Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – Aconteceu: na França em 1830

Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Aconteceu: na França em 1830 – Aparição da Virgem Maria à Santa Catarina Labouré.

As aparições de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, em 1830 – Paris; marcaram o início de um ciclo de grandes revelações Marianas.

Esse ciclo prosseguiu em La Salette (1846), em Lourdes (1858) e culminou em Fátima – Portugal (1917).

Desde 1830 Nossa Senhora se manifesta deplorando os pecados do mundo, oferecendo perdão e misericórdia à humanidade pecadora e prevendo severos castigos caso ela não se convertesse. Mas também anunciando que, após esses castigos, viria um triunfo esplendoroso do Bem.

Em novembro de 1876, um mês antes de sua morte, Santa Catarina Labouré afirmou:”Virão grandes catástrofes…. o sangue jorrará nas ruas.

Por um momento, crer-se-á tudo perdido. Mas tudo será ganho. A Santíssima Virgem é quem nos salvará. Sim, quando esta Virgem, oferecendo o mundo ao Padre Eterno, for honrada, seremos salvos e teremos a paz”.

E em 13 de julho de 1917, Nossa Senhora prometeu formalmente em Fátima: “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

No ano de 1830 a Imaculada Virgem Maria vem a terra para mostrar e relembrar a seus filhos o caminho que leva a seu Filho e Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ela veio do Céu para trazer-nos um sinal, o seu retrato em uma Medalha bendita derramando Suas Graças aos filhos que pedirem a sua intercessão; e por causa dos seus prodígios e milagres, o povo cristão deu a esta medalha o título de “Milagrosa”.

A Medalha Milagrosa é um rico presente que Maria Imaculada quis oferecer ao mundo no século XIX, como penhor dos seus carinhos e bênçãos maternais, como instrumento de milagres e como meio, de preparação para a definição dogmática de 1854.

Foi na comunidade das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, que a Santíssima Virgem escolheu a confidente dos seus desígnios, para recompensar de certo a devoção que o Santo São Vicente de Paulo, sempre teve à Imaculada Conceição de Nossa Senhora, e que deixou por herança aos seus filhos e filhas espirituais.

O instrumento que a Virgem escolheu para revelar seu desejo chamava-se Catarina Labouré. Ela nasceu em 2 de maio de 1806, na Côte dOr, na França, e aos 24 anos de idade tomou o hábito das Filhas da Caridade. Noviça ainda, muito humilde, inocente e unida com Deus, era ternamente devota à Santíssima Virgem, a quem escolhera por Mãe que desde pequenina ficara órfã. Ardia em contínuos desejos de ver Nossa Senhora e instava com o seu Anjo da Guarda para que lhe alcançasse este favor.

Fonte: http://www.derradeirasgracas.com

por euvimparaquetodostenhamvida

Foi encontrada uma carta de Públius Lentulus, que descreve com riqueza de detalhes a beleza e a potência existentes na imortal imagem do Filho de Deus.

I.N.R.I. Em Roma, no arquivo do Duque de Cesardini, foi encontrada uma carta de Públius Lentulus, legado na Galiléia do imperador romano Tibério César, que descreve com riqueza de detalhes a beleza e a potência existentes na imortal imagem do Filho de Deus……Eis a carta:

 

Existe nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado profeta de verdade e os seus discípulos dizem que é Filho de Deus, Criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado. Em verdade, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos; em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto.

 

 

Há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor da amêndoa bem madura, distendidos até as orelhas e das orelhas até as espáduas; são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio da sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos Nazarenos; o rosto é cheio, o aspecto é muito severo. Nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

 

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio. Seu olhar é muito especioso e grave; tem os olhos graciosos e claros. O que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo seu semblante, porque quando resplande, apavora, e quando ameniza faz chorar.

 

Faz-se amar e é alegre com gravidade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e mãos belos. Na palestra contenta muitos, mas o faz raramente e, quando dele algum se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto por estas partes uma donzela tão bela…

 

 

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim. Porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes.

 

Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de tua majestade. Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde…

 

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.”

 

“…referi-vos estas coisas para que tenhais a paz em mim, neste mundo havereis de ter aflições, mas tenham coragem, eu venci o mundo!”

