A História da conversão de Clara – Seu amor pelas “Almas do Purgatório”

A História da conversão de Clara – Seu amor pelas “Almas do Purgatório”

Logo no início de sua conversão, como já contei, Clara começou a rezar bastante, lá pelas seis da tarde, rezava seu terço e um dia quando rezava ouviu uma voz que lhe disse: “Reza pela Celi”.

Entendeu imediatamente, apesar de muitos e muitos anos passados, que era uma colega de sua irmã mais nova que jovenzinha foi para o convento ser freira e faleceu aos vinte e sete anos de idade, era linda.

Celi, que era irmã da freira, foi colega de Clara por vários anos na mesma classe, eram amigas. Então Clara assustada com aquela voz pensou: ” Nossa, será que de tanto rezar, estou ficando maluca, ouvindo vozes”.

Não pensou mais nisso, até que no dia seguinte na mesma hora, aconteceu de novo. Então pensou: “Bem, pelo sim, pelo não, vou rezar pela Celi”.

Nunca mais tivera contato com essas pessoas, pois mudara de cidade já há muitos anos, mas lembrou que algumas dessas colegas tinham mudado para uma cidade que seus pais foram morar algum tempo.

Um dia foi para a capital visitar sua mãe e ficou sabendo que uma ex-funcionária doméstica de sua mãe naquela cidade, morava na capital e estava fazendo faxina na casa da irmã de Clara..

Foi lá falar com ela e pediu que arranjasse algum telefone de uma dessas antigas colegas.

Passaram-se oito anos desde o pedido da freira e um belo dia Clara ganhou o número do telefone de uma delas, chamada Laura. Foi para sua cidade e de lá ligou para Laura.

Ah, ia me esquecendo de um detalhe que Clara me contou também, há quatro meses atrás, sonhou com uma conhecida da cidade, que achava muito bonita, essa moça estava de conjunto azul-marinho, cabelo levemente grisalho, amarrado na nuca e chegando perto de Clara estendeu as mãos e disse muito chorosa: “Me ajuda, me ajuda”. Acordou com o nome e sobrenome dela falado bem alto, Keiko Nakano.

Já mantinha pequenos papéis para anotações e no meio da noite escreveu o nome de Keiko e tornou a dormir e colocou-a em suas orações como a Celi, a qual já rezava há oito anos.

Voltemos ao telefonema, o diálogo foi mais ou menos assim: ” Oi, Laura, aqui é a Clara, lembra lá do Colégio de Cidade Bela, várias irmãs, filhas do funcionário do banco Blue?

Laura: “Oi, estou lembrando, tudo bem? Nossa, quanto tempo, não?

Bem, para encurtar a conversa acabou perguntando se tinha notícia da Celi, e qual não foi seu espanto quando disse:

– Celi, faleceu de câncer há oito anos, depois dois anos de muito sofrimento.

Clara ficou arrepiada e contou-lhe toda a história, ela também se arrepiou.

Depois, Clara perguntou se tinha notícias da Keiko Nakano e Laura disse que uma outra colega de nome Mara sabia e lhe passou seu telefone.

No fim de semana, Clara ligou para Mara, conversaram sobre tudo aquilo, perguntou sobre a Keiko e Mara disse: O que você sabe dela? Clara disse: Nada, Laura não me disse nada.

Então Mara disse: A Keiko faleceu de câncer faz quatro meses, com muito sofrimento por ter deixado um filho usuário de drogas.

Os pêlos dos braços de Clara ficaram todos em pé, demorou para passar o espanto e de Mara também. No dia seguinte foi correndo contar para o padre que era seu diretor espiritual na época, que também ficou todo arrepiado. Não era coisa atoa, era mesmo recado do céu para Clara, por seu grande amor pelas almas.

Clara ficou pensando como Deus era bom e tudo sabia, pois nem ela sabia que iria perdurar sua conversão e Deus em sua bondade, apesar da infinita miséria dela, confiou em suas orações.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

Aprendeu com Santa Teresinha que não podia dar só um pouquinho, mas tudo, toda sua vida, toda sua liberdade, vontade para o seu grande amor Jesus, o crucificado que morreu por ela.

O caminho de uma conversão – A história de Clara

Conversão: o que afinal é isto?

Quando estou dirigindo e chego numa esquina, o que faço?

Converto ou para a direita ou para a esquerda, também posso seguir em frente.

Então, nossa vida também é assim, estou vivendo uma caminhada que um dia terá seu final.

