“Minha filha, vou ficar neste fogo até que você tenha feito penitência por mim”.

Histórias das Almas do Purgatório

Santa Margarida de Cortona, não tinha ainda oito anos, quando seu pai morreu. Um dia ele apareceu para ela cercado de chamas no Purgatório e disse-lhe: “Minha filha, vou ficar neste fogo até que você tenha feito penitência por mim”.

Margarida, com profunda compaixão, iniciou corajosamente muitas penitências muito fortes, que fizeram dela um prodígio de penitência.

Suas orações e mortificações desarmaram logo a justiça divina e pagaram a dívida de seu pai.

Radiante de esplendor dos bem-aventurados, seu pai apareceu-lhe de novo e disse: “Minha filha, Deus aceitou as suas orações e obras satisfatórias. Vou gozar de glória. Continua toda a sua vida a imolar-se como vítima pelas almas. É esta a vontade divina.”

A heróica santa foi fiel à sua missão. Toda a vida praticou grandes austeridades para alívio dos mortos. Algumas companheiras queriam que abrandasse um pouco as penitências. Ela respondeu com estas palavras:

“Quando se viu como eu, o que é o Purgatório e o Inferno, nunca se faria muito para tirar as almas de um desses lugares e não deixá-la ir para o outro lugar. Não devo poupar-me porque me ofereci em sacrifício por elas”.

Libertar uma alma do Purgatório é dar ao Céu uma alegria indizível. Um pai da Terra não  sentiria alegria

maior se alguém libertasse de um duro cativeiro um filho muito amado.

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por euvimparaquetodostenhamvida