 

“Eu estarei com vocês até o fim dos tempos.”

por euvimparaquetodostenhamvida

Regressou e encontrou sua pequena cabana em chamas , com a fumaça subindo até o céu.

A Queima Da Cabana 

O único sobrevivente de um naufrágio foi parar numa pequena ilha deserta. Estava rezando fervorosamente, pedindo a Deus que o resgatasse.

Todos os dias olhava o horizonte procurando ajuda, mas esta nunca chegava.

Cansado, começou a construir uma pequena cabana para proteger-se e proteger seus poucos pertences. Então num dia, depois de andar buscando comida….

Regressou e encontrou sua pequena cabana em chamas , com a fumaça subindo até o céu.

O náufrago ficou arrazado e chateado com Deus e chorando lhe dizia: “Como deixaste acontecer isto?”, e foi deitar sobre a areia e dormiu.

Bem cedinho, na manhã seguinte, escutou assustado a sirene de um navio que estava chegando perto da ilha.

Vieram resgatá-lo. Ao chegarem seus salvadores, perguntou-lhes:

“Como sabiam que eu estava aqui?

E eles responderam: “Vimos os sinais de fumaça que nos fizeste”.

Moral da história: “É fácil ficar bravo e triste quando as coisas vão mal, mas não devemos perder a fé, porque Deus está trabalhando em nossas vidas em meio das penas e do sofrimento.

Lembre-se da próxima vez que tua pequena cabana queimar. . . . Pode ser simplesmente um sinal de fumaça que surge da GRAÇA DE DEUS.

Por todas as coisas negativas que nos acontecem , devemos dizer a nós mesmos sempre:

DEUS TEM SEMPRE UMA RESPOSTA POSITIVA PARA TODAS AS COISAS.

Se nos sobrevier alguma desgraça, guerra, punição, peste ou fome, compareceremos diante desse templo e diante de Vós, pois Vosso nome está neste templo; clamaremos a Vós em nossa angústia, Vós nos ouvireis e nos salvareis.(2 Cron 20,9)

“Bendito seja Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai misericordioso e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa aflição, a fim de podermos também nós consolar os que se acham em qualquer aflição com a consolação com que somos consolados por Deus”. (2 Cor 1, 3-4)

por euvimparaquetodostenhamvida

A história de Dana – Uma História do Amor Infinito de Deus.

A história de Dana Lu Blessing

 Um frio vento de março dançava ao redor da morte na noite de Dallas, Texas, enquanto chegava o doutor.

Entrou na sala onde estava Diana Blessing, que ainda estava debaixo dos efeitos da anestesia pela operação.

 Seu esposo David lhe tomou a mão esperando as últimas notícias.

Nessa tarde de 10 de março de 1991, as complicações obrigaram a que Diana se submetesse a uma cesárea depois de 24 semanas de gestação, para que nascesse a filha do casal, Dana Lu Blessing.

Con 12 polegadas de altura e pesando apenas 714 gramas, eles já sabiam que era perigosamente prematura. 

De toda maneira, as suaves palavras do médico caíram como bomba:

“Não creio que o consiga”, disse, tão suavemente como pôde.

Há somente 10% de possibilidades de que passe a noite, e inclusive assim, se por alguma pequena chance o consegue, seu futuro poderá ser muito cruel.

Paralizados com incredulidade, David e Diana escutaram o doutor descrever os devastadores problemas que Dana teria que enfrentar se sobrevivesse. 

Nunca caminhará, nunca falará, provavelmente seja cega e certamente seja propensa a outras condições catastróficas desde paralisia cerebral a um completo retardo mental, etc.

Não! Não! foi a única coisa que Diana pôde dizer.

Ela e David com seu filho de 5 anos haviam sonhado tanto sobre o dia em que tivessem uma filha para formar uma família de quatro pessoas. 

Agora, numa hora, o sonho se diluia.

Porém ao passar os primeiros dias, surgiu uma nova agonia para David e Diana. Devido ao sistema nervoso de Dana que estava essencialmente “em bruto”, o mais suave beijo ou carícia somente aumentavam sua incomodidade, assim eles nem sequer podiam pôr sua filhinha contra o peito para oferecer-le a fortaleza de seu amor. 