Vou me convertendo todo dia, ou para o bem ou para o mal. A escolha é livre. Ninguém no mundo, nem mesmo Deus me obriga a viver assim ou assado.

Mas, com minha vontade que é soberana eu decido com minha plena liberdade viver no caminho do bem, viver para o fim para o qual Deus me criou.

Hoje está na moda falar de liberdade, liberdade para fazer tudo o que quero, mesmo que seja para matar ou morrer, Matar um ser humano indefeso no ventre de sua mãe….é uma covardia porque ele não pode sair correndo e se esconder. Morrer de uma overdose…morrer espiritualmente vivendo contra a Lei de Deus que já vem impressa dentro de nosso coração e assim vou vivendo,

Então decido me converter para Deus, foi isso que Clara decidiu, mas quis dar tudo para Deus e aprendeu com Santa Teresinha que não podia dar só um pouquinho, mas tudo, toda sua vida, toda sua liberdade, vontade para o seu grande amor Jesus, o crucificado que morreu por ela.

Quis seguir suas pegadas e foi aprendendo dia a dia, se convertendo dia a dia, cada momento e assim descobriu a ‘pérola’ preciosa da qual fala a Bíblia.

Antes desse grande acontecimento que foi sua conversão, Clara não achava graça na vida, tudo a entediava e se refugiava nos livros. Quando foi cursar o Magistério, um professor fez um teste com todos os alunos e sabem o resultado do teste dela?

Apática e amorfa, o professor lhe disse: “que beleza, não?” Ironicamente, claro, mas Clara era mesmo assim, tudo estava bom e nada estava bom e ela não se importava com nada e não fazia nada para mudar.

Quando naquela doença se converteu e começou a viver sua fé no seu Jesus, tudo mudou.

Sentia e via o mundo todo colorido, parece que antes era em preto e branco. Descobriu que vivia pelo grande amor de Deus em criá-la, nunca tinha lembrado ou pensado em agradecer pelo dom da vida a Deus, pois existindo poderia um dia habitar com Ele no Paraíso.

Agradeceu a Deus também por seus pais, que a trouxeram ao mundo, porque Clara era Clara por causa de seu pai e sua mãe somente.

Deus é o Todo Poderoso, tudo para Ele é possível, criou todo o universo, toda a beleza e perfeição que existe neste universo. Um belo dia pensou que queria companhia no Paraíso e pensou no ‘homem’ criatura feita à sua semelhança, então criou primeiro todo o lugar que esta criatura sua precisaria para viver, com tudo o que conhecemos.

Esta criatura tão perfeita que criou com plena liberdade para escolher se queria um dia habitar o Paraíso ou não, mesmo vendo o que viria acontecer com esta liberdade, que teria que enviar o Salvador, seu Filho para salvá-los, nem assim se arrependeu, porque cada pessoa que chega no Paraíso escolhendo fazer companhia a Ele, é o cumprimento de Sua perfeição na criação.

Clara descobriu esta maravilhosa vontade do Pai Eterno e quis com plena liberdade viver para este destino para o qual foi criada.

Agora sim, tudo fazia sentido, não era mais apática e amorfa, tinha que trabalhar muito para seu Jesus Salvador, alegrando-O levando seu amor ao mundo todo, amando o seu próximo.

Uma de suas primeiras ações foi tomar-se de amor pelas ‘almas do purgatório’ pois pensava: ‘poderia estar morta no inferno ou no purgatório, mas meu Jesus atendeu os rogos de Sua Mãe por minha salvação, e aqui estou com toda a chance que muitas delas não tiveram, então rezarei sempre muito por elas’.

Parece que Deus gostou desse amor por suas alminhas santas do purgatório, desde então teve inúmeras manifestações delas que vou contar aqui tudo o que Clara me contou.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

Deus disse à Santa Catarina de Sena no livro ‘O Diálogo’ que transforma tudo em bem para nós, até o mal e os nossos pecados, diz que no final das contas até o demônio trabalha para Ele, porque tudo de mal que nos faz, Ele transforma em bem.

A caminhada de Clara e sua conversão.

Quando Clara era criança já gostava muito de ler, depois que aprendeu a ler nunca mais parou. Foi crescendo e na adolescência o que mais gostava de fazer era deitar no pomar debaixo de uma laranjeira com um livro.

Muitas vezes assustava quando sua mãe lhe chamava, porque estava tão imersa no livro que esquecia do mundo de fora. Quando via um livro novo, quantos mais grosso melhor e para ela era uma caixa cheia de surpresas, tinha um mundo a descobrir e conhecer ali.

