A HISTÓRIA DA CONVERSÃO DE CLARA 21º Capítulo: Ouviu: A alma do José da Silva

A HISTÓRIA DA CONVERSÃO DE CLARA

 

almas do purgatorio

21º Capítulo: Ouviu: A alma do José da Silva
Certo dia, Clara acordou , estava rezando e sua nora lhe telefonou contando que um colega de profissão de um de seus filhos tinha sido assassinado por bandidos numa empreitada policial. Clara não conhecia esse rapaz, que era mais novo de tempo no serviço. Ficou tão chocada e triste que começou a rezar pela alma desse policial que se chamava José da Silva. Por dois dias consecutivos ela chorou sem parar por ele, não entendia bem porque chorava porque nunca o conheceu. Mas chorava e rezava sentindo uma profunda piedade e tristeza por sua perda. Na segunda noite depois de dois dias chorando, sonhou que estava numa sala muito grande, cheia de pessoas, uma pertinho da outra, de repente alguém roubou sua bolsinha e Clara ficou muito nervosa saindo a procurá-la. Viu um homem de meia idade, cabelos ralos e grisalhos, quando o encarou seus olhos eram vermelhos como do demônio, teve certeza naquele momento que foi ele que lhe roubara a bolsa. Saiu atrás dele e ele sumiu, mas encontrou a bolsinha numa mesinha. Acordou sem entender bem o que era e levantou-se para ir ao banheiro, no caminho perguntou a Jesus: “O que ele quer de mim, Jesus?” E Jesus respondeu: “A alma do José da Silva”. Clara entendeu então que o José seria levado para o inferno se ela não tivesse rezado e chorado dois dias por sua alma. Vejam a bondade e misericórdia de Jesus, serve-se de nós para ajudá-lo a salvar almas para Ele, não é porque Clara é santa, muito pelo contrário, ela apenas entregou sua vida para Jesus com toda força e vontade de seu coração. Clara estava na Missa de sétimo dia que foi em sua paróquia. Uma esposa de um colega de seu filho sentou-se do seu lado. Então mostrou a ela a mãe do José. Pobre mãe, chorou quase com desespero a Missa toda por seu querido filho, ela o conhecia bem e talvez estivesse preocupada com sua alma. No final da Missa Clara foi cumprimentá-la e falou no seu ouvido: “Ele está salvo”. A mãe não a conhecia, mas parece que se acalmou. Clara possui uma bolsinha onde coloca o nome de todas as pessoas que morreram para ela rezar por elas, já está muito cheia, quase não cabe mais. E essa é mais uma história de amor de Jesus por nós, que se serve de nós mesmo sendo pobres miseráveis pecadores, o que importa é o amor no nosso coração e nossa vida para Ele, tudo ela coloca nas mãos de Maria, nem um suspiro de amor por Jesus, fica sem passar pelas mãozinhas santas e preciosas da Mãezinha d’Ele. Diz sempre que mesmo quando estiver no Céu, se alguém se lembrar dela para lhe fazer um pedido porá nas mãos de Maria, tal é seu grande amor por Ela, pois sabe que Jesus jamais negará um pedido de Sua Mãe querida.
Juan Pedro Florián

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As Visões de Fanny Moisseiva

As Visões de Fanny Moisseiva

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Em 1928, aconteceu um fato extraordinário com uma russa de nome Fanny Moisseiva, que sendo hospitalizada foi dada por morta. Ela só não foi enterrada, porque um médico amigo percebeu que a temperatura do corpo dela não baixava. E assim ela permaneceu por nove dias em profundo sono letárgico. Durante este tempo, ela foi levada a visitar, o Céu, o Purgatório, o Inferno, e ainda teve a visão do Fim do Mundo, da Vinda Gloriosa de Jesus e do Juízo Universal, e deles faz a descrição.Minha breve experiência na eternidade e o que eu vi

Por Fanny Efimovna Moisseieva

IV. Minha breve experiência na eternidade e o que eu vi

Parte I – Vida da Alma após a Morte do Corpo

Por ordens do Dr. Tastari fui obrigada a ser hospitalizada durante março de 1928 em um hospital católico no município de Hankow para descansar. No 5º dia da hospitalização sofri um ataque cardíaco muito doloroso e então desmaiei. Quando despertei, implorei ao Doutor por ajuda. Acalmou-me com medicação, mas naquela noite quando a empregada trouxe meu jantar, encontrou-me imóvel como se estivesse morta. Esta relatou à enfermeira da ala que chamou o médico de plantão e após seu exame declarou-me morta.

Após ser lavada fui colocada numa mesa e coberta com um lençol. Um atendente chinês encontrou algumas flores e colocou-as ao meu lado.

No dia seguinte o Dr. Tastari foi informado da minha morte e foi ao necrotério. Levantou minhas pálpebras e concluiu que eu não estava realmente morta e ordenou que eu fosse colocada num quarto bem aquecido. Três dias se passaram sem que meu corpo mostrasse nenhum sinal de mudança e isso indicava que eu estava em coma. Este estado de coma durou nove dias, tempo este em que não tive nenhuma alimentação e nenhum medicamento. Não tinha pulso nem as batidas do meu coração e minha respiração era inerte.

Por volta das 19:00 horas da décima noite, acordei, estiquei braços e pés e observei que estava num pequeno quarto, sendo curiosamente observada pela equipe de funcionários do hospital. Não sentia nenhuma dor, apenas acordando de um sono normal. Sentia, entretanto, um bem-estar em meu corpo. Quando os assistentes me viram sentar saíram correndo desordenadamente do quarto.

Não entendendo o que estava acontecendo pensando tratar-se talvez de fogo eu saí correndo depois deles no corredor, mas estando muito fraca tive que me apoiar no peitoril da janela. Então fiz sinais que estava com sede, pois havia perdido minha voz, mas ninguém veio me ajudar, apenas me espiavam pelas portas entreabertas. Estando fraca e trêmula não compreendia porque haviam me transferido de uma grande ala do hospital para este pequeno quarto.

Devia ter tido um sono muito profundo. A esta altura a notícia havia alcançado a Irmã da enfermaria que me encontrou sentada junto ao peitoril em condição debilitada. O médico de plantão foi notificado e fui colocada em uma cama morna para ajudar minhas condições. Pela graça de Deus Onipotente fui salva de ser enterrada viva. Mais tarde chegou o médico que me atendeu durante o ataque cardíaco, verificando que estava fora de perigo e descansando.

Então uma estranha sonolência apoderou-se de mim e adormeci, mas não poderia ser chamado de sono. Senti um entorpecimento, um relaxamento físico e um estranho sentimento de duplicidade do meu ser. Não posso explicar exatamente como era, mas senti uma duplicação do meu ser e estava assustada. Nunca havia experimentado sensação tão estranha, pensamentos sucedendo-se rapidamente como ondas de uma tempestade que se move mais adiante.

Meu corpo começando a desobedecer-me, meus braços paralisados e apesar de tudo isto, resisti e tentei lutar duramente pela vida. Não podia mover-me, nem mesmo respirar. Isto é o fim, pensei, então de repente um frio percorreu minhas costas, senti uma separação (do meu corpo) e reduzida a nada pensei que não mais existisse. Não posso dizer quanto tempo isto durou, quando tudo passou, eu me encontrava no meio da enfermaria.

Transformada por uma força desconhecida em uma luz e em um ser celestial, (aqui a autora tentar passar a ideia de ser transformada num ser etéreo, isto é, que preenche os espaços sem ser matéria) pouco antes, quando estava na cama.

Senti-me libertada de uma roupa pesada que estava usando. Involuntariamente eu abaixei meus olhos e me vi completamente despida. Então levantando meus olhos eu vi todos os pacientes restantes adormecidos, eu estava envergonhada virei para minha cama para deitar e me cobrir, num último esforço de minha letargia, eu me vi deitada imóvel e supostamente morta. Isto me surpreendeu, pois estava ali em pé e ao mesmo tempo estava imóvel na cama.

Imediatamente minha consciência me avisou que tinha começado uma outra existência e a palavra “morte” soou boba e inconsequente.
Senti claramente que a morte não existe e que a vida não para mas continua. Meu corpo parecia morto, mas eu não lamentava isto de maneira alguma, somente tinha piedade e medo do que eu tinha sido.

Aonde eu irei? O que farei com minha eternidade? Sentia minha audição mais “afiada”, sensível ao menor ruído. Minha vista era forte e penetrante. Vi tudo em uma nova luz muito distinta. Da janela vi pessoas jovens, luminosas, voando, vestidas de branco e com suas cabeças cercadas por uma luz dourada. Cercaram-me, esperando por algo. Ao mesmo tempo uma multidão de espíritos malignos, repulsivos e feios apareceram na enfermaria. Suas caras desagradáveis refletiam a perversidade e com contorções e murmúrios encheram a enfermaria.

Então com horror vi seus olhos penetrantes focados em mim enquanto avançavam em minha direção. Gritei com terror. Instantaneamente a enfermaria ficou iluminada e alguém me cobriu com um hábito claro e perfumado. Pegando-me pela mão ele disse: “Não tenha medo, enquanto você estiver comigo eles não lhe tocarão!”. Mesmo porque eles já tinham desaparecido, no momento em que a luz entrou, mesmo eu não sabendo como. A voz então continuou: “Você é de nossa família, enquanto eles não têm nenhum de nós. Eu vim lhe mostrar a verdade do que existe e do que virá a acontecer”.

I. Satanás rebelado contra Deus

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Então nós começamos a subir. Em um instante a cidade desapareceu e meu companheiro disse: “Agora você viu como a vida passa do mundo para esta da eternidade, as almas dos justos e as dos pecadores”. Eu vi como os espíritos do mal lutavam pelas almas dos pobres pecadores miseráveis que estavam tremendo de medo, enquanto os anjos bons ficavam à distância, as pobres almas esticavam seus braços pedindo por eles, mas em vão. Por outro lado, eu vi entre hinos e cantos jubilosos, os anjos conduzindo para o Paraíso as almas dos justos.