Tudo o que eles podiam fazer, enquanto Dana lutava só debaixo da luz ultravioleta no emaranhado de tubos e cabos, era rezar a Deus para que estivesse perto de sua preciosa filhinha.

Não havia momento em que Dana se fortalecesse.

Porém à medida que passavam as semanas, ganhava lentamente uns gramas por aqui e por ali. 

Por último, quando Dana fez dois meses, seus pais puderam abraçá-la pela primeira vez.

E dois meses depois, os doutores continuaram gentilmente mas inflexivelmente advertindo de suas espectativas de vida, muito menos de viver uma vida normal que era próxima do zero.  Dana foi para sua casa do hospital, tal como sua mãe havia predito.

Cinco anos depois, quando Dana era una pequena porém festiva menininha, com brilhantes olhos cinza e um inquestionável gosto pela vida, ela não mostrava sintoma algum de nenhum impedimento mental ou físico, simplesmente era tudo o que uma menininha pode ser e mais. Porém este final feliz não é o fim da história.

Uma tarde de verão de 1996, perto de sua casa, em Irving, Texas, Dana estava sentada no colo de sua mãe na grade de um local enquanto seu irmão Dustin praticava baseball.

Como sempre, Dana não parava de falar com sua mãe e muitos adultos estavam sentados perto quando de repente ficou calada.  Cruzando seus braços sobre o peito, a pequena Dana lhe perguntou: Sente isso? 

Cheirando o ar e detectando que se acercava uma tormenta, Diana lhe respondeu:  “Sim, sinto que vai chover”.

Dana fechou os olhos e  voltou a perguntar:  Sente isso?

Novamente sua mãe lhe respondeu:  “Sim, penso que nós vamos nos molhar, sinto a chuva”.

Dana moveu a cabeça, acariciou seus delgados ombros com as mãos e anunciou fortemente:

“Não, sinto a Ele” 

“Sinto Deus como quando eu apoiava a cabeça em Seu peito” 

Saltaram as lágrimas dos olhos de Diana enquanto Dana feliz ia brincar com outras crianças.

Antes que começasse a chover, as palavras de sua filha confirmaram o que Diana e todos os membros da extensa família Blessing já  sabiam, ao menos em seus corações.

Durante os longos dias e noites de seus dois primeiros meses de vida, quando os nervos da criança eram demasiado sensíveis para que a tocassem, Deus abraçava a Dana em seu peito e foi seu perfume de amor que ela recordava tão bem.

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece” 

Esta manhã, quando o Senhor abriu a janela do Céu, me viu e me perguntou: ”Meu filho, qual é teu maior desejo neste dia?”. 

Eu lhe respondi:  Senhor, cuida das pessoas que estão lendo esta mensagem, de suas famílias e de seus amigos especiais.  Eles merecem e os amo muito.

O amor de Deus é como o oceano, se pode ver seu princípio mas não seu fim. 

 

Os anjos existem, mas às vezes, como nem todos eles tem asas, os chamamos AMIGOS.

por euvimparaquetodostenhamvida

Eu Também Não Te Condeno, Vá e Não Peques Mais.

 

Eu também não te condeno, vá e não peques mais!

Eu Também Não Te Condeno. Pode procurar que você não vai achar. Não importa aonde vá, estou absolutamente convencido de que há duas coisas que você nunca vai achar. Você pode correr o mundo e o tempo, e tenho certeza que jamais conseguirá achar alguém que não se envergonhe de algo em seu passado.

 Para qualquer lugar que você vá, lá estarão elas, as pessoas que gostariam de apagar um momento, uma fase, um ato, uma palavra, um mínimo pensamento. Todo mundo tenta disfarçar, e certamente há aqueles que conseguem viver longos períodos sem o tormento da lembrança.

Mas mesmo estes, quando menos esperam são assombrados pela memória de um ato de covardia, um gesto de pura maldade, um desejo mórbido, um abuso calculado, enfim, algo que jamais deveriam ter feito, e que na verdade, gostariam de banir de suas histórias ou, pelo menos, de suas recordações.