Cada vez ficava mais exigente com os livros, pois ia lendo o melhor da literatura brasileira e estrangeira, clássica e contemporânea.

No início de sua conversão achou que tinha perdido muito tempo lendo tanto em vez de ler obras dos santos, a Bíblia, etc. Errado, Deus sempre está ao nosso lado e tudo aproveita para transformar em bem.

Deus disse à Santa Catarina de Sena no livro ‘O Diálogo’ que transforma tudo em bem para nós, até o mal e os nossos pecados, diz que no final das contas até o demônio trabalha para Ele, porque tudo de mal que nos faz, Ele transforma em bem.

Clara começou a ler depois de sua conversão especialmente a Bíblia e tudo das obras dos santos como: as obras completas de Santa Teresa D’Ávila, de São João da Cruz, de Santa Catarina de Sena, Santa Faustina, Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Gertrudes, a vida de Santa Clara, por quem se apaixonou e pediu que a ajudasse a ser santa como ela, desprendida de toda a matéria.

Também dos santos Dom Bosco, Tiago Alberione, Felipe Neri (Pippo, o bom), Camillo de Lellis, Antônio de Pádua, Francisco de Assis, João Crisóstomo, Leonardo de Porto Maurício, José Allamano e muitos outros.

Descobriu lendo a obra e vida dos santos que eram exatamente como nós, do mesmo DNA, com fraquezas e dificuldades, mas com uma grande vontade e um grande amor por Nosso Senhor.

Fazendo um curso de teologia, um dia uma colega lhe disse que não tinha a pretensão de ser santa. Voltando do intervalo da aula, disse para o padre que estava dando aula e lhe contou esta conversa, levou um pito muito grande do padre que lhe disse que todos nós temos a obrigação de sermos santos, que Deus nos criou para isso e que é grande ofensa a Jesus não querer ser santo. “Sede santos como vosso Pai é santo” (carta de S. Pedro)

Quando Clara se converteu já não mais sentia seu coração chorando, sentia uma plenitude de paz dentro de si e queria que todo mundo sentisse essa maravilha.

Ela acreditou por muito tempo que todas as pessoas que estavam longe de Deus, no pecado, sentiam o coração chorar também.

Ficou triste quando percebeu que não era assim, que muitos não querem chegar perto de Deus, que são felizes vivendo sem Ele, e temem perder algo se se aproximam d’Ele. Que grande engano, é só alegria e paz com Ele.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

A História da troca de roupa de Clara – “Vencendo dificuldades”

A História da troca de roupa de Clara – “Vencendo dificuldades”

A história de nossas vidas, nós mesmos as escrevemos, já meditaram nisso?

Conhecemos pessoas que passam a vida reclamando de tudo, nunca em nenhum dia de suas vidas nós as vemos agradecendo algo a Deus e o pior, passam a vida esperando que as outras pessoas façam alguma coisa por elas.

Cobram atitudes e comportamentos de todos e se sentem feridas por qualquer palavrinha meio torta que recebem.

O futuro nunca será bom para elas, porque elas mesmas escreverão sua história de vida.

Sabemos que se plantarmos urtiga, iremos colher espinhos e se plantarmos tomate, iremos colher tomate. Quem semeia amor, colhe misericórdia.

No Evangelho de Mateus 7, 17: ” Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus”.

O caminho de Clara não foi fácil, parece quando contamos sua história, que num piscar de olhos ela mudou, mas não foi assim. A troca da roupa do mundo, pela roupa do banquete foi dolorosa.

Por anos a fio temos um comportamento que já está viciado em muitas atitudes e ações, e somente com a graça de Deus e muita vontade, sacrifício, penitência e oração vamos conseguindo muito devagarinho… Subindo degrau por degrau e às vezes descemos e temos que segurar na mão de Jesus e levantar da queda.

Tem um detalhe muito importante, também que precisa ser falado, que é o maligno nos tentando de todas as formas para nos fazer desistir. Ele quer que todos se percam, é inteligente e ladino, nos tenta em nossas fraquezas que conhece muito bem.

Não nos tenta com sua carona feia, mas tenta com doenças, preguiça, corpo mole, medos e também se serve daquelas pessoas que não gostam muito da gente e então se prestam a este serviço; para nos tirar de Deus.

Desde o dia que nascemos nossa luta é entre o bem e o mal, por toda a vida seremos tentados a nos perder da graça de Deus.

