surgir seres vivos com capacidade reprodutiva
– o conceito de inteligência ordenada do livro “The Wonder of the World” (Maravilha do Mundo), de Roy Abraham Varghese
– o conceito deísta ou aristotélico de Deus, visto da teologia natural, tal como o desenvolve David Conway.

O livro da discórdia atéia
Em 2007, ele e o divulgador norte-americano de origem indigena Roy Abraham Varghese firmaram juntos um livro intitulado, provocativamente, “There is a God”(Deus existe), que é esse que agora se traduziu ao espanhol.

Os gurus midiáticos do novo ateísmo reagiram ferozmente. Acusou-se a Varghese de ter escrito o livro ele sozinho e de ter enganado a Flew para firmá-lo. Baseavam suas acusações, por exemplo, em que no livro aparecia muito vocabulário de inglês norte-americano, não britânico. Falou-se insistentemente de “senilidade” e “manipulação”.

Flew respondeu através da editora, assegurando que Varghese deu a forma escrita ao texto, mas que o pensamento e as ideias eram as do veterano filósofo inglês. No ano seguinte, Flew insistiu que o livro era seu em outra carta.

Em 8 de abril de 2010 morreu o filósofo com 87 anos. Na imprensa mundial (na espanhola quase nada) se fez eco de que um famoso ateu de toda a vida tinha morrido como deísta. Os adeptos do ateísmo irritados voltaram a falar de “senilidade”, sem provas médicas que comprovassem..

A ateia conservadora e o escocês tomista
Um caso que exemplifica um ateísmo menos feroz foi o de Jillian Becker, conhecida pessoal de Flew (“ambos éramos ateus conservadores”, disse ela) que da California escreveu à Inglaterra, ao “Telegraph”, admitindo que Flew lhe tinha explicado que só a existência de “uma inteligência” pode explicar o universo. Mas o lamentava e protestava: “é porque o homem que melhor defendeu o ateísmo desde David Hume há de recordar-se como um deísta só porque se lhe abrandaram os miolos nos seus últimos anos?”

Em resposta a Becker escreveu o filósofo católico escocês John Haldane, tomista de renome e pai de familia. Haldane recorda suas longas conversas com Flew em 2004 quando filmavam um documentário sobre filósofos, Deus e a ciência, dirigido por Varghese.

“Faltava-lhe seu antigo vigor e agudeza e ele mesmo disse que sofria algo de afasia dinâmica, mas era claro sobre os temas que lhe tinham levado a pensar que a estrutura fundamental física do universo e tipos particulares de complexidade microbiológicas apoiavam a hipótese de uma fonte criadora inteligente”, escreveu Haldane. E acrescentou: “tenho cartas escritas a mão de todo um ano debatendo este raciocínio. Em abril de 2005 escreveu sobre sua conversão ao deísmo einsteniano. Também mencionou sua admiração pela liderança de João Paulo II.”

Para Haldane, “é um erro centrar a atenção em seu grau de vigor mental; ele insistiria em que nos perguntemos quão bons são seus argumentos.”

Em um de seus textos, Flew explicou o que lhe tinha levado à sua mudança.

A vida requer Inteligência, não sopa
“Dois fatores foram especialmente decisivos. Um foi minha crescente empatia com a ideia de Einstein e de outros cientistas notáveis de que tinha que ter uma Inteligência atrás da complexidade integrada do universo físico. O segundo era minha própria ideia de que a complexidade integrada da vida —que é muito mais complexa que o universo físico— só pode ser explicada em termos de uma fonte inteligente.

Creio que a origem da vida e da reprodução simplesmente não podem ser explicados desde uma perspectiva biológica, apesar dos numerosos esforços para fazê-lo. Em cada ano que passa, quanto mais descobrimos a riqueza e a inteligência inerente à vida, menos possível parece que uma sopa química possa gerar pela arte de magia o código genético.