Isso é uma péssima notícia para a humanidade, mas uma ótima notícia para você:

você não está sozinho, você não está sozinha.

Inclusive as pessoas que olham em sua direção com aquela empáfia moral e sugerem cinicamente que você é um ser humano de segunda ou terceira categoria, carregam uma página borrada em sua biografia, grampeada pela sua arrogância e selada pelo medo do escândalo, da rejeição e da condenação no tribunal onde a justiça jamais é vencida.

Você não está sozinho. Você não está sozinha. Não importa o que tenha feito ou deixado de fazer, e do que se arrependa no seu passado, saiba que isso faz de você uma pessoa igual a todas as outras: a condição humana implica a necessidade da vergonha.

A segunda coisa que você nunca vai encontrar é um pecado original. Não tenha dúvidas, o mal que você fez ou deixou de fazer está presente em milhares e milhares de sagas pessoais.

Não existe algo que você tenha feito ou deixado de fazer que faça de você uma pessoa singular no banco dos réus – ao seu lado estão incontáveis réus respondendo pelo mesmíssimo crime.

Talvez você diga, “é verdade, todos têm do que se envergonhar, mas o que eu fiz não se compara ao que qualquer outra pessoa possa ter feito”.

Engano seu. O que você fez ou deixou de fazer não apenas se compara, como também é replicado com absoluta exatidão na experiência de milhares e milhares de outras pessoas.

Isso significa que você jamais está sozinho, jamais está sozinha, na fila da confissão.

Talvez por estas razões, a Bíblia Sagrada diz que devemos confessar nossas culpas uns aos outros: os humanos não nos irmanamos nas virtudes, mas na vergonha.

Este é o caminho de saída do labirinto da culpa e da condenação: quando todos sussurrarmos uns aos outros “eu não te condeno”, ouviremos a sentença do Justo Juiz: “ninguém te condenou? Eu também não te condeno”.

É isso, ou o jogo bruto de sermos julgados com a medida com que julgamos. A justiça do único justo reveste os que têm do que se envergonhar quando os que têm do que se envergonhar desistem de ser justos.

 

por euvimparaquetodostenhamvida

A DIVINA PROVIDÊNCIA

A Divina Providência

Havia dois homens que moravam vizinhos um do outro, e cada um deles tinha uma mulher e muitos filhinhos pequenos, a quem sustentavam só com o trabalho de suas mãos.

Um destes homens levava vida amargurada de cuidados dizendo sempre consigo: – se eu morrer ou cair numa cama doente, o que será de minha mulher e meus filhos?

Nunca este pensamento o deixava; de dia e de noite lhe roía o coração, como um bicho rói o fruto onde vive escondido.

Ora, embora o outro pai não deixasse de ter tido também o mesmo pensamento, não tinha demorado nele, porque, dizia ele: – Deus, que bem conhece todas as criaturas, e as vigia, também há de me vigiar, a minha mulher e os meus filhos.

E este vivia tranquilo, ao mesmo tempo que o primeiro nem um instante desfrutava de alegria, nem de tranquilidade em seu interior.

Um dia, como trabalhava nos campos, triste e abatido pelos seus medos, viu alguns pássaros que entravam em uns silvados, depois saíam e logo em seguida voltavam outra vez a entrar.

Chegando mais perto, viu dois ninhos feitos par a par um com o outro e em cada um muitas aves pequeninas, recém-nascidas da casca, e ainda todas sem penas.

Voltando para seu trabalho, levantava de vez em quando os olhos e punha-se a considerar a vida daqueles pássaros, que iam e vinham trazer o sustento dos seus filhinhos.

Ora, ao mesmo tempo que uma das mães voltava com o alimento, ei-la que é pêga por um abutre que a leva pelos ares. A pobrezinha esvoaçava toda entre aquelas garras cruéis, lançando muitos gritos agudos, sem que lhe adiantasse nada.

O homem que trabalhava, ficou ainda mais perturbado que antes com aquele acontecimento, porque imaginava que com a morte daquela mãe, seus filhinhos fatalmente iriam morrer de fome. Também os meus não têm senão a mim, o que será deles se eu morrer?

Ficou muito triste todo dia e nem conseguiu dormir a noite. No dia seguinte voltou para ver os filhotinhos daquela coitada: aquelas horas, pensava, já estão mortos. Embrenhou-se naquela mata e chegando lá viu os filhotinhos bem e cheios de saúde, nenhum tinha passado mal. Maravilhado com o que via, agachou-se para observar.

Após um breve intervalo, ouviu nos ares um leve chilro, viu a segunda mãe toda cansada com o alimento que trouxera: entrou e repartiu sem diferença entre todos os filhotinhos. Todos ficaram alimentados e nenhum ficou desamparado por causa da orfandade.

E o pai que não confiava na Providência, contou ao outro pai tudo o que vira. Então disse-lhe o outro pai: – Para que sofrer assim sem motivo?Deus nunca abandona seus filhos.

Tem o amor divino segredos que não conhecemos. Acreditemos e esperemos, amemos e vamos seguindo serenos por nossa caminho.

Se eu morrer primeiro você cuida dos meus, e se você morrer primeiro eu cuido dos seus. E se ambos morrermos antes de estarem em idade que se sustentem, terão por Pai aquele que mora nos Céus.

A. F. de Castilho

 

por euvimparaquetodostenhamvida

Quando me tornei invisível…

 

 

Quando me tornei invisível

Primeiro me trocaram de quarto, pois a família cresceu.
Depois me passaram para outro menor ainda com a companhia de minhas bisnetas.
Agora ocupo um desvão, que está no pátio de trás prometeram trocar o vidro quebrado da janela, porém se esqueceram que todas as noites por ali circula um ar gelado que aumenta minhas dores reumáticas. Mas tudo bem…

Desde há muito tempo tinha intenção de escrever, porém passava semanas procurando um lápis. E quando encontrava, eu mesma voltava a esquecer onde tinha posto.

Na minha idade as coisas se perdem facilmente: claro, não e uma enfermidade delas, das coisas, porque estou segura de tê-las, porém sempre desaparece.
Noutra tarde dei-me conta que minha voz também tinha desaparecido.

Quando eu falo com meus netos ou com meus filhos eles não me respondem.

Todos falam sem me olhar, como se eu não estivesse com eles, escutando atenta o que dizem.
Às vezes intervenho na conversação segura de que o que vou lhes dizer não ocorrera a nenhum deles, e de que lhes vai ser de grande utilidade.
Porém não me ouvem, não me olham, não me respondem.
Então cheia de tristeza me retiro para meu quarto e vou beber minha chícara de café faço assim, de propósito para que compreendam que estou aborrecida, para que se dêem conta que me entristecem e venham buscar-me e me peçam perdão…
Porém ninguém vem…
Quando meu genro ficou doente pensei ter a oportunidade de ser-lhe útil, lhe levei um chá especial que eu mesma preparei coloquei na mesinha e me sentei a esperar que tomasse, só que ele estava vendo televisão e nem um só movimento me indicou que se dera conta de minha presença. O chá pouco a pouco foi esfriando… E junto com ele, meu coração… Então outro dia lhes disse que quando eu morresse todos iriam se arrepender.

Meu neto menor disse: – “Ainda estás viva vovó?”
Eles acharam tanta graça que não pararam de rir.

Três dias estive chorando no meu quarto, até que numa manhã entrou um dos rapazes para retirar uma rodas velhas e nem um bom dia me deu.
Foi então quando me convenci de que sou invisível…
Parei no meio da sala para ver, se me tornando um estorvo me olhariam. Porém minha filha seguiu varrendo sem me tocar, os meninos correram em minha volta, de um lado para o outro, sem tropeçar em mim.

Um dia se agitaram os meninos e me vieram dizer que no dia seguinte nós iríamos todos passar um dia no campo.
Fiquei muito contente.
Fazia tanto tempo que eu não saia e mais ainda ia ao campo!

No sábado fui a primeira a levantar quis arrumar as coisas com calma.
Nós os velhos tardamos muito em fazer qualquer coisa, assim que, adiantei meu tempo para não atrasá-los.

Rápido entravam e saiam da casa correndo e levavam as bolsas e brinquedos para o carro.

Eu já estava pronta e muito alegre, permaneci no saguão a esperá-los.

Quando me dei conta eles já tinham partido e o alto desapareceu em volto em algazarras, compreendi que eu não estava convidada talvez porque não coubesse no carro ou porque meus passos são tão lentos impediria que todos os demais caminhassem a seu gosto pelo bosque, senti claro como meu coração se encolheu e a minha face ficou tremendo como quando a gente tem que engolir a vontade de chorar.

Eu os entendo, eles vivem o mundo deles. Riem, gritam, choram, se abraçam, se beijam.

E eu, já nem sinto mais o gosto do beijo. Antes beijava os pequeninos, era um prazer enorme tê-los em meus braços, como se fossem meu.
Sentia sua pele terninha e sua respiração doce bem perto de mim.

A vida nova me produzia em alento e até me dava vontade de cantar canções que nunca acreditara me lembrar.

Porém, um dia minha neta Laura que acabava de Ter um bebê disse que não era bom os anciãos beijassem os bebês, por questões de saúde…

Desde então, já não me aproximo deles, não quero lhes passar algo mal por minhas imprudências.
Tenho tanto medo de contagiá-los!
Eu os bendigo a todos e lhes perdôo, por que…
“Que culpa tem os pobres de que eu tenha me tornado invisível”.

por euvimparaquetodostenhamvida

Disse Geraldo: “Negais água ao vosso próximo, que deveis amar como a vós mesmo; pois bem, também a vós o poço há de negá-la”.

 

Os jovens estavam com o Padre de Meo quando Geraldo os convidou para o almoço. Desconfiando das possibilidades da bolsa raquítica do irmão, hesitaram em aceitar o convite e entreolharam-se com desconfiança.

 “Homens de pouca fé, exclamou Geraldo, isso é obediência? Sentai-vos tranqüilos à mesa”.

Enquanto obedeciam a essa ordem categórica, Geraldo tirou da bolsa umas moedas, entregou-as ao Irmão Ângelo para comprar pão.

 Este desceu ao rés do chão, executou a ordem recebida e voltou. Qual não foi o seu espanto ao ver Geraldo em atividade edificante. A mesa estava cheia de peixes de toda qualidade — era dia de abstinência — e o bom irmão servia a todos com a generosidade de um abastado pai de família.

Terminada a refeição, o Padre de Meo perguntou ao eremita quem havia encomendado tudo aquilo. 

Ângelo não soube o que responder, somente afirmou que Geraldo, na véspera, só tinha alguns vinténs, fora à igreja rezar diante do altar do arcanjo São Miguel, e lá um homem desconhecido se aproximara com um rolo de moedas de prata, pedindo se lembrasse dele em suas orações e amasse sempre a Deus.

 É certo que, sem esse auxílio extraordinário da Providência, o santo não poderia prover tão copiosamente os seus confrades.

Antes de descer do monte Gargano Geraldo quis ajustar as contas com o hoteleiro, que sem consciência exigiu soma evidentemente exagerada.

De nada valeram considerações e pedidos. “Pois bem, disse Geraldo em tom grave, se não dominardes a vossa ganância e exigirdes mais do que é justo, todos os vossos animais perecerão”.

 Mal acabava de pronunciar a ameaça, quando o filho do hoteleiro, chorando, entrou no quarto exclamando: “Vinde depressa, papai, não sei o que têm os muares; estão rolando no chão, que é um horror; vinde depressa por amor de Deus!”

A essa notícia o homem empalideceu; reconhecendo a sua injustiça, prostrou-se aos pés de Geraldo e pediu perdão.

 “Perdôo-vos de coração, replicou este ao humilhado, mas não esqueçais nunca: Deus está com os seus pobres; grande mal vos sucederá, se ainda uma vez exigirdes mais do que é justo”.

O hoteleiro não quis aceitar nada, porém Geraldo pôs sobre a mesa o pagamento da hospedagem e foi à estribaria para ver os muares. Um sinal da cruz feito por ele, foi o suficiente para restituir a saúde aos animais. Os romeiros visitaram mais uma vez o santuário e puseram-se a caminho.

Chegados ao pé do monte, sentiram ardente sede: “Chegaremos logo a um poço, disse Geraldo, lá podereis dessedentar-vos! um pouco de paciência ainda!”

Não tardaram a alcançar o poço; mas, querendo tirar água, deram pela falta da corda para descer o balde. Por causa da seca extraordinária o proprietário do poço a havia afastado, de medo que viesse a faltar água, se todos a pudessem usar.

O santo, que não olhava para si mas para a sede dos seus confrades, foi ter com ele e pediu com humildade e bons modos, cedesse por uns momentos a corda para extrair a água e dessedentar os jovens. Foi porém repelido bruscamente.

Também esse homem teve de se convencer da criminosidade da sua avareza por um milagre estupendo.

Afastando-se dele disse Geraldo: “Negais água ao vosso próximo, que deveis amar como a vós mesmo; pois bem, também a vós o poço há de negá-la”.

 Dito isso saiu com seus confrades. Não tardou muito, correu o homem atrás deles, gritando de longe com todos os pulmões: “Tende compaixão dos pobres que precisam da água do poço; é o único em toda a região!” Que é que aconteceu?

Conforme a ameaça de Geraldo a água começou a diminuir sensivelmente. Abriram-se os olhos do dono do poço, o qual reconheceu o castigo da sua falta de caridade e de sua avareza.

Arrependido estava disposto a dar de beber não só aos religiosos mas também aos dois animais que os acompanhavam, contanto que voltas-se outra vez a água a encher o poço.

por euvimparaquetodostenhamvida

O padre acreditou nas palavras do irmão e não se iludiu. Mal fizera o sinal da cruz sobre a fronte da doente, esta sentou-se sã e forte, levantou-se e serviu os hóspedes.

 

 

As incríveis peripécias de um santo que voava.

 Vida de São Geraldo Majella

Constatando serem eles da Congregação do SS. Redentor, da qual era amigo, chamou-os e fez questão de lhes dar hospedagem: “Deus vos pague, senhor — replicou o irmão agradecendo — mas nós somos tantos”.

“Pouco importa — continuou o sacerdote — vinde todos à minha casa; cuidaremos de todos; minha mãe, que se acha doente há dois meses, não poderá, infelizmente, tratar-vos como mereceis, ela está de cama e muito enfraquecida”.

“Quanto a isso, interrompeu Geraldo, não há dúvida. Crede-me: chegando em casa fazei sobre ela o sinal da cruz e ela ficará curada”.

O padre acreditou nas palavras do irmão e não se iludiu. Mal fizera o sinal da cruz sobre a fronte da doente, esta sentou-se sã e forte, levantou-se e serviu os hóspedes.

O tratamento excedeu toda a expectativa, ainda mais que os romeiros, nem por sonhos, esperavam em Mafredonia tão excelente hospedagem.

Além disso o capelão fez questão cerrada de prover os seus hóspedes do dinheiro necessário para a longa jornada.

Esse adjutório não foi o único fruto produzido pela ramalhete ao piedoso doador em Manfredonia. A súplica do servo de Deus ao pé do altar chegou ainda aos ouvidos de um outro sacerdote, que chegou incontinenti para ver e falar ao irmão, que na sua opinião devia ser um santo.

A palestra agradou-lhe tanto, que prometeu mandar de presente a Iliceto um turíbulo prometido no valor de sessenta ducados.

Assim cumpriu-se a ordem do segundo dia a promessa feita por Geraldo de que Deus havia de providenciar.

Diante disso levantaram-se os ânimos dos que, com certa apreensão, começaram a viagem. Indizível contentamento apoderou-se de todos, quando na manhã seguinte se aprontaram a subir o monte Gargano, em cujo sopé jaz Manfredonia.

A subida era íngreme; os jovens não tardaram a queixar-se de cansaço; ora um, ora outro exigia a cavalgadura. Só Geraldo caminhava a pé, como de costume, não pa-recendo sentir cansaço nem fraqueza.