“Por que estes estão no mundo, os espíritos bons e maus? – perguntei a meu companheiro. Ele me explicou que no começo Deus criou o mundo espiritual, com anjos imortais e deu-lhes o livre arbítrio para viver feliz ao Seu lado ou para abandoná-Lo se assim quisessem. Alguns deles revoltaram-se contra Deus com ingratidão por tudo que Ele tinha feito, o que despertou Sua ira e assim estes foram levados para longe de Sua presença, já que não eram dignos de apreciar a felicidade do paraíso. Ele amaldiçoou o arcanjo que começou a revolta, chamando-o, diabo, Satanás.

Uma vez levados para fora do paraíso, os anjos caídos perderam sua santidade e assumiram uma natureza feia e horrível e se refugiaram em diferentes planetas privados da graça do Deus. Alguns caíram na terra, tornando-se inimigos eternos de Deus, e começaram então a ensinar a desobediência e toda maldade e perversidade a todas criaturas de Deus. Eu estou lhe dizendo a verdade divina e universal, Deus viu as dificuldades dos homens na terra, os quais estavam completamente sob a influência de Satanás, sem nenhuma esperança de algum dia alcançar o paraíso.

Então para a salvação da raça humana, Ele enviou para a Terra, seu filho primogênito (o Deus invisível e o Espírito Santo, assim como o sol provê a luz e o calor invisíveis!).

II. Os pecadores sempre temeram a morte

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Enquanto nós falávamos nos aproximamos de uma grande cidade e um pouco mais tarde estávamos na casa de um pecador que estava morrendo. Por três dias ele era atormentado em sua agonia de morte e sua alma não se separava de seu corpo. Sem nenhuma piedade para o moribundo no quarto ao lado havia uma festa de bêbados soltando blasfêmias e sacrilégios. Vi um grupo de anjos tristes esperando à distância que o homem que estava morrendo pudesse clamar pela misericórdia de Deus. Mas, oh! Senhor, a esperança dos anjos foi em vão, e estes desapareceram. Então os espíritos maus tomaram conta completamente e meu companheiro disse: “A hora da morte deste pecador chegou. Coberto pelo pecado, como ele é, não entende quão terrível é a sua situação e não imagina para onde sua alma irá, só consegue pensar em si mesmo”.

Estava sempre correndo, sempre procurando algo, perseguindo seus sonhos fúteis e cometendo todos os tipos de pecado. Mas se ele considerasse a sua pecaminosa vida ele saberia que isto o separaria de Deus e então ele não morreria em pecado levando consigo para a eternidade sua desobediência e contínua revolta contra Deus.
O pecador morreu murmurando palavras horríveis e insensíveis. Os seus olhos fixos no além sem saber para que ele viveu no mundo. Repentinamente eu vi um horrível espírito do mal se aproximando do homem morto com uma maliciosa voz dizendo: “Você é meu!”. O moribundo com um tremor frio e assustador e com um último sopro ofegante, morreu. Ele estava morto e então o espírito do mal partiu com sua alma. Involuntariamente, pensei se no momento eu parecia com aquela alma que acabara de se separar do seu corpo. Olhei para minhas mãos e meus pés e percebi que eles tinham somente o formato corporal, mas feitos de algo inconcebível ao ser humano. O silêncio era completo.

Os bêbados ao lado haviam parado de fazer barulho e se aproximaram do homem e o chamavam, mas este jazia morto. Nas suas faces podia-se ver o ar de terror que ia se formando. Abandonaram então a casa e saíram para a rua, deixando o morto só. Perguntei ao meu companheiro: “Por que as pessoas temem o morto, mesmo sendo um parente ou alguém querido?”

Ele respondeu, “Por que para os humanos, a morte é algo terrível, um mistério impenetrável e eles pensam que no momento da morte, o morto não mais pertence a esse mundo e instintivamente, sentem que seus espíritos podem ainda estar perto dos seus corpos e temem que a aparição da sua alma possa acusá-los, e conseqüentemente temem a morte, o que poucas pessoas entendem.

Assim se a alma existe, então temem que ficarão face a face com seus pecados, e com sua própria morte, o que será inevitável, e merecerão punição. Temem a morte, mas não temem a Deus”. “Pelo contrário, os bons não temem a morte porque amam a Deus em seus corações. Agora você vê que sua alma é imortal e continua a existir e quão errado é duvidar da imortalidade da alma. Por outro lado, aparições de almas de pessoas mortas não são raras. Tem havido muitas aparições de santos e milagres feitos por eles, por esta razão eles deveriam acreditar na imortalidade da alma. Venha, deixemos esta casa”

“Porque todos não são felizes no mundo?” Eu perguntei a ele, “E porque há tantas pessoas ricas e outras em terrível miséria?” E ele respondeu: “A vida na Terra é apenas um lugar temporário e os homens são auxiliados no mundo. Deus em Sua infinita sabedoria tem dado aos homens inteligência e vontade de escolher entre o bem e mal, e assim esta escolha será responsabilidade de cada um. O rico terá mais problemas segundo o Evangelho, no qual Jesus diz: “É mais difícil para um homem rico entrar no reino de Deus do que um camelo passar pelo buraco de uma agulha”.

Sem dúvida, os ricos são ”forçados”, são mais tentados a pecar pelos prazeres e confortos que os envolvem, do que os pobres e assim os preceitos do seu Criador são mais e mais ignorados. Se os ricos são bons, piedosos e praticam sua fé, é certo que sendo gratos a Deus por Sua generosidade Onipotente para com eles, serão bem recebidos no Paraíso. Assim era com Abraão que foi abençoado com opulência, com empregados e ovelhas e todos os bens de seu tempo. Ele os desfrutava e também era fiel aos Mandamentos. Deus estava satisfeito com ele, abençoava-o e o favorecia acima de outros homens mostrando a ele a Trindade Santa na forma dos três peregrinos.

Nosso Senhor Jesus Cristo em uma de Suas parábolas relatou como os anjos carregaram o pobre e piedoso Lázaro para o seio de Abrão. Deus estava muito satisfeito com Abrão que era um homem bom e virtuoso e assim foi recebido no Reino dos Céus. Por sua vez o pobre não merece entrar no Paraíso a menos que ele pratique a caridade para com seu próximo. Então ele poderá contemplar as maravilhas do Céu.

III. Um Cientista verdadeiro nunca é ateu

Quando voamos sobre uma grande cidade, observei povos de nacionalidades diferentes e também de cores e raças diferentes. “O que é a origem desta diversidade de seres humanos?” E ele respondeu: “Depois que Deus criou os três reinos dos animais, pássaros e dos peixes, Ele criou o homem à Sua imagem e semelhança, Adão e Eva. Dos seus descendentes, diferentes partes do mundo foram povoadas. Desde a criação do mundo, muitas mudanças ocorreram por vontade de Deus.

Muitos continentes estavam debaixo d’água e surgiram na superfície. Todas essas mudanças refletiram, gradativamente, nos povos que viviam em diferentes partes, alguns pensando que eram os únicos seres humanos da Terra. Separados por mares e oceanos, tinham se esquecido que outros existiam. O clima também mudou e aqueles que viviam em zonas tórridas foram protegidos.
Deus fez suas peles pretas, vermelhas ou amarelas, de acordo com as condições climáticas em que viviam, como também diferenças em suas idéias e línguas. Deus desejou que todos O conhecessem e Lhe obedecessem”.

Voando sobre uma grande catedral eu percebi um feixe de luz dourada emanado da cúpula. “O que é isso?” Perguntei. Ele respondeu: “São as orações durante a elevação da Hóstia Consagrada e do Vinho Sagrado. No mais solene momento da Missa as orações se elevam diretamente a Deus e trazem muitas graças às almas tão diletas de Deus. Não há ação ou palavra que possa ser comparada com o solene momento, quando a glória e o louvor sobem até a Trindade Divina, beneficiando simultaneamente os vivos e os mortos”.

“Se uma pessoa ama a outra, ela naturalmente deseja tudo de bom para seu amigo. Mas somos imperfeitos, e não importa quão bem desejamos aos outros, especialmente se ele ou ela está longe, invocamos a graça de Deus, que sendo somente bondade e amor ajudará seus amigos, dependendo do quanto imploramos por essas graças. Deus as garante através de nossas preces, especialmente oferecidas na elevação das Sagradas Espécies.

A oração nos guia para o caminho correto, nos encoraja e salva, de fato a oração é indispensável à alma. Ela fortalece a nossa fé e nos ajuda nas batalhas contra as adversidades. A oração inspira esperança e confiança em Deus e os olhos daqueles que rezam, vêem a bondade de Deus em tudo e em todos”.

“Aqueles que não rezam e que não sentem a necessidade da oração ou das coisas santas, acabam se privando do Espírito Santo. Então os espíritos do mal tomam posse deles, os cegam de tal maneira, que estes perdem sua dignidade de tal forma que a graça não pode penetrar, trazendo ódio, medo e raiva contra Deus. Esquecem ou não pensam nas suas mortes e nos seus julgamentos. O espírito do mal tenta o homem a andar nos seus caminhos e a simples menção de Deus é desagradável a ele. E o homem acaba por acreditar que não existe Deus e que o mundo é suficiente para ele.

Não acredite em ateus, deixe a eles suas próprias opiniões, mas saiba que eles são a sugestão do mal”. Cidades têm sido desenterradas, após terem sido enterradas por milhares de anos. Isto prova que Deus os tem punido por sua ingratidão, mostrando ao mesmo tempo seu poder onipotente. Cientistas, enquanto discutem e estudam as leis da natureza, ficam atônitos com a grandiosidade da criação, e com clareza suas descobertas são cheias de admiração pela grandiosidade do poder de Deus Onipotente.

É por isso que um verdadeiro cientista nunca é ateu, pois investigando com genialidade tudo que descobre, ele reconhece O Grande Criador com toda sua alma e seu coração. Constantemente Deus observa o desenvolvimento da inteligência dessas criaturas que procuram um conhecimento maior das coisas e a melhoria da sua curta existência, e Ele as auxiliará com seus esforços, com a Sua graça. Mas Deus também deseja a perfeição de suas almas, e deste modo as vai conduzindo para O reconhecerem.