Se me fez palpável que a diferença entre a vida e a não-vida era ontológica e não química. A melhor confirmação deste abismo radical é o cômico esforço de Richard Dawkins para argumentar em ‘A Desilusão de Deus’ que a origem da vida pode atribuir-se a um “azar afortunado”. Se este é o melhor argumento que se tem, então o assunto fica estabelecido. Não, não escutei nenhuma voz. Foi a evidência que me conduziu à esta conclusão.”

Um ateu respeitado, um deísta sério
Soler Gil assinala que nas obras a favor do ateísmo que escreveu Flew “não encontramos desqualificações globais, nem caricaturas grosseiras do teísmo, mas argumentos, expostos em detalhe, com serenidade, e com um autêntico espírito inquisitivo”. Seus debates com Swinburne, por exemplo, são um exemplo de respeito mútuo.

“A seriedade com que Anthony Flew abordou desde o princípio os argumentos teístas, seu esforço por formulá-los do modo mais forte possível, antes de empreender sua refutação, sua confiança no poder dos argumentos para resolver a controvérsia entre teísmo e ateísmo, e sua negativa para utilizar como chave de sua análise o recurso a tais ou quais interesses ocultos no discurso teísta, convertiam a Flew em um ateu muito pouco comum”, escreve Soler Gil.

Nietzsche, Marx e Freud não usavam a razão
E o compara com outros casos. Assim, por exemplo, Nietzsche, Marx e Freud não criticavam a religião desde a razão, não buscavam a argumentação, mas buscavam suspeitas contra ela: “a vontade de poder, ou a infra-estrutura econômica, ou as pulsações do subconsciente, ou outras quaisquer (desde o medo da morte ao instinto sexual ou as determinações genéticas). Em todo caso, não à razão”, denuncia Soler Gil.

E com os ateus modernos, o mesmo. “Não é de estranhar que os propagandistas do ateísmo contemporâneo dediquem pouco tempo em discutir os argumentos teístas. E que os estudos de um Swinburne, ou um Plantinga, ou um Polkinghorne, ou um Jaki, por citar somente alguns nomes, sejam simplesmente ignorados por eles.

A recepção destes autores entre os que deveriam ser seus oponentes intelectuais se reduzirá, no final, à alguma data vaga, uma nota ao pé da página, acompanhada da insinuação mais ou menos latente dos possíveis motivos que subjazem às suas obras: um será sacerdote, outro tradicionalista, o terceiro virá de uma família de teólogos, e o quarto será tal ou qual coisa, ou se tratará, como no caso de Flew, de um ancião no declive de suas faculdades mentais, e manipulado por estes e aqueles. Em definitivo, nada novo debaixo do sol”, assinala Soler Gil em seu prólogo.

Confiou na razão e a seguiu
Por isso Flew é um personagem peculiar: por ter sido um ateu verdadeiramente filósofo. Em uma época de desconfiança para com a razão, a ele lhe guiou “uma confiança instintiva no poder da razão, que encontrou finalmente seu sentido no momento em que os argumentos conduziram ao filósofo a concluir que a fonte, tanto desse poder como do modo de ser da natureza em geral, é a racionalidade divina”, conclui Soler Gil.

Pode-se adquirir o livro, por exemplo, na Casa do Livro (aqui).

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Yoga, o novo cura de Ars, Whitney Houston ou os exorcismos, entre as mais lidas em ‘Religion en Libertad’ em 2012.

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As 10 notícias mais lidas de 2012

Yoga, o novo cura de Ars, Whitney Houston ou os exorcismos, entre as mais lidas em ‘Religion en Libertad’ em 2012

Quais são as notícias mais lidas pelos leitores de ‘Religion en Libertad’ ? Aqui têm uma boa amostra…

ReL – 1 janeiro 2013 – religionenlibertad.com

São as 10 notícias publicadas em ‘Religion en Libertad’ que mais leituras tiveram durante 2012. São as mais lidas entre as mais de 7.000 notícias que temos oferecido aos nossos leitores em 2012.