Mas…., Deus é mais, tudo pode, se eu quero Ele; Ele me protegerá; se ando por suas veredas, estará ao meu lado e na oração, sacramentos, sacrifícios e penitências, me fará uma vencedora.

E como seriam estes sacrifícios e penitências? Não pensem que é usar cilício, ajoelhar em milho, etc, não, não é assim.

Conheci um padre há alguns anos que dizia que todo dia temos inúmeras oportunidades de oferecer sacrifícios a Jesus, por exemplo: se dou uma topada numa pedra e machuco meu dedão, digo: obrigada, meu Deus, ofereço esta dor para o Senhor, por tudo o que passou por mim na cruz para me salvar.

Sabem de uma coisa? Já pensaram que para Deus não há tempo, o tempo não corre, não existe relógio no Céu, Deus é, sempre, ontem, hoje e amanhã, Deus é!

Então, todo sacrifício que hoje coloco na cruz, foi naquele dia no calvário, pois os meus pecados estavam lá e os pecados dos que ainda não nasceram, também estavam lá.

Antes que nascêssemos, Deus já nos amava. Que Deus maravilhoso, nunca enquanto estivermos vivendo nesta frágil carne, entenderemos o tamanho do amor de Deus.

Clara foi oferendo tudo o que podia para Jesus, era muito grata por sua conversão, dizia que se pudesse andaria de joelhos, mas como era impossível, dizia que sua alma, sim, estaria sempre prostrada, agradecendo sua bondade para com ela.

E cada dia ia descobrindo uma penitência para ofertar à Ele, por exemplo: sempre gostou de usar um enfeite como brincos, pulseiras, etc, nada muito exagerado, mas lhe dava prazer, então foi aos poucos deixando de usar e oferecendo, e acontecia que se fortalecia contra as tentações, pois fortalecia seu espírito, vencendo a carne, a matéria.

Outro exemplo foi a cura de seu joelho. Nunca pediu para Jesus curá-la de algo, pois pensava sempre: ‘mas Ele sofreu na cruz tanto por mim, a minha dor não é nada perto do Seu sofrimento’.

Acontece que gostava muito de rezar ajoelhada e desde bem nova, teve problemas de dor e inchaço nos joelhos, chegando até a tomar injeção de cortizona nele, às vezes não conseguia nem andar e nem dobrá-lo.

Mas, ajoelhava, sofria e oferecia para Jesus aquela dor com muita alegria, podendo partilhar um grão de areia de suas dores perto  das d’Ele.

Sabem o que aconteceu? Sem se dar conta as dores foram desaparecendo, pois até já tinha acostumado com elas, e sumiram completamente, nunca mais incharam seus joelhos.

Pois é, esse é o pagamento do nosso Rei, do nosso Deus amor, curou os seus joelhos.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

A História de Clara – “Foi à Mim que o fizestes”

A História de Clara – “Foi à Mim que o fizestes”

 Que bela é a sabedoria de Deus! É contrária à sabedoria dos sábios, hoje em dia, nós vemos passeatas por liberdade de fazer tudo o que quisermos fazer, mas a Sabedoria de Deus nos criou livres para decidir tudo o que quisermos, mas nem tudo devemos fazer, por que?

Porque tudo o que contraria a lei natural de Deus, a lei do Amor, leva à morte, tanto física como espiritual.

E então, Clara ia trilhando esse caminho e só esvaziando a mala é que poderia entrar no Paraíso, porque a porta é muito estreita e com a mala cheia não dá para conseguir passar.

Evangelho segundo Mateus 7,12-14

“Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a lei e os Profetas. Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!

Começou a fazer visitas à doentes em um hospital e numa das primeiras visitas que era na ala dos doentes de Aids, ficou com tanta compaixão daqueles doentes, que quando chegou em casa, fechava os olhos e via em cada doente que visitou um grande crucifixo em cima da cama, pingando sangue em cada um deles. No dia seguinte as visões desapareceram.

Entendeu o recado de Jesus, Ele estava ali naquela cama sofrendo em cada um.

Lembrou do Evangelho de Mateus 25, 35-46 (“Foi à Mim que o fizestes) onde Jesus nos dá a prova pronta com todas as respostas para o dia do exame final, para ganhar o prêmio para ir ao Paraíso.

Em outro dia, visitava uma doentinha tão encolhida, na posição fetal, tão triste…, começou conversar com ela que disse que sentia-se muito mal, mas ainda nem a tinham examinado, não sabia o que tinha.