Conseqüentemente, o homem ao alcançar um alto patamar de cultura, algumas vezes acredita que é o único responsável por isso. Homens ingratos que não reconhecem a ajuda Divina merecem é a cólera e a punição de Deus! E Deus destrói todas as suas habilidades e permite que outra geração as aperfeiçoe, por fim o homem deve reconhecer que nada pode ser alcançado sem Deus”.

IV. Os sofrimentos vêm (por permissão) de Deus

Após uma breve pausa ele continuou: “Agora, por exemplo, certas pessoas passam por doenças e sofrimentos, que Deus na sua infinita bondade, permite para purificação de suas almas, especialmente quando sua curta permanência neste mundo chega ao fim. Muitos ignoram o fato de que seus sofrimentos vêm de Deus. Entretanto eles poderiam clamar por Sua misericórdia e Seu Santo Nome e Ele mostraria Sua piedade para com eles. Deus deseja a salvação de todos.

Cada gesto ou alusão ao nome do Senhor é uma oração que atrai a alma mais para perto de Deus”.

Devemos ser generosos e caridosos para com os pobres e necessitados, mas também rezar, porque sem oração e trabalho honesto não há salvação para a alma. Por esta razão, todos aqueles que atormentarem os infortunados serão punidos. Se você quer fazer alguma coisa, faça, sem provocar os outros e nunca acusar a Deus por algum infortúnio que Ele ou Seu amor, concede a você para sua salvação.

Perguntei: “Mas como pode um ateu ou agnóstico ser iluminado para receber a graça de Deus?” Respondeu-me: “Unindo-se à Igreja que é a escadaria para o Céu. Nela ele encontrará a graça, porque ela (a Igreja) glorifica ao Senhor em tudo o que ela faz. Se um ateu entrar numa igreja, elevar sua mente para Deus e disser: “Senhor,mostra-me Tua vontade, dá-me fé e eu obedecerei”, o Senhor dirá: “Eu não mandarei aqueles que vem a mim embora” .

E a fé entrará em seu coração e ele terá aversão aos seus pecados. Quanto maior for sua revolta maior será sua fé e compreensão. Na Terra, cada alma é dotada com o germe da fé e o ateu encontrará o “espiritual” sem aviso. Ele encontrará consolação em Jesus Cristo e regozijar-se-á mais, quanto mais profundamente o procurar. Preserve sua fé, ponha em Deus seu coração. A incredulidade prejudica, e é uma doença moral, como uma pestilência.

O que é uma existência sem a graça de Deus? Sem Deus não há consolação e nunca queixe-se da justiça de Deus em sua Criação. Quem somos nós para julgar Deus Onipotente? A cada fato devemos curvar nossas cabeças em sinal de gratidão. Os espíritos do mal sabem da existência de Deus, mas desejam desobedecer e permanecer maus.

Nunca culpe a sorte e o destino, pois estes não existem, pois se a sua vida fosse baseada em predestinações, como poderia Deus julgar o que fez de bom e recompensá-lo ou puni-lo pelas suas transgressões?

As ações humanas são o produto de sua própria vontade. A vida é uma batalha e devemos invocar a ajuda de Deus em todos os momentos. Quantos problemas difíceis têm sido resolvidos através da invocação divina. Muitos passaram por tais experiências, e devem ser gratos.

Quando o homem se acha em desgraça, deve se esforçar mais para implorar a ajuda de Deus, a fim de superar isto. Ele nunca deverá se desesperar, e então a ajuda virá. Tudo é governado pela Sabedoria universal de Deus.

Toda a criação veio da superior inteligência de Deus e por esta razão ao homem é dada a inteligência e a percepção do grande trabalho da criação. O homem não está privado desta sensação. Existem acontecimentos na vida de certas pessoas que supõem um extraordinário significado, quando eles podem sentir e ver a Mão de Deus.

Relembremos a profecia: “Da raiz de Davi nascerá o Salvador do Mundo”. Vamos relembrar a profecia da vida terrena de Jesus Cristo. No cumprimento dessas profecias percebe-se o grande projeto de Deus, portanto é errôneo comparar-se isso com a concepção de destino. Destino não existe, esta palavra e este conceito são invenções do homem. A vida de cada um é designada de acordo com sua vontade e suas boas e más ações.

O homem é senhor e soberano de sua própria vida e precisamente por esta razão foi-lhe dada inteligência. Por esta razão deve responder a Deus por todas as suas ações praticadas durante sua vida na Terra. Se estiver sofrendo por causa dos seus pecados deve perceber que a culpa está nele próprio.

Outro grande erro é atribuir ao destino toda a ajuda que Deus lhe dá, quando, por exemplo, Deus dá Sua graça àqueles que acreditam firmemente que Deus os ama. A graça divina sempre recai sobre a humanidade, mas especialmente nos momentos mais difíceis e dolorosos, ou quando há necessidade urgente de ajuda.

A vida é uma batalha e conseqüentemente em momentos decisivos, o homem deve combater com iniciativa e superar os obstáculos, os quais irão ajudá-lo a alcançar a satisfação definitiva de suas aspirações. Entretanto, quando a vontade e o desejo do homem não são capazes de suportar os acontecimentos da vida, e quando o homem é incapaz de lutar ou não pode se defender, Deus vem em seu auxílio de uma maneira maravilhosa, o que é evidente, e se torna claro para que todos possam ver. De modo particular, quando experimenta o horror de uma situação que lhe pareça insuportável. Com algumas pessoas isto acontece mais do que uma vez na vida.

Muitas pessoas acreditam que os casamentos são “arranjados” no Céu, repito, destino não existe, mas certos casamentos acontecem através do desejo de Deus. Algumas uniões são a recompensa por uma vida piedosa e então a vida do casal é serena e feliz. Outras são como uma tentativa, e Deus julga-os através da suas firmezas ou fraquezas.
Então, destino não existe, entretanto, na vida de cada um há períodos de felicidade concedidos pelo Céu. Seja na paz de sua alma, seja no seu trabalho, nos negócios, ou na relação com outras pessoas e em todas as coisas, é então acompanhado pelo sucesso. Em alguns casos a felicidade não dura muito tempo e muda para pior, muitas vezes quando não se espera por isto.

O homem deve adaptar-se a seus anseios e aceitar isto. Felicidade existe, mas na vida de cada um há também dramas e infortúnios. O homem deve lembrar-se que esses períodos não duram para sempre. Por esta razão, nas épocas de provação, ele deve confirmar sua fé e seu espírito, superar o infortúnio, não perder a coragem, não se desesperar nem perder a paz da sua consciência.

Lembre-se que a Sabedoria Divina reina sobre todo o Universo. Cada lágrima, desventura, sofrimento, alegria são necessários a Deus para a realização dos desejos e planos do homem. Todas as criações de Deus são frutos de uma infinita inteligência superior, conseqüentemente, a vida do homem não pode privar-se do seu significado.
Durante sua vida devem realizar a expressa vontade de Deus e ser agradecidos. Contemple a genialidade do mundo criado por Deus, então a vida do homem será mais significativa.

por euvimparaquetodostenhamvida

Nascimento de Jesus, segundo Maria Valtorta

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Belo texto de Maria Valtorta, mística italiana, atribuído a revelações privadas. Sem que queiramos tomar posição a respeito de sua autenticidade, apresentamos como leitura que pode ser edificante.

Vejo ainda o interior deste pobre refúgio pedregoso, onde, compartilhando a sorte dos animais, Maria e José encontraram asilo.
A pequena fogueira vai-se apagando, tal como vai adormecendo o seu guardião.

Maria levanta docemente a cabeça da almofada e olha. Ela vê José, com a cabeça inclinada sobre o peito, como se refletisse, e pensa que a fadiga triunfou sobre a sua vontade de permanecer acordado. Ela age com um grato e doce sorriso.

Fazendo menos barulho do que o que poderia ser feito por uma borboleta pousando numa rosa, ela senta-se e depois ajoelha-se. Reza com um sorriso radioso no seu rosto. Reza com os braços estendidos – não precisamente em cruz, mas quase -, com as palmas das mãos dirigidas para o alto e para a frente, não parecendo fatigada com esta dolorosa postura. Depois, prostra-se com o rosto sobre o feno, ainda numa oração mais profunda. Uma oração prolongada.

José acorda. Ele vê o fogo quase a apagar-se e o estábulo mergulhado na escuridão. Lança um punhado de ramitos e as chamas revitalizam-se. Então ele junta ramos mais grossos, depois ainda mais volumosos, que o frio deve ser intenso, o frio da noite invernosa e tranquila que penetra por várias partes dessas ruínas.

O pobre José, muito perto que está da porta – chamemos assim à abertura que o seu manto procura tapar -, deve estar gelado. Aproxima as mãos das chamas, descalça as sandálias e aquece-se. Quando o lume está bem ateado e a sua claridade é boa, volta-se. Não vê ninguém, nem mesmo a brancura do véu de Maria, que traçava uma linha clara sobre o fundo escuro. Levanta-se e lentamente aproxima-se da encherga.

Maria levanta a cabeça, como chamada pelo Céu, e ajoelha-se novamente. Oh, como isto é maravilhoso! Ela levanta a cabeça, que parece resplandecer com a luz branca da Lua, e é transfigurada com um sorriso angélico. Que é que ela vê? Quem é que ela espera? Que é que ela sente? Só ela poderia dizer aquilo que vê, entende e sente, na hora fulgurante da sua Maternidade.

Dou-me somente conta que à volta dela a luz cresce, cresce, cresce. Dir-se-ia que essa luz desce do Céu, que ela emana das pobres coisas que a rodeiam, que ela emana sobretudo dela própria. O seu vestido, de azul carregado, tem presentemente a cor dum azul de doçura celestial, de miosotis; as mãos e a cara parecem azuladas, como se estivessem debaixo do fogo de uma imensa e clara safira. Esta cor lembra-me, embora mais ligeiramente, aquela que observei no santo Paraíso, e também a da visão da chegada dos Magos. Ela difunde-se cada vez mais sobre as coisas e revela-as, purifica-as, comunicando-lhes o seu esplendor.