Suas visitas se contam aos milhares. Aqui lhes oferecemos as 10 principais:

1.- O Padre James Manjackal M.S.F.S é um conhecido sacerdote católico indiano, da Renovação Carismática, que dá a volta ao mundo pregando em retiros. O sacerdote, grande conhecedor de todo o oriente, disse que 80 por cento dos cristãos que se mergulharam em Yoga, Reiki ou reencarnação, perderam a sua fé cristã.

Um sacerdote indiano explica porque praticar Yoga ou Reiki tem efeitos perniciosos em um cristão.

2.- O padre Michel Marie Zanotti Sorkine é um sacerdote francês que está transformando uma igreja que ia ser fechada e demolida na paróquia com mais vida de Marselha. Seu mérito é ainda maior quando o templo está situado num bairro com uma enorme presença de muçulmanos em uma cidade onde menos de 1% da população é católica praticante.

O novo cura de Ars da Marselha agnóstica multiplica os fiéis num bairro islâmico.

3.- O Padre Jaime Kelly, missionário do Sagrado Coração, um irlandês que trabalha há décadas na Venezuela, pregou em Barcelona, mas a fama de ter “dom de cura”, que quando ora pelos enfermos muitos se curam, atraiu mais pessoas do que cabiam no lugar.

O dom de cura do padre Kelly reuniu na secularizada Barcelona mais de 400 pessoas.

4.- Cecilia Gimenez, responsável pelo estrago no Cristo que decorava uma das paredes da igreja da cidade de Borja, em Zaragoza, assegurou que decidiu retocá-lo porque o reboco da parede estava a ponto de apagar o quadro à óleo do Cristo de Borja.

A mulher que «restaurou» o Cristo de Borja «não entende o distúrbio» causado.

5.- Após a queixa de 40.000 cidadãos diante das ofensas às crenças cristãs do programa de “La Sexta”, quatro anunciantes retiraram sua publicidade. Um êxito de mobilização cidadã através de MasLibres.org, marca de HazteOir.org.

Cervejas São Miguel, Securitas Direct, Ariel e Braun retiram sua publicidade de ´La sexta columna´

6.- O livro de José Maria Zavala inclui relevantes declarações de Gabriel Amorth sobre os dois exorcismos, ao menos, que realizou João Paulo II sendo Papa, e contra demônios de grande poder.

Os exorcismos de João Paulo II em 1982 e 2000 foram contra demônios de extraordinário poder.

7.- A última canção que interpretou Whitney Houston em público antes de morrer foi precisamente um gospel: Sim, Jesus me ama. Foi em um concerto de Kelly Price & Friends antes da entrega dos Grammy. Subiu ao palco espontaneamente e entoou a canção à capela, numa última demostração de quem era e qual era sua música.

A última canção que interpretou Whitney Houston na noite antes de morrer: «Sim, Jesus me ama»

8.- “Satanás ataca sobretudo ao Papa. Seu ódio pelo sucessor de Pedro é feroz. Experimentei-o em meus exorcismos. Quando falo de João Paulo II os demônios cospem raiva. Outros tremem. Outros choram e suplicam que não o chame mais. E isto também sucede com Bento XVI”. Assim é como descreve o destacado exorcista Gabrielle Amorth.

Amorth: «Ao nomear a João Paulo II e Bento XVI os demônios cospem, ficam furiosos, tremem e choram»

9.- José Luís Martin Vigil, novelista de sucesso, autor de “A vida sai ao encontro”, morreu com discreção.

Martin Vigil, o autor de «A vida sai ao encontro», deixa com sua morte um super-acolhedor testamento.

10.- Rachel Joy Scott, de 17 anos, caiu ferida por causa dos disparos de dois alunos que se precipitaram abrindo fogo indiscriminadamente. Um deles se aproximou e, apontando-lhe na cabeça, lhe perguntou: «E agora, crês em Deus?». Resposta: «Tu sabes que creio».

Apontaram com uma pistola e lhe perguntaram se acreditava em Deus. «Tu sabes que creio», respondeu.

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