Clara ficou tão compadecida e segurando sua mão, fechou os olhos e começou a rezar o Pai Nosso, assustou porque viu na cama no lugar da moça, Jesus ali deitado naquela posição, abriu rápido os olhos e viu a doentinha.

Outro recado de Jesus que estava ali deitado e abandonado. Quando saiu, Clara procurou as enfermeiras e cobrou o atendimento daquela pobre enferma, que não tinha parentes e tinha trabalhado sempre em casa de família e quando adoeceu a colocaram na rua e na rua passou a morar até adoecer.

Voltando outro dia, felizmente já a tinham examinado e triste história, estava com tuberculose em estágio muito avançado. Então foi para ala da tuberculose. onde Clara conheceu muitas histórias tristes também e muito sofrimento.

Um dia Clara perguntou-lhe o que mais queria e ela disse que queria comer caqui. Clara que nunca tinha gostado de caqui, comprou uma caixa cheia, lavou bem lavado e levou para ela.

Ficou tão feliz com a alegria da doentinha, que imediatamente começou a comer um atrás do outro, que passou a gostar de caqui.

Aparecida, esse era o nome da enferma, foi só piorando, porque não tinha nem onde ir se sarasse, então Clara lhe disse que quando saísse do hospital iria morar com ela, como sua filha e para fazer aquele trabalho tão bom de visitar os enfermos, ela se alegrou muito.

Mas, não melhorava, pois estava muito adiantado o estado dela, os remédios já não faziam o efeito necessário.

Um certo dia Clara foi para a capital, pois tinha lá uma irmã doente também e recebeu um recado de seu filho, do hospital onde estava Aparecida, que ela tinha falecido e não tinha ninguém para enterrá-la. Estava no necrotério e nem uma peça de roupa tinha.

Clara voltou imediatamente rezando pela pobre o tempo todo e para que desse certo a documentação para enterrá-la no túmulo da família.

Pegou sua melhores roupas, as mais chiques, e providenciou o caixão com flores. Chamou suas companheiras da Igreja e fizeram um velório digno de um ser humano criado à semelhança de Deus.

Faltava o padre para encomendar o corpo, e qual não foi sua alegria ao encontrar um padre no velório vizinho, e pediu à ele que foi fazer a encomenda do corpo.

Foi o que pôde fazer por ela, pois não pôde levá-la para sua casa, mas para a última morada sim. E agradeceu tanto a Deus por sua bondade infinita de permitir-lhe servi-lo na pessoa de Aparecida, que Ele tanto amava.

Como disse São Paulo: “Somos servos inúteis, não fazemos mais do que nossa obrigação”

“Tudo por Amor à Jesus” . Agora vamos parando por aqui.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

A História de Clara e sua troca de roupa. “A Mala cheia”.

A História de Clara e sua troca de roupa.

Clara, à princípio começou a rezar mais, o que antes fazia muito pouco, um terço somente parecia tão longo, não acabava mais… Isso porque não estava acostumada com as coisas de Deus, mas foi perseverante, mesmo sem muita vontade rezava, lembrando das palavras de Santo Agostinho que o inimigo só morde quem chega perto dele, pois é um cão acorrentado.

Falando em cão, lembrei-me de um fato que tinha me contado, que depois que se casou via antes de dormir um cachorrão preto que se aproximava de sua cama, com muito medo, abria os olhos, olhava para o marido que dormia e rezava.

Quando se separou nunca mais viu o cão preto, mas depois que confessou, num domingo o viu na cozinha, quando passava o café, antes de ir para a Missa com o filho.

Disse para o cachorrão muito brava: “Agora chega! Nunca mais você me pega, pois estou com o Espírito Santo de Deus”, e ele sumiu e nunca mais apareceu.

Rezou por quase três anos a Via-Sacra ajoelhada, às três horas da tarde, chorando, pedindo à Deus perdão de seus pecados e agradecendo a grande graça de estar com Ele.

Um dia leu no Evangelho que precisava pedir perdão àqueles que fizera sofrer:

Evangelho Mt 5,23-24.

Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta.

Em seguida o fez, pedindo perdão aos que tinha ofendido com suas atitudes.

A primeira coisa que devemos fazer para essa mundança da roupa velha para roupa nova, é abrir a mala. Mala? Que Mala?

Aquela que todos nós ganhamos quando nascemos e vamos no decorrer dos anos enchendo com as mazelas da vida.