A luz desprende-se cada vez mais do corpo de Maria, absorve a luz da Lua, e dir-se-ia que atrai sobre ela tudo o que pode descer do Céu. Apesar disso, é ela que é depositária da Luz, aquela que gera a própria Luz ao Mundo. E esta radiosa, irresistível, imensa e eterna Luz Divina, que vai ser dada ao Mundo, anuncia-se como uma alvorada, um esplendor de luz, um coração de átomos luminosos que crescem, que rebentam como uma maré que sobe em ondas e desce em torrentes, desenrolando-se como uma vela.

Cada pedra é um bloco de prata, cada fissura uma claridade opalina, cada teia de aranha um brocado de prata e diamantes. Um lagarto gordo, entre dois blocos de pedra, parece um colar de esmeraldas esquecido por uma rainha; um cacho de morcegos gordinhos assemelha-se à preciosa claridade do ónix.

Do feno que pende da manjedoura, a parte mais alta já não é erva, são fios de prata pura e ondulam com a graça dos cabelos flutuando ao vento. A manjedoura inferior, em madeira grosseira, tornou-se um bloco de prata fulgurante. As paredes estão cobertas de um brocado, onde a brancura da seda desaparece debaixo dum bordado de pérolas em relevo. E o chão… o que é agora o chão? Um cristal iluminado por uma luz branca. As pedras parecem rosas luminosas, lançadas sobre o chão em sinal de homenagem; e os buracos, preciosas taças, donde se desprendem aromas e perfumes.

A luminosidade cresce cada vez mais e os meus olhos não a podem suportar. Nela, como absorvida por um véu de luz incandescente, desaparece a Virgem… e daí emerge a Mãe. Sim, quando a luz se torna suportável para os meus olhos, eu vejo Maria já com o seu encantador Filhinho nos braços!

José – que estava extasiado, rezava com tanta intensidade que se tinha abstraído de tudo o que o rodeava – estremeceu e, por entre os seus dedos com os quais tapava a cara, nota a filtragem duma luz desconhecida. Descobre o rosto, levanta a cabeça e volta-se. O boi de pé esconde Maria, mas ela chama-o carinhosamente: “José, vem”.

José apressa-se, mas perante aquele maravilhoso espectáculo, pára, mas logo, como que acometido de profunda reverência, vai prostrar-se de joelhos diante do Menino ao colo de Maria.

Depois, Maria inclina-se e diz-lhe: “Toma, José”. E ela oferece-lhe a Criancinha.

“Eu? A mim? Oh, não! Eu não sou digno!” José está trémulo e hesitante com a ideia de tocar no Deus Menino.

E Maria insiste, sorrindo: “Tu és muito digno. Ninguém o é mais que tu. É por isso que Deus te escolheu. “Toma-O, José, e segura-O enquanto eu procuro as faixas”.

José, com muita delicadeza e reverência, estende os braços e agarra no Pequenino rechonchudo, que chora porque tem frio. Quando ele O tem nos braços, não insiste na intenção de O afastar de si devido ao respeito. Aperta-O contra o seu coração e desabafa, dizendo: “Oh, Senhor! Meu Deus!” E inclina-se para beijar os seus pezinhos, mas sente-os gelados.

José pega num grosso manto feito de lã azul, prepara-o e coloca-o na manjedoura. A primeira cama do Salvador está pronta. E a Mãe, com o seu cuidadoso andar, leva-O e coloca-O na manjedoura, cobrindo-O com o manto, que ela coloca também em volta da cabecinha nua aconchegada ao feno.

Só fica a descoberto o pequenino rosto, do tamanho de um punho, e os santos Esposos, extasiados e radiantes, admiram o primeiro sono de Deus Menino. O calor das lãs e do feno pararam o choro e trouxeram o sono ao doce Jesus…

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EXCLUSIVO: O Bispo Athanasius Schneider, saiu em defesa dos quatro cardeais

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EXCLUSIVO: O Bispo Athanasius Schneider, saiu em defesa dos quatro cardeais
24/11/16 por RORATE CÆLI

N.B.: O seguinte artigo foi enviado hoje para Rorate Caeli por Sua Excelência o Bispo Athanasius Schneider. Não só permitimos mas animamos todos os meios de comunicação e blogs tradicionais para publicar este artigo e levar sua mensagem crítica a todo o mundo. Também: sabemos que é um fato que outros prelados possuem tanto a verdadeira fé como coragem. Vocês, cardeais e bispos, também podem aproveitar nosso alcance global publicado no Rorate em defesa dos quatro cardeais. Instamos a que o façam.

Pelo Bispo Athanasius Schneider

Especial para Rorate Caeli
23 de novembro de 2016

“Nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade” (2 Cor 13, 8)

A Voz Profética de Quatro Cardeais da Santa Igreja Católica Romana

Devido a “uma profunda preocupação pastoral,” em 14 de novembro de 2016, quatro cardeais da Santa Igreja Católica Romana, Sua Eminência Joaquim Meisner, Arcebispo emérito de Colônia (Alemanha), Sua Eminência Carlo Caffarra, Arcebispo emérito de Bolonha (Itália), Sua Eminência Raymond Leo Burke, Patrono da Soberana Ordem Militar de Malta, e Sua Eminência Walter Brandmüller, Presidente emérito do Comitê Pontifício de Ciências Históricas, publicaram um texto com cinco perguntas, chamadas dubia (“dúvidas” em latim), que haviam enviado previamente, em 19 de setembro de 2016, ao Santo Padre e ao cardeal Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, junto com uma carta. Os cardeais solicitaram ao Papa Francisco que esclareça a “grave desorientação e grande confusão” a respeito da interpretação e aplicação prática da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, particularmente o capítulo VIII e os fragmentos relacionados à admissão dos sacramentos dos divorciados que voltaram a casar, assim como o ensinamento moral da Igreja.

Em sua declaração com o título “Buscando Clareza: Uma Súplica para Desfazer os Nós de Amoris Laetitia,” os cardeais dizem que “para muitos – bispos, sacerdotes, e fiéis, – estes parágrafos aludem ou inclusive ensinam explicitamente uma mudança na disciplina da Igreja a respeito dos divorciados que vivem em uma nova união.” Ao dizer isto, os cardeais só manifestaram fatos reais da vida da Igreja. Estes fatos são demonstrados nas orientações pastorais de várias dioceses e por declarações públicas de alguns bispos e cardeais que afirmam que em alguns casos os católicos divorciados que voltaram a casar podem ser admitidos à sagrada comunhão mesmo que continuem fazendo uso dos direitos reservados por lei Divina a casais validamente casados.

Ao publicar um pedido de esclarecimento em um assunto que concerne simultaneamente a verdade e a santidade de três sacramentos, o matrimônio, a penitência e a eucaristia, os quatro cardeais só cumpriram com o dever básico como bispos e cardeais, que consiste em contribuir ativamente para que a revelação transmitida pelos apóstolos possa ser preservada sagradamente e interpretada fielmente. Foi especialmente o Concílio Vaticano II que recordou a todos os membros do colégio dos bispos como legítimos sucessores dos apóstolos, sua obrigação segundo a qual “em virtude da instituição e preceito de Cristo [69], estão obrigados a ter pela Igreja universal aquela solicitude que, mesmo que não se exerça por ato de jurisdição, contribui, no entanto, de grande maneira o desenvolvimento da Igreja universal. Devem, pois, todos os Bispos promover e defender a unidade da fé e a disciplina comum de toda a Igreja” (Lumen gentium, 23; cf. também Christus Dominus, 5-6).

Ao publicar sua solicitação ao Papa, os bispos e cardeais deveriam estar movidos por um afeto colegial genuíno para com o Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo na terra, seguindo o ensinamento do Concílio Vaticano II (cf. Lumen gentium, 22); e ao fazer oferecer “assessoria para a função principal” do Papa (cf. Diretório para o Ministério Pastoral dos Bispos, 13).

Em nossos dias, a Igreja inteira deve refletir sobre o fato de que o Espírito Santo não inspirou em vão São Paulo para que escrevesse na carta aos Gálatas o incidente de sua correção pública a Pedro. Alguém deve confiar que o Papa Francisco aceitará esta súplica pública dos quatro cardeais com o espírito do Apóstolo Pedro quando São Paulo lhe ofereceu uma correção fraterna pelo bem de toda a Igreja. Que as palavras daquele grande Doutor da Igreja, São Tomás de Aquino, nos iluminem e nos reconfortem: “no caso de ameaçar um perigo para a fé, os superiores deveriam ser repreendidos inclusive publicamente por seus súditos. Por isso São Paulo, sendo súdito de São Pedro, o repreendeu em público por causa do perigo iminente de escândalo na fé. E como diz a Glosa de Santo Agostinho: Pedro deu o maior exemplo de que, no caso de apartar-se do caminho reto, não desdenhem ver-se corrigidos até pelos inferiores.” (Summa theol., II-II, 33, 4c).

O Papa Francisco realiza chamados frequentes ao diálogo aberto e sem medo entre todos os membros da Igreja em assuntos referidos aos bens espirituais das almas. Na Exortação Apostólica Amoris laetitia, o Papa fala da necessidade “de seguir aprofundando com liberdade algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais. A reflexão dos pastores e teólogos, se é fiel à Igreja, honesta, realista e criativa, nos ajudará a encontrar maior clareza” (n. 2). Mais ainda, as relações em todos os níveis dentro da Igreja devem estar livres de um clima de medo ou intimidação, tal como solicitou o Papa Francisco em vários pronunciamentos.

À luz destes pronunciamentos do Papa Francisco e do princípio de diálogo e aceitação da pluralidade legítima de opiniões, promovido pelos documentos do Concílio Vaticano II, as reações extraordinariamente violentas e intolerantes de alguns bispos e cardeais contra a pacífica e cautelosa súplica dos quatro cardeais provocam um grande assombro. Entre estas reações intolerantes alguém poderia ler afirmações tais como, por exemplo: os quatro cardeais são tontos, cismáticos, hereges e inclusive comparáveis aos hereges arianos.

Tais julgamentos desapiedados e determinantes não revelam só intolerância, rechaço ao diálogo, e fúria irracional, mas também demonstram submissão à impossibilidade de dizer a verdade, submissão ao relativismo na doutrina e na prática, na fé e na vida. A reação clerical antes mencionada contra a voz profética dos quatro cardeais reflete, em última instância, impotência frente aos olhos da verdade. Tal reação violenta só tem um objetivo: silenciar a voz da verdade que perturba e irrita a aparentemente pacífica e nebulosa ambiguidade destes críticos clericais.

As reações negativas à declaração pública dos quatro cardeais se assemelham à confusão doutrinal geral durante a crise ariana do século quarto. É em benefício de todos citar, nesta situação de confusão doutrinal de nossos dias, algumas afirmações de Santo Hilário de Poitiers, o “Atanásio do oeste”.

“Vocês [os bispos da Gália] que ainda permanecem comigo, fiéis a Jesus Cristo, não se renderam ao ver-se ameaçados pelo surgimento da heresia, e agora, quando confrontado com essa emergência que desencadeou a violência. Sim, irmãos, vocês triunfaram, para alegria imensa de quem comparte sua fé: e sua constância inquebrantável obteve a dupla glória de manter a consciência pura e dar um exemplo de grande autoridade.” (Hil. De Syn., 3).

“Sua fé invencível [dos bispos da Gália] mantém a distinção honorável do valor consciente e, contentes em rechaçar uma ação astuta, vaga, ou duvidosa, permanece segura em Jesus Cristo, preservando a confissão de sua liberdade. Devido ao fato de que todos nós sofremos uma dor profunda e lamentável pelas ações dos malvados contra Deus, só dentro de nossos limites se encontrará a comunhão em Jesus Cristo, desde o tempo que a Igreja começou a ver-se angustiada por distúrbios tais como a expatriação de bispos, a destituição de sacerdotes, a intimidação do povo, a ameaça da fé, e a determinação do significado da doutrina de Cristo por vontade e poder humanos. Sua decidida fé não pretende ser ignorante destes fatos ou professar que pode tolerá-los, percebendo que pelo ato de consentir hipocritamente traria para si o julgamento da consciência” (Hil. De Syn., 4).

“Eu disse o que eu mesmo creio, consciente de que era meu dever como soldado a serviço da Igreja, segundo o ensinamento do Evangelho, enviar-lhes por estas cartas a voz do ofício que sustento em Jesus Cristo. Corresponde a vocês discutir, providenciar e agir, que possam guardar com corações zelosos a fidelidade inviolável que mantém, e que continuem sustentando o que hoje sustentam” (Hil. De Syn., 92).

As seguintes palavras de São Basílio Magno, dirigidas aos bispos latinos, podem ser aplicadas em certos aspectos da situação de quem em nossos dias solicitam clareza doutrinal, incluindo os quatro cardeais: “O encargo que certamente assegura um severo castigo é manter cuidadosamente as tradições dos padres. Não estamos sendo atacados por riquezas, glória, ou benefícios temporais. Nós paramos no campo para lutar por nossa herança comum, pelo tesouro da fé profunda proveniente de nossos pais. Aflijam-se conosco, todos vocês que amam seus irmãos, pelo silêncio dos homens de verdadeira religião e a abertura dos lábios ousados e blasfemos de todos os que pronunciam injustiças contra Deus. Os pilares e a base da verdade esparramados para fora. Nós, cuja insignificância tem permitido que sejamos ignorados, estamos privados de nosso direito de falar livremente” (Ep. 243, 2.4).

Hoje, estes bispos e cardeais que solicitam clareza e que tentam cumprir seu dever guardando santa e fielmente a Revelação Divina transmitida em relação aos sacramentos do matrimônio e da eucaristia, já não estão exilados como estavam os bispos nicenos durante a crise ariana. Contrário o tempo da crise ariana, tal como escreveu em 1973 Rudolf Graber, bispo de Ratisbona, hoje o exílio de bispos é substituído por estratégias para silenciá-los e campanhas de difamação (cf. Athanasius und die Kirche unserer Zeit, Abensberg 1973, p. 23).

Outro campeão da fé católica durante a crise ariana foi São Gregório Nazianzeno. Ele escreveu a seguinte descrição do comportamento da maioria dos pastores da Igreja daquele tempo. Esta voz do grande Doutor da Igreja deveria ser uma advertência proveitosa para os bispos de todos os tempos: ” Certamente os pastores agiram como uns insensatos, porque salvo um número muito reduzido, que foi desprezado por sua insignificância ou que resistiu por sua virtude, e que havia de ficar como uma semente ou uma raíz de onde renasceria de novo Israel sob a infusão do Espírito Santo, todos cederam às circunstâncias, com a única diferença de que alguns sucumbiram mais rápido e outros mais tarde; alguns estiveram na primeira fila dos campeões e chefes da impiedade, outros se uniram às filas dos soldados em batalha, vencidos pelo medo, pelo interesse, pela lisonja ou, o que é mais indesculpável, por sua própria ignorância” (Orat. 21, 24).

Quando no ano 357 o Papa Libério firmou uma das denominadas fórmulas de Sirmium em que descartava deliberadamente a expressão dogmaticamente definida de “homoousios” e ex-comungou Santo Atanásio para ter paz e harmonia com os bispos arianos e semi-arianos do leste, alguns fiéis católicos e bispos, especialmente Santo Hilário de Poitiers, se escandalizaram profundamente. Santo Hilário transmitiu a carta que o Papa Libério escreveu aos bispos orientais, anunciando a aceitação da fórmula de Sirmium e a excomunhão de Santo Atanásio. Com grande dor e consternação, Santo Hilário agregou à carta, em uma espécie de desespero, a frase: “Anathema tibi a me dictum, praevaricator Liberi” (Eu te digo anátema, prevaricador Libério), cf. Denzinger-Schönmetzer, n. 141. O Papa Libério queria paz e harmonia a todo custo, inclusive a expensas da verdade divina. Em sua carta aos bispos heterodoxos latinos Ursace, Valence, e Germinius anunciando-lhes as decisões mencionadas acima, escreveu que preferia paz e harmonia antes que o martírio (cf. cf. Denzinger-Schönmetzer, n. 142).

“Em qual contraste dramático jazia o comportamento do Papa Libério frente à seguinte convicção de Santo Hilário de Poitiers: “Não conseguimos paz a expensas da verdade, fazendo concessões para adquirir a reputação de tolerantes. Conseguimos a paz lutando legitimamente segundo as regras do Espírito Santo. Há um perigo em aliar-se secretamente com a descrença que leva o formoso nome de paz.” (Hil. Ad Const., 2, 6, 2).

O beato John Henry Newman falou sobre estes lamentáveis e inusuais fatos com a seguinte afirmação sábia e equilibrada: “Se bem que é historicamente certo, não é de nenhuma maneira doutrinalmente falso que um Papa, como doutor privado, e muito mais os bispos, quando não ensinam formalmente, podem errar, tal como vemos que erraram no século quarto. O Papa Libério podia assinar a fórmula Eusébia em Sirmium, e a missa dos bispos em Ariminum ou outro lugar, e apesar desse erro seguir sendo infalível em suas decisões ex cathedra.” (The Arians of the Fourth Century, London, 1876, p. 465).

Os quatro cardeais com sua voz profética demandando clareza doutrinal e pastoral têm um grande mérito frente suas próprias consciências, frente a história, e frente a inumeráveis fiéis católicos simples de nossos dias, empurrados para a periferia eclesial por sua fidelidade aos ensinamentos de Jesus Cristo sobre a indissolubilidade do matrimônio. Porém, sobretudo, os quatro cardeais têm um mérito grande aos olhos de Jesus Cristo. Devido a coragem de sua voz, seus nomes brilharão ardentemente no dia do Juízo Final. Devido a obedecerem a voz de sua consciência, recordando as palavras de São Paulo: “Nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade” (2 Cor 13, 8). Seguramente, no Juízo Final, os já mencionados críticos dos quatro cardeais, em sua maioria clérigos, não terão uma resposta fácil por seu ataque violento ao justo, valioso, e meritório ato destes quatro membros do Sagrado Colégio Cardinalício.

As seguintes palavras inspiradas pelo Espírito Santo retém seu valor profético, especialmente com vistas da crescente confusão doutrinal e prática a respeito do sacramento do matrimônio em nossos dias: “Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si.Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério..” (2 Tim. 4: 3-5).

Que todos aqueles em nossos dias que ainda tomam seriamente seus votos batismais e suas promessas sacerdotais e episcopais, recebam a fortaleza e a graça de Deus para reiterar, junto com Santo Hilário, as palavras: “Que possa estar sempre no exílio, a menos para que a verdade comece a pregar-se outra vez!” (De Syn., 78). Desejamos de todo coração esta fortaleza e graça aos quatro cardeais assim como aqueles que os criticam.

+ Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Saint Mary en Astana

(Traduzido por Marilina Manteiga, equipe de tradução de Adelante la Fe. Artigo original)

EXCLUSIVO: el Obispo Athanasius Schneider, en defensa de los cuatro cardenales

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O último capítulo do Evangelho segundo Francisco: Cristo “pede perdão” por sua “escapada”

07/01/2016por THE REMNANT

 

papa francis

Durante quase três anos, Francisco tem proporcionando à congregação e ao mundo suas idiossincráticas leituras dos acontecimentos do Evangelho, em seus sermões diários na Casa Santa Marta. Estes são espontâneos, porque Francisco tende a ver os textos preparados com menosprezo. Evidentemente, Francisco crê que é mais “pastoral” dizer simplesmente o que pensa sem que lhe importem as implicações doutrinais ou o potencial escândalo, tal e qual como temos visto uma ou outra vez. Os resultados têm sido sempre, dizendo suavemente, incríveis.

Os leitores recordarão exemplos memoráveis da exegese de andar falando na casa como a afirmação de que a imaculada e sem pecado Maria “talvez” tenha se sentido enganada por Deus quando viu seu Filho na Cruz (“Mentira! Eu fui enganada!”), ou a de que Cristo simplesmente fingiu estar chateado com seus discípulos (“Jesus não se chateia, muito menos finge”), ou a de que Mateus se agarrou ao seu dinheiro quando Cristo o chamou (“Não, não eu! Não, este dinheiro é meu!”), em lugar ouvir o chamado de Nosso Senhor imediatamente tal e qual como diz o Evangelho (Mateus 9, 9-13).

Em um sermão sobre a vida de Jesus, realizou também esta assombrosa oração: “Concedei-nos Senhor a identidade cristã, que tu tiveste.” Dizer que Jesus tinha uma “identidade cristã”, em lugar de dizer que Jesus é “o Cristo, o Filho do Deus vivo “, tal como reconheceu o primeiro Papa (cf. Mateus 16,16), foi o mesmo que sugerir que não era divino, mas simplesmente um homem superlativo cujo supremo exemplo cristão devemos imitar.

De fato, neste mesmo sermão improvisado Francisco opinou que: “A autoridade de Jesus- e a autoridade do cristão – provém desta capacidade de entender as coisas do Espírito, ao falar a linguagem do Espírito. É a partir desta unção do Espírito Santo…” Isto implica que qualquer cristão pode ser ungido na forma única em que Jesus foi ungido (ver Atos 10,38), ou que Jesus não teria autoridade em virtude de sua própia divindade, mas somente a teria como a de qualquer cristão “ungido”.

Independentemente do inadvertido que estas improvisações possam parecer, o que surge delas é uma redução implícita do Deus-Homem a um Messias que não é mais que uma grande criatura; cujos ensinamentos e sublimes exemplos morais conduziriam os homens a Deus Pai. Esta é a visão iluminada de Cristo que sustentaram os unitários e John Locke, que evitaram cuidadosamente qualquer afirmação sobre a existência do Deus Trino ou de que Cristo seja a segunda pessoa divina da Santíssima Trindade.

Num último improviso de Francisco neste sentido só aumentaram as complicações. No sermão sobre a perda (de Jesus) no templo, Francisco disse o seguinte:

Em lugar de regressar para casa com sua família, Ele ficou no templo de Jerusalém, causando muita dor a Maria e a José, que não puderam encontrá-lo. Por esta pequena “escapada”, Jesús teve que provavelmente pedir perdão a seus pais. O Evangelho não nos diz isto; porém creio que podemos supor.

Qualquer menino bem catequizado sabe que Jesus, longe de mendigar perdão, repreendeu seus pais de uma maneira que constitui uma revelação precoce de sua divindade: “Por que me buscáveis? Não sabíeis que devo ocupar-me dos assuntos de meu Pai? “(Lucas 2, 49) Francisco, no entanto, reduz sem cuidado algum, este evento fundamental a uma aventura infantil pela qual Jesus teve que pedir perdão. Segundo este mesmo ponto de vista, o enunciado “Por que me buscáveis? No sabíeis que eu devo ocupar-me dos assuntos de meu Pai?“ seria a pior espécie de insolência e falta de respeito à autoridade dos pais numa criança comum.

Bem: alguém não pode pedir perdão ao outro, a menos que tenha ofendido injustamente o outro. Jesus, sendo divino, seria incapaz de cometer uma injustiça contra ninguém, e muito menos contra seus próprios pais. Ao dizer que Jesus teve que pedir perdão por seu comportamento é pior ainda, ao sugerir que teria pecado contra Maria e contra José e que sendo assim seria obrigado a pedir perdão.

Surgem as perguntas: Está Francisco confundido com a divindade de Cristo? Vê Cristo como o Deus-Homem, cujo sacrifício de si mesmo ao Pai, sendo de valor infinito, serviu para expiar todos os pecados cometidos e por cometer, ou mantém um conceito de um Messias inferior, sem se dar conta talvez do que faz? Deixo em mãos dos comentaristas que possam sugerir uma explicação razoável deste sermão que seja consistente com a divindade de Cristo e com uma leitura ortodoxa do Evangelho.

   Christopher A. Ferrara Christopher A. Ferrara

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por euvimparaquetodostenhamvida

A banda americana tocava “Beija o diabo” no momento em que os terroristas atacaram

A banda americana tocava “Beija o diabo” no momento em que os terroristas atacaram

eagles death metal

THE REMNANT 19 novembre, 2015

‘Le Point’ informa de que o grupo americano ‘Eagles of Death Metal’, traumatizado pelos ataques terroristas de Paris na noite de sexta-feira 13, está já de olta à Califórnia. Supostamente se encontravam na metade de uma música intitulada acertadamente “Beija o diabo”, quando os assasinos atacaram a sala de concertos e començaram matar as pessoas.
Querem ver um pouco da letra dessa música desta barulhenta banda americana?

“Beija o diabo”

Quem amará o diabo?…
Quem cantará sua canção?…
Quem amará o diabo e sua canção?…
Eu amarei o diabo…
Eu cantarei sua canção…
Eu amarei o diabo e sua canção!… Quem amará o diabo?… Quem beijará sua língua?…
Quem beijará o diabo em sua língua?… Eu amarei o diabo!…Eu beijarei sua língua…
Eu beijarei o diabo em sua língua!…
Quem amará o diabo?…
EU AMAREI O DIABO E CANTAREI SUA CANÇÃO!

Linda, eh?

Sabem o que aconteceu à guerra da cultura? Por que todo o mundo se rendeu na campanha da “ música de Satã”?, em que nossos pais e avós lutaram com unhas e dentes.

Recordam com que vigor os católicos tradicionais sabiam lutar contra a indústria da música pop -uma indústria que gasta milhões tentando doutrinar nossas crianças 24 horas por dia, sete das poe semana, com uma catequese luciferina? O que ocorreu? Por que içamos a bandeira branca?

Talvez haja tempo de voltar para aquele tempo e fazer como faziam.

Muitas graças aos nossos amigos do Centro de Fátima pelo oportuno post desta semana de uma velha palestra sobre música rock/pop que se deu em São Paulo, Brasil, há años.

Esta palestra foi realizada em uma das conferências do falecido padre Grüner para sacerdotes católicos. Minha esperança ao publicá-la aqui é que deveria reavivar o debate (e inclusive a guerra) contra a podridão da música pop, que, não faz tanto, era tão importante para os polemistas católicos como a revolução litúrgica e a restauração da missa tridentina.

Podemos assistir a missa em latim todos os dias da semana, e fazer “escola em casa” até se fartar; mas se nossas crianças estão escutando a Miley, Iggy, Justin e Gaga, então, esqueçam. A guerra terminou, e perdemos.

Michael Matt

por euvimparaquetodostenhamvida

DEUS, O SER ÚNICO POR EXCELÊNCIA, O ÚNICO QUE MERECE ESTE NOME.

 

 DEUS

“Deus, o ser único, o ser por excelência, o único que merece este nome” (Cavallera)

“Nisto deves meter todo o teu empenho que Deus cresça em ti” (Tauler)

 

PARÁBOLA

 

A Revolução das Árvores

Um altaneiro jequitibá concedeu um plano arrojado.“Irmãs, disse ele às árvores da selva, deveis saber que a terra nos pertence. Vede, homens e animais dependem de nós. Alimentais as vacas, as ovelhas, as aves, as abelhas, tudo enfim vive de nós: somos o centro de tudo. Só um poder há acima de nós: é o sol. Verdade é que dizem depender dele nossa vida. Mas eu estou convencido que isso não passa de fábula para meter-nos medo.

Ora, não podemos viver sem o sol? Lenda antiquada,supersticiosa, indigna de plantas modernas e esclarecidas.”

Pequena pausa. Umas figueiras seculares e um cedro majestoso de idade avançada, meneavam suas copas em sinal de desaprovação. Mas as árvores novas aplaudiam freneticamente de todos os lados.

O jequitibá retomou o arremesso e continuou: “Bem sei que há entre nós uma facção de ignorantes e atrasados, o partido das velhas que ainda acreditam em fábulas.

Eu, entretanto, sou pela autonomia e pela independência da nova geração vegetal. É tempo de sacudirmos o jugo do sol. Vamos à luta pela liberdade; ó velho lampião do céu, teu reino findou.”

Uma tempestade de aplausos estrugiu no ar. O entusiasmo juvenil abafou os protestos das árvores velhas. “Comecemos, pois, comandou o jequitibá. Durante o dia interromperemos toda a atividade e passaremos a viver só durante a noite, escura e misteriosa. De noite haveremos de crescer, deitar os brotos, florir, exalar o perfume,frutificar: não precisamos do sol. Somo livres”.

Nos dias seguintes os homens observavam um fato estranho. O sol resplandecia com todo o seu brilho. Seus raios quentes enchiam o ar. As flores, porém, inclinavam teimosas as cabecinhas para a terra, fingindo dormir. As árvores deixavam pender as folhas. Todas as plantas desprezavam o astro-rei. À noite abriam-se as corolas, as flores voltavam-se para a luz pálida da lua e para o firo cintilar das estrelas.

Durou isso alguns dias.

Pouco a pouco surgiram curiosas alterações nas plantas. Os cereais, antes levantados para o sol, jaziam por terra. As flores empalideceram e secaram. As folhas amareleceram e caíram. Murmurações ouviram-se então contra o Jequitibá. Este, apesar de ver suas folhas amarelas e secas, continuava teimoso:

“Tolas que sois! Ainda não percebestes que agora sois muito mais belas e interessantes, mais livres e independentes.

Doentes, vós? Qual nada! Agora sois nobres, aristocratas”.

Algumas coitadas davam crédito e murmuravam à noite, cansadas e exaustas: “Estamos belas, ficamos nobres,independentes”. A maioria, porém, percebeu a tempo o perigo e reconciliou-se com o sol.

Quando entrou a primavera, o jequitibá lá estava de galhos desnudos, ressequidos, em meio à selva que renascia cheia de vida, repleta do gorjeio dos pássaros. Suas estultas doutrinas estavam esquecidas. Em redor dele o perfume das flores subiu cheiroso rumo ao sol e as copas folhudas das árvores inclinavam-se agradecidas para o astro-rei (Joergensen).

Extraído do livro do Padre João Beting CSsR Teologia das Realidades Celestes

por euvimparaquetodostenhamvida

“O Próximo Sínodo é uma Batalha entre Cristo e o Anticristo: -De que lado estará?”

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“O Próximo Sínodo é uma Batalha entre Cristo e o Anticristo: -De que lado estará?”

RORATE CÆLI 5 março, 2015

Alessandro Gnocchi continua sendo um dos melhores comentaristas da situação atual da Igreja. O seguinte trecho de sua coluna em ‘La Riscossa Cristiana’ é um exemplo de sua determinação em ver as coisas como são. Gnocchi usa palavras fortes que provocam o pensamento:

O mundo católico que comumente se chama “não de esquerda” ou “não progressista”, salvo as raras exceções dos que são capazes de ir realmente contra a corrente, se compõe de intelectuais pouco convincentes e sedentos de legitimação. Pobres personagens em busca de um autor que os suba a um cenário e os faça recitar qualquer livreto que se ponha diante deles. Entretanto, enquanto os títeres saltam e dançam, o pequeno teatro se torna sempre mais à esquerda até completar a mutação.

A linguagem, os temas e inclusive os princípios que até o último pontificado foram considerados como não negociáveis, se adaptam a um público que sempre quer mais e melhor: desde a colaboração política até chegar às concessões doutrinais o caminho é muito curto, especialmente se existe o incentivo de receber os aplausos do mundo.

[Há quem] se escandaliza, porque todo aquele que tente expressar uma objeção frente a situação atual é etiquetado rapidamente como “uma pessoa que semeia divisão”…

A tática de acusar os dissidentes de serem “pessoas que dividem” no geral se emprega pelo poderoso ou pelo covarde e devemos recordar que sempre os que estão no poder são os covardes que eventualmente têm uma alavanca de poder em suas mãos. Sempre que existe alguém que se atreva a debater os temas de oposição os poderosos evitarão o debate silenciando suas próprias convicções e sua posição real, e os covardes o evitarão porque não têm convicções, e no caso de tê-las, não têm a coragem para defendê-las.
Nada é mais fácil que submeter ao escárnio público qualquer um que se atreva a romper a chapa da unidade deslegitimando-o a priori: se ameaça a unidade, não se é permitido falar. A Verdade, com maiúscula, sucumbe à conveniência. Pilatos, que prefere seguir sendo amigo de César, nunca cessa de buscar companheiros de rota.

A Igreja nos últimos anos tem funcionado (ou melhor, mal funcionado) por ancorar-se a si mesma ao desejo de ser a amiga de César. Ela tem sido fraca até o ponto de ficar anêmica no campo da doutrina e da moral. Ela se mostra agressiva e desapiedada em sua repressão e na negação de toda opinião legítima que tenha a intenção de reafirmar as verdades doutrinais e morais. O resultado é silenciar àqueles cuja intenção é defendê-la e por sua vez dar renda solta àqueles cuja intenção é destruí-la. Esta metodologia é muito elogiada e se coloca em prática desde o topo até a igreja paroquial.

catecismo da igreja catolica sínodo

Porém permitam-me agora algumas considerações sobre as melodias que sempre silvam aqueles católicos que dizem que querem se opor à deriva em direção liberalismo, mas na verdade não fazem nada, exceto ir seguindo-a sempre com um passo atrás. Eu me limitarei a falar desse tilintar, que é o seguinte: “sempre é melhor fazer algo mesmo não sendo perfeito que não fazer nada.”

Estes católicos, aos quais talvez devesse chamar “católicos-light” [cattolichetti] perderam de vista, devido a sua cançãozinha, a postura que o católico sempre deve assumir no enfrentamento com o mundo. Desta maneira, ao persistir na connivência e cooperação com o mundo, entorpecem seu sentido espiritual até o ponto de que não mais são capazes de compreender a gravidade dos tempos em que vivemos.

Eles se deleitam nos planos políticos idealistas de ação, enquanto o que realmente está acontecendo é uma guerra entre Cristo e o Anticristo em uma escala nunca antes vista, onde o que está em jogo é a sobrevivência da fé católica.

Repito: estamos em uma batalha para preservar a Fé Católica e esta batalha é travada em várias frentes, inclusive em algumas que são tão importantes como a verdade moral, mas que são só campos de batalha em uma guerra que é muito mais profunda, que implica a metafísica e a religião. O mais importante em jogo é a fé. Mas a fé se conserva inteira e intacta, ou se perde. Não se pode preservar somente partes, de acordo com o gosto ou a conveniência.

As decisões que se tomem a respeito dos elementos cruciais do ensinamento moral, que tocam a natureza humana, são os sinais que mostrarão se a fé resistirá ou se renderá. Porque qualquer acomodamento, inclusive algum concebido para o bem ou talvez usando o carcomido conceito do “mal menor”, representa um acomodamento da Fé: uma traição a Cristo em favor do Anticristo.

O mundo de hoje não necessita uma lei que é um pouco menos má que a outra porque, como os “católicos-light” dizem, “é melhor fazer algo, mesmo não sendo perfeito, do que não fazer nada”. Não estamos lutando uma batalha para dar algo menos mal ao mundo, mas para permanecer fiéis a Cristo e seus ensinamentos, e só Ele pode salvar o mundo.

Isto é o que tem feito o Sínodo sobre a Família que acaba de concluir um evento tão dramático e fará que o próximo o seja ainda mais. O que aconteceu e vai acontecer, não só será um face a face entre duas diferentes escolas de pensamento, mas o face a face entre os que pretendem preservar a Fé católica em seu conjunto e os que querem mudá-la. Em poucas palavras, e como estamos falando de bispos, cardeais e do Papa, minhas palavras podem parecer duras, estamos tratando da batalha entre Cristo e o Anticristo. Só resta para nós escolher de que lado estar.

[Fonte ‘La Riscossa Cristiana’ – Traduzido para o espanhol por Juan Campos. Artigo original]

http://www.adelantelafe.com/roratecaeli-el-proximo-sinodo-es-una-batalla-entre-cristo-y-el-anticristo-de-que-lado-estaras/

por euvimparaquetodostenhamvida

Doroteia à luz do candelabro: O Papa Francisco cria confusão.

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doroteia e as confusões do papa

Doroteia à luz do candelabro: O Papa Francisco cria confusão

Adelante la Fe – 18 março, 2015

DOROTEIA: vou ao confessionário. Minha alma está perturbada e inquieta. O Papa Francisco me cria confusão. Não dá a palavra da Verdade, não me confirma na Verdade da Igreja.

No confessionário:

DOROTEIA: Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ave Maria Puríssima.

CONFESSOR. Sem pecado concebida.

DOROTEIA: Padre, o Papa Francisco deseja nesta Santa Quaresma que haja uma jornada de adoração ao Santíssimo Sacramento e do Sacramento da Penitência, denominada 24 horas para o Senhor. Sendo esta iniciativa louvável e necessária, a mim me confunde o Papa. Porque enquanto convida à adoração do Santíssimo, no entanto consente e nada diz das profanações que se fizeram nas Missas oficiadas por ele, como foi o caso das profanações ocorridas na Missa de Manila; e no geral em tantas Missas. Sua voz ou se levanta chamando a atenção de atos sacrílegos ao Senhor, Nosso Deus. Por outro lado, convida para a confissão, mas, por sua vez, alegando que a Igreja não condena eternamente, dando lugar a títulos de imprensa onde se pode ler que o Papa questiona o dogma do inferno. Muitos são os clérigos e fiéis, que animados pela indeterminação do Papa, duvidam ou não creem na condenação eterna. Isto provoca um dano irreparável, não chegar à confissão.

CONFESSOR: Muitos duvidam das verdades de fé por falta de clareza das palavras do Papa. Cabe se perguntar sobre a retidão de suas intenções quando se refere ao Magistério da Igreja. Não dá explicação, não corrige o rebanho.

DOROTEIA: Padre, o Papa Francisco em sua última catequese sobre os anciãos, e que eu por causa de minha idade me interessa, disse referindo-se a uma anciã que ficou oito meses sem ser visitada por sua família e que isto se chama pecado mortal. Porém, como sempre, o Papa é confuso. Por que emprega o Papa a palavra isto? E por que não se refere aos familiares diretamente e diz que cometeram pecado mortal?

CONFESSOR: Não mostra o pecador, talvez não queira o Papa ser mostrado pelos pecadores. Teria que perguntar ao Papa Francisco o que entende ele por pecado mortal. Ao falar do inferno, aproveitando a visita a uma paróquia de Roma, não nomeou o que é a consequência do pecado mortal. Não nomeou o pecado mortal. Não falou da necessidade do arrependimento, da dor da contrição e da confissão. Não falou da Justiça Divina. Por não falar, não falou da Verdade de Deus.

DOROTEIA: Padre, por que ele não dá uma explicação? Tudo deixa no ar. Por que não dá uma definição exata do pecado mortal?

CONFESSOR: Doroteia, a definição exata do pecado mortal nos esclareceria uma situação na qual nos encontramos, a DÚVIDA, e a CONFUSÃO, o NÃO SABER.

DOROTEIA: Padre, o Papa Francisco tem me confundido. Até onde vai ele com a Santa Madre Igreja?

CONFESSOR: Doroteia, um católico tem que ser firme na Verdade de Deus, e ninguém poderá crer na confusão. Referente para onde vai ele, necessitamos que retome o Magistério da Santa Madre Igreja. Além disso, recorde só o que ela pede.

DOROTEIA: Padre, queria consultar sobre outra das confusões, pois o Papa Francisco se dirigiu no ano passado, em um encontro com anciãos, a Sua Santidade Bento XVI como um “avô sábio”. Minha pergunta é como pôde dirigir-se a Sua Santidade o Papa emérito como “avô”. Padre, sobre a palavra “sábio” reafirmo, foi no que deixou escrito em seu legado.

CONFESSOR: Estas confusões são contínuas nas alusões e em todos os níveis. Temos a obrigação de corrigir em todos os níveis, e em todas as circunstâncias que sejam; em tudo o que não se trata com respeito. Sua Santidade Bento XVI é ainda hoje o Papa emérito. Temos o dever todos nós de dirigir-nos a ele como sábio.

DOROTEIA: Padre, acredita o senhor que pode ter nesse sentido ferido S.S. Bento XVI diante de tal expressão?

CONFESSOR: S.S Bento XVI diante da falta de respeito perante o mundo soube respeitar o Papa Francisco, pois estamos diante de um sábio.

DOROTEIA: Graças, Padre, minha alma sente alívio cada vez que venho ao confessionário e o senhor me dá a palavra de Deus. Padre, este sofrimento serve para algo?

CONFESSOR: Sim, Doroteia. O sofrimento que nos ensinou Jesus é redentor. Dou a você a bênção: que Deus Todo-poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo desça sobre ti e te acompanhe sempre.

DOROTEIA: Amém. Padre, muito obrigada por sua explicação. Por último, Padre: parafraseando o Papa Francisco que disse que onde não há honra para os anciãos, não há futuro para os jovens, digo que, QUANDO NÃO SE DÁ A HONRA QUE CORRESPONDE AO MAGISTÉRIO, NÃO HÁ FUTURO PARA A IGREJA, NÃO HÁ FUTURO PARA OS CATÓLICOS

Doroteia

a igreja e o magistério

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Cardeal Burke: “Eu vou resistir ao Papa se ele contrariar a doutrina da Igreja que nega a comunhão aos do “segundo casamento”.

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IGREJA CATÓLICA, FÉ, FAMÍLIA

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Cardeal Burke: “Eu vou resistir ao Papa se ele contrariar a doutrina

09 de fevereiro de 2015 ( LifeSiteNews.com ) – Observadores do Vaticano foram surpreendidos neste fim de semana quando o Cardeal Raymond Burke, uma das principais vozes para a ortodoxia na Igreja, disse que estaria disposto a “resistir” ao Papa Francisco se o pontífice tentasse mudar a prática da Igreja que nega a comunhão aos do “segundo casamento”.

Em declarações à televisão France2, Burke, que recentemente foi removido por Francisco como chefe da mais alta corte do casamento da Igreja, disse que, além disso, que não havia nenhuma analogia entre a atividade homossexual e casamento.

“Eu não posso aceitar que a Comunhão possa ser dada a uma pessoa em uma união irregular porque é adultério”, disse o cardeal americano. “Sobre a questão de pessoas do mesmo sexo, isso não tem nada a ver com o casamento. Esta é uma situação sofrida por algumas pessoas que são atraídas sexualmente, contra a natureza, por pessoas do mesmo sexo. “

Pergunta: “Se, por acaso, o papa persistir nessa direção, o que você vai fazer?”
O Cardeal Burke respondeu: “Eu vou resistir, não posso fazer mais nada. Não há dúvida de que é um momento difícil; isso é claro, isso é claro.
“O cardeal concordou que a situação é” dolorosa “e” preocupante “.

Assine a petição pedindo Papa Francis para defender a doutrina da Igreja sobre o casamento ea família.

O comentário está vindo como uma surpresa para aqueles que, preocupados com a direção que a Igreja parece estar a tomar em relação aos objetivos progressistas de esquerda, não se deixam acostumar com uma linguagem mais circunspecta de prelados como Burke. Até recentemente, o cardeal norte-americano, como um membro sênior da cúria do Vaticano e um bispo diocesano servindo há bastante tempo, havia se manifestado com uma precisão cirúrgica marcada pela reserva.

No curso normal de cobertura jornalística de assuntos do Vaticano, uma das regras é: “Nunca pergunte a uma hipótese”, um tipo de pergunta que normalmente é descartada como irrespondível. Tomado isoladamente, o fato de que exatamente esse tipo de pergunta foi respondida por France2 em tudo é significativo. E o fato de que ela foi respondida de modo a implicar que o próprio cardeal está perturbado pela progressão de eventos, foi obrigado a gerar enorme resposta internacional e chegar ao conhecimento das pessoas dentro das máquinas do Vaticano.

Uma questão cada vez mais premente para os católicos preocupados com a recente sucessão de eventos tem sido como responder de forma adequada. O que são católicos, cujo amor pelo papado é construído em sua fé, o que fazer quando um papa parece indicar, que os fatos “não-negociáveis” de sua religião, ou seja, a indissolubilidade do casamento poderia ser objecto de negociação depois de tudo?

Muitos têm olhado para Burke pela orientação em uma situação cada vez mais confusa. Conhecido por sua lealdade para com o ministério petrino, o cardeal não é dado a explosões off-the-cuff ou expressando-se descuidado em suas entrevistas. Após o comentário após o Sínodo que a falta de clareza do papa tem prejudicado a Igreja gerou uma pequena onda de interesse, o Cardeal Burke emitiu um comunicado esclarecendo sua posição, dizendo que ele nunca teve a intenção de criticar o Papa Francisco.

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Agora que ele indicou claramente qual “resistência” é necessária se os piores receios forem realizados, alguns se perguntam de que forma, exatamente, isso aconteceria. No site Catholic 1Peter5 , Steve Skojec chamou o comentário de Burke neste fim de semana de “escalada significativa na retórica.” Commenters no local, conhecida por atrair os católicos que acreditam no que a Igreja ensina, têm manifestado a premente questão: “Eu ainda estou querendo saber como se espera isso se acontecer. Cardeal Burke “resiste” Como? “

Qual forma, concretamente, qual resistência tomar? Existem muito poucos exemplos na história de um papa católico desafiando a doutrina estabelecida. Católicos acostumados a equacionar a lealdade à pessoa do papa com a ortodoxia estão em um dilema, com poucos precedentes históricos. Eles se perguntam o que esta “resistência” implicará no plano horizontal.

Aguém comentou: “Suponha arguindo que o papa viesse a alterar a disciplina ininterrupta da Igreja a este respeito. Cardeal Burke fez uma declaração pública de que o papa cometeu um erro e ele não vai segui-lo sobre este ponto.

“Exatamente que efeito isso terá em qualquer coisa, em termos práticos? A maioria dos bispos vai seguir o papa. E qual a dos leigos? Como consitirá a nossa resistência? “

Enquanto o próprio Francisco não disse nada publicamente no Sínodo, há uma campanha em andamento, centrada principalmente nas principais vozes da hierarquia alemã, para permitir que os católicos divorciados e recasados ​​civilmente possam receber a Comunhão. Na publicação da Relatio, este impulso foi expandido para incluir uma chamada para “aceitar e valorizar” a “orientação” homossexual reportagem autorizada pelo bispo italiano Dom Bruno Forte, um teólogo nomeado pelos organizadores sinodais pelo Papa Francisco.

Como um dos principais defensores da doutrina católica tradicional, Burke foi dando entrevistas constantemente – reiterando e defendendo o conceito de casamento da Igreja Católica – já que o cardeal Walter Kasper primeiro fez a sugestão em fevereiro 2014 que a Igreja admitisse os divorciados e católicos civilmente casados em receber a Sagrada Comunhão, como se não tivesse nenhum problema.

Burke deu uma entrevista em novembro, para a imprensa espanhola, na sequência do Sínodo, em que ele disse: “Parece a muitos que o navio da Igreja perdeu sua bússola.” Para Vida Nueva , Burke disse que as informações sobre o que foi dito no Sínodo estava sendo distorcido pela assessoria de imprensa da Santa Sé e pelos documentos oficiais produzidos pelos próprios organizadores do Sínodo.

O documento produzido no meio do processo, “parecia um manifesto para alterar a disciplina da Igreja sobre uniões irregulares”, disse o cardeal. Os pequenos círculos formados para discutir as questões em profundidade foram deturpados pelos organizadores do Sínodo. Os bispos destes grupos tinham que exigir especificamente as “nossas obras para serem publicadas.”

“Até então, o público não sabe o que nós pensamos. Tudo foi controlado e manipulado, se assim posso dizer “, disse o cardeal.

“Muitos bispos e sacerdotes entraram em contato comigo dizendo que pessoas com uniões irregulares vieram de suas paróquias dizendo que desejam receber os sacramentos”, disse Burke. “Eles disseram que o Papa quer.”

“Não estamos falando de uma questão menor, mas um direito fundamental. O pilar da Igreja é o matrimônio. Se não se ensinar e viver bem esta verdade, estamos perdidos. Nós paramos de ser da Igreja. No Sínodo, os ensinamentos da Igreja e uma posição que contradiz não pode ser colocada no mesmo nível “.

O que não é amplamente compreendido pela mídia secular é que, aos olhos da Igreja Católica, o divórcio não é meramente proibido, ele não existe em tudo; é uma impossibilidade ontológica. Para os fiéis católicos, a existência de divórcio só é aceita como uma espécie de concessão da necessidade de um mundo secular que vive em um estado de negação. É uma “ficção jurídica” e é acomodado apenas sob protesto.

A Igreja sempre teve confiança de que as palavras de Cristo foram apresentadas de forma precisa e que a segunda pessoa da Santíssima Trindade não estava enganada, citando erroneamente nem deturpando os autores dos Evangelhos.

A história completa é contada no Evangelho de Mateus , que diz:

Alguns fariseus aproximaram-se dele para testá-lo. Eles perguntaram: “É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?”

“Você não leu”, ele respondeu, “que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea”, e disse: “Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne ‘? Assim, eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe. “

“Por que, então,” eles perguntaram: “Moisés ordenou para um homem dar a sua esposa um certificado de divórcio e mandá-la embora?”

Jesus respondeu: “Moisés permitiu repudiar vossas mulheres porque seus corações eram duros. Mas não foi assim desde o início. Eu lhes digo que qualquer um que repudiar sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra, comete adultério. “

Portanto, das próprias palavras intransigentes de Cristo vem a doutrina católica que o divórcio simplesmente não tem nenhum objetivo, a realidade “ontológica”. Uma pessoa que se divorciou e casou de novo, de acordo com as palavras de Cristo, está vivendo em um estado de adultério, em pecado mortal, e, como tal, não pode receber a comunhão até que ele se arrependa e mude seu estilo de vida.

O casamento para a Igreja é uma realidade sacramental, tão duro e imutável como o diamante, que só pode existir entre um homem e uma mulher, para a procriação e cuidado das crianças e à santificação de todos os membros da família. Como tal, é um bastião, defendido pela Igreja Católica, contra todo o edifício da Revolução Sexual.

Até mesmo uma falha em explicá-lo de forma robusta pode ser visto como uma falha grave em tempos em que a instituição do casamento está sob ataque como nunca houve desde o estabelecimento da civilização cristã.

regina 002

https://www.lifesitenews.com/news/cardinal-burke-i-will-resist-the-pope-should-he-contravene-doctrine

por euvimparaquetodostenhamvida