Porque agora a medida desse amor que era antes ‘eu’, se tornou Jesus, ama teu próximo como ‘eu’ vos tenho amado.

Homilia do  Padre Rubens Miraglia Zani (27/5/11)

Evangelho segundo João 15, 12-17

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do Pai.

Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais frutos e o vosso fruto permaneça. O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

 

Homilia:

 

Esse novo mandamento que Nosso Senhor nos apresenta como sua característica distintiva e portanto característica distintiva do cristão é muito mais radical do que aquilo que nós encontramos no livro do Levítico: ‘ama teu próximo como a ti mesmo’. Porque o refaz radical.

Porque agora a medida desse amor que era antes ‘eu’, se tornou Jesus, ama teu próximo como ‘eu’ vos tenho amado. Muda e muda bastante. Nosso Senhor nos ama até o fim, até o extremo. São João disse: “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. O fim d’Ele mesmo, quando Ele diz na cruz: ‘tudo está consumado’, realmente não há mais nada para se fazer. Tudo está realizado. E aí, vamos encontrar uma nova medida que é extrema, que não conhece limite, que faz com que Ele continue sendo tudo em todos. E é por isso que continuamos.

No trecho do Evangelho de amanhã, Nosso Senhor vai dizer: ‘E assim como perseguiram e odiaram a Mim, assim vão perseguir e odiar vocês, como consequência, porque Eu não sou do mundo e vocês não são do mundo, porque se vocês fossem do mundo, iriam ouvi-los e amá-los, mas vocês não são, então vão ser perseguidos como Eu e também odiados’, e a gente vê como isso acontece pontualmente.

Não sei se os senhores tem acompanhado, nossa imprensa geralmente dá pouco espaço para essas notícias, mas, como os cristãos estão sendo perseguidos pelo mundo de forma tão bárbara, em lugares onde antes estava tudo bem há  anos, não havia tensão, não havia brigas; comunidades que antes conviviam conosco muito bem como na Índia, no Paquistão, no norte da África, Oriente Médio, até nas Filipinas onde a maioria é cristã, diferente de outros onde a maioria é muçulmana.

É impressionante como nós estamos sendo atacados, perseguidos e mesmo aqui dentro de nossa sociedade, onde abertamente não temos uma perseguição aos cristãos, temos uma perseguição ferrenha aos valores cristãos.

O Ministério da Educação gastou 3 milhões de Reais para ensinar as crianças a serem homosexuais. Tem cabimento uma coisa desta? Com a graça de Deus os pais estão reagindo com uma violência tamanha que o Ministério resolveu guardar as garras, não apará-las, mas só guardá-las, daqui a pouco eles investem novamente.

Moralidade, honestidade, probidade ninguém mais sabe o que é isso. Uma tia minha já falecida dizia:’ o mundo é do sem-vergonha’; e ela estava certa. O mundo é, mas a eternidade não, o mundo é do sem-vergonha.

Nosso Senhor vai dizer: ‘ se vocês fossem do mundo seriam bem aceitos, muito bem amados, vocês não são, o mundo retribui com aquilo que ele tem de pior. Isso não nos deve fazer nem temor, nem nos acovardar.

Vejam como os Apóstolos responderam aos nossos irmãos vindos do paganismo. “Pareceu bem a nós e ao espírito Santo”… Nunca mais a Igreja “ousou” usar esta expressão; em nenhum Concílio Ecumênico os padres conciliares usaram mais esta expressão: ‘Pareceu bem a nós e ao Espírito Santo…’

E aí vêm as determinações: não comer a carne oferecida aos ídolos, porque era um meio de se fazer comunhão. Ainda que o cristão soubesse que aquilo não era nada, era só uma estátua e essa carne era vendida mais em conta, mas diziam: ‘se você comesse entrava em comunhão com essa divindade x, y ou z, ainda que o cristão saiba que não há comunhão nenhuma, mas causa escândalo.

Depois outra coisa que causa escândalo aos judeus: carne com sangue, relações impuras, casal em comcubinato, relação homosexual… Numa de suas cartas São Paulo faz um elenco dizendo: ‘nem esse, nem aquele, nada disso, vai entrar no Reino dos Céus e diz: ‘vocês eram tudo isso mas em Jesus Cristo vocês se tornaram gente nova’, uma realidade completamente diferente. Repito: ‘por isso o mundo nos odeia!’