Conheci uma professoara que dizia que devemos ser educados trinta anos antes de nosso nascimento. O que quer dizer isto?

É que nossa educação começa com nossos pais, então como somos criaturas humanas frágeis, cheias de defeitos e não usamos nosso manual de instrução “O Mandamento do Amor” que nos ensinou Jesus; pois quando jovens somos mais egoístas, vamos causando problemas para nossos filhos, sem consciência disso, é claro, pois não somos monstros de ruindade.

Nunca podemos julgar e culpar nossos pais, pelos problemas que nos causaram, porque eles também trouxeram sua Mala cheia, às vezes mais cheia que a nossa.

O que devemos fazer é abrir essa mala, à luz de Cristo, e ir tirando uma por uma de nossas dificuldades, procurando entender o porquê delas e perdoando todos no ‘amor incondicional’ de Jesus por nós.

E Clara abriu sua Mala, estava abarrotada de mazelas que a machucavam muito ainda.

Foi com o passar dos anos, com muita oração, Missas e todos os sacramentos especialmen te o da reconciliação, jogando fora todas suas mazelas e descobriu a felicidade, felicidade fazendo a Vontade de Deus.

Clara rezava bastante mas não ficou só na oração, começou a trabalhar num movimento de sua Paróquia.

Descobriu a riqueza de Deus, os pobres, tão pobres de tudo, das coisas materiais e do amor de Deus por nós.

Continuarei contando a História de Clara e sua troca de roupa.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

“A troca da roupa de Clara” – A História de uma conversão.


Como conseguir trocar de roupa? Refletindo sobre o fato.

Pois bem, será que um dia conseguiremos trocar a nossa roupa mundana pela roupa do banquete?

Tenho um exemplo que talvez nos possa ajudar. É sobre a história de conversão de uma pessoa que conheci já há alguns anos. Faz  algum tempo que não tenho notícias dela.

Chama-se Clara. Casou-se por volta dos vinte e poucos anos e não foi feliz no casamento. Era bastante imatura e não foi uma decisão refletida. O marido não lhe dava atenção e ela sentia-se muito só.

Clara teve filhos, mas ficou pouco tempo casada. Separada num tempo que não era muito normal, como hoje, era vista pelos homens com olhos cobiçosos e pelas mulheres, como perigo para seus relacionamentos, pois era bastante bonita.

Então, começou pouco a pouco entrar nessa vida mundana de pecado, sem se dar conta. Foi se separando de Deus cada vez mais. Não entendia porque seu coração parecia que chorava o tempo todo.

Nos tempos de vida em Deus nunca havia sentido isso, tinha paz no coração. Agora que achava que ia encontrar a paz, longe do marido que a fazia tão infeliz, sentia-se muito pior do que com ele.

E assim passaram-se longos anos e o coração de Clara chorava, mas ela não se decidia por nada, parecia paralizada diante daquela situação, como se estivesse amarrada e não conseguisse se soltar.

Até que um dia acordou se sentindo muito mal, estava doente. Foi para o médico e corria risco de vida.

Durante o tempo de hospital, teve bastante tempo para pensar e Jesus tocou seu coração que chorava.

Disse para Jesus: ” Jesus? E agora? Se eu morrer, vou para o inferno… “

Sua vida inteira  passou como um filme e ela aproximando-se de Deus novamente, viu o estado de sua alma, vestida de mendiga, esfarrapada, suja, cheia de porcarias, cabelos desgrenhados e ficou horrorizada e atemorizada.

Pediu perdão a Jesus e confiando na Sua infinita bondade e Misericórdia, quando saiu do hospital foi direto para a Igreja em busca de um padre para se confessar e assim o fez.

A alegria com que me contou este episódio da conversão, foi muito, muito grande. Saiu de lá, com um sorriso tão grande que não conseguia fechar a boca, sorrindo sozinha na rua mesmo.

E a leveza, antes parecia que pesava duzentos quilos, mas agora! Oh, quão leve sentia-se, tinha tirado todo o peso do pecado das costas e Deus nos diz na Bíblia,  em Isaias 38, 17, ‘que nos livra do sepulcro e lança nossos pecados para trás’ e não os vê mais, quando nos arrependemos deles.

Foi então que começou a trocar a roupa suja pela roupa limpa para ir ao banquete.

Continuaremos refletindo sobre a história de Clara e sua mudança de roupa.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

Refletindo sobre a troca de roupa para ir ao banquete.

Refletindo sobre a troca de roupa para ir ao banquete.

É sobretudo uma decisão pessoal e bem refletida. É necessario usarmos nossa mente com o uso da razão e especialmente de nossa vontade soberana.

Já pensou como é importante a nossa vontade? Ninguém manda nela, nem Deus, pois nos deu o ‘livre arbítrio’, eu decido.

Quando nascemos sempre teremos dois caminhos: o do bem e o do mal.

Tudo na nossa vida é sempre questão de escolha, temos sempre os dois caminhos, por exemplo: conheci uma jovem que aos 19 anos engordou sem perceber seis quilos.

Quando se deu conta que seu metabolismo aproveitava tudo o quanto ingeria, refletiu: tenho dois caminhos para escolher; ou vou comer tudo que gosto e ser gorda arcando com as consequências (porque ninguém é gordo porque quer); ou vou passar toda a vida passando fome e me sentir bem, com a auto-estima grande. Resultado; contou-me que escolheu a segunda alternativa e assim fez sempre.

Vemos como esse exemplo se aplica em todas as ocasiões de nossa vida, sempre temos que escolher, decidir, tomar uma decisão.

Viver a  vida é muita responsabilidade, porque se fizermos tudo sem refletir, teremos que arcar com as consequências de nossa má escolha, mais cedo ou mais tarde.

Somos corpo físico e corpo espiritual (alma). Da mesma forma que queremos um corpo físico bonito saudável, bem vestido com belas roupas, cabelos e dentes bonitos; devemos também tratar nossa alma da mesma maneira, para um dia ir ao banquete com a roupa certa.

Será que não estamos vestindo nossa alma como mendigos, desdentados, cabelos sujos e descalços?

A vida aqui é passageira, acaba mais cedo ou mais tarde, isto é a nossa única e grande certeza, morreremos.

A vida da alma é eterna, que bom que teremos uma vida eterna, que nunca mais se acabará. No nosso ‘manual de instrução’ a Bíblia, temos todas as respostas para cuidar bem de nossa alma, vesti-la bem para ir ao banquete.

Continuaremos ainda a refletir sobre esse tema tão importante.

Por: Juan Pedro Florián


por euvimparaquetodostenhamvida

Quer trocar de roupa, para um dia ir para o Paraíso?

Evangelho de São Mateus (capítulo 22, versículos 1 a 14).

Jesus contou ao povo a respeito de uma festa que um rei preparou para as núpcias de seu filho. Ele mandou os seus empregados por todos os lugares para trazer os convidados, mas eles não quiseram vir. Mandou outros servos com o encargo de dizer aos convidados: “Eis que eu preparei o meu banquete, os meus touros e animais cevados já foram degolados, tudo está pronto, vinde às núpcias”. O Evangelho nos diz que eles, sem fazer caso, foram um para o seu campo, outros para o seu negócio; os outros, agarrando os servos, maltrataram-nos e os mataram.

O rei enfureceu-se; mandou suas tropas, fez perecer os assassinos e incendiou-lhes a cidade. Então disse a seus servos: “O banquete está preparado, mas os convidados não eram dignos dele. Ide pois, às saídas dos caminhos e convocai para o banquete todos aqueles que encontrardes”.

Os servos obedeceram e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete ficou cheia de convivas. Tendo entrado para observar os convivas, o rei avistou um homem que não trajava a veste nupcial.

“Meu amigo”, disse-lhe, “como entraste aqui sem a veste nupcial?” Ele ficou calado. Então o rei disse aos servidores: “Lançai-o, de pés e mãos atados, nas trevas, fora: lá haverá choro e ranger de dentes”. Pois a multidão é chamada, mas poucos são os eleitos.

 

Quer trocar de roupa, para um dia ir para o Paraíso?

Este Evangelho é tão claro, mostra-nos o caminho do Paraíso. Eu não posso deixar para pensar depois. É questão de logística, planejar a minha grande viagem.

Para onde quero ir? Quem acredita fielmente no Salvador Jesus Cristo, precisa se esforçar por conhecer o que nos deixou para ir um dia morar com ele na morada que nos preparou.

Como chegar lá com a roupa adequada?

Sabe como é esta roupa? É feita de ‘amor’, vestir-me com as vestes de Jesus. Como?

Tudo tem que começar do princípio, se vou aprender a ler, é com o ‘b-a bá’, se vou aprender música, é com o do, ré, mi.

Não posso olhar o todo, tenho que olhar por pequenas partes. Começo pedindo sinceramente a Deus que quero conhecê-lo, quero fazer parte de seu rebanho.

Por Deus na minha vida, no lugar mais importante do meu coração e na minha casa também, arrumar um lugar para fazer minhas orações, dedicando este lugar para Ele com todo respeito que Sua Majestade merece.

Colocar as armas de lado, esforçar-nos para nunca usá-las, se alguém ofender-nos, ficar em silêncio e ver Jesus nele. No princípio é difícil, mas o resultado compensa. Depois que esfriar a cabeça, vou me sentir muito bem, com certeza.

Pensar sempre que Jesus me vê o tempo todo, onde quer que eu esteja e me ama profundamente, muito mais do que possa entender.

Importar-se somente com a opinião d’Ele sobre a minha pessoa, não ter coragem de ofender um Deus que me amou até a morte, que se entregou por mim. Querer fazê-lo feliz e ser grato a Ele por tanto amor, amando o meu próximo.

Continuaremos refletindo sobre a mudança da vestimenta.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida

PAZ – Tudo o que você deseja?

PAZ – Tudo o que você deseja?


 Quer conseguir esse tesouro? PAZ?

O caminho é difícil, mas se desejamos realmente, podemos conseguir.

Para começar trilhar essa senda é necessário uma das maiores virtudes: a humildade.

O que é a humildade? Humildade é a consciência do meu nada diante da grandeza de Deus.

A humildade é o outro lado do orgulho, que é a raiz de todos os males, deixando cegos os portadores desse mal.

Vivemos no meio das pessoas, não vivemos isolados e nesta sociedade temos todos os tipos de pessoas com suas personalidades bem diversificadas.

Hoje faz parte da cultura mundial a grande preocupação com a aparência e principalmente com a opinião dos outros, com o que estão pensando sobre a minha pessoa.

Isso é bom? Não, não é bom, é péssimo. Faz gerar um amor próprio exacerbado, pessoas que não suportam a rejeição, que não aceitam um não e comprometem então a PAZ.

Grande parte delas usa uma máscara, forjam um personagem para que as pessoas vejam aquela pessoa que querem ser e não o que são  na realidade, não são verdadeiras, não são autênticas, são falsas.

As pessoas que se aceitam como são, que não tem preconceito consigo próprias por causa de cor, origem, estudo, etc. são as pessoas autênticas que fazem sucesso e atraem as outras para si.

Às vezes acabam caindo na armadilha do ‘ego’, começam a gostar do sucesso, perdem a humildade e autenticidade, querendo  continuar sempre com pessoas em torno de si e todo o encanto se perde, tornam-se vaidosos e orgulhosos de si e acaba a PAZ.

Já vimos duas virtudes importantes para a PAZ: humildade e autenticidade.

Agora vamos ver a maior delas: o ‘amor’, não essa palavrinha tão desgastada nos dias atuais, mas o ‘amor santo’, incondicional, o amor proposto por Jesus.

Se sou uma pessoa humilde e autêntica, naturalmente vou cultivar o amor no meu coração, vou amar como gostaria de ser amado, essa é a regrinha perfeita: ‘fazer para os outros o que eu quero que façam para mim’, portanto vou aceitar os outros como eles são e não como ‘eu’ gostaria que fossem.

Isso é fundamental para termos a PAZ, é fácil? Não, não é fácil. Mas é uma decisão que tenho que tomar, com toda  lucidez, sabendo e querendo construir uma sociedade de PAZ.

A PAZ começa no meu coração, não é com passeatas e saindo gritando com camisetas escritas com a palavra  ‘paz’. Não se impõe a PAZ, se conquista.

Portanto, começa no meu coração e depois na minha família, na convivência com os meus, aceitando-os como são, não querendo mudá-los e principalmente com todo amor e paciência.

Se tenho que ser assim fora de casa, muito mais na minha casa começo a amar verdadeiramente.

A alegria de fazer a vontade do outro, antes da minha é fantástica, é surpreendente e só vai sentir essa alegria quem fizer esta experiência, nada se compara a essa PAZ que sentirei no meu interior.

Achou difícil, tudo isso? Sozinhos jamais conseguiremos, mas contando com nosso companheiro de todas as horas, aquele que verdadeiramente nos ama incondicionalmente, JESUS, é só chamá-lo e contar com sua graça abundante sobre nós.

Por: Juan Pedro Florián

por euvimparaquetodostenhamvida