O seu espírito entretinha-se com o santo Protetor, de cujo santuário se aproximava. E que alegria quando lá chegou!

Cada qual entregou-se à sua devoção. O servo de Deus aprofundou-se tanto no entretenimento com o santo arcanjo que pareceu esquecer-se de tudo que o rodeava.

Os jovens esperavam em vão o fim da sua oração; Geraldo não se movia. Alguns chegaram-se a ele e viram-no em êxtase. O seu rosto estava voltado para o céu, seus olhos abertos fitavam um ponto fixo, a respiração era quase imperceptível.

A princípio deixaram-no tranqüilo, mas temendo que ele se esgotasse completamente, resolveram despertá-lo. Chamaram-no, sacudiram-no, levantaram-no para o alto, porém em vão.

Quando por fim Geraldo voltou a si, sentiu-se acanhado em ver os companheiros que o rodeavam e disse: “Não foi nada, não foi nada! Vamos tomar um refresco”. Levantou-se e saiu da igreja com os outros.

A refeição desta vez foi mais copiosa do que esperavam, devido à esmola recebida do capelão do castelo em Manfredonia. Passaram a noite em uma pensão.

No dia seguinte os romeiros dirigiram-se bem cedo à igreja para as suas devoções. Geraldo, como na véspera, não se descuidou das necessidades dos seus confrades.

 A hora marcada mandou servir-lhes um bom café e ao meio-dia aprontou-lhes delicioso almoço.

por euvimparaquetodostenhamvida

“Meu querido Salvador, vedes que pensei em Vós, agora é vossa vez de pensar em minha pequena família”.

  

 A Vida de São Geraldo Majella 

De Foggia, onde pernoitaram, seguiram de manhã para Manfredonia. Como os jovens, não habituados a longas caminhadas, sentiram logo grande cansaço, Geraldo resolveu alugar uma carruagem até Manfredonia.

 “Mas d’onde tirar o dinheiro para isso?” foi a exclamação uníssona dos romeiros. Geraldo respondeu: “Deus providenciará” e alugou um carro de dois cavalos, que transportou os passageiros até o lugar designado.

Aqui começou a dificuldade com dois jumentos; eles e o guia, Irmão Ângelo, não podiam acompanhar o carro. Os animais mal nutridos não corriam, arrastavam-se a custo; por fim fatigaram-se tanto, que Ângelo teve de ficar atrás.

Em Candela, onde pararam para um refresco, deram pela falta de Ângelo com os animais. Esperaram, olharam — debalde; por fim avistaram o pobre guia banhado em pó e suor.

Geraldo concedeu-lhe e aos animais, um pequeno descanso, e pouco depois, deu sinal de partida.

 O eremita protestou alegando o cansaço dos animais, que tinham necessidade de maior repouso; só mais tarde se poria a caminho. Geraldo não concordou: “Os animais não podem ficar aqui, disse, vereis que eu os tocarei adiante”.

O eremita teve que ceder e montou um dos jumentos; o outro ficou para o guia da carruagem. Os dois jumentos foram atrelados adiante dos cavalos; Geraldo subiu à boléia e com uma valente chicotada nos jumentos exclamou: “Em nome SS. Trindade eu mando: adiante!”

Os animais pareciam animados de nova vida; galoparam com os cavalos como se fossem corcéis de raça, e assim chegaram a Manfredonia.

Após o pagamento da carruagem ainda restaram na bolsa alguns tostões.

O homem da Providência não desanimou, lembrou-se de seu bom Rei celestial e resolveu pedir-lhe audiência.

De caminho para a capela do castelo da Manfredonia, comprou no mercado um belíssimo buquê de cravos, que estavam à venda, e levou-o à capela.

Depois de saudar o SS. Sacramento, subiu os degraus do altar, onde depositou o seu ramalhete; em seguida, olhando para o sacrário, disse com tocante singeleza: “Meu querido Salvador, vedes que pensei em Vós, agora é vossa vez de pensar em minha pequena família”.

O capelão do castelo, que se achava na capela e que presenciara esse ato de filial confiança, aproximou-se para ver o piedoso irmão e os seus companheiros. 

 

por euvimparaquetodostenhamvida