Por isso vamos ser sempre colocados à prova, como estamos vendo somos postos na berlinda; ser cristão é estar no pelourinho constantemente, mesmo quando não existe uma perseguição formal e instaurada.

Existe uma sub-reptícia perseguição que pervade as músicas que se cantam, as novelas que se assistem, os discursos que se fazem e isso vai criando aos poucos uma mentalidade.

A gente muitas vezes despreza a ‘força’ que tem uma música. Santo Agostinho dizia que: ‘o mundo tinha dormido cristão e acordado ariano’, porque Ario era compositor, era um padre infelizmente, mas era um compositor muito feliz e aquilo que ele compunha era muito simples e logo caía no gosto do público. E o que acontecia: as pessoas de tanto cantarem suas musiquinhas, acabavam pensando como ele.

No tempo que eu morava na Catedral, muitas vezes, eu ficava na esquina daquela loja de modas, esperando carona e as pessoas da loja punham músicas para atrair as pessoas. Cristo, misericórdia! Era de fazer corar um frade de pedra! As pessoas passavam na rua cantando junto. Estou falando só da letra, não da péssima qualidade musical. Todas as letras sem excessões eram imorais e um incentivo às safadezas, ao amor livre, à sem-vergonhice, todas, todas sem excessões. Algumas até em estilo sertanejo. Mas nem mesmo a música sertaneja escapa, o ‘Fio de Cabelo'(música) acabou sendo uma linha divisória entre uma música sertaneja decente e uma música que começa insinuar-se cada vez mais, que já não é mais insinuação, é explícita.

Vai falar alguma coisa? Mas, por que isso? É a evolução natural. O mundo está assim, não, o mundo não está, querem que o mundo fique assim, querem. Então, dão isso como algo já patente, normal e você que é o anormal, já que não aceita.

Amar com a medida de Jesus Cristo é rechaçar isso também, por ‘amor’. É dar o melhor que nós podemos e até com ‘risco’, por ‘amor’, para que não se aceite uma coisa por outra. Sexo não é amor, é paixão, é desejo e instinto, mas amor não é; cupidez, avareza, desonestidade não é amor e vai por aí.

Então esse é o ‘meu mandamento’: “Amai-vos uns aos outros”. Nosso Senhor também sabia amar com o chicote nas mãos, quando limpou as mesas dos cambistas, quando mandou tirar do templo de seu Pai tudo aquilo que fazia dela um covil de ladrões e não uma casa de oração.

Por termos nós também uma vida tão íntima e tão unida a Deus, nosso Pai, por Cristo Jesus no amor, como dizia: “Amar para o cristão é uma opção definida livremente e não um sentimento. É uma virtude que nos une a Deus, uma virtude teologal e não um sentimento, de sorte que o nosso testemunho seja explícito, seja eloquente, sempre para a maior glória de Deus, sempre para o bem maior daqueles que nós em Deus amamos.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

por euvimparaquetodostenhamvida

“Tenho que semear a boa semente com largueza, caso contrário a minha colheita vai ser magra”.

Homilia do Padre Rubens Miraglia Zani

Dia 24 de maio de 2011

Leitura do Evangelho segundo João 14, 27-31a

“Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que eu vos disse:’Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.

Homilia

“Dando sequência a sua conversa à mesa com seus discípulos na última ceia, Jesus está se despedindo da cada um deles:” Eu vou para o Pai, se me amásseis ficaríeis alegres porque eu vou para o Pai.

Ele percebia a apreensão no coração daqueles que estavam à mesa com Ele. Essa tristeza se justificava porque Jesus estava se despedindo.

Nós não gostamos de ficar sem nossos amigos, nós não gostamos de ficar distantes das pessoas que nós amamos e é por isso que Nosso Senhor percebendo essa tristeza, fala da alegria que é ir para o Pai.

Olhemos para nós, cada um de nós quer ir para o Céu, cada um quer ter a felicidade de ir ao encontro perpétuo com Deus e ter um encontro com aqueles que estão com Deus.

Por que, então, ter medo da morte? Nós sabemos que a morte é a porta de passagem deste mundo para a eternidade. É como um parto, então, por que ter medo? Ah, porque é desconhecido. Desconhecido em termos, porque se eu conheço a palavra de Deus, eu sei o que me aguarda. Eu sei o que me espera.

Aquilo que eu plantei aqui, vou colher lá. Se eu plantei porcaria por aqui, com toda certeza é o que vou colher do lado de lá, então sim, é para eu ter receio. Só que a colheita é obrigatória, não é opcional, opcional é o que eu planto aqui, aqui tenho a possibilidade de semear todo tipo de semente, com abundância ou miséria, mas a colheita é obrigatória.

Tenho que semear a boa semente com largueza, caso contrário a minha colheita vai ser magra.

Não há necessidade de ter medo nem da morte, nem da eternidade. Daí porque disse Nosso Senhor: “Ficaríeis alegres porque vou para o Pai”.

Nós devemos nos alegrar de irmos também para o Pai, nós devemos nos alegrar dos nossos entes queridos irem também para o Pai, ainda que a gente sinta falta da presença deles. Mas, isso deve ser visto de uma forma tranquila, de uma forma serena. Não vai doer menos, mas vai doer quanto pode.

O problema é que a gente não gosta de sofrer, a gente não gosta de dor. Há situações, porém, que a dor é inivitável, inevitável. Crescer, sair da infância, da adolescência, da juventude, da idade adulta para a idade anciã, cada idade tem suas dores, cada uma tem seus achaques, cada uma tem seus problemas, e, cada uma tem suas riquezas, suas belezas, cada uma tem seu brilho próprio, sua coloração particular, que a gente só colhe quando está ali.

Dizem que a velhice é uma coisa feia, que é penosa, mas a infância também é. A gente costuma endeusar a juventude, porque é uma época de vigor físico, estamos no nosso melhor vigor, mas nem sempre no nosso vigor moral, e, às vezes, até por causa desse vigor, a gente faz tanta besteira que depois vai se arrepender daquilo que faz. O jovem acha que é indestrutível, uma noite de sono, passou uma água no rosto, fica novo. ‘Eu sou de aço, nada me abala’. Aí faz besteira. Aí vem a maturidade e a pessoa se assenta.

Cada fase da vida tem tristezas e tem belezas. É próprio da vida, é próprio da situação humana, Nosso Senhor sabe disso, então Ele desmistifica um pouco essa realidade.

A gente sente falta da juventude porque não está mais vivendo na juventude. E aquilo que ficou no passado, eu me recordo de acordo com minhas memórias bem seletivas.

Aí eu só me lembro daquilo que é gostoso, daquilo que era bom, daquilo que era agradável, daquilo que era um tempo de maravilha, só que quando eu estava vivendo aquilo, não era um tempo maravilhoso assim.

A gente se ilude, a gente se engana. Quando eu seleciono a minha memória, eu posso escolher só coisa agradável, de coisa boa eu tenho saudade.

Ou, então, posso só lembrar das desgraças, só dos problemas, só das dores. Aí, eu não quero nem ouvir falar daquele período.

Se a nossa vida também fosse só alegria, não teríamos estrutura para aguentar nada. É justamente nesse tempero de alegria e dor que a gente vai formando os ossos, a gente vai se moldando e vai manifestando também o nosso caráter, aquilo que eu tenho para sofrer, deixo também me lapidar pela manifestação do Espírito.

É aquilo que vimos na ‘primeira leitura’, Paulo e Barnabé com a missão de evangelizar pessoas que nunca tinham ouvido falar de Jesus, entre pagãos e judeus.

Anunciam, pregam em lugares com menos sucesso e alguns lugares com mais sucesso, e alguns lugares com grandes fracassos, mas isso não os detém. Eles saem, vão de cidade em cidade, de região em região, e voltam à Antioquia que é o ponto de partida, e aí, fazem um balanço com a comunidade de Antioquia que foi aquela que os enviou.

E pelo que a gente percebe, o balanço foi positivo, houve mais ganho que perda, teve que moldar também o problema, mas teve também muita gente que se converteu a Jesus, muita gente que se encantou com Ele.

E se eles não tivessem ido, não tivessem enfrentado as dificuldades, essas pessoas continuariam longe de Nosso Senhor, e eles não estariam assim tão perto de Jesus.

No que Jesus mandou ir e anunciar, se eu me excluo, se eu me retraio, eu também me excluo e me retraio do convívio com Ele.

Assim, tenhamos a alegria de viver sempre muito bem o tempo presente com o sentido da eternidade. Não tenhamos nunca o receio da morte, tenhamos sim o receio de viver mal o presente semeando o mal ou semeando a má semente.

E assim nós teremos a felicidade depois de uma bela e abundante colheita, quando o Pai nos chamar de bem-vindos e nos oferecer o seu Reino como recompensa.

 

por euvimparaquetodostenhamvida

O Pão de Cristo. É lindo e verdadeiro.

O Pão de Cristo. É lindo e verdadeiro.

 
LÊ EM SILÊNCIO E MEDITA. É MUITO CURTO E INSPIRADOR.

O que se segue é um relato verídico sobre um homem chamado Victor.

Depois de meses sem encontrar trabalho, viu-se forçado a recorrer à mendicidade para sobreviver, coisa que o entristecia e envergonhava muito.

Numa tarde fria de inverno, encontrava-se nas imediações de um restaurante de luxo quando viu chegar um casal.

Victor pediu-lhe algumas moedas para poder comprar algo para comer.

– Não tenho trocos – foi a resposta seca.

A mulher dele, ouvindo a resposta perguntou:
– Que queria o pobre homem?
– Dinheiro para comer. Disse que tinha fome – respondeu o marido encolhendo os ombros.
– Lourenço, não podemos entrar e comer comida farta de que não necessitamos e deixar um homem faminto aqui fora!
– Hoje em dia há um mendigo em cada esquina! Aposto que ele quer é dinheiro para beber!
– Tenho uns trocos comigo. Vou dar-lhe alguma coisa!

Mesmo de costas para eles, Victor ouviu tudo o que diziam. Envergonhado, queria afastar-se e fugindo dali, mas a voz amável voz da mulher reteve-o:

– Aqui tem qualquer coisa. Consiga algo de comer, ainda que a situação esteja difícil, não perca a esperança. Em algum lugar existe trabalho para si. Faço votos para que o encontre.

– Muito obrigado, minha senhora. A senhora ajuda-me a recobrar o ânimo! Nunca esquecerei a sua gentileza.

– Você vai comer o Pão de Cristo! Partilhe-o – acrescentou ela com um largo sorriso dirigido mais ao homem do que ao mendigo.

Victor sentiu como se uma descarga eléctrica lhe percorreu o corpo.

Foi a um lugar barato para comer um pouco. Gastou só metade do que tinha recebido e resolveu guardar o restante para o dia seguinte, comeria do ‘Pão de Cristo’ dois dias.

Mais uma vez mais sentiu aquela descarga eléctrica a percorrer-lhe o corpo: O PÃO DE CRISTO!

“Um momento! – pensou – Eu não posso guardar o ‘Pão de Cristo’ só para mim”.

Na sua cabeça parecia-lhe como que escutar o eco de um velho hino que tinha aprendido na catequese. Neste momento, passava um velhote ao seu lado.

– Quem sabe, se este pobre homem também tem fome – pensou – Tenho de partilhar o ‘Pão de Cristo’.

– Ouça – chamou Víctor – Quer entrar e comer uma comidinha quentinha?

O velho voltou-se e encarou-o de olhar incrédulo.

– Está a falar sério, amigo? O homem não acreditava em tanta sorte, até que se tivesse sentado à mesa coberta com uma toalha e com um belo prato de comida quente à frente.

Durante a refeição, Víctor reparou que o homem envolveu um pedaço de pão num guardanapo de papel.

– Está a guardar um pouco para amanhã? – Perguntou.

– Não, não. É que vi um miúdo da rua que conheço e que tem passado mal ultimamente, ele estava a chorar com fome quando o deixei. Vou levar-lhe este pão.

– O Pão de Cristo! – Recordou novamente as palavras da senhora e teve a estranha sensação de que havia um terceiro convidado sentado naquela mesa.

Ao longe os sinos da igreja pareciam entoar o velho hino que antes tinha ressoado na sua cabeça.
Os dois homens foram levar o pão ao menino faminto que o começou a devorar com alegria. Subitamente, deteve-se e chamou um cãozinho, um cachorrinho pequeno e assustado.

– Toma lá. Metade é para ti – disse o menino. O Pão de Cristo também chegará para ti.

O catraio tinha mudado de semblante. Pôs-se de pé e começou a correr com alegria.

– Até logo! – disse Vitor ao velho – Em algum lugar encontrará um emprego. Não desespere! Sabe? – sussurrou – Isto que comemos é o Pão de Cristo. Foi uma senhora que me disse quando me deu aquelas moedas para o comprar. O futuro só nos poderá trazer algo de muito bom!

Enquanto se afastava, Vitor reparou melhor no cachorrinho, que lhe farejava as pernas. Abaixou-se para o acariciar quando descobriu que ele tinha uma coleira onde estava gravado o nome e o endereço do dono.

Víctor pegou nele e caminhou um bom bocado até à casa dos donos do cão, e bateu à porta.

Ao ver que o seu cãozinho tinha sido encontrado o homem primeiro ficou todo contente, depois tornou-se mais sério, pensando que se calhar o teriam roubado, mas encarando a cara séria de Victor e vendo no seu rosto um ar de dignidade, disse então:

– Pus um anúncio no jornal oferecendo uma recompensa a quem encontrasse o cão. Tome!

Victor olhou o dinheiro meio espantado e disse:

– Não posso aceitar. Eu apenas queria fazer bem ao animal.

– Pegue-lhe! Para mim, o que você fez vale muito mais que isto! E olhe, se precisar de emprego vá amanhã ao meu escritório. Faz-me falta, ao pé de mim, uma pessoa íntegra assim.

Victor, ao voltar pela avenida, como que volta a ouvir aquele velho hino que recordava a sua infância e que ressoava na alma. Chamava-se ‘REPARTE O PÃO DA VIDA’.

NÃO VOS CANSEIS DE DAR, MAS NÃO DÊS SOBRAS,
DAI-O COM O CORAÇÃO, MESMO QUE DOA’.
QUE O SENHOR NOS CONCEDA A GRAÇA
DE TOMAR A NOSSA CRUZ E SEGUÍ-LO,
MESMO QUE DOA!

Bem, agora se o desejares, reparte com os teus amigos.
Ajuda-os a repartir e a reflectir. Eu já o fiz.
ESPERO QUE SIRVA para a tua VIDA…

QUE DEUS NOS BENDIGA SEMPRE…!!!

Jesus: Senhor, eu amo-te muito, e necessito de ti sempre, estás no mais profundo do meu coração, bendizei com o Teu carinho, a minha família, a minha casa, o meu emprego, os meus bens, os meus sonhos, os meus projectos e os meus amigos.

Mandas tanta coisa afinal, por que não mandar uma prece a Deus?

 
por euvimparaquetodostenhamvida

NOVENA DA DIVINA MISERICÓRIDA

Sexto Dia

Hoje, traze-me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia (…).

A alma verdadeiramente humilde e mansa

Já respira aqui na terra o ar do paraíso,

E o perfume do seu coraçao humilde

Encanta o próprio Criador.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, pelos séculos eternos. Amém

Sétimo Dia

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia (…).

A alma que glorifica a bondade do Senhor

É por Ele especialmente amada;

Ela está sempre próxima da fonte viva

Ebebe as graças da misericórdia divina.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia segundo a esperança e a confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: As almas que veneram a Minha insondável misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém

Oitavo Dia

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia (…).

Do terrível ardor do fogo do purgatório

Ergue-se um lamento das almas a Vossa misericórdia;

E recebem consolo, alívio e conforto

Na torrente derramada do Sangue e da Água.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça.

Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém

Nono Dia 

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia (…).

O fogo e o gelo nao podem ser unidos,

Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete;

Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,

Pode auxiliar indigencias ainda maiores.

Eterno Pai, olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia… Amém” (Diário 1209-1228).

Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (Diário 796).

por euvimparaquetodostenhamvida

“Hoje traze-me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no oceano de Minha Misericórdia”.

Terceiro Dia da Novena da Divina Misericórdia

Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha Misericórdia (…).

As maravilhas da misericórdia sao insondáveis;

Nem o pecador nem o justo as entenderá;

Para todos olhais com o olhar da compaixao

E a todos atraís para oVosso amor.

Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho.

Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa Misericórdia, por toda a eternidade. Amem.

Quarto Dia

Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia (…).

Que a luz do Vosso amor

Ilumine as trevas das almas!

Fazei que essas almas Vos conheçam

E glorifiquem a Vossa misericórdia, juntamente conosco!

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

 Quinto Dia

Hoje traze-me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia (…).

Mesmo para aqueles que rasgaram o manto da Vossa Unidade

Flui do Vosso Coraçao uma fonte de compaixao;

A onipotencia da Vossa misericórdia, ó Deus,

Pode tirar também essas almas do erro.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros.

Não olheis para os seus erros, mas para o amor do Vosso Filho e para sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus.

 Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia poe todos os séculos eternos. Amém

por euvimparaquetodostenhamvida

A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA – Durante nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte.

  A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA

(O DIÁRIO de santa Irmã Faustina)

Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte.

 Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura.

Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.

 PRIMEIRO DIA

Hoje, traze-Me a Humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia (…).

Ó onipotência da misericórdia divina,

Socorro para o homem pecador, Vós sois o oceano de misericórdia a de amor,

E ajudais a quem Vos pede humildemente.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores.

Pela Sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa

misericórdia, pelos séculos dos séculos. Amém.

SEGUNDO DIA 

Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia (…).

A fonte do amor divino

Mora nos coraçoes puros,

Banhados no mar da misericórdia ,

Brilhantes como as estrelas, luminosos como a aurora.

Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha:

para as almas dos sacerdotes e religiosos.

Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e, pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação, e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável misericórdia, pelos séculos eternos. Amém.

por euvimparaquetodostenhamvida

“Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

O DOM DA ORAÇÃO

“Pela recitação do Terço da Misericórdia agrada-Me dar tudo o que Me peçam. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas, e a hora da morte deles será feliz.

Escreve isto para as almas atribuladas: Quando a alma vir e reconhecer a gravidade dos seus pecados, quando se abrir diante dos seus olhos todo o abismo da miséria em que mergulhou, que não se desespere, mas antes se lance com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança no abraço da sua querida mãe.

Essas almas têm prioridade no Meu Coração compassivo, elas têm primazia à Minha misericórdia.

Diz que nenhuma alma que tenha invocado a Minha misericórdia se decepcionou ou experimentou vexame. Tenho predileção especial pela alma que confiou na Minha bondade. Escreve que, quando recitarem esse Terço junto aos agonizantes, Eu Me colocarei entre o Pai e a alma agonizante não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”

(Diário, 1541).

“Defendo toda alma que recitar esse terço na hora da morte, como se fosse a Minha própria glória, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante, eles conseguem a mesma indulgência. Quando recitam esse terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma ” (Diário, 811).

Em união espiritual com S. Faustina, queremos estimular os devotos da Misericórdia Divina a praticar a oração individual ou a participar da ORAÇÃO INCESSANTE DO TERÇO DA MISERICÓRDIA DIVINA com a O doador da oração pode ser todo aquele que desejar envolver-se diariamente na oração da Comunidade dos Apóstolos de Jesus Misericordioso junto à Congregação das Irmãs de Jesus Misericordioso.

Esperamos que dessa maneira cumpriremos o pedido de Jesus Cristo e contribuiremos para a confiante aceitação da graça da salvação pelos agonizantes nas nossas famílias e no mundo inteiro.

DIÁRIO DE SANTA FAUSTINA

por euvimparaquetodostenhamvida

Palavras da Virgem Santíssima à Sóror Maria de Ágreda no livro: “Mística Cidade de Deus”.

Recado De Uma Mãe Aos Seus Filhos

 “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra o que n’Ele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem n’Ele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no Nome do Filho Unigênito”. (João 3, 16-18)

Palavras da Virgem Santíssima à Sóror Maria de Ágreda no livro: “Mística Cidade de Deus”.

1. Para que fiquem instruídos em tudo, quero lhes mostrar, com cuidado e amor de Mãe e mestra, a astúcia de Satanás para impedir a ação do Senhor.

Desde a hora em que as criaturas começam a ter o uso da razão, cada uma é seguida por muitos demônios. Eles permanecem atentos e vigilantes, e no momento em que as almas deviam elevar sua mente ao conhecimento de Deus e começar a produzir os atos das virtudes infusas no batismo, os demônios, com incrível furor e astúcia procuram arrancar-lhes esta divina semente.

Se não o conseguem, procuram impedir que dê fruto, inclinando-as a atos viciosos, inúteis ou fúteis.

Com tal iniquidade, distraem as criaturas para não exercitarem a fé, esperança e outras virtudes. Não se lembrando que são cristãos, não cogitam de conhecer a Deus, os mistérios da redenção e a vida eterna.

Além disso, o mesmo inimigo inspira aos pais grosseira negligência, cego amor carnal pelos filhos, e incita os mestres a outros descuidos.

Uns e outros não advertem na má edicação que ministram aos seus filhos e educandos. Deixam que se depravem com a aquisição de muitos hábitos viciosos, perdendo as virtudes e boas inclinações.

Deste modo, vão trilhando o caminho da perdição.

2. Tal juventude, tal velhice

Todavia, o piedosíssimo Senhor não se esquece de acudir este perigo. Renova a luz interior com novos auxílios e santas inspirações, com a doutrina da Santa Igreja, através de seus pregadores e ministros, com o uso e eficaz remédio dos Sacramentos.

Com estes e outros meios, procura fazê-lo voltar ao caminho da salvação.

Se, com tantos remédios, poucos voltam à saúde espiritual, a causa mais grave para não recuperá-la é a tirania dos vícios e depravados costumes adquiridos na infância.

É o que afirma a verdadeira sentença do Deuteronômio (33,25): “Conforme os dias da juventude, assim será a velhice”.

3. O progresso da iniquidade

Com isto os demônios vão cobrando mais ânimo e tirânico domínio sobre a alma. Tendo-se ela sujeitado quando tinha menos e menores culpas, deduzem eles que o fará mais facilmente quando, sem temor, vai cometendo outras mais numerosas e mais graves.

Incitam-na à louca ousadia de as cometer, porque cada pecado diminui as forças espirituais da criatura e a vai sujeitando ao demônio.

Por esse sistema, Lúcifer tem derrubado inúmeras almas, e todos os dias as leva ao abismo, para ostentação de sua soberba contra Deus. (Sl 73,23)

4. Memória dos Novíssimos

Pelo mesmo modo, o demônio estabeleceu no mundo sua tirania e o esquecimento dos Novíssimos do Homem: morte, juízo, inferno, paraíso.

Precipitou tantos povos de abismo em abismo, até fazê-los cair nos erros tão cegos e bestiais, como os de tantas heresias, esoterismo, agnosticismo e gnosticismo, seitas e muito mais.

Cuidado, meus filhos, com tão formidável perigo, e nunca saiam de tuas memórias a lei de Deus (Sl 118, 92), seus preceitos e mandamentos, as verdades católicas e doutrinas evangélicas.

Não passem dia algum sem neles meditares longamente, e aconselha o mesmo a teus familiares, amigos e a todos que te ouvirem.

Seu adversário, o demônio (1 Pedro 5,8), trabalha e se esforça por obscurecer o entendimento e fazê-los esquecerem a divina lei.

Sem o concurso do entendimento, a vontade, potência cega, não produzirá os atos da justificação que é alcançada com o exercício da fé viva, esperança firme, amor fervoroso e coração contrito e humilhado. (Sl 50,19)

Louvado seja Jesus Cristo!

Deixo-lhes minha Bênção Maternal!

por euvimparaquetodostenhamvida

Pio X no ano jubilar, a 6 de junho de 1904 concedeu 100 dias de indulgência de cada vez que se diga a invocação: “Ó Maria concebida sem pecado, etc”, a todos quantos tenham recebido canonicamente a Santa Medalha.

NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Em outras aparições subseqüentes a Santíssima Virgem falou a Catarina de Labouré da fundação de uma Associação das Filhas de Maria que depois o Papa Pio IX aprovou a 20 de junho de 1847, enriquecendo-a com as indulgências da Prima-primária. Espalhou-se pelo mundo inteiro e conta hoje com mais de 150.000 associadas.

Leão XIII a 23 de junho de 1894 instituiu a Festa da Medalha Milagrosa; a 2 de Março de 1897 encarregou o Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, de coroar em seu nome a estátua da Imaculada Virgem Milagrosa que está no altar-mor da Capela da Aparição, o que se fez a 26 de julho do mesmo ano.

 Pio X não esqueceu a Medalha Milagrosa no ano jubilar; a 6 de junho de 1904 concedeu 100 dias de indulgência de cada vez que se diga a invocação: “Ó Maria concebida sem pecado, etc”, a todos quantos tenham recebido canonicamente a Santa Medalha; a 8 de julho de 1909 instituiu a Associação da Medalha Milagrosa com todas as indulgências e privilégios do Escapulário azul. Bento XV e Pio XI encheram a Medalha e a Associação de novas graças e favores.

Hoje, todo o interior da Igreja de Nossa Senhora das Graças em Paris e o pátio externo são cheios das manifestações dos fiéis pelas graças alcançadas, principalmente placas de mármore com a palavra “Merci”- obrigado em francês – e a data, existem placas desde a época em que os primeiros milagres aconteceram, pouco depois da distribuição das primeiras medalhas ao povo, década de 1830.

Simbolismo da Medalha Milagrosa

A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente.

A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar”.

Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o “novo Adão”, juntamente com Maria, a co-redentora, a “nova Eva”. É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

As 12 estrelas: Simbolizam as 12 tribos de Israel.

Maria Santíssima também é saudada como “Estrela do Mar” na oração Ave, Maris Stella.

O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi Maria quem o formou em seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor. 

O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.

O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a repetição do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristã

 

por euvimparaquetodostenhamvida

“Aos doentes nos hospitais onde as Irmãs da Caridade serviam foram distribuídas as primeiras medalhas e os mesmos milagrosamente ficavam curados”.

 

NOSSA SENHORA DA MEDALHA MILAGROSA

Enfim uma constelação de doze estrelas, em forma oval, cercando este conjunto.

Passaram-se dois anos sem que os superiores eclesiásticos decidissem o que havia de Fazer-se; até que, depois do inquérito canônico, se cunhou a Medalha por ordem e com aprovação do Arcebispo de Paris, Monsenhor Quélen.

Paris sofria com a peste que dizimava milhares todos os dias e aos doentes nos hospitais onde as Irmãs da Caridade serviam foram distribuídas as primeiras medalhas e os mesmos milagrosamente ficavam curados, daí grande parte do povo na época passou a crer e usar as medalhas e as curas foram incontáveis até os nossos dias; isso justo numa França que na época era o berço do iluminismo e de um materialismo crescente.

Entre outros prodígios é célebre a conversão do judeu Afonso Ratisbonne, acontecida depois da visão que ele teve na Igreja de Santo Andrea delle Frate, em Roma, em que a Santíssima Virgem lhe apareceu como se representa na Medalha Milagrosa.

Para logo, começou a espalhar-se com muita rapidez a devoção pelo mundo inteiro, acompanhada sempre de prodígios e milagres extraordinários, reanimando a fé quase extinta em muitos corações, produzindo notável restauração dos bons costumes e da virtude, sarando os corpos e convertendo as almas.

O primeiro a aprovar e abençoar a Medalha foi o Papa Gregório XVI, confiando-se à proteção dela e conservando-a junto de seu crucifixo. Pio IX, seu sucessor, o Pontíficie da Imaculada, gostava de dá-la como prenda particular da sua benevolência pontífica. Não admira que, com tão alta proteção e à vista de tantos prodígios, se propagasse rapidamente. Só no espaço de quatro anos, de 1832 a 1836, a firma Vechette, incumbida de a cunhar, produziu dois milhões delas em ouro e prata e dezoito milhões em cobre.

Graças a esta difusão prodigiosa, foi-se radicando mais e melhor no povo cristão a crença na Imaculada Conceição de Maria e a devoção para com tão excelsa Senhora. Este grande privilégio da Virgem Maria foi proclamada dogma em 1854 pelo Papa Pio IX. Logo Nossa Senhora ficou também conhecida por Nossa Senhora da Medalha Milagrosa ou Nossa Senhora das Graças.

Em 1858, a Virgem Maria veio confirmar essa verdade de fé pelas suas aparições em Lourdes à pequena Bernadette, que trouxe a medalha ao pescoço, Maria se fez conhecer com estas palavras:

“Eu sou a Imaculada Conceição